Até logo?

E aí - em uma das minhas arrumações randômicas do quarto (uma por ano, no máximo duas) achei um perfume há muito esquecido debaixo de várias tralhas de cremes e mais cremes. Adivinha o nome dele? Wink. Decidi passar para lembrar do cheiro dele, cheiro de adolescência, cheiro de 15 anos. E lembrei o porquê nomeei o blog assim: ele (o perfume) é cítrico, bem cítrico, mas possui notas de fundo adocicadas. Ou seja, ele é agridoce. Como eu. Como o que escrevo. E assim como eu mesma, ele não possui nenhuma definição. 'Wink' não quer dizer nada. É um novo conceito. É uma palavra que, com o complemento certo, poderia significar algo. Mas não significa. Porque é o que é. Não há definições concretas para o que o cheiro desse perfume me faz sentir. Apenas... sinto. Assim como esse blog. Não há uma palavra sequer que possa realmente defini-lo. É tão sem definição quanto eu mesma sou.

Confesso que durante a semana passada eu pensei seriamente a respeito da existência desse blog. O porquê disso? Bem, eu não tenho tido muito tempo e nem disposição para atualizá-lo. Estou extremamente atarefada e tem sido um tanto quanto difícil conciliar o blog com os deveres da escola, os deveres de casa, meus projetos pessoais... As coisas meio que complicaram por aqui. Mas, após uma "arrumação" no meu quarto, eu achei o Wink (o perfume ao qual me referi no parágrafo acima) e me lembrei do porquê o blog ser o que ele é e ser mais do que apenas um blog para mim: ele já é uma parte de mim. A parte que mais se revela, eu diria. O verdadeiro eu. 

Fora o fato de que o Wink já faz parte de mim, também há a questão das amizades que fiz aqui e de tudo pelo que passei e de todo apoio que ganhei de alguns leitores queridos (meus winkers fofos *-*). Não há possibilidade de eu abandonar esse cantinho aqui. Mas pode acontecer sim que eu demore mais para atualizá-lo. Não vou mentir para vocês: ando psicologicamente cansada. Tudo o que eu queria agora é tomar algum calmante leve e me deixar levar, dormir em paz e acordar só quando cansasse de dormir. Estou precisando de um momento só para mim. Estou precisando me organizar e lidar com toda a pressão que vem de todos os lados... As coisas realmente complicaram. Mas eu sei que isso é apenas uma fase e espero que entendam meu (provável) sumiço tanto do Wink quanto dos comentários em seus blogs. 
Eu vou, mas eu volto, gente. Não me abandonem! See ya! 

Cor de rosa choque

Sim, eu mudei o layout de novo. Estou em uma nova fase cor-de-rosa e sinto necessidade de mostrá-la para todos no mundo (ou todos os que convivem comigo ou leem o que escrevo). Enfim, apesar de eu não ser lá essas coisas em html, eu gostei do resultado. Simples e objetivo (com algumas frescurinhas, é claro). Gosto de layouts simples, mais "focados" na postagem do que em outras coisas. Apesar de eu admirar quem tem aqueles layouts lindos e cheio de "frufrus" eu não sei se eu aguentaria postar algo em um blog assim. Sério. Eu me lembro que uma vez fiz um layout e ele ficou bonito e tal, mas ele era muito enfeitado, com vários plugins, vários recursos. O resultado? Eu me sentia mal em postar no meu próprio blog. Sério. Tinha ânsia só de olhar para meu blog e não me focar em meus textos, mas sim em toda aquela decoração. É lindo, mas não funciona pra mim. Gosto de coisas mais "cleans".

Ok, saindo do assunto layout para o assunto cores. Eu não gosto de rosa. Mas praticamente todas as minhas coisas são cor de rosa (e agora esse layout também o é). Parei para pensar a respeito disso, afinal, se eu desgosto de rosa, por que minhas coisas (incluindo quarto, roupa de cama, toalha, roupas em geral, cadernos, estojo, agenda, acessórios, maquiagem, entre outras coisas) são cor de rosa? Será que eu realmente não gosto de rosa ou apenas algo me fez pensar que não?

Aí é que está: eu gosto de rosa! Eu descobri que eu gosto de rosa. O que eu não gosto na cor rosa é o estereótipo de menina delicada que ela carrega consigo. Não sou delicada. Ok, aparentemente eu sou delicada. Mas converse 20 minutos comigo e você descobrirá que de delicada eu não tenho nada. Adoro uma polêmica e adoro puxar assuntos que façam as pessoas pensarem em situações hipotéticas que poderiam (ou não) acontecer em algum futuro remoto. E isso não me faz nem um pouco delicada. Não sirvo pra um romance de Jane Austen. Tô muito mais pra Heather Wells (de Tamanho 42 não é gorda - Meg Cabot) do que pra Elizabeth Bennet (Orgulho e Preconceito).

E eu detesto estereótipos. Sempre detestei ser chamada de menininha ou fofa apenas por usar rosa. Rosa para mim nada mais é do que a mistura de vermelho + branco (detalhe: branco eu detesto MESMO). E só. É uma cor como qualquer outra. E que combina sim com amarelo (que é uma das minhas cores preferidas). Combina também com meu tom de pele. Eu fico bonita de rosa e sei disso. Então vou parar com essa frescura: se quiserem me achar com cara de 14 anos apenas por sair de cor de rosa por aí (sim, as pessoas acham que tenho 14/15 anos porque eu tenho um rosto bem delicado e sou pequenininha, apesar de ter 18, que não é lá grande coisa também), e quem não gostar que vire gótico. Period.

