Doce ilusão

Desejamos demais. Desejamos ter uma vida de comercial de margarina, com uma pessoa perfeita, duas crianças que passem o dia lendo clássicos da literatura e uma casa de boneca. Desejamos ter a vizinhança perfeita, com casas com jardins floridos e cercas brancas. Desejamos dias de sol, dias de primavera, dias perfeitos. Desejamos pessoas que permaneçam, alegrias que não desabrochem e um espírito sempre jovem. Queremos demais e queremos tudo ao mesmo tempo. Mas não é assim que as coisas são.

Nenhum homem ou mulher pode ter tudo isso sem que haja uma desgraça em sua vida. Sem que seu coração seja quebrado em pedaços algumas vezes. Sem que seus sonhos sejam despedaçados com a inconsistência das ilusões. Nos iludimos demais, e em que doces ilusões acreditamos! Acreditamos que iremos encontrar um ser que nos complete, que teremos crianças lindas e uma vida perfeita. A verdade é que a vida não é feita apenas de momentos bonitos, mas sim de momentos melancólicos, momentos em que tudo o que você quer é alguém ao seu lado para segurar sua mão e recostar a cabeça em seu ombro. Nem sempre temos o que queremos, mas sempre podemos apreciar o que temos.

Nesse próximo ano, eu não desejo uma vida perfeita. Eu não desejo um amor perfeito, muito menos alguém que me complete. Não sou metade, não preciso de complemento. Mas quero alguém que esteja disposto a dividir suas imperfeições comigo e que não fique com preguiça de conversar sério quando for necessário, ou quando eu tiver uma das minhas crises de pessimismo e insegurança.
Não desejo ter uma família com duas crianças minhas, até porque sei que isso é impossível devido a minha esterilidade. Mas desejo ter harmonia em minha casa. Desejo que as brigas sejam construtivas e que acrescentem em algo. Desejo que as mudanças sejam evolutivas e que possamos aprender com nossos erros.

Nesse ano, eu quero cometer muitos erros. Quero errar da forma mais bonita possível: genuinamente. Quero errar não por descuido ou por ódio, mas por amor, por alegria de viver, por não ter medo de quebrar a cara. Quero dar a cara à tapa quantas vezes for preciso. Quero estar toda quebrada por causa da minha estupidez e mesmo assim, dar uma gargalhada sincera mediante as situações cômicas que crio para mim mesma.
Desejo ser escandalosamente feliz, mesmo com todas as tristeza, melancolias, mágoas e desertos da vida. O ano que passou foi de muito crescimento, é verdade. Mas eu desejo que nesse ano eu não apenas cresça, mas evolua como pessoa, como ser humano e como a mulher que eu quero me tornar.

Desejo que vocês possam ver a beleza na imperfeição, a beleza de sermos imperfeitos e sermos humanos por isso. E desejo que vocês não desejem uma vida perfeita e feliz, mas que desejem aprender e crescer com seus erros e chorar de alegria por suas vitórias. Desejo que desejem transformar suas vidas nesse ano que se inicia e que a vida não seja apenas vivida, mas também, sentida.

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Recicle sua vida e um selinho

Se está infeliz, vá ao analista ou tome sorvete de flocos. Se está com raiva do mundo, escreva ou quebre a cara do infeliz que te deixou assim. Se está doente, procure um médico ou faça parte da medicina ayurvédica e tente encontrar a cura através da meditação. Se está se sentindo sozinho, procure companhia, algum amigo ou até mesmo um livro. Se está de saco cheio com sua aparência, corte o cabelo ou pare de comer chocolate. Cuide de si mesmo.

Não pense que o ditado "ano novo, vida nova" se validará sozinho. Não há uma força cósmica que faz com que magicamente, durante a passagem do ano, sua vida mude, sua sorte vire e você perca 10 kgs em 1 hora. Isso não existe. Se você realmente quer que sua vida seja renovada em 2012, faça por merecer. Mexa-se e pare de apenas reclamar que sua vida é uma droga. Aí vem as más notícias: a vida de todo mundo é uma droga. Todo mundo se sente um lixo às vezes, mas as pessoas vão pra frente porque sabem que hoje em dia sempre se pode reciclar o lixo. Recicle-se, reinvente-se, faça com que sua vida aconteça e não fique estagnada esperando que as oportunidades caiam do céu. Até onde eu sei, o maná deixou de vir do céu faz tempo, desde Êxodo.

Seu lixo pode ser reciclado; e quem sabe se você fizer o processo de seleção bem direitinho aquela pessoa pasmada que fica apenas assistindo a seriados e reclamando da vida o dia inteiro não pode se tornar mais um dos escritores de livros de autoajuda? Tente, prossiga, não desista. E lembre-se: faça as coisas por si só porque o plantão da sua mamãe acabou faz tempo.

