Uma combinação maligna

Eu sempre gostei de pesquisas. Sempre. Sou o tipo de garota que passa o fim de semana obsessivamente pesquisando alguma coisa até achar um resultado satisfatório e chama isso de diversão. Pois é. Alguns dizem que isso é resultado do meu mapa astral - que é todo "lógico e racional", by the way.
Eu até tinha minhas dúvidas a respeito disso, até começar a pesquisar mais e descobrir isso: o mapa astral de Thomas Edison. Tipo, Thomas Edison, o desgraçado que ferrava todo mundo com seu comportamento sarcástico e quase antissocial apenas para conseguir suas invenções. É. O cara por quem eu era obcecada aos 9 anos - sim, eu sou problemática, me processe - e passei noites pesquisando sobre sua vida e obras.
E o que eu descubro? É quase o mesmo mapa que o meu, com quase os mesmos aspectos! Até o fato de ele ser aquariano com ascendente em escorpião, coisa que é bem rara de acontecer aqui nos trópicos, by the way.

Como a revista Aventuras na História descreve Thomas? "Thomas "maníaco contínuo" Edison: lutador agressivo, peso pesado, cabelos despenteados, roupas amassadas e manchadas de comida, arrogante, sem paciência para tolos e prático." Pois é. Se isso se adequa a mim? Sim. Claro que não é aquela coisa de "OMG, você é a versão feminina dele!" - eu não diria isso - mas que eu comecei a acreditar muito mais em astrologia, isso eu comecei.
O que diz na mini versão do meu mapa astral (daqui - não que isso importe pra alguém, but whatever)?
De acordo com o seu horário de nascimento, Mia, seu signo ascendente era Escorpião, que se junta ao Sol em Aquário traduzindo uma natureza rebelde, dotada de um grande poder transformador, que não deixa pedra sobre pedra intacta, tendo uma alma naturalmente orientada para varrer as hipocrisias e mudar aquilo que precisa ser mudado.
Escorpião é um signo intratransformador, já Aquário é um revolucionário do externo. Você consegue imaginar o que acarreta a combinação de ambos? Em primeiro lugar, considere que ambos são signos de natureza fixa: obsessivos e de força de vontade concentrada. Observe que tanto Escorpião quanto Aquário jamais se satisfazem com pouco: eles querem conhecer as razões ocultas, os motivos secretos. Isso pode dar um pouco de paranóia, mas sem dúvida lhe torna uma pessoa muitíssimo inteligente, do tipo que não deixa escapar absolutamente nada.
A contradição desta combinação diz respeito ao fato de Aquário ser um signo humano, enquanto que Escorpião é altamente animal e instintivo. Você, Mia, pode sofrer de um choque natural entre o seu lado mais racional, frio, e sua face passional. Cabeça e instinto entram em choque, e muitas vezes você se assusta com seus próprios processos, angustiando-se com o fato de perceber em si impulsos muito "animais". O problema, Mia, é que o homem é o único animal que esquece que também é um animal, e costuma lutar muito contra a própria agressividade natural. Não é uma questão nem de reprimir, nem de soltar, mas de reconhecer tais impulsos e direcioná-los de forma construtiva. Lutando por uma causa, por exemplo, batalhando para tornar o mundo um lugar mais justo e melhor.
Com o tempo e a maturidade, Mia, você se torna uma figura e tanto, com muito poder pessoal, unindo a grande inteligência aquariana à força de vontade de Escorpião. Poucas são as coisas que você não consegue transformar, com tanto magnetismo natural. Só tome cuidado para não lutar pelas causas erradas, e para não se rebelar por nada! Tanto Aquário quanto Escorpião são dois signos eternamente insatisfeitos, estão sempre descontentes, perdendo oportunidades de viver a vida com mais estabilidade, principalmente por conta do ascendente em Escorpião, que se cansa dos projetos com facilidade, querendo sempre começar algo novo.   
Amando ser aquariana.