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Sim, eu gosto de me vestir como se tivesse 6 anos de idade. Sim, meu guarda-roupa tem uma quantidade assustadora de peças cor de rosa, tons pasteis e cheias de babados. E não, eu não me sinto estranha por isso. Afinal isso é um equilíbrio, já que tudo o que não tenho de feminino em minha personalidade foi parar no meu gosto para roupas. Gosto de parecer um cupcake humano e me sinto bem com isso. Period ². 

Sobre sonhos e pesadelos


Sabe quando se tem sempre um sonho muito repetitivo? Dizem que (não me pergunte 'quem diz' porque eu só lembro dos fatos, pois meu cérebro é como uma grande enciclopédia cheia de páginas faltando; e na maior parte das vezes as páginas que faltam são as da bibliografia) isso ocorre porque nosso subconsciente está tentando nos passar uma mensagem que ele considera importante.

Ok. O fato é que há 3 sonhos que tenho frequentemente há alguns anos, mas irei me concentrar apenas em um deles porque descobri que há mais pessoas (oi, Mari!) que têm sonhado a mesma coisa que eu. E o tal do sonho repetitivo é com a Samara Morgan de 'O Chamado'.

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O que nos leva a sonhar com uma criatura dessas? Será o medo que o filme causa (gente, na boa, eu ri durante o filme todo) ou a feiura da monstrinha saindo da TV? Seja lá o que for, o fato é que esse sonho me acompanha há anos. Assim como o da menina do Exorcista se retorcendo na cama e vomitando ratos (?) em cima de mim. Well, eu tenho uma teoria pra isso. (lembrando que não sou psicóloga nem nada e não entendo nada do universo mágico dos sonhos. Estou apenas falando de metida mesmo.)

Acho que sonho frequentemente por isso porque sou atormentada por meus demônios internos. Ambas são personagens femininas, duas menininhas que se tornaram em monstros após algo que ocorreu de muito forte em suas vidas (no caso da Samara, o poço, de onde foi jogada pela madrasta (?) má; no caso da Reagan, o amuleto encontrado no deserto que continha a maldição de um demônio que tomou seu corpo). E não é novidade pra ninguém que lê meus textos há um tempo que eu sou cheia de traumas. E vivo me contendo para não liberar esses "demônios" internos e não me transformar naquilo que mais detesto.

Há um livro (Jesus, o maior psicólogo que já existiu) que contém a seguinte frase: odiamos nos outros o que não conseguimos suportar em nós mesmos. E se adaptarmos essa mesma linha de pensamento para o mundo dos sonhos? Bem, então sonhamos com aquilo que está preso em nosso subconsciente mas que não pomos para fora ou porque dói demais, ou porque assusta ou porque é um trauma muito forte para ser exteriorizado abertamente, então durante o sono o subconsciente transforma esse trauma, esse medo em pesadelos para que possamos lidar com isso de certa forma sem que tenhamos de mostrar aos outros, e ele usa exemplos conhecidos (no caso, as meninas frágeis que se transformam em coisas demoníacas nos filmes) para que não entremos em surto por nos vermos em tais condições.

É claro que estou apenas divagando aqui, e bem, essa teoria se aplica a mim. Não quer dizer que seja assim com a Mari (ou com mais pessoas que já vi por aí com esse mesmo tipo de sonho), porque cada indivíduo é diferente e passa por coisas diferentes, e cada mente reage de uma forma. Mas eu realmente acredito que esse seja o caminho para a compreensão de nossos medos: lidamos com eles de forma subjetiva e na figura de seres que talvez se aproximem de nós por uma característica ou outra, para que não enlouqueçamos ao contemplarmos claramente o que isso significa, ou seja, que somos nós que estamos internamente em um poço e que aquele poço transformou uma menininha frágil em um ser demoníaco.

É melhor eu parar por aí antes que eu enlouqueça as poucas pessoas que leem esse blog. See ya. 

O porquê da lógica...

... e a lógica do porquê.

Repito essa frase desde que tinha 10 anos. Veja bem, isso já faz 8 anos e nada muito mudou em mim. Sempre precisei de uma lógica para tudo o que faço ou o que deixo de fazer. Sempre procurei por porquês, mesmo para as coisas mais simples e irracionais do mundo, como o porquê pintar as unhas de rosa sendo que eu tenho aversão a rosa. Minha vida pode ser facilmente resumida como um conjunto de ações programadas por uma lógica totalmente ilógica e estranha mas que faz completo sentido para mim.

Estou indo muito rápido no meu raciocínio? Acostumem-se: minha mente é mais agitada do que eu. Ou não acostumem-se, afinal, não posso obrigar ninguém a nada, não é mesmo? (na verdade eu posso, mas não pretendo porque já superei a fase de "controladora" e estou bem melhor e mais relaxada agora, obrigada por não perguntar).
Sendo eu esse ser que vive em um estado de questionamento contínuo, fazendo perguntas a respeito das respostas dos outros e procurando por porquês sem sentido em coisas randômicas, é meio difícil conviver comigo. Ainda mais em um relacionamento amoroso, no qual eu deveria (deveria, mas não sou) ser delicada e apaixonada e romântica. Mas não sou. Fico me perguntando o porquê de tudo, desde uma simples palavra até o motivo que me levou a amá-lo. E a ele me amar (conforme ele diz que ama, claro).