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E agora, após essa reflexão toda sobre como reciclar sua vida (ou 'como os livros de Augusto Cury e suas filosofias de autoajuda têm me deixado extremamente pensativa') vamos ao selinho que a querida da Lívia, do blog Livinha's Place, me deu: 

As regras são postar o selo e indicar quatro coisas que gosto e quatro coisas que não gosto.
4 coisas que gosto:  
- Livros (principalmente os de literatura clássica e os de psicologia), 
- filmes (thrillers psicológicos são uma delícia de se assistir, assim como filmes de terror e comédias românticas), 
- longas caminhadas (ainda mais se forem feitas bem de manhãzinha e com um fone de ouvido tocando Queen) e 
- minha cama (eu já falei aqui que adoro minha cama? Pois bem: eu adoro a minha cama; é nela que eu tenho minhas insanas reflexões e minhas ideias mais malucas). 
- E aqui vai uma 5° coisa extra que eu não poderia deixar de lado nesse momento tão cor-de-rosa-choque da minha vida: conversar com ele
4 coisas que não gosto: 
- Garotos que imitam o estilo de jogadores de futebol (você só tem uma desculpa pra andar como um jogador de futebol: ser um jogador de futebol. Se você não é, faça um bem para a humanidade e jogue seu guarda-roupa fora. Eu agradeço.), 
- vizinhos chatos que escutam funk, pagode, axé, samba ou quaisquer derivados a todo o volume (juro que minha vontade é de fazer uma palestra apresentando o uso do fone de ouvido para cada um), 
- telefone (detesto falar com as pessoas através de telefones. Só o toque já me irrita. Detesto profundamente quando me perguntam meu número. Eu não sei meu número, até hoje não o decorei e só o tenho para casos emergenciais) e 
- morar no Brasil (coisa que eu explico muito bem porquê não gosto aqui). 

E como todo selo que se preste, sempre há uma indicação. Pois bem, aí vão os blogs indicados: 

Impulsiva

E o meu problema é colocar intensidade em coisas que não precisam disso, em coisas leves. E por eu colocar intensidade em coisas tão leves, elas acabam desmoronando. Então eu me encontro sozinha novamente, com minha intensidade e meus anseios desmoronados e minha única vontade é de cortar os pulsos pra ver se isso faz com que eu desperte dessa loucura de sentir. E talvez com isso eu sinta a mim mesma. Porque é mais fácil cuidar de cortes na pele do que de cortes na alma. Como é que se repara uma ferida mental?

Na minha ânsia de viver eu acabo atropelando as coisas, as pessoas. E todos se assustam e me olham com uma expressão atônita, pensando que eu sou louca e que quero destruir as coisas. Mas eu não quero isso. Eu só quero viver. Se eles soubessem que tudo o que eu quero é uma vida simples com uma família de comercial de margarina e uns peixinhos de aquário não me achariam tão doida. Mas também não acreditariam em uma só palavra minha, provavelmente porque nem eu acredito.

Não há como controlar esse meu ímpeto de viver e ser feliz, e quando ver eu já despejei todos meus anseios em uma só pessoa. E a coitada da pessoa fugiu, porque uma hora de conversa comigo já basta para que a pessoa saia mais confusa do que eu. E quando percebo, já dei um nó no cérebro do sujeito que apenas me deu um 'oi'. E lá se foi a minha chance de ter uma vida normal.
Porque eu gosto de você. E eu gosto do jeito mais torto, mais desalinhado, mais confuso e mais maluco. E eu teimo em não gostar porque sei que sempre que eu gosto de alguém, essa pessoa vai embora. Então eu ouço seu nome e meus olhos brilham, e aí eu percebo que é tarde demais: já estou ferrada. Completamente ferrada.

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A revolta da água

Em uma noite qualquer aqui em casa, meu pai, minha mãe e eu estávamos jantando calmamente. Até que de repente minha mãe olha para a jarra d'água em cima da mesa e fala:

- Eu vi no Globo Repórter que a água é viva. Se a água é viva, então ela pode nos matar. Imagina se a gente toma um copo d'água e ela se revolta e se embola no nosso estômago até que a gente saia girando pelo chão e morra? Então ela sairia do nosso corpo, voltaria para o copo e riria da nossa cara.
- Ok, mãe, eu não estou ouvindo isso. Você sabe que é apenas uma força de expressão que o cara do programa usou para falar que a água é viva porque ela dá vida, sem ela, morreríamos. Você sabe disso, né?
- Não, Mia. A água é viva e pode se revoltar a qualquer hora!
- Pai, me ajuda aqui, por favor.
- Laura, a água não pode se revoltar porque ela não é viva. Quando falam que ela é viva, querem dizer que ela é pura. Uma água morta é uma água poluída, inutilizada.
- Ah é? Então como é que acontecem os tsunamis e maremotos? É quando a água se revolta, porque ela é viva e pode nos fazer embrulhar como um presente e rodar pelo chão até morrer. Aliás, eu vou escrever um livro sobre isso, sobre a revolta da água.
- Mãe, pai, eu desisto. Depois ainda me perguntam de onde eu tiro as ideias malucas que eu tenho pra escrever meus textos. Tá provado que a loucura é de família. Fui.

Sheer heart attack feelings: hey, hey, hey, hey, it must be DNA that made me this way.