Síndrome de Dorothy

"Não há lugar como o nosso lar" - e eu concordo plenamente.
Não é de hoje que sofro da Síndrome de Dorothy (O mágico de Oz, baby), e, assim como ela, só quero ir para casa. Permanecer quietinha dentro de casa, com a companhia de um bom filme ou livro, é algo que faço com maestria, senhores. Não sou a pessoa mais indicada para animar uma festa ou uma saída - é claro que, quando saio, meus amigos se divertem, porque, senhores, eu sei me divertir - porém, sou, com certeza, a mais indicada para aconselhar alguém.

A questão é que eu estou cansada. Cansada de ter essa sensação de estar em um lugar ao qual eu não pertenço. Cansada de tentar me relacionar com as pessoas à minha volta e perceber que todas elas são tão insossas e vazias e que possuem um grande buraco no peito, mas que, ao invés de tentar preenchê-lo, elas tentam mascará-lo através das luzes ofuscantes e perturbadoras de uma balada qualquer.
E eu estou farta disso.

Não conheço ninguém - e quando digo 'ninguém' significa 'nenhuma alma viva', pessoal - que tenha gostos parecidos com os meus. O povo daqui parece ser totalmente focado em coisas que detesto. O problema não é eles; não há nada de errado com eles - a não ser o que claramente não está certo - mas o problema é que eu não pertenço a este lugar.
E então ficam me perguntando o porquê de eu preferir estar em casa, isolada, alheia, apenas como uma observadora, do que lá fora, "vivendo". Sinceramente, se essa realidade for tudo o que existe, eu prefiro não viver. Apenas observar.

A verdade? Eu só quero ir para casa. Seja lá onde for.

Posso ser a Dorothy dos tempos modernos?

Para mostrar a caligrafia

Sempre gostei de escrever. Mas escrever mesmo, a mão. Tanto que mantenho vários diários e agendas cheias de mimimis aleatórios, apenas pelo prazer de escrever.
Quando entrei na escola fui obrigada a fazer caligrafia porque, como havia aprendido a escrever com meu pai e meus irmãos, minha letra não era redondinha, mas era aquela mais de macho mesmo (sim, minha letra "original" era de macho, quadrada, ao sete anos). Aí fiz meio ano de caligrafia e nunca mais! Fiquei com a letra redondinha, igual a da professora - apesar de discutir sempre com ela porque meu "b" era mais bonito e prático do que o dela, já que o dela tinha uma bolinha desnecessária.
Após um ano já havia esquecido as regras bobas dela de caligrafia e adquiri meu próprio formato de letra (mais bonito do que o dela, diga-se de passagem; e sim, eu tinha muita implicância com aquela professora).

Então, quando vi esse meme lá no blog da Vanessa (e em outros também, diga-se de passagem), fiquei me mordendo para fazer, mas não queria surrupia-lo de blog algum. Aí ela me disse no twitter para eu fazer e eu fiquei numa alegria só. Então, aqui está, pessoal, o meme das letras:

1- Qual seu nome?
2- URL do seu blog:
3- Escreva: "A rápida raposa marrom pula sobre o cão preguiçoso."
4- Citação favorita:
5- Música favorita (no momento):
6- Cantor/banda favorito no momento:
7- Diga o que quiser:

Lembrando que, se quiserem fazer e não foram indicados, façam de intrometidos que não tem problema algum! Só me avisem porque eu realmente amo ver a caligrafia das pessoas (e analisar a personalidade delas através de suas letrinhas, hahaha - segundo minha análise, minha personalidade é fleumática, só pra constar). 