Isso me tirou o sono por noites seguidas. Acordava durante a madrugada sozinha, apenas com dois grandes espelhos ao meu lado e teorias em mente. Então eu desisti de lutar contra meu lado paranoico-com-complexo-de-Rubik (fãs de House irão entender) de ser e resolvi parar tudo o que estava fazendo em minha vida para resolver o mistério antes que o mistério resolvesse a mim mesma (ou me desmembrasse de vez). E o desvendei. Eu descobri o porquê da lógica ilógica do amor que sinto por esse menino.
"Alguns médicos têm o complexo de Messias, têm a necessidade de salvar o mundo. Você tem o complexo de Rubik, sempre precisa resolver o quebra-cabeça." (Wilson para House, em House M.D.)  
Eu o amo porque ele é tão ferrado (psicologicamente falando) quanto eu. Assim como ele me ama porque eu também sou ferrada e cheia de traumas e declínios. A gente se completa. Temos uma ligação mental. Um entende o outro de uma forma inexplicável, que apenas malucos conseguem entender. Claro que não é só por isso (há também o fato de que sempre nos atraímos com pessoas cujos organismos sejam totalmente opostos ao nosso, entre várias outras coisas), mas o fato é que eu consegui tirar essa dúvida da minha mente. Afinal, eu não poderia aceitar que ele me amasse do jeito que eu sou. A não ser que ele fosse como eu nesse ponto: danificado. E sim, isso é uma coisa boa.

Como eu havia dito antes, é uma lógica que não faz sentido para a maior parte das pessoas. Mas pra mim faz. Eu sempre tenho que descobrir os porquês dos porquês, porque eu tenho uma necessidade de dar sentido às coisas na minha vida, a qualquer coisa que eu faça. Como se se algo não tivesse sentido então tudo fosse desmoronar. Paranoia. Eu sei. Eu avisei que eu era maluca. haha
Entenderam algo? Duvido que alguém vá entender. Mas é apenas o porquê da lógica e a lógica do porquê. Afinal, tudo tem um significado. E se não tiver é apenas porque você não está fazendo as perguntas certas para tal.

 
Um exemplo de como se é tratado quando se questiona as coisas em geral. Pois é. Mas vale a pena achar um porquê pra tudo. 

O silêncio de um segredo

Uma voz sufocada por uma consciência repressora. Um inconsciente que se submete a tormentos noturnos apenas para manter uma aparência de normalidade. Um grito constante, frio, calculista, que está sempre ecoando silenciosamente e que apenas os da mesma espécie podem escutar. Uma espécie vivendo nas sombras, nos desfechos, nos argumentos, nas conclusões.

A febre que não passa, o arrepio na madrugada. A dor nos ossos, as lembranças cuidadosamente embaladas e refrigeradas. Uma garota no centro de uma quadra, sozinha, deixada por horas, procurando por algo ou alguém sem saber o que ao certo. Sem saber quem é ou o que é ou de onde veio ou o porquê desses tormentos noturnos há dezesseis anos.

Uma garota que não sabe quem é, o que é, o que está fazendo ou para onde vai. Só o que ela sabe é o que fez. Fez. Não mais. Há muito tempo. Mas a consciência não a perdoa, o subconsciente atormenta, e ela desmaia após uma dose de calmantes quase todas as noites. Ela não se permite ser feliz ou viver normalmente. Não se permite ter um descanso mental também, porque ela sabe que o dia em que ela parar de procurar por respostas de coisas que não dizem respeito a ela, as coisas que fazem parte dela virão à tona e ela terá de encarar seu maior medo, seu maior segredo... seu reflexo.

O reflexo de seus erros, a imagem distorcida de uma menina que cresceu depressa demais. Um segredo velado, uma paranoia constante, uma tensão no ar. Segredo esse que ela não conta nem para si mesma. Segredo esse que povoa sua mente ao cair do dia. Porque a mente pode ser o esconderijo perfeito para os que nada sentem. Mas também é o motivo de sua tortura.
Tortura essa que ela esconde muito bem com sorrisos delineados e cabelos bem escovados. Auto-tortura infligida no silêncio da madrugada. Um silêncio de uma alma. O silêncio de um segredo.

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"Muitas pessoas ficariam assustadas se vissem no espelho não seus rostos... mas seus caráteres." Eu vejo além disso. Como se bloqueia algo que já foi bloqueado? 

Sobre ser uma personagem

Quem nunca se reconheceu em uma personagem de um filme ou série? Eu sempre me reconheço. Às vezes mais em algumas do que em outras, é verdade. Mas sempre há aquela personagem que você diz: "OMG, eu poderia ter feito isso naquela cena; isso é muito eu!" ou coisa parecida. Am I right? Pensando nisso (e em mais algumas coisas randômicas, visto que estou numa fase muito randômica da minha vida) fiquei imaginando como seria legal se existisse um meme para que nós - blogueiras e blogueiros - pudéssemos expôr um pouco mais de nossas personalidades através de personagens com os quais nos identificamos. 
Até que eu percebi que eu tenho um blog e não preciso ficar esperando que alguém faça um meme para que eu possa fazer uma lista randômica. Não que essa lista seja um meme, é apenas uma lista. Se alguém achar legal e quiser criar sua própria lista baseada nessa, sinta-se a vontade. Mas eu não tenho pretensão alguma nisso, confesso. Ok, vamos à lista. 

