Um pouco de mim

1. Gero polêmica por pouca coisa só pra ver até onde a outra pessoa se assemelha a mim em seu ponto de vista.
2. Discordo mesmo concordando intimamente só pra irritar quando estou a fim.

3. Não durmo numa cama onde o lençol debaixo não esteja bem esticadinho.
4. Adoro pisar em folhas secas e afundar a mão na lata de feijão.
5. Adoro deixar o chocolate derreter nos dedos só para lamber depois.
6. Como por ansiedade e não por fome.
7. Estrago folhas sulfites com palavras sem sentido.
8. Levo um livro comigo para todo lugar que vou.
9. Falo sozinha à noite, criando situações impossíveis na minha muito fértil mente.
10. Salvo as moscas que ficam presas na janela da morte iminente.
11. Só entro no msn com o status de ausente.
12. Repito falas prontas e imensas de Dr. House quando eu acho conveniente (acho que ainda tomarei um soco por isso).



O medo

Certo dia, eu li em algum lugar (não lembro onde) uma frase que, pra mim, faz todo o sentido:
"Até a desgraça serve para alguma coisa."
A princípio, fiquei me sentindo estranha com o efeito desta frase, mas depois, parei pra pensar.
No mundo, existem bilhões de pessoas, algumas legais, outras nem tanto, umas se deram bem, tem uma casa legal, um bom emprego, vida social, um cãozinho... Mas existem aquelas que não tem nada disto, não se deram bem na vida. Ok. Não vou me concentrar neste segundo grupo, mas no primeiro.
Todas as pessoas passam por tragédias algum dia na vida, todas. As que tem uma vida razoavelmente estável e as que não tem. Então, o que impulsionou estas pessoas que estão bem a ficarem nesta condição?
Simples: O MEDO.
Sim. O medo de serem infelizes, inúteis, desprezáveis. Ninguém quer ser assim.
O medo faz com que lutemos melhor, faz com que pensemos melhor. Não basta ser bom, tem de ser o melhor, é isto que o medo faz com a nossa mente. Isto é bom.
A desgraça serve pra alguma coisa.



Quem somos no filme?




Parei pra pensar hoje, durante uma (pequena) pausa de Dr. House na seguinte questão:
Se estivéssemos num filme (vamos pensar em comédias românticas açucaradas), quem seríamos?
Isto leva ao seguinte pensamento: qual personagem estamos interpretando? Será que estamos fazendo o vilão da história, que é falso e cheio de artimanhas ou estamos sendo a moça frágil, que acha que o mundo conspira contra ela?
Não sei quanto a vocês, mas eu prefiro ser um meio termo, tipo um Dr. House da vida. Aquela pessoa orgulhosa, arrogante, manipuladora e chata, mas que não faz mal pra ninguém, a não ser pra si mesmo.
Eu sou antipática com orgulho, adoro ser assim, gosto de ser sincera, e acima de tudo, respeitar a mim mesma. Não ser mais um bonequinho manipulado pronto pra ser posto à venda em mercearias. Não!
Nos filmes, tem todos os tipos, assim como na vida.

Tem a mocinha: chata pra caramba e mais sem sal impossível.
Tem o herói: Cara com fama de ser do bem, mas é um tremendo sacana.
Tem o vilão: Que costuma ser o mais interessante da história.
Tem o idiota: Que é só mais um retardado como os que a gente encontra por aí.
E, o meu preferido: O meio-termo: Este cara é demais! Ele sacaneia todo mundo, faz piadas de todos, mas todos o respeitam, porque ele tem sempre razão.

Hoje, eu prefiro ser o meio-termo, e tu?