Leiturinhas 011

~não sei de quem é a imagem, a achei no pinterest e combina perfeitamente com o mês; mas se alguém souber o artista criador deixe nos comentários que eu coloco os créditos aqui~

Eu amo muito o fato de que separei as leiturinhas do mês do post de resuminho porque, bem, eu falo demais sobre o que eu leio (eu sei, poderia voltar às antigas no blog e falar mais sobre a minha vida e menos sobre livros, mas descobri que existem pessoas realmente muito amargas que se aproveitam de qualquer coisa que a gente escreva sobre nossas dificuldades pra fazer da nossa vida um inferno, então não, obrigada), então acho que foi uma boa decisão. 

Nem tão boa assim foi a minha quantidade de leituras em novembro: foram apenas 2 livros. Como todos já sabem, o culpado foi o Monstro do Final de Semestre, que comeu meu tempo e meu ânimo pra fazer qualquer coisa além de provas e trabalhos gigantescos, mas conseguimos vencê-lo e cá estamos, em férias e já lendo coisas maravilhosas. 

.lidos


♥ Como disse, foram dois livros lidos. O primeiro foi um que achei que seria ótimo, mas nem foi tanto assim - porém também não foi tão ruim quanto pensei que seria quando a coisa começou a degringolar. Não vai acontecer aqui, do Sinclair Lewis, é um livro sobre o qual já falei bastante e, apesar dos pesares, realmente acho que merece uma leitura, especialmente do povo que se interessa por política e distopias. Não é nada parecido com as distopias adolescentes, tipo Jogos Vorazes, claro, mas mesmo assim é bem bacana pelas reflexões que a gente faz de como uma democracia se transforma numa ditadura aos pouquinhos. Pretty scary, indeed. 

♥ Depois eu li um que me deu muitas alegrias e tristezas. Apesar de saber o final da história de antemão, ler As irmãs Romanov, da Helen Rappaport, foi algo um pouco dolorido. Amei conhecer mais sobre as vidas das meninas e também conhecer a verdadeira história da Anastasia (sim, aquela da animação que marcou a infância de metade da minha geração), mas ao mesmo tempo foi duro ver como elas sofreram na prisão na Sibéria e ter de lidar com os horrores que a Revolução Bolchevique cometeu. Eu realmente acho que a Revolução trouxe coisas muito boas pra Rússia, mas obviamente teve seus erros (NÉ, LÊNIN) e muita gente inocente foi assassinada por causa disso, inclusive as quatro meninas Romanov, seu irmão de 13 anos e seus pais, que só queriam mesmo uma vida tranquila com a família e não tinham culpa de ter nascido na realeza. 

Adoro ler sobre histórias reais da monarquia porque sempre penso que não é fácil ser princesa. É uma vida muito solitária, especialmente pra meninas. A pessoa não tem culpa de ter nascido ali, mas por causa de sua posição não pode se aproximar de quase ninguém e os erros políticos dos outros recaem sobre a família inteira. A gente cresce vendo histórias de princesa, mas não sabe como é (foi) complicada a vida dessa gente real. 

.lendo 

Finalmente tomei coragem e peguei pra ler um livro lindo lindo lindo que estou amando: Anna Kariênina, do Tolstói. Recebi o livro pela Companhia em agosto e estava encarando ele na estante desde então, com medo de lê-lo porque achei que demoraria demais na leitura (são quase 900 páginas de calhamaço russo!) ou que poderia ser chato demais. GENTE, COMO EU ESTAVA ENGANADA. Esse livro é excelente. Comecei a leitura na sexta e lá se foram mais de 150 páginas. Sim, eu poderia ter lido mais, mas vamos lembrar que sexta foi o último dia de aula do semestre com trabalho de radiojornal e no fim de semana teve o aniversário do pai do meu namorado, então foi aquela correria de pessoas pra lá e pra cá e não deu muito tempo pra ler. Mas mesmo assim eu não queria largar o livro. Sério, leiam isso, larguem de medo e se joguem porque a escrita do Tolstói é deliciosa e essa edição não perde em nada pra aquela da Cosac Naify.


Também comecei a (re)ler os contos do Poe na minha mais nova edição linda e maravilhosa da Tordesilhas: Contos de imaginação e mistério. É sério, ela é muito linda. Tem ilustrações da época da "descoberta" de Poe + um prefácio do Baudelaire, o primeiro cara a traduzir a obra do Poe pra o francês. Essa era a edição que eu queria e ela é minha porque um cara (maluco) a vendeu num grupo de troca e venda de livros por DEZ PILAS!!!! Sim, eu não acredito nisso até agora. Tô muito em paz comigo mesma tendo essa edição que desejo há anos. ♥

Por enquanto, é isso.
Mas bem por enquanto mesmo porque dezembro é o mês das RETROSPECTIVAS AAAAAAAAAAAAH e já estou preparando o Wink Literary Awards 2017, hihihi.