Das inspirações bloguísticas

Quando eu tinha uns 14 anos comecei a entender o significado de blogosfera, que pra mim, na época, era basicamente o seguinte: grupo de garotas com ideias interessantes e vidas melhores do que a minha que escrevem sobre eventos cotidianos que provavelmente nunca acontecerão comigo.
Pois é.
Esse conceito não mudou muito com o tempo, mas percebi que não estava tão errada: realmente, os blogs que leio diariamente hoje em dia são blogs de crônicas, coisas do dia a dia. A diferença é que eu nunca imaginei que fosse ter um blog desse gênero também. Nunca pensei que um dia as pessoas gostariam de ler as maluquices que escrevo e nem que eu conseguiria me abrir tanto para tanta gente desconhecida. Até porque minha vida não era lá essas coisas aos 14 anos - não que seja essas coisas agora, mas né, que deu uma guinada boa, isso deu.

Um dos primeiros blogs que li inteiro foi o Hello Lolla (na época em que ele ainda era blog e não tumblr). Fiquei fascinada pela escrita descompassada da Lolla e queria ser como ela e ter um blog informal daquele jeito. Aí, como tentava escrever mas não conseguia fazer com que fosse aquilo que eu gostava mesmo (ou seja: muitos contos, pouco coração e ironia) fui falar com a Lolla via Formspring (na época em que eu usava o Formspring) e ela me disse:

E você de fato quer ser uma escritora algum dia?
Se sim, vai ter que ser *unicamente* porque você QUER e precisa escrever. Se começar a escrever para ganhar dinheiro, ficar conhecida ou porque quer ser escritora, dificilmente vai conseguir o que deseja. Essas coisas acontecem sim, mas porque a pessoa antes de qualquer coisa (e independentemente de qualquer resultado) amava o ato de escrever. E muita gente que realmente ama escrever nunca vai ser comercialmente viável. E essas pessoas continuam escrevendo assim mesmo.
Ou seja, humildemente acredito que, nesse campo, fama e grana sejam consequência de sangue e suor, mesmo. Não se deixe frustrar e continue escrevendo por amor. Se não for por amor, encontre o que você realmente ama e corra atrás. :)
como se sente uma blogueira iniciante falando com uma blogueira famosa, haha
Esse conselho mudou tudo. Eu nunca falei realmente com ela porque - e é engraçado dizer isso hoje em dia - eu tinha medo de que ela nem respondesse a uma simples blogueira iniciante como eu. hahaha Verdade. Mas a questão é que ter esse conselho de uma blogueira que é minha inspiração deu uma baita guinada, porque eu me sentia bastante frustrada por escrever e escrever e não sentir uma reciprocidade do povo que lê o blog. E é tão importante isso pra uma blogueira metida a cronista!

Então quando a Monie me procurou se dizendo minha fã e escreveu dois textos sobre o Wink no blog dela, eu nem pude acreditar, porque isso para mim era algo que nunca aconteceria. E aí eu percebi em como a gente é boba às vezes por ficar meio com medo de falar com aquela pessoa que a gente se identifica tanto através do blog, sabe? É algo meio bobo, mas é verdade. Eu quero essa reciprocidade com o povo que lê aqui, quero conversar com vocês e que mudemos um pouquinho o conceito de blogosfera: não apenas textos de pessoas com vidas interessantes, mas sim textos de pessoas reais que se identificam umas com as outras.

Então eu parei de me concentrar apenas em ver o blog "crescer" e comecei a me concentrar em relacionamentos humanos (alô, Jerry Maguire!). O importante é se fazer entender e escrever porque é necessário escrever, não para os outros, mas para si mesmo.

Só pra constar: comecei a escrever esse texto após uma pergunta recebida lá no ask.fm, onde fui indagada se tenho influência de algum autor que eu goste. Bem, minha maior influência foi da Lolla, apesar de ela não ser uma autora de livros. Basicamente isso.
Ah, e estejam a vontade para me fazer perguntas. *-*

Da arte de estar sozinha novamente

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Não basta ter um sorriso encantador, olhos que convidam a algo mais ou ser educado. Não basta ter milhares de qualidades se não encaixa, não prende, não afeta. Para ser real e duradouro precisa afetar. Não quero um cara que concorde comigo em tudo o que digo ou que - pior ainda - mesmo discordando, se abstenha em uma discussão apenas porque quer evitar conflitos. Sou eu, caramba! Eu gosto de conflitos, discussões e de pessoas que defendem suas ideias, suas crenças, seus ideais.