Mia Thermopolis
Não, não é por ela se chamar Mia! haha Mas é por ela ser desajeitada, atrapalhada, esquisita (ao menos em sua fase pré-princesa). Fora que a descrição a respeito dela na Wikipedia é: "Mia é uma garota dramática e sarcástica que sonha em ser escritora." Preciso realmente explicar mais além disso? 
Cena que eu faria: a cena do 1° beijo dela (na verdade, 2°, mas que valeu como primeiro). Por quê? Porque meu primeiro beijo foi assim! Eu não parava de falar (visto que sou tagarela demais), estávamos sob o céu estrelado e eu levantei a perna (sim, eu levantei a perna! haha). Foi divertido. 

Toula Portokalos
O filme Casamento Grego é um dos meus filmes preferidos por um simples motivo: não apenas eu me reconheço na personagem da Toula como também reconheço toda a minha família na família da Toula. Sou tão desajeitada, meio nerd e avessa à maior parte das convenções sociais quanto ela. E minha família é tão tradicional quanto a dela. 
Cena que eu faria: o pai e os tios de Toula estão sentados no restaurante da família, falando sobre a solteirice de Toula. Falam sobre mandá-la pra Grécia para achar um bom grego e se casar. Até que o pai dela olha pra ela e diz: "ela não quer se casar" e todos fazem o sinal-da-cruz. Esses são um diálogo e reações típicas aqui de casa quando eu falo que não tenho pretensões de me casar algum dia. 

Spencer Hastings
Spencer (de Pretty Little Liars) é tensa, focada nos estudos, complicada, complexa, articulada, competitiva, nervosa, agitada e com dramas secretos na família. Eu nunca me identifiquei tanto com uma personagem como eu me identifico com ela. Assim como ela eu também sou capaz de me afastar das pessoas que amo apenas para que elas não se machuquem por estarem ao meu lado. Fora que temos um estilo parecido também, com roupas com um ar vintage misturadas com algo mais casual. 
Cena que eu faria: a cena em que Alison está discutindo com Spencer, dizendo que S. não é nada sem ela. Então Spencer diz: "mesmo, Ali? Mas o que é de um líder sem seus seguidores?" e começa a argumentar. Por que eu faria essa cena? Porque eu sou ótima em discussões. Sempre tenho os argumentos certos. Aprendi desde pequena com meu pai a ter a resposta antes que a outra pessoa finalize a pergunta. Simples assim. 

Robin Scherbatsky
Assim como a Robin (de How I Met Your Mother) eu sempre autossaboto meus relacionamentos. E sou realista, até demais. Sempre estou esperando algo de ruim, ou "real" acontecer quando tudo está tranquilo. Fora o fato de que tive muita influência masculina e me tornei uma garota não-feminina (ultimamente que eu tenho sido mais feminina, mas mesmo assim não o sou se comparada às outras meninas por aí). Não sou romântica, não sei lidar direito com emoções, pretendo ser jornalista e raramente me apaixono (mas quando acontece, é pra valer mesmo). 
Cena que eu faria: praticamente qualquer uma, na verdade. haha Mas principalmente aquela em que eles estão comendo o "melhor sanduíche da cidade" e então ela começa a emitir uns gemidos estranhos e diz: "OMG, eu só quero você dentro de mim" olhando para o sanduíche. Por que eu faria isso? Simplesmente porque eu sou uma pessoa muito expressiva. Quando eu gosto de algo, eu demonstro. E quando eu gosto de alguma comida eu dou uns gemidos estranhos e fico "paquerando" a comida e suspirando e tal. O que não acontece com muita frequência, visto que sou enjoada pra comer. Pois é. 
 

Por hoje é só, pessoal. A lista já ficou muito pesada, então eu continuo ela em uma outra postagem. E vocês, se identificam com alguma personagem? Conta aí! 
See ya. 

Narrativa de uma mente paranoica

Vai parecer uma loucura o que eu vou escrever agora e eu tenho plena consciência disso. Também estou ciente de que poucas pessoas irão entender algo, mas eu não me importo muito com isso. Afinal, se algum dia eu sofrer um acidente e perder minha memória, eu vou gostar de saber que eu deixei um blog com várias pequenas coisas - coisas essas que a maior parte das pessoas olha e não enxerga - a meu respeito. Questão de quem é paranoica por controle, sabe? Então.

Ontem faltou luz aqui. Até aí nada de mais, isso é bem comum onde eu moro. A variável é que estava chovendo e muito. Coisa que não acontecia há muito tempo. Para não ficarmos em uma casa enorme e escura, papai e eu fomos de carro até Porto Alegre para acompanhar meu irmão em seu primeiro dia em um novo trabalho (sim, somos uma família super unida e estamos sempre presentes um na vida do outro a esse ponto). As ruas estavam quase alagadas, bem escorregadias. Havia um grande caminhão ao nosso lado e ele estava cambaleando. Do outro lado havia um abismo enorme: verde, pedras, árvores até onde os olhos poderiam alcançar. Meu irmão e meu pai estavam na frente, conversando sobre coisas aleatórias e dirigindo. Eu olhei bem para o abismo: lindo, perigoso, tentador, sedutor. Pus o fone de ouvido em Songbird e comecei a pensar no que aconteceria se eu morresse.