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E uma imagem randômica do Freddie Mercury e Roger Taylor pra ilustrar o post. Porque, vocês sabem, eles que cantam Sheer heart attack. 

Playlist de Natal

Apesar de eu não comemorar o Natal, eu sempre estou inclusa nas festas de família e essa é minha data comemorativa preferida do ano, onde todos se reúnem, trocam presentes e histórias pitorescas (ao menos aqui em casa é assim). E enquanto minha enorme família fica tagarelando sem parar, eu costumo colocar algumas músicas com temática natalina ao fundo, para que o ambiente fique mais harmonioso e tal.

Pois bem, se eu as coloco em casa, por que não colocar aqui no blog também? Então, aí está minha playlist de Natal. Espero que gostem e que tenham um bom Natal, sendo muito felizes juntamente com as pessoas que importam e fazem a diferença.

Thank God it's Christmas - Queen
Porque eu não seria eu se não escutasse Queen no Natal. 

Blue Christmas - Elvis Presley 

Happy Xmas (war is over) - John Lennon 

All I want for Christmas is you - Mariah Carey 

Viva apaixonadamente

Dizem as profecias maias e o bando de esotéricos que acreditam piamente nelas que o mundo acabará daqui a um ano. Será? Acabando ou não, o fato é que já vi o fim do mundo acontecer diversas vezes. Quantas vezes eu cheguei em casa após ser ridicularizada na escola com a sensação de que meu mundo havia acabado? Quantas vezes eu fui dormir pedindo para que não mais acordasse, para que não houvesse um amanhã? Bem, foram muitas vezes que eu assisti ao fim do mundo. Mas logo de manhã eu sempre acordava com o sol entrando silenciosamente pelas frestas da janela do meu quarto e eu percebia que um novo dia se fazia, que o mundo não havia acabado e que eu continuava ali e que não iria escapar dessa tão fácil.

Meu mundo acabou diversas vezes e se reconstruiu mais vezes ainda, como uma fênix que ressurge das cinzas. Me reinventei mais do que alguém possa imaginar e mesmo assim não mudei minha essência. Até porque as coisas só são importantes se dermos importância pra elas. E bem, eu nunca fui de dar importância a finais. Acho o enredo da história muito mais interessante. Acho incrível os laços do destino que se formam no começo de uma história, mas nem sempre o final surpreende. E já que provavelmente não veremos nosso próprio final, pra quê tanta preocupação em torno disso? Não entendo essa obsessão que as pessoas têm por finais. Tudo culmina em um mesmo ponto: a morte. Cada pequena ação que fazemos nos ajuda a nos aproximarmos da morte, que é o final de todos. E se o final é o mesmo e todos o conhecemos, para quê nos concentramos tanto nisso? Desde que a vida seja vivida com paixão, que importa como termine?

Na Grécia antiga, quando alguém morria, as pessoas não faziam grandes discursos como fazem hoje, mas faziam apenas uma pequena e significativa pergunta: ele viveu com paixão?
E é nisso que me concentro. O fim sendo hoje ou amanhã ou daqui um ano, para mim não importa. O que importará no final das contas é se eu vivi todos os meus dias apaixonadamente ou não.


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Estado civil: desinteressada

Tem menina que fica lendo a Capricho e outras revistas do tipo que fazem matérias a respeito de 'como saber se ele está afim de mim'. Agora, eu irei dizer apenas uma vez a mesma coisa que eu digo para minhas amigas: não existe manual para saber se ele gosta ou não de ti porque homens costumam ser bem diretos. Quando o cara está afim de ti, pode saber que ele vai dizer, assim, com todas as letras: 'hey, eu gosto de você, você é uma pessoa legal pra caramba e eu gostaria de passar mais tempo contigo'. Homens são pessoas bem diretas, eles não perdem muito tempo quando gostam de alguém. Não são cheios de jogos e charadas, eles simplesmente falam o que sentem e pronto.

Agora, verdade seja dita: estou falando de homens aqui e não de moleques. Até porque eu creio firmemente em uma coisa: moleque só serve pra trazer problema e enrolar a cabeça da menina. Ou para ser amigo, claro. Mas para algo mais sério, não. Em geral, eles só querem se divertir e não pensam em um relacionamento estável, até porque isso é normal para a idade deles. Por isso eu sempre digo para minhas amigas: menino só serve para ser amigo. Se você realmente quiser algo sério com alguém, só encontrará isso em um homem. E você não precisará de jogos de sedução para que ele te note. Se ele gostar de ti, ele vai te procurar; acredite. É assim que funciona.