Não quero um príncipe encantado que nunca me desafie a nada. Não quero uma vida medíocre e cheia de desprazeres e tédio. Quero um cara que me confronte - verbalmente, diga-se de passagem - quando achar que eu estou errada. Não quero elogios a respeito da minha beleza, mas quero que me elogie quando eu fizer algo de bom, quando eu escrever algo que toque, quando minhas ideias se destacarem. Não quero um bonequinho bonitinho por fora mas oco por dentro. Quero alguém que me tire do sério.

Se lembrássemos do quanto é difícil terminar um relacionamento, provavelmente não os terminaríamos - ou adiaríamos isso ao máximo. Mas é o certo. O difícil é reprogramar toda a rotina que se tinha antes e arranjar algo para fazer aos domingos, preencher espaços, se focar em algo bom. Mas vale a pena. Afinal, é como Tati Bernardi escreveu: "pra me tirar da minha solidão tem que ser melhor do que minha própria companhia".
E acreditem: eu amo minha própria companhia. 

Do abismo que chama


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Um a um eles corriam. A fila de meninos franzinos sendo desafiados pelo abismo não era muito grande, mas grande o suficiente para amedrontar qualquer um que pensasse em desistir. Um a um eles se entreolhavam. Suas faces pálidas ruborizavam ao serem indagados sobre quem seria o primeiro a pular. Um a um eles temiam; suas mãos gélidas e cadavéricas repousavam nervosamente sobre seus peitos e estavam atônitos por seus corações baterem tão depressa em corpos em repouso.

O menino maior - o chefe do clã -, ao ver o mais franzino deles suar frio perante o abismo, disse:
- É você o primeiro. Vá.
- Não, não, não serei eu! Eu sou o menor e prefiro ver você tentar primeiro.
- Não seja burro! Eu sou o líder aqui, não preciso disso.
- Mas por que eu? Eu vou morrer lá, todos nós vamos.
- Vença seu medo e prometo que vencerá a morte.

Ele foi. Seu corpo franzino deu passos lentos e medrosos em direção ao abismo. O vento era tão forte que parecia querer sugá-lo para a morte. Mas talvez a morte por ter coragem não seja tão ruim quanto a morte por ser covarde. Ele foi e saltou, a uma velocidade tremenda. E todos se calaram. Após alguns minutos eles foram encarar o abismo para tentar achar ao menos os restos mortais daquele menino.
Não acharam nada.

- Mas ele sumiu então?
- Sim, ele sumiu.
- E não procuraram por ele?
- Procuraram, porém nunca o acharam. Ele queria se esconder. Aproveitou a deixa para sair daquele local.
- Mas, se nunca o acharam, como você sabe disso?
- Porque o menino era eu.
- Você? - Angel e Gabrielle falaram em uníssono
- Sim, eu mesmo.
- Mas... como você sobreviveu?
- O abismo não era um abismo. Era apenas um penhasco com águas doces. Com um impulso que durou um átimo, eu caí em queda livre, e enquanto caía, o aperto no coração foi sumindo, e só pela liberdade da queda, aquela ação já tinha valido a pena. Naquele momento eu sabia que havia me libertado e sabia que, se voltasse, minha vida seria pior do que antes. Tive sorte de viver, mas não me arrependo de quase morrer.
- Uau...
- Agora, vão para a cama, crianças. Amanhã a tia Lizzie vem nos ver, e vocês não querem estar cansados demais para ela, não é? Então. Sonhem com o abismo, crianças, e ele cuidará de vocês.