Pensei em como cada pessoa próxima a mim receberia a notícia. Pessoas são tão imprevisíveis e tudo parece tão pequeno se comparado à morte... Morrer não me assusta. Mas não é algo pelo qual pretendo passar tão cedo. Há tanta gente má no mundo que vive quase um século... Por que justo eu que tenho medo até mesmo de hamsters e ainda não completei metade da minha lista de "coisas para fazer antes de morrer" morreria tão cedo? Qual é o propósito disso? Para quê vivemos?
 
 
Se o cara de Desperate Housewives estiver certo, então eu tenho desperdiçado a minha vida. Não gostei desse pensamento e troquei de música. Comecei a pensar nas pequenas coisas que dão sentido à vida, nas pequenas memórias que só pertenciam a mim e a mais ninguém e em coisas que, caso fossem perdidas, nunca poderiam ser encontradas ou recuperadas. Coisas esmigalhadas que deixamos pelo caminho. Então pensei que se ao invés de eu morrer aquele caminhão ali ao lado apenas batesse e me fizesse entrar em coma? E se eu acordasse dali a algum tempo sem memória alguma? Eu ainda saberia escrever, comer, ler e todas essas coisas básicas da vida. Mas eu não reconheceria ninguém. Não me lembraria das pessoas que fizeram parte da minha vida. Estaria perdida pois as pessoas poderiam se usar disso para me manipular em seus próprios ideais. 
 
A não ser que eu tivesse em algum lugar algo escrito sobre detalhes de mim mesma. Algo como... um blog. Espera, mas eu tenho um blog! E foi aí que eu percebi que o universo coopera comigo nas mínimas coisas e que se algum dia eu tiver amnésia poderei me conhecer através daqui. E agora eu sei como responder quando alguém me perguntar: "por que você tem um blog?" Eu direi: "porque eu gosto de estar preparada para tudo na vida. Se algum dia eu perder a memória por causas ambientais ou não, eu terei onde me encontrar. Simples assim." 

Podem dizer que eu sou louca. Eu sei. Invento mil e uma teorias a respeito da minha vida e de coisas que possivelmente nunca acontecerão comigo. E tudo isso num simples trajeto Viamão-Porto Alegre. Pois é. 
Eu não morri. Não caí no abismo, não me acidentei, o caminhão enorme tomou um outro caminho, meu irmão chegou a seu novo trabalho, eu voltei pra minha cidade e passei em todas as balanças que existem por aqui apenas para conferir se não engordei (paranoia, eu sei) e cheguei em casa cantando a toda a voz um mix de Umbrella e Singing in the rain. Porque a vida é simples como a chuva. Uma hora está uma tempestade, mas em outra está um belo dia nublado (não de sol, detesto dias ensolarados; sorry). 
E essa é a minha vida. 

O desejo bate à porta

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O desejo faz parte da alma humana, talvez mais do que o amor. Podemos encontrar um homem sem amor, mas dificilmente encontraremos um homem sem desejos. Isso porque os homens sempre desejam aquilo que não possuem. Alguns levam adiante seus desejos - impulsos da alma, reflexos da mente - e passam a possuir o que almejaram. A este se chamam espontâneos. Tão logo assim se cansam e partem para a conquista - ou a procura - de um novo desejo, de algo que os preencha e que dê um breve sentido para o escape da morte iminente.

E há aqueles que nunca dão adeus a seus presentes para se aventurar em busca de seus desejos. A este se chamam sonhadores. E um desejo que não é saciado tão cedo permanece lá na alma. É como uma doença que invade todo o sistema nervoso, circulatório, causando arrepios na espinha e palpitações. A isso se dá o nome de sonho.
O desejo insaciável, longínquo, aquele que corre pelas veias é personagem, autor e diretor dos sonhos dos jovens amantes. Aqueles que sempre sonharão com as luzes de Paris. 

O que saber sobre eles

Eu tentei, eu juro que tentei. Tentei fazer uma lista baseada em uma pesquisa que fiz com meus amigos e namorado a respeito de hábitos masculinos. O resultado? Todos se recusaram a falar sobre isso comigo. Minha conclusão? Homens são todos panacas. Eles costumam dizer que as mulheres é quem são complicadas. Mas a verdade é que os complicados são eles. Se bem que tenho algumas teorias:

1. Eles são realmente complicados e não sabem definir coisas direito (o que não me espantaria nem um pouco, por sinal). 
2. Eles têm um tipo de "bro code" (código dos caras/irmãos) que os impede de revelar por bom grado os aspectos e segredos de suas personalidades, do cromossomo Y. Aliás, esse deve ser o nome do clube deles. E o Bolinha é seu líder. 
3. Eles têm medo de mim e da forma como eu os intimido com minhas perguntas diretas. 
4. Eles têm medo de mulheres em geral; principalmente as inteligentes; principalmente as blogueiras. Portanto recusam-se a revelar seus segredos de conduta. 
5. Eles ainda são crianças inseguras que precisam de alguém lhes dizendo o que fazer, como fazer e quando fazer. E quem eles são, lógico. 
6. Eles adoram uma "fresca", uma "sonsa", e se seus hábitos fossem revelados ao público feminino tão abertamente eles perderiam o "poder" sobre esse tipo de garota. 
7. Eles não querem revelar que na verdade se juntam no sábado à noite para assistir a comédias românticas e sonham encontrar uma garota tão legal quanto a Kat (de 10 coisas que eu odeio em você)
8. Aliás, 10 coisas que eu odeio em você é o filme preferido deles (meus irmãos e seus amigos o assistiam compulsivamente há alguns anos, o que prova minha teoria; ou não). 
9. Todo cara, por mais "pegador" ou sem compromisso que seja, por mais que não admita, já pensou em ter filhos. 
10. Eu ainda acho que eles só querem ser felizes. Apenas isso. Como qualquer ser humano do planeta. Como nós.