E ainda me perguntam porquê eu estou sozinha. Pois bem, eu estou sozinha porque eu realmente prefiro não ter alguém para chamar de 'meu namorado' ao meu lado do que ter um moleque que me troque a qualquer minuto por um videogame ou um futebol com os amigos. Ter um menino ao meu lado para me chamar de linda? Essa é a vantagem? Meu bem, se eu quiser ouvir de alguém que eu sou linda basta eu ir cuidar do meu sobrinho de 4 anos que vive dizendo que eu sou uma garota bonita e que ele quer ter uma namorada igual a mim quando crescer. E dizem que criança não mente, certo? Então, se a vantagem for essa, ela já foi facilmente superada. Não preciso de um cara do meu lado apenas porque não quero estar sozinha. Eu adoro estar sozinha, e quando quiser a companhia de alguém procuro algum amigo ou até mesmo um dos meus livros. Solidão não é o problema.

Então, sim, eu admito que provavelmente a minha ideia de não me relacionar mais com meninos possa fazer com que eu fique sozinha por muito tempo. Mas eu sei que no final vai valer a pena, porque o cara certo vai aparecer, e não será um menino, mas sim um homem que não me trocará por um videogame e não terá que ir correndo pra casa porque a mãe dele ligou e disse para que não andasse com aquela menina maluca que tem uma péssima reputação. Gostaria que as outras meninas também se dessem conta de que esperar pelo melhor é muito mais vantajoso do que ter vários relacionamentos falidos e sem conteúdo, sem futuro. Não preciso de mais decepções além das que já tive com meninos.

Enquanto isso, ao invés de uma porta com uma fechadura dourada em meu coração, haverá uma plaquinha com a seguinte mensagem: "Mia Sodré está desinteressada em relacionamentos falidos. Obrigada pela visita."

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Randômicas do verão

Um dos motivos de eu detestar morar no Brasil é esse calor digno de um filme de faroeste que faz aqui no verão. Sério, eu DETESTO calor, assim em caps lock mesmo. Eu até gosto do calor em algumas situações, como pra tomar picolé ou sorvete, pra tomar sucos gelados sem pegar um baita resfriado por isso, pra ficar de pés descalços pela casa sem se preocupar em pegar friagem etc. E também tem o fato de que as roupas de verão não engordam. Porque no inverno temos de usar camadas e mais camadas de roupas pra que possamos ficar mais ou menos aquecidos (pois é, sulistas padecem em qualquer estação do ano) e isso faz com que aparentemos muito mais peso do que temos. E isso é chato pra caramba.

Agora é fato que eu fico super mal-humorada nesses dias de calor intenso. Havia uma propaganda há uns tempos atrás que dizia algo mais ou menos assim: "E se você não gosta de sol, de que planeta você é?". E eu sempre respondia, em alto e bom som: "Sou de Urano, baby, sou uraniana. Ainda não percebeu?" Whatever.
Mas também tenho reparado ao longo dos anos que praticamente todas as minhas paqueras/namoros/relacionamentos são filhos do verão. Isso se dá porque no verão as pessoas ficam mais felizes, alegres, querem sair por aí pra tomar sorvete e tal. Mas o fato é que eu sou do contra e fico mal-humorada pra caramba em dias assim. E só de pensar em um ser encostando em mim nesse calor infernal, aquela pessoa com aquela pele suada e nojenta, credo, eu tenho a maior vontade de ir para o Pólo Norte.

Porque no verão, ao contrário da maior parte dos brasileiros que vão à praia, a única coisa que tenho vontade de fazer é meu testamento. Aliás, se tem algo que eu também detesto no Brasil é essa adoração por praia que as pessoas têm. O que tem de bom em ir à praia durante o verão? É a água podre do mar, cheia de resíduos mortos de pessoas que vão pra água totalmente imundas e fazem até necessidades fisiológicas lá? É a areia grudando no corpo da pessoa? É o sol torrando os remanescentes neurônios no cérebro? É o povo que não pára de falar nem por um segundo? É a música ruim de verão? É a criança chata que toca areia na tua cara? O que é que tem de bom na praia no verão, sério?

Me dá uma praia no inverno, com menos dez graus centígrados e um casaco acompanhado de uma manta que eu estarei extremamente feliz. Porque no inverno sempre podemos nos enrolar em um cobertor e ficar aquecidos, mas e no verão, o que se faz? A única coisa que eu tenho vontade de fazer é entrar em coma até o frio chegar.

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Natal - uma das melhores datas festivas que existem estragada pelo calor do verão brasileiro. 

Suicídio da alma

Morrer não dói. A ideia de morrer, de perder tudo o que construiu é que dói, machuca, assusta. Mas a morte em si, não. A morte é algo natural da vida e morrer pode ser encarado como uma libertação, como um novo estágio da vida, um estágio ao qual tememos por não o conhecermos ou por não nos lembrarmos dele.
Mas a morte natural não é algo ruim. O ruim é quando se morre em vida, quando se é sepultado ainda respirando. E isso ocorre com muitas pessoas, pessoas que têm caminhado no meio de nós mas que não são mais uma de nós. Já se foram há tempos, mas ainda permanecem por aí.

