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21.5.13

é o que há pra essa vida

Dizem por aí que eu sou muito pacienciosa. Há quem pense que sigo aquela regra de "a pressa é inimiga da perfeição" (o que explicaria por que nasci de 11 meses, mas enfim) mas não. A verdade é que eu não poderia estar ligando menos.

EU.NÃO.DOU.A.MÍNIMA. pra grande parte das coisas que me ocorrem ou ocorrem a meu redor. Ao menos pras que importam. Meu dom é dar importância a coisas que os outros acham bobagens. 

Aí fico eu lá ~desprezando~ tudo e aparentando ter a paciência de um sábio chinês quando na verdade o que ocorre é que tenho preguiça de falar/fazer algo quando eu sei que as pessoas simplesmente continuarão a ser cada vez mais idiotas, enquanto meu DJ mental começa a tocar uma playlist bizarra e passo meus dias abstraindo e fazendo cara de paisagem.

Porque cara de paisagem é o que temos pra vida. 
E todos acham que sou super pacienciosa.
Tolinhos.

19.5.13

Charlotte Street

Charlotte Street (Danny Wallace) conta basicamente a história de um professor metido a jornalista que um dia tromba com uma moça - cujo nome é desconhecido até o final da história - e gama nela, porém a moça tem pressa e pega um táxi rapidamente, mas o professor/jornalista aloprado acaba ficando com uma câmera descartável que a moça deixou cair quando do trombo e aí ele começa uma "caçada" pela moça em Londres.

Ou, em uma frase: Charlotte Street é o romance que uma blogueira perdida na vida consegue após contar sua vida em um blog.

Quando recebi esse livro e abri a linda caixinha do correio, segurei-o nas mãos e disse para minha mãe: "esse é um dos livros sobre a minha vida". Não havia lido muito sobre a premissa mas eu simplesmente senti que assim o seria. E não estava errada (claro que não!). Charlotte Street não poderia se enquadrar melhor, afinal, a moça do livro é uma blogueira que passou por uma grande decepção amorosa e fez um blog para falar sobre, para ver se o sentimento desaparecia conforme as palavras aparecessem (e foi assim que nasceu o Wink).
Tudo começa com uma garota. Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo. E agora Jason - ex-namorado, escritor e herói relutante - se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder.
Não se enganem: eu amei o livro. Mas rolou toda uma identificação nervosa aqui e a sensação que ele me passou após sua leitura foi: o máximo que uma moça que se expõe tanto num blog consegue, em termos românticos, é um cara ferrado como Jason Priestley. Certamente quem gosta de romances vai amar Charlotte Street, ainda mais quem gosta de devaneios - Jason devaneia o tempo inteiro e a narrativa é através dele, através de sua perspectiva, com alguns trechos separados mostrando posts do blog da moça, A Garota:

A mensagem principal é sobre destino e sinais. Será que vale a pena correr atrás de alguém cujo nome se desconhece apenas porque se cruzou com a pessoa e sentiu que aquela poderia ser A pessoa? Será que há um destino por trás de tudo e podemos ter nossos "finais felizes" mesmo que eles inexistam?

É um livro bobo para pessoas bobas que querem uma leitura simples e apaixonante. Mas não se iludam: a vontade de quebrar a cara de Jason Priestley é constante. 

16.5.13

Eu não gamei no Mr. Darcy

Esse deve ser um dos livros mais comentados da história da literatura. Há várias resenhas dele, e sei que seus personagens despertam muito amor na maior parte das menininhas ratas de biblioteca como eu. Porém eu devo dizer que sim, ele é um ótimo livro. E só. Não me despertou emoção alguma, tampouco aquela sensação gostosa de quando a gente lê um livro e se identifica com as personagens, sente as emoções que ali são narradas, torce, chora, ri. Ele é - para mim - apenas um livro bem escrito (e eu estou ciente de que irei ser apedrejada por isso, mas leiam toda a crítica antes de falar algo, ok?).

Para quem ainda não entendeu de qual livro eu falo ao ler o título, eu estou falando do queridinho das românticas de plantão, o tão amado e idolatrado Orgulho e Preconceito, de Jane Austen. Sim, ele é um livro muito bom, bem escrito, com personagens bem articulados e situações cômicas. Tenho certeza de que para a época foi um grande avanço literário, e a história é digna dos sonhos de qualquer menina que deseje se sentir como uma princesa (não que Elizabeth Bennet fosse uma princesa no livro, mas vocês entenderam o que eu quis dizer).
Para quem não conhece a história ou não se lembra direito dela, aí está:
Conta a história das 5 filhas solteiras de Mr. e Mrs. Bennet, após o rico Mr. Bingley e seu amigo Mr. Darcy, terem se instalado nas vizinhanças da sua propriedade. Enquanto Bingley se interessa imediatamente pela mais velha das irmãs Bennet, Jane, Darcy tem dificuldades em se adaptar à sociedade local, e entra em discórdia com a segunda das irmãs, Elizabeth.
É um romance muito bonito, bem estruturado, cheio de preconceitos (como o próprio nome diz) e de muito, muito orgulho, de ambas as partes, é claro (tanto de Elizabeth quanto de Darcy). Elizabeth é uma personagem interessante, e é a que mais me chamou a atenção. O que faz dela uma personagem tão interessante é seu sarcasmo, ironia e um certo "deboche" pela alta sociedade.
Porém o que eu não entendi é o por que de a maior parte das meninas que leem esse livro ficarem apaixonadas pelo Mr. Darcy. Ele é obscuro, orgulhoso, mal fala, guarda tudo para si próprio. Não é algo muito atraente (a não ser para aquelas que gostam de se sentirem inferiores ou desprezadas de certa forma). Sim, sim, no final do livro foi revelado seu "verdadeiro" caráter. Mas de qualquer forma, não há nada de excepcional nesse personagem. De fato, considero o Mr. Bingley muito mais interessante do que Darcy.

Sim, eu gostei do livro. Mas não gamei nele. Para mim, Orgulho e Preconceito nunca será tão bom quanto O Morro dos Ventos Uivantes (de Emily Brontë), e Mr. Darcy nunca terá tanto fascínio quanto Heatchcliff. Porém é um livro que vale a pena ser lido. É uma ótima leitura, ainda mais se você for uma dessas mocinhas românticas que amam amores cheios de empecilhos e água com açúcar (o que não é o meu caso).

O único Mr. Darcy pelo qual que gamei foi quando interpretado por Colin Firth, em 1995 (todos devem assistir a essa minissérie baseada no livro):
Tem como não gamar? 

Pronto. Agora vocês podem apedrejar a vontade. 
E enquanto eu estiver nessa vibe "whatever" vou postar apenas resenhas antigas e alguma coisa dos rascunhos. Não que eu saiba fazer resenhas, mas bora aprender isso na marra. Bye. 
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