You're just a part of me I can't let go

Duzentos e cinquenta e quatro textos escritos e eu ainda não te deixei ir. A cada texto eu tinha a esperança de que eu pudesse finalmente te deixar ir ao escrever palavras não ditas, memórias desgarradas, verdades não provadas. Porém tudo o que consegui fazer ao escrever esses textos foi manter viva memórias do tempo em que você estava junto de mim, do tempo em que eu era feliz e - ao contrário do que muitos dizem - sabia disso. Porque estar junto de ti era simples. Não havia nada forçado, não era complexo, não era cheio de nuances. Era apenas estar com alguém que desejava estar contigo. Brigávamos como gato e rato, mas todos sabem que Tom sempre teve uma queda por Jerry mesmo, não é? Então. Lembro de quando você errava propositalmente as palavras apenas para fazer piada sobre meu humor ácido. "Mau humor" - você dizia, e, logo, corrigia - "ah, quis dizer: meu amor", e ficávamos nisso a noite inteira, horas e horas conversando sobre nós mesmos e sobre sonhos e planos e daquela vontade de morrer de rir um no braço do outro. Nossas brigas eram épicas. Você me acusando de ser a versão feminina do House e de afastar todos à minha volta pela minha mania de ir sempre pelo lado mais obscuro que tiver e de nunca deixar algo pra trás. Eu te acusando de ser um palhaço ultrarromântico que perderia a namorada mas não perderia a piada. Ao final de tudo a situação se inverteu, não é mesmo? Afinal, a palhaça sou eu. E uma palhaça assassina, só pra variar: assassinei qualquer possibilidade de um futuro contigo, apenas pra provar pra mim mesma que eu estava certa e que aquilo não iria durar. Olha só onde minha paranoia me levou... Virei essa aquariana obcecada por ir até o fim de tudo e qualquer coisa. Paranoica, tensa, metida a investigadora. Mas aprendi a rir de mim mesma e das ironias da vida - ao invés de querer matar todo mundo por algo dar errado. Você também mudou. Virou essa coisa amarga e pesada e fechada, com medo de se aproximar, medo de ser ferido novamente, medo de se entregar. A verdade é que você é o único que consegue lidar com a minha realidade, com as minhas utopias. A verdade é que é você quem eu vou chamar quando estiver no meu leito de morte, pra segurar a minha mão e lembrar de coisas não vividas e de planos juvenis. A verdade é que você simplesmente tem o sorriso mais iluminado do mundo. A verdade é que, por mais que eu ame outras pessoas, você sempre será único. E eu sempre amarei meu melhor amigo.
E após tudo o que foi dito e feito, você é apenas uma parte de mim que eu não consigo deixar ir. ♪

arco-íris enluarado

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Porque eu sou feita de silêncios, de vazios, de inquietações que vêm e passam. De coisas que não passam, de vazios que se alargam, de alegrias que se deixam, de passos cuidadosos, de cuidados excessivos, de preocupações contagiantes. 

Bonequinha de gelo

Pensando em mil e uma maneiras de torturar alguém com arsênico. Ou com ácido sulfúrico. O que demora mais para fazer efeito?
Cansei de ser boazinha. Cansei de ser a menininha queridinha conselheira que é super controlada e ajuda todo mundo. Cansei de ter que me manter firme para que os outros não desabem ou reprimir meus sentimentos apenas porque os outros são muito frágeis ou traumatizados. Traumatizou, baby? Supera. Psicólogos e terapeutas estão aí pra isso. Toma um Rivotril que passa.

Sim, eu sou uma bonequinha. Não sou uma mulher de verdade. Não se para ser classificada como uma mulher de verdade eu precise ser dessas que colocam todos os acessórios de uma vez no corpo e saem parecendo um bolo de confeitaria. Não se eu tiver de ser dotada daquela sensualidade vulgar cujo atributo principal é ter cara de quem consegue chupar bem. Porque, para mim, chupar é um ato de amor. Eu amo pirulitos, por isso os chupo. Não vou chupar um de morango apenas por ser pirulito, já que eu não amo morango. E assim é com outras coisas também.