A morte da alma é algo que me gela a espinha. É algo que muitos de nós experimentamos ao longo da vida. A arte de viver sem viver; conhecem essa? Ela se dá quando estamos tão vazios e esgotados que nem nos importamos mais com o que acontece. Simplesmente desistimos de lutar e deixamos a vida correr seu curso. E é aí que a alma morre, dia após dia, um pouquinho.
A morte da alma é pior do que a morte do corpo e há apenas um só jeito de fazê-la reviver: se agarrando a vida, criando forças onde não tem. Pedindo a Deus para que Ele nos dê asas para que possamos voar para longe e perceber que a vida que desperdiçamos por tédio é a vida que muitos lutam para ter, mas não têm mais a possibilidade de conquistar.

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O lado escuro da lua

Por que Deus me fez nascer com esse aperto no coração, essa voz que não se cala, essa ânsia de viver, essa personalidade polêmica que não me deixa aceitar as coisas como me impõe? Por que? Por que eu não posso ser uma garota normal e não a garota estranha e excêntrica que eu sou?

Preciso me livrar de todo esse estereótipo de boa moça que me impuseram apenas porque não podiam me aceitar como eu sou. Talvez eu não seja uma boa moça; talvez eu não preste; talvez eu goste de coisas que ninguém mais goste e talvez nunca achei meu grupo porque meu grupo é o dos excluídos sociais que se vestem de preto e ficam andando por aí falando de coisas estranhas e sombrias. Mas eles não sabem que eu sou assim porque nunca me revelei. E é por isso que tenho esse blog: para revelar o lado escuro da lua.

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Minha melancólica vida

Nessas tardes silenciosas de chuva e ventania, costumava pegar meu cobertor amarelo, um travesseiro baixo, ligar a TV, me deitar no sofá e assistir aos desenhos que passavam na TV Cultura. Assistia aos desenhos e pensava comigo mesma: a vida é suave. Eu tinha 8 anos de idade.

Aos 10 anos, nessas mesmas tardes melancólicas, ia até a biblioteca da nova escola, escolhia o livro mais adulto que a bibliotecária me permitisse, levava para casa, sentava em minha escrivaninha improvisada e lia. Devorava os livros como se não tivesse tempo de lê-los mais tarde, como se a vida fosse um breve momento que poderia acabar com um suspiro. E acaba mesmo.

Aos 12 anos - um pouco mais crescida - ficava impaciente por não poder sair para falar com minhas supostas amigas e tudo o que eu queria era crescer logo e ser bonita para que as pessoas gostassem de mim. Ao invés disso minha mãe trancava a porta e preparava um bolo de chocolate para mim enquanto eu assistia a alguns episódios de Lost e tentava decifrar o porquê daqueles números estranhos que deveria ser digitados de tempo em tempo.

Aos 14 anos passava a maior parte das tardes chuvosas - e das não-chuvosas também - dentro de um hospital, falando com médicos, fazendo exames e sendo encaminhada para psicólogos. Tentavam entender como uma menina bonita, magra e nova poderia ser tão depressiva e tão maluca a ponto de não comer por se achar gorda.

Aos 16 anos passava as tardes chuvosas em seu quarto, trancada, fazendo edições no PhotoFiltre e PhotoScape, lendo vários livros, escutando muita música e se perguntando quando finalmente estaria recuperada para sair à rua, para conseguir dar 10 passos sem que suas pernas tremessem devido a fraqueza resultante de um colesterol alto e uma arritmia forte.

Aos 17 decidi me libertar de tudo. Comecei a escrever tudo o que passava pela minha mente após o pessoal do hospital chegar á conclusão de que meu problema não é e nunca foi físico, mas sim de alma, e que o físico se abalava porque havia muita coisa dentro de mim que estava presa. E desde então eu escrevo, para todos lerem o quão maluca, sombria e sarcástica eu sou.
Pena que não descobri antes que escrever funcionasse tão bem. Se o tivesse, com certeza hoje não teria essas marcas de cortes nos pulsos ou essa falta de confiança com todos à minha volta.

Se eu faria algo de diferente? Provavelmente não. Talvez um pouquinho pior.

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Peculiar

Não que houvesse algo de errado com ela, não é isso. Quer dizer, ela havia mudado, mas quem não haveria após tudo que ela passou? Quem a olhasse poderia dizer com toda a certeza que ela estava bem. Nunca fora tão bonita quanto agora, tão magra, esbelta, esperta. Seus cachos castanhos caídos pelos ombros lhe davam uma tenacidade quando corria apressada porque havia esquecido de algo - coisa que acontecia frequentemente, pois apesar da ótima memória que possuía, era muito distraída. Estava saudável, sua pele perfeita, sem marca alguma, seus olhos de um verde amazônico que pareciam enxergar através das almas dos outros seres viventes. Mas o que havia de errado então?

Nada, não havia nada errado com ela. Exceto o fato de que quaisquer pessoas que a observassem atentamente poderiam dizer a mesma coisa: ela possui um olhar melancólico, um olhar triste, vivo, ardente, o olhar de quem espera por algo ou alguém que provavelmente nunca virá. Ela passava horas olhando para um ponto fixo na parede e com um rosto sereno, uma expressão angelical. Nem o mais renomado psicólogo poderia dizer o que se passava dentro dela. Mas ela sabia: não se passava nada e ao mesmo tempo, tudo. Acontecia uma guerra nuclear dentro dela constantemente. Mas ao mesmo tempo a calma reinava, pois ela sabia que ninguém poderia ajudá-la a não ser ela própria. Ela compreendia que ninguém a poderia entender, então, pra quê falar sobre o que se sente?