Até. 

Resuminho de novembro

Sinto que essa ideia de fazer resuminhos mensais foi péssima, mas agora estou comprometida com ela e vou até o fim do ano com isso. Me desculpem, ano que vem a gente volta à programação normal. 

~The Scream, Edvard Munch~

Novembro, como todos os meses que encerram semestres, foi um inferno. Eu nunca tive tantas dores de cabeça antes. Honestamente pensei que houvesse alguma coisa errada comigo. Só que aí o semestre terminou (sexta!) e as dores de cabeça pararam, provando que todo mundo estava certo e o que eu tinha era puro estresse mesmo. Melhor assim. 

Esse semestre foi o mais exaustivo que já tive até agora. Provavelmente a galera que tá fazendo projeto de monografia e afins está rindo loucamente de mim neste momento, porém: meu deus que semestre estafante. 

Foi tanta coisa, tudo ao mesmo tempo, com tantos detalhes que eu só queria sentar num cantinho e chorar de exaustão mental e saudades da exaustão física de ter tempo pra fazer exercícios e inventar coisas etc. 

Nessas eu lembrei muito do livro da Jenny Lawson, o Alucinadamente Feliz, que li no começo do ano. Nele, ela conta como é a vida de uma pessoa com ansiedade e crises de pânico e todo aquele blablabla de saúde mental que a gente já conhece. Só que ninguém dá bola quando se fala sobre isso, né. O "fica calma" não funciona e inclusive só faz aumentar a vontade de estar calma e ser uma pessoa normal e tranquila que não surta porque sua cabeça está sempre a mil, com trocentos projetos e sem saber de onde mais tirar tempo pra fazer tudo sem cair de exaustão por não dormir. 

Mas JÁ ESTAMOS EM DEZEMBRO!!!! E já é dia 5! Gente, sério, o que foi este ano? 
Além de já estarmos em dezembro, também já estamos de férias, o que significa que meu organismo precisa entender o conceito de relaxar e curtir o sossego. Isso é um pouco difícil pra pessoa ansiosa e com vibes workaholic, mas estamos seriamente tentando - e aceitamos boas vibes enviadas, hein. 


Como o semestre foi até dia 1° e logo em seguida teve fim de semana (com aniversário do pai do namorado, inclusive), muita coisa atrasou loucamente. É sério, esse semestre foi realmente terrível (okay, vou me controlar pra falar sobre outra coisa). Mas o fato é que minhas leituras atrasaram, os textos que eu deveria escrever também (tanto no Valks quanto na Pólen - aliás, entrei pra equipe linda da Pólen, mas ainda não estreei lá porque vocês já sabem, risos) e eu fiquei completamente maluca. Então fiz o que qualquer pessoa sã e plena faria em seu primeiro dia real de férias: maratona de filmes de Natal.

Eu amo demais filmes natalinos e não entendo as pessoas que têm ranço deles. Essa coisa de espírito do Natal total me pega e acho tudo lindo demais, desde os enredos clichês até aquela decoração que é sempre a mesma coisa, mas a gente adora mesmo assim. Então ao invés de ficar mais louca ainda no meu primeiro dia de férias colocando em dia tudo que está atrasado, decidi parar e me dar um presente por ter passado em todas as matérias horrorosas que tive: vi filminhos lindos debaixo do meu cobertor de florzinha.

Um deles foi o novo da Netflix, O príncipe do Natal, que é tão clichê quanto qualquer filme da época, mas lindo lindo lindo e com o fator de a protagonista ser uma jornalista em começo de carreira. OLÁ IDENTIFICAÇÃO. Okay, a identificação pára por aí porque, ao contrário dela, eu não fui designada pra cobrir a posse de um príncipe como rei num país distante e cheio de lindas neves. Mas mesmo assim amei demais. É um daqueles filmes bem gostosinhos de se ver numa tarde despretensiosa, o que era exatamente o que eu queria.

Também aproveitei a vibe e vi Meu papai é Noel que é um filme já antiguinho (não sei vocês, mas 80% dos meus filmes preferidos são antigos), mas UM AMOR. O cara é um publicitário sem coração que simplesmente acaba assumindo, sem querer, o papel de Papai Noel e isso o coloca numas enrascadas dignas da Sessão da Tarde. Essa nostalgia dos meus tempos de infância é algo muito gostoso e que quero preservar, então recomendo pra todo mundo que sente falta daquele sentimento de encanto que tinha quando era criança durante essa época.