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As melhores coisas

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Ficar o dia inteiro de pijama. Passar hidratante antes de dormir. Dormir quando está caindo uma chuvinha calminha e contínua. Ir encarar a balança e perceber que perdeu 2 quilos. Abrir a página do blog e ver que há novos comentários/seguidores. Assistir a um filme que mexa com sua mente. Afundar a mão na lata de feijão. Ficar observando as estrelas juntamente da pessoa que se gosta. Tomar sorvete de maracujá no Natal.

Segurar um bebê recém-nascido. Ensinar uma criança. Assistir desenhos com uma criança. Comer a massa crua que sobra da preparação do bolo. Ler um novo livro. Se identificar com uma personagem. Sair bem numa foto. Caber naquela roupa.

Achar algum blog maravilhoso e totalmente novo (para mim) e passar o dia inteiro lendo-o. Postar no tumblr coisas aleatórias. Cantar Wuthering Heights repetidas vezes como se não houvesse amanhã. Fingir que eu sou a reencarnação da Cathy Earshaw. Acordar com o cabelo bonito. Ler meu livro preferido de poemas. Fazer xixi (é bom e não sei porquê as pessoas não falam disso). Deixar a água do chuveiro cair no rosto lentamente por alguns minutos.

Comer sem culpa. Deitar na cama e ficar apenas encarando o teto e ouvindo alguma música calma que apenas sirva de background para um pensamento niilista de existência do ser. Amar e se sentir amada. E escrever sobre esse amor que pulsa em suas veias. Sonhar acordada. Concretizar os sonhos. Sonhar novos sonhos.
Meme devidamente surrupiado daqui. Quem quiser fazer, sinta-se à vontade.

A tal da bulimia

Uma semana após meu aniversário (Janeiro 26) eu estava feliz da vida porque havia atingido os 60 kgs e alguns gramas. Ok. Ontem eu fui me pesar e não faço ideia do porquê fiz isso, mas o fato é que a balança marcou 61,700. Tirando 400 gramas do tênis (sim, eu não me conformei com o peso mostrado e fiz praticamente um striptease na farmácia) eu estou com 61,300. Tudo bem, não é lá muita coisa, considerando que eu passei as férias em casa e não me exercitei. Mas o fato é que isso mexeu com meu psicológico e agora estou novamente sentindo vontade de vomitar todo e qualquer tipo de alimento que eu ingiro.
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Para quem não sabe eu sou a maluca que já passou por alguns psicólogos e um tratamento intenso para bulimia. O que acontece é que essa tal de bulimia está tentando voltar. E eu não sei o que fazer quanto a isso. Quer dizer, o que eu estou fazendo é segurar o vômito ou a vontade de correr para o banheiro e enfiar o dedo na goela afim de expulsar tudo o que eu ingeri até agora. Mas isso é difícil pra caramba.
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Há quem pense que isso é frescura de quem não tem o que fazer. Até certo ponto eu concordo: se eu fosse uma pessoa que VIVE realmente eu não teria tempo algum pra me preocupar com isso. Mas como eu sou apenas uma adolescente que se sente péssima por não caber nas roupas que as meninas da escola usam, então eu fico assim. Na verdade isso não é uma frescura. Isso é uma doença. Um transtorno psicológico que costuma se desencadear através do bullying. Eu detesto colocar a culpa no bullying porque isso virou modinha de uns tempos pra cá. Todos já passaram por bullying e isso faz parte da evolução humana, da teoria do mais forte. Mas essa não é a questão.

Agora preciso ir. Vou tomar algum calmante e assistir Pretty Little Liars. See ya. 

O pescoço da criação

Eu nunca dei a mínima pra o dia internacional da mulher por um simples motivo: para mim todo dia é dia da mulher. Não estou falando isso só pra ser do contra e dizer que o dia dedicado às mulheres não têm tanta importância assim. Estou dizendo isso porque é verdade. Desde os primórdios da humanidade são as mulheres que movem o mundo. Infelizmente nem sempre pudemos tomar nossas decisões diretamente - já que a versão bíblica de que a mulher só serve como enfeite e para fins de procriação ferrou com nosso direito de independência desde sempre - mas sempre as tomamos indiretamente. Ou seja, na base da manipulação mesmo.

Se Darwin e sua teoria de que nos adaptamos conforme o ambiente e apenas os mais fortes sobrevivem estava certo então é correto dizer que a mulher, com o passar dos anos, criou um forte instinto de sobrevivência através da manipulação. Tanto que às vezes uma mulher nem sabe ao certo que está manipulando alguém, mas sim ela está e nem se dá conta. Isso porque dizer que uma mulher é manipuladora e dizer que uma mulher é mulher é a mesma coisa. Não que ser manipuladora seja ruim. Manipular as coisas é ter controle das situações e conduzi-las com sutileza até seu objetivo. Nada de mais nisso. Apenas sobrevivência.