Vivia como se não vivesse. Corria, andava por aí, falava com as pessoas, agia como se fosse normal, mas quem a observasse atentamente constataria sem nenhum empecilho que ela não era como as outras: era tão transparente como a água, mas tão nublada quanto um dia de inverno.

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Soulless

Todos os dias eu morro um pouco. Minha pobre alma ao sentir a penetrante vibração dos raios solares que adentram meu quarto através de minha janela se desfaz pedaço a pedaço pelo simples fato de não estar mais acostumada a luz. Ela grita, implora, se fecha e se contorce procurando por algo que a alcance algum tipo de alívio, de alento. Mas não há nada que a possa ajudar. Ela está fadada a viver uma vida trancada dentro de um corpo, aprisionada sem haver possibilidade de mudança.

Desde o triste dia em que minha pobre alma voltou que ela está assim: apática. Não sente mais nada, apenas um vazio que a corrói por dentro. Na verdade, não é que ela não sinta; é só que ela não queria voltar, não após estar liberta, e simplesmente ficou tão triste que se recolheu e se recusa terminantemente a sentir algo. Então, o que sinto não é uma alma dentro de meu corpo, mas sim um espírito que chora por estar vazio, distante e ao mesmo tempo perto de sua alma, sua força. O que sinto é uma tristeza sem tamanho, um buraco que não se preenche, uma total falta de sentido. Eu não tenho alma, estou fria por dentro.
Porque eu sou um pouquinho animada, um pouquinho deprimida.
Qualquer coisa que aconteça não mais importa para mim.

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Escrito nas estrelas

Por um momento, senti como se tivesse perdido tudo. Senti como se meu coração fosse arrancado do meu peito e as linhas de meu destino feitas em pedaços minúsculos. Tudo estava perdido e a única coisa que fiz foi chorar. Chorei o mais intenso dos choros, lamentei tudo que pude, supliquei para que não fosse assim. Mas não havia jeito. Chorei até secar. Chorei até não haver mais uma lágrima dentro de mim. O destino foi cruel comigo e me arrancou a única pessoa que me fez sentir completa. Desde então ando pelas ruas seca, sedenta pela minha metade que se perdeu na ventania.

Perdi meu Norte, minha bússola do destino. Mas eu vou correr, eu vou correr o mais rápido que puder para ir de encontro a ele. Sei que minhas esperanças são praticamente nulas, mas eu não me importo. Sei que a cada dia que passa mais perto fica meu destino final, mais perto fica de eu descer na estação. E se eu não tomar nenhum impulso a porta vai abrir, vai fechar e eu continuarei aqui, estagnada, sem conhecer e desfrutar do que é meu por direito.

Sei que tudo se perdeu, mas também sei que nada está além do universo e nada será feito que já não esteja escrito. E se você ainda estiver por aí, saiba que eu estou indo o mais rápido que posso. É verdade que meus passos não alcançam a intrepidez do tempo, mas a minha alma voa longe de encontro à tua.

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Lua negra

Há muito tempo eu vagueio pela noite procurando por você para iluminar minha escuridão. Mas você se perdeu de mim, sua grave voz se distanciou por entre as colinas e a luz da lua não foi capaz de iluminar seu belo rosto. Como você é impiedoso, me deixando assim sozinha em meio à névoa. Eu te odeio e eu te amo também, meu cruel mestre. Estou voltando para casa, deixe a janela aberta, deixe-me entrar. Essa lua negra já não ilumina mais meus passos e eu certamente cairei no abismo sem você.

Faz frio aqui fora, minha dormente pele não consegue mais sentir a chuva. A noite não passa e os arrepios se tornam constantes. Criaturas estranhas me cercam e me assustam e a única coisa que me faz prosseguir é a lembrança de sua voz me chamando. Sou eu, meu amor, sou eu, meu senhor; estou voltando o mais rápido que posso, fugindo das trevas. Mas não posso fugir pois eu me tornei a própria escuridão, misturei-me aos vazios dos abismos e lá estou. Meu frágil corpo se perdeu nos penhascos daquelas verdes colinas, mas eu ainda estou aqui, vagueando pela densa escuridão.

Deixe-me possui-lo, deixe-me arrancar sua alma para fora dessa luz. Eu preciso consertar isso, não tenha medo de mim, lembre-se de como éramos completos. Eu não existiria sem você, você quer isso também; não tenha medo, venha para mim. Entregue sua luminosa alma para iluminar minha escuridão. Você tem um temperamento tão forte quanto minha persistente alma. Não sairei daqui até que você venha comigo. Faz 18 anos que vagueio na escuridão, deixe-me arrancar sua alma, estou com tanto frio aqui sozinha. Venha, venha para mim, junte-se a mim nessas colinas tempestuosas, nesse abismo sombrio. Sejamos um só novamente; apenas eu, você e o abismo.