Aliás, nessas de maratonar filmes de Natal, notei que grande parte deles têm como protagonistas gentes da comunicação social: jornalistas e publicitários sem coração ganham disparado no ranking de pessoas que precisam ser convencidas do espírito natalino. EU JURO QUE TENHO CORAÇÃO, apenas o guardo com carinho nos dias úteis pra não ter problemas de conflitos de interesses nas produções jornalísticas, risos.


Queria muito ter feito a sessão de links do mês, mas não foi possível ver muita coisa em novembro além de provas e trabalhos. Porém, quero deixar registrado que minha amiga Michas reativou seu canal literário e tá sendo muito bacana acompanhar os vídeos dela.

Até mais e VAMO INAUGURAR O NATAL AQUI NO BLOG! 

Dates ruins ou como atraio gente bizarra

Dia desses estava rolando no tuíter uma hashtag falando de #datesruins. Eu olhava pra aquilo e ria porque tinha um pessoal compartilhando umas coisas bizarras demais. Mas aí lembrei que justamente por conta dessa bizarrice toda - que, aparentemente, na vida das pessoas normais acontece apenas de vez em quando, ao contrário da minha, em que ocorre algo estranho praticamente todos os dias, o que honestamente me faz pensar se não sou alguma personagem de sitcom - é que eu tenho um blog. Então nem entrei na onda da hashtag e salvei a ideia pra escrever aqui mesmo, falando de um date muito ruim ou como eu atraio gente bizarra. 


O golfinho 

O título total poderia servir pra falar de uma outra entidade que eu chamo de golfinho-saltitante, mas essa história não tem nada a ver com date (graçasadeusa) e eu vou contar outro dia. Mas antes do golfinho-saltitante, essa criatura dozinfernos, aparecer na minha existência, houve um outro golfinho. Ele parecia um cara normal. Um pouco nervoso pra o meu gosto e com cabelo arrepiado em excesso (jamais entenderei a moda do cabelo arrepiado, fica todo mundo parecendo uma versão menos estilosa do Super-Shock, mas enfim). A gente tava saindo há uma semana porque honestamente eu não tinha nada melhor pra fazer e ele estava ali aparentemente todo querendo minha companhia. (Não me arrependo, mas não faria novamente.) 

O fato é que depois de três dias eu já havia enjoado do guri. Okay, eu tenho um histórico de enjoar de pessoas rapidamente porque pessoas cansam demais, mas dessa vez eu realmente me superei. Só que, como já disse, não tinha nada melhor pra fazer m e s m o. Então na sexta eu estava indo pra minha aula quando ele apareceu e se grudou em mim na faculdade. Ainda faltava um tempinho pra aula, então fiquei ali, sentada num banco, com ele do meu lado falando abobrinhas tamanhas que honestamente eu nem lembro. Eu estava quase indo embora de puro tédio quando, em certo momento, ele virou bruscamente pra mim, pegou na minha mão e começou a falar como um golfinho. 

Eu repito: ELE COMEÇOU A FALAR COMO UM GOLFINHO. 


E ISSO DUROU 10 MINUTOS. 

EU CRONOMETREI. 

No primeiro minuto eu achei curioso e bizarro. Depois apenas permaneci pra ver até onde aquilo iria. Ele imitava perfeitamente um golfinho e tentava me beijar no processo. Vocês já viram um cara imitando um golfinho com o corpo inteiro? E tentando beijar alguém ao mesmo tempo? Pois é, não recomendo. É a visão do inferno. 


Quando ele finalmente parou, disse: "Eu prometi a mim mesmo que ia te conquistar imitando um golfinho". 


Por que diabos alguém faz uma promessa dessas, eu jamais entenderei. Mas a história foi tão absurda que virou parte de uma reportagem pra uma rádio daqui sobre dates ruins. VEJAM SÓ COMO SÃO AS COISAS. Obviamente nem é preciso dizer que nunca mais vi o rapaz porque eu posso ser maluca, mas ainda não cheguei a esse ponto. 

P.S.: eu realmente tenho medo de golfinhos. Eles são criaturas malignas que fazem estupro coletivo em outras espécies e até mesmo na própria, e se divertem com isso (sério, já foi comprovado que eles fazem isso POR PRAZER e domínio, é apavorante). Golfinhos são do mal e eu quase tive um ataque com aquele cara imitando um pra me conquistar. Deus me livre dessa gente estranha.

Por hoje é só porque deu de bizarrice pra um só dia, né.