Há uma frase no filme "Casamento Grego" (aliás, filme antigo mas recomendadíssimo) que diz: o homem é a cabeça mas a mulher é o pescoço, e o pescoço pode virar a cabeça pra o lado que ele quiser. Essa é uma verdade incontestável. Veja por exemplo as histórias de Ester, Madame de Pompadour, Maria Antonieta, Joana D'Arc, Elizabeth I, entre tantas outras mulheres que comandaram parte da história do mundo em seus tempos. Basta ler essa matéria da Superinteressante para entender o porquê as mulheres comandam o mundo. É uma questão genética e apesar de toda a "castração" que o machismo (aliado à igreja) fez e ainda faz com as mulheres, cada vez mais tomamos espaço.

Note-se que eu não sou feminista. Sou anti-sexista: acredito na igualdade das pessoas, independente de elas serem portadoras do cromossomo X ou Y. Mas é fato de que a mulher sempre foi oprimida na história. Poucas foram as que realmente se destacaram, as que deram a cara a tapa. Mas é fato também de que a real opressão às mulheres se espalhou nos tempos bíblicos. (Nada contra a Bíblia, afinal eu sou cristã, mas que a Bíblia é um livro muito machista, isso é.) Nas sociedades mais antigas a mulher era reverenciada como um ser divino, a quem tinha o "poder" de trazer crianças ao mundo, de gerá-las, de criar os futuros guerreiros da humanidade. Partindo desse princípio podemos afirmar que a sociedade regrediu - e muito - nos últimos dois milênios.

Freud só ajudou a reforçar toda a base de uma sociedade machista ao afirmar que a mulher invejava o pênis. Sim, Freud era extremamente machista e particularmente eu não gosto dele nem de suas teorias. Claro que algumas são válidas, mas este não é o caso. Na série Desperate Housewives, há uma cena em que Bree está em uma consulta com um psicólogo em que há o seguinte diálogo:

Teorias freudianas à parte o fato é que sim, a mulher tem ganhado espaço na sociedade e está cada vez mais se libertando do estereótipo de fabricadora de gente para o de mentora do mundo. Quanto a mim? Eu tenho orgulho em ser mulher e satisfação por não ser homem. Porque a mão que balança o berço é a mão que rege o mundo. E essa é a verdade. 

Reflexões de chuveiro

Desde pequena eu aprendi que todos os verbos têm as mesmas terminações: ar, er ou ir. Até aí, tudo bem. Mas então, em uma das minhas reflexões de chuveiro, eu me dei conta de que o verbo supor tem terminação verbal or. Ou seja, ele é a exceção à regra.
Eu sempre simpatizei com ele de qualquer forma.

Assim como meu nome - Mirian - que termina com n ao invés de m, que seria o normal.

Pois é, eu fico pensando em regras da língua portuguesa durante o banho. Nerd, eu? Que nada! 

Sobre medos e mitos

Há algum tempo o Jorge (do blog Identidade Serial Killer) me sugeriu fazer um post sobre os medos femininos. Bem, confesso que não entendo muito de meninas, entendo muito mais de meninos. E também não sou lá muito medrosa. Não tenho medos comuns. Mas eu anotei a ideia na minha caderneta e reuni alguns medos que eu tenho pra compartilhar com vocês.

Particularmente eu considero o medo em si algo bom. É o medo que nos impede - na maior parte das vezes - de cometermos bobagens. Medo de morrer, medo de ir pra o inferno, medo de levar uma surra dos pais, medo de ficar grávida, medo de rodar na escola, enfim... O medo sempre está na nossa vida e é algo saudável desde que não atrapalhe demais a vida de ninguém. Pseudo-filosofias à parte, vamos à mini lista de medos estranhos que eu tenho.

Ter meus olhos arrancados. 
Desde que eu era pequena eu tenho uma paranoia com olhos. Sempre acho que um dia alguém de algum tipo de seita satânica irá tentar arrancar meus belos olhos verdes. Não deixo nada chegar perto deles e tenho o maior cuidado possível. Medo irracional? Provavelmente. Mas vai entender, né? 

Tomar banho. 
Meu medo não é do banho em si. Eu até gosto de tomar banho. O problema é que eu sempre acho que algo de errado vai acontecer durante o banho e que minha família será morta e eu não ouvirei nada porque estarei no banho. Então o cara virá atrás de mim e me matará. Ou algum espírito do mal. Ou uma queda mesmo. Já falei que eu caio até parada? Então. 

Escuro. 
Esse é mais comum e não é bem um medo. É pânico. Desde que eu nasci eu nunca dormi no escuro. Nunca. Mamãe conta que eu chorava e ficava com falta de ar quando tentavam fazer com que eu me acostumasse com o escuro. Não era manha, nunca foi. É um pânico que eu tenho de escuro. Falta o ar. Por isso eu tenho sempre uma lanterna comigo. Sempre. 

Borboletas. 
Meu medo de borboletas teve início quando eu tinha 6 anos. Inventei de pegar uma e quando me deparei com a cara feia do bicho, levei um susto e saí correndo. Hoje em dia não posso ver uma borboleta perto de mim que fico super nervosa. Aliás, fico nervosa com qualquer animal que esteja por perto. Quer me ver correr? Ponha um animal perto de mim. 