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Pantomima

Não podemos saber o ponto no qual nossa vida mudará para sempre. Podemos estar fazendo nossas atividades diárias, voltando pra casa após um exaustivo dia, pensando na vida ao olhar para o horizonte... Então, quando menos esperamos, a hora chega. O chão se desfaz sob nossos pés e há aqueles que caem em um abismo profundo de dor e sofrimento. Há aqueles que construíram uma base sólida em suas vidas e que apenas sofrem alguns tremores. E há aqueles que estão tão alheios que nem sentem mais a rachadura profunda debaixo de suas frágeis almas.

Sim, existem momentos que mudam nossas vidas para sempre e a verdade é que raramente estamos preparados para eles. Nos sentimos desconjuntados quando essa mudança se revela e então temos de reunir o máximo de força para continuar, para olhar para frente e tentar enxergar algo além da cortina. E por mais bem preparados que possamos estar, essa mudança sempre é... inesperada.

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10 coisas que eu mais gosto

Fui indicada pela Analu , do blog Un-Necessary, a fazer essa tag fofíssima. Obrigada, A.
Regras:
• Divulgar quem passou a tag.
• Postar 10 imagens que representem as coisas que você mais gosta.
• Passar a tag para 10 pessoas e notificá-las.

Irei postar as imagens das coisas que mais gosto aleatoriamente, lembrando que a ordem dos fatores não altera o produto. As pessoas indicadas estão lá no final do post.

Minha família é, de longe, a coisa que mais amo nesse mundo. 

Queen - a melhor banda que já existiu e com os membros mais fabulosos da história. 

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Alexandre - meu filme favorito e também meu personagem histórico favorito. E o quote favorito do filme: "Às vezes, esperar o melhor de todas as pessoas é arrogância." Totally truth. 

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Livros, muitos livros. Antigos, novos, de terror ou de romance - eles me fascinam. 

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Pianos me fascinam. Desde que era pequena sempre fui a maluca que queria ter um piano em casa. Bem, o piano ainda não consegui (ainda); quanto a maluquice, ela persiste admiravelmente. 

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Pin ups - mamãe, quando crescer quero ser pin-up. História da minha vida. 

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London, London. Minha família veio de lá e eu realmente espero voltar às minhas raízes um dia. 

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Eu AMO montanhas. Tenho fixação por elas. Especialmente por essa da foto: monte Kilimadjaro (Tanzânia, África). Há algo que me chama para lá desde que ouvi falar dele, quando tinha 7 anos. Há algo estranho e fascinante em montanhas. 

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Sou apaixonada por Natal, ainda mais se for no estilo retrô. 

 Nat B. - porque ela tem sido uma ótima amiga durante esse último ano. Fora o fato de ela ter me apresentado o tumblr e desperdiçado muito tempo destilando veneno comigo. haha 

Ok, pessoal, esse foi meu top 10. Please, os blogs que eu indicar abaixo, façam os seus. É sempre divertido conhecer um pouco mais sobre as pessoas por trás dos blogs. 

Dois minutos para a meia-noite

Há uma estranha mudança se aproximando, posso senti-la em meus ossos. Meus sentidos estão super-aguçados e minha mente não pára nem por um instante. Me encontrei desperta em uma realidade anônima, desconhecida, ilimitada. A realidade agora não possuía mais a tênue linha contra a loucura; não, agora, elas caminhavam juntas, lado a lado, e misturavam-se entre os arbustos espinhosos daquela estrada.

Faltam dois minutos para a meia-noite, dois minutos para o meu fim. Eu sei, eu sinto.
A morte está ao redor. A morte acena. Sinto sua gelada veste passando, sua fétida mão acariciando minha garganta até eu perder o fôlego de vida. A respiração do cão no meu calcanhar me faz lembrar de tempos em que coisas como essa só existiam em livros. Triste realidade a minha: a realidade de alguém morto. Sinto o rígido golpe da foice me acertando, esfaqueando minha medula lentamente. E você está alegre. Está apressando o triunfo da morte, não é mesmo?

É isso o que deseja? Pois bem, antes que eu vá faço questão de te lembrar que todos sobem e caem, e quando o meu espírito sem alma estiver vagando naquele purgatório nebuloso, eu lembrarei de você e regozijarei quando você chegar lá; porque eu te prometo que meu tormento acaba hoje. Quanto ao seu, ah meu caro, o seu será eterno.

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A estrada dos tijolos amarelos

Esse medo de não ser suficiente é o que mata. Medo de não ser amada, de não ser aceita, de não ter amigos de verdade. Medo de ser traída, medo de ser tão solitária a ponto de chegar aos 32 anos morando sozinha em um apartamento cheio de gatos mimados. Medo de morrer sem fazer falta. Medo de não fazer a diferença. Medo de ser invisível.
Há tantas coisas para mostrar, há tanto dentro de mim, mas será que alguém quer ver? Eu duvido. O fato é que preciso arranjar coragem de mostrar quem eu sou, e se não gostarem, bem, paciência. É a vida - ela é cruel e injusta muitas vezes, mas pode ser encantadora. Basta escolher o caminho certo. 

O problema é que não sabemos qual caminho é o certo. Somos colocados na vida sem nenhuma explicação. Ninguém nos deu um manual, ninguém nos apresentou às regras do jogo. E de repente nos vemos com 18 anos, escola terminada e as pessoas te pressionando para arranjar um emprego e fazer algo de útil pela vida. Mas calma aí, as coisas não precisam ser assim. Porque apesar do medo de seguir em frente ser grande, precisamos seguir: é o curso natural da vida. Mas com calma, com muita reflexão e sem ser manipulado por ninguém. 
O medo é algo bom quando usado de forma sábia. Será que o medo que temos é do desconhecido ou de nós mesmos? 
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A Lua vem da Ásia

A Lua vem da Ásia, publicado originalmente em 1956, marca o nascimento da narrativa surrealista de Campos de Carvalho. É o diário de um homem que se chama Astrogildo - mas já foi Adilson, Heitor, Ruy Barbo - e está hospedado em um hotel de luxo que, para o bem da verdade, talvez seja um campo de concentração ou um manicômio. 
De longe, é o livro mais psicodélico que já li e que me inspira até hoje. Se meus sonhos são tão malucos quanto meus textos, definitivamente esse livro tem sua parcela de culpa. De um autor brasileiro, A Lua vem da Ásia é de longe o melhor livro que já li da literatura nacional. Esqueça Dom Casmurro - esse é melhor. 

Como palavras minhas não adiantariam de nada mediante a grandiosidade literária desse livro, lhes deixo alguns quotes excelentes do mesmo. Espero que gostem e que leiam, de verdade.

- Os homens, as pulgas e as ratazanas se assemelham nisto: que hoje estão vivos mas amanhã estarão mortos, irremediavelmente mortos, e para sempre. 
- O grande pátio onde de manhã tomamos sol nem sempre tem sol, o que demonstra a incúria do governo e a irresponsabilidade daqueles a quem pagamos para que nos deem sol, já que não nos podem dar a liberdade. 
- À noite a lua vem da Ásia, mas pode não vir, o que demonstra que nem tudo neste mundo é perfeito. 
- Quando sair daqui, vou matar a pedradas o médico que matou meu irmão no hospital e não foi punido até hoje. Pena que ele não possa ouvir os próprios gritos, pois que é surdo. 
- As flores têm o perfume que a terra lhes dá sem ser perfumada. Assim,também nós devemos dar a nossos atos aquilo que não trazemos em nós mas de que somos realmente capazes, e que não morrerá com a nossa morte. 
- Como o criado da noite veio apagar a luz do meu quarto, este fica sendo o último aforismo que escrevo, fazendo-o no escuro e sob protesto.

(Apagaram-se as luzes).

There's nothing more dangerous than a boy with charm

Não quero escrever nada profundo ou ambíguo hoje. Hoje não; hoje é dia de ser leve. Então aí vai uma pequena listas dos caras que eu acho super bonitos e nos quais a juventude de hoje deveria se inspirar. Estou tão cansada de ver caras com potencial vestidos como jogadores de futebol e com o cabelo do Neymar (também conhecido como "tenho um gambá morto na minha cabeça") que decidi mostrar a vocês o que são caras bonitos de verdade. Lembrando que esse é o meu gosto, e como diz minha querida amiga Nat B.: Mia Sodré tem um péssimo gosto para rapazes.
Let's go.

Que coxas são essas, Mr. Clift? 

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Ralph Fiennes, sua melhor época foi em Wuthering Heights, devo dizer. Mas esse nariz enorme me deixa boquiaberta (sim, eu tenho fetiche por nariz. Weird?) 

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Paul Newman e seus olhos cor de azul celeste (que infelizmente não estão aparecendo na foto). 

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Freddie Mercury - o cara ideal na minha concepção: nariz enorme e fino, estilo andrógino, cabelo comprido e preto e dentes grandes e tortos (viram como eu sou lesada?). 

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Johnny Depp - precisa de descrição? Acho que a foto já diz tudo. 

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Joseph Fiennes - o eterno Shakespeare apaixonado. 

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Jensen Ackles - outro que não precisa de descrição para se saber porquê está na lista. 

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Misha Collins - porque eu tenho uma queda por caras de olhos azuis.


Michael Madsen - a pedido da linda da Nat B. 

Roger Taylor (de menina) - porque eu tenho uma baita queda por caras que parecem meninas. E esse é o estranho momento em que eu percebo que até o Roger Taylor fica mais bonito de menina do que eu. haha 

Ok, pessoal: termina assim o post mais maluco que esse blog já teve. Quais vocês gostaram? Quais deles vocês acham horríveis? Quais seriam suas escolhas? Amanhã voltaremos a programação normal de melancolia + sarcasmo em contos diversos. Kisses. 
 
Wink .187 tons de frio.