Gravidez.
Morro de medo de ficar grávida algum dia. Não, não há possibilidades de eu ficar mas o medo não sai da mente. Tudo começou quando eu tinha entre 5 e 6 anos e comecei a ter pesadelos com uma mulher dando a luz à uma criança (que no caso parecia ser eu). Ou seja, eu sou tão louca que com 5 anos sonhei com meu próprio parto que provavelmente meu subconsciente arquivou. Quer dizer, eu acho que é isso já que com 5 anos eu não fazia ideia de onde os bebês vinham (coisa que só fui descobrir aos 10 durante as aulas de Biologia). E desde então eu tenho horror a gravidez. 



Espelhos. 
Tenho horror a espelhos. Quando tinha 8 anos passei cerca de um ano sem me olhar em um apenas por medo de ver algo sobrenatural nele. Exagero meu? As lendas antigas estão repletas de histórias que dizem que espíritos se escondem dentro de espelhos, e eu como pessoa que não duvida de nada que sou prefiro não arriscar e evito espelhos até hoje (apesar de ter dois espelhos enormes em meu quarto). 



Ir para o inferno. 
Sei que há quem não creia que exista o inferno bíblico. Mas eu fui criada para acreditar que sim, ele existe, e se eu fizer algo de errado (ou seja, qualquer coisa que envolva ser um humano) eu vou para lá. Well, o fato é que o meu maior medo é de ir para o inferno e me ferrar por toda a eternidade. Por isso sou tão cuidadosa em tudo o que faço. Se isso vai dar certo? Eu não faço ideia. Sinceramente acho que todos iremos para o inferno de qualquer forma. A não ser que Deus fique com pena por sermos tão ferrados assim e nos dê uma colher de chá no paraíso. Ou não. 

Planejadores crônicos

Quem me conhece sabe que eu planejo tudo na minha vida desde... sempre. Sou a louca que vive com a agenda a tiracolo anotando tudo o que pensa em fazer e listando prós e contras na hora de tomar qualquer decisão (qualquer mesmo, desde que roupa usar até como organizar os livros no armário). Por que eu me submeto a esse tipo de tortura a cada minuto do meu dia? Simples: me baseio no fato de que somos o resultados de nossas decisões. Se isso for verdade (e é claro que é) eu pretendo sempre tomar as melhores decisões que estiverem ao meu alcance para que eu possa ter um futuro bem tranquilo e nada monótono. Até aí tudo bem, porque todo mundo quer fazer o certo, né? Errado.

Eu não fazia ideia de que as pessoas não eram como eu nesse quesito. Sério. Eu realmente achava que todos se esforçavam para fazer o certo. Mas só há algum tempo eu percebi que apenas eu sou a maluca que tento controlar tudo o que faço, sinto, penso e o que irei fazer. Penso em tudo o que pode acontecer se tomar tal decisão, a curto e a longo prazo. E dificilmente eu erro em meu raciocínio (na verdade nunca errei em meus raciocínios lógicos). Só que isso tem meio que atrapalhado a minha vida, porque essa atitude não permite espontaneidade. Não que eu não saiba ser espontânea: eu sei. Só não me permito ser. Meu cérebro fica o tempo todo dizendo: você não sabe o que acontecerá se relaxar. Sou sempre tensa. O tempo todo estou em estado de alerta. Até dormindo.  Realmente.


Eu observo atentamente a tudo e a todos desde que eu era pequena. E observo a mim mesma também. Me observei crescer em meio a uma família totalmente maluca (não é exagero meu, muitos da minha família já tiveram sessões com psicólogos, inclusive eu) e em meio a extremos. O fato é que todos sabem que quando se vive em extremos, uma hora a corda arrebenta. Bem, a minha arrebentou. Chega. Tô saindo dessa loucura. 

How can I escape from the demons in my head?

Momentos de transição são duros, difíceis, dolorosos. Crescer dói. Sair da zona de conforto pode causar traumas. Mas é necessário. Porque chega uma hora em que precisamos tomar uma posição firme perante algo. Precisamos escolher qual caminho seguir. 

Eu não gostaria de fazer escolhas tão grandes assim tão cedo. Eu só gostaria que fosse tranquilo, sabe? Calmo. Quieto. Límpido. Mas nunca é assim. A verdade é que, apesar de todo esse ímpeto de ir, o que eu mais faço é ficar. Porque de certa forma eu ainda me sinto tão pequena, tão frágil, tão despreparada... Mas a vida não é adiável. Não dá pra ficar num meio termo emocional, entre a cruz e a espada. Eu tentei, eu juro que tentei me equilibrar. Mas eu caio também, poxa! Sou desequilibrada. Desastrada. Tenho asas frágeis e vontade forte. Sou uma contradição de mim mesma. Totalmente pirada. E atormentada por suas próprias sombras. 

É ridículo pedir permissão pra viver a própria vida. E eu sei disso. Racionalmente, é claro, porque inconscientemente ainda me sinto uma menininha que precisa que segurem sua mão para que possa atravessar a rua. Pois é. Crescer é difícil e exige uma disposição bem maior do que queremos ter. Mas é preciso. Não dá pra adiar. Aliás, as coisas já foram adiadas demais. Tá na hora de crescer, menina. Cresce. Desata esse nó. Enfrenta a vida. Se torne uma mulher. 
 
Wink .187 tons de frio.