Se ser uma pessoa que sabe controlar seus impulsos e emoções é ser de gelo, é ser irreal, é ser uma princesinha intocável, então eu o sou e com muito orgulho. Porque ao passo que a ralé prefere uma dessa vadias com seus decotes até o umbigo e suas caras de má eu prefiro muito mais sensualizar com um livro enfiado na cara. Sorry.
Sou uma bonequinha frágil que usa cor-de-rosa, sim. Mas não se esqueça: o Chuck também é um boneco e nem por isso deixa de ser quem é.


Vida de sessão da tarde

Sou a protagonista de cenas dignas de uma daquelas dramédias onde a garota - sempre atrapalhada e adoradora de coisas esquisitas - se envolve em situações que são um misto de micos dos filmes dos anos 80 com episódios de How I Met Your Mother. Pois é.
Esclarecido isso, vou relatar o episódio de segunda-feira, ou, como eu prefiro chamar de: nos embalos de segunda pela manhã.
Estava eu assistindo à aula de Física e eram aproximadamente 08:50 hrs quando vi através da janela a Isa me chamando para conversar, dizendo que tinha algo urgente para me dizer. Fazendo a egípcia, fui até a professora e dei uma desculpa qualquer para sair da sala (posso ir ao banheiro? - como se eu realmente fosse pisar naquele antro de sífilis, eca) e fui até a Isa, que parecia aflita.
A coisa que ela tinha tanta pressa em falar?
- Mia, troca de turma! Agora que um colega meu saiu de lá, abriu uma vaga pra ti.
- Mas agora que eu me enturmei, Isa?
- É. Vem!
- Tá, vou pensar.

Dei um tempinho de uns cinco minutos e voltei para a sala. Assim que eu abri a porta e dei o primeiro passo dentro da sala formou-se um silêncio absoluto e todos olharam para mim. Parei, olhei à minha volta e, como ninguém falava nada, continuei até meu lugar. No que eu me sentei alguém disse:
- E aí, Mirian, só no embalos de sábado à noite, né?
- Como é que é?
- É, começou a tocar Bee Gees aí. Stayin' Alive.

E nisso a sala toda começou a gargalhar e a fazer piadas sobre meus "embalos" ringtônicos. Eu, me sentindo meio sem graça por ter esquecido de pôr o celular no silencioso durante a aula com uma turma onde 80% do pessoal é roqueiro/metaleiro - se bem que não havia motivo para colocá-lo, já que ninguém nunca me liga, até porque nem eu sei o meu número, que o fará os outros - , fiz o que deveria fazer para que o assunto terminasse: comecei a gargalhar e a aproveitar o "embalo" da segunda-feira pela manhã, cantando a toda goela Stayin' Alive e até arriscando uns passos - não que eu saiba danças, mas eu tenho umas dancinhas loucas e improvisadas que faço quando estou meio constrangida. Porque após ser chamada de brega, esquisita, entre outras coisas, tudo o que eu poderia fazer era rir.
E isso virou bordão na sala, afinal, pelamordedeus, quem é que tem um toque de Stayin' Alive? (melhor: quem tem um toque dos Bee Gees na minha idade?)

Minha esperança é que a Wikipédia classifica dramédias da seguinte forma: estas obras geralmente apresentam uma história séria, porém abordada de forma engraçada. Os enredos normalmente gira em torno de um personagem que deseja conseguir alguma coisa que será sua realização pessoal ou que é obrigado a conseguir para que isso não lhe cause nenhum sofrimento. As tentativas, geralmente frustradas, acabam provocando risos da plateia. Um dos pré-requisitos desse gênero é que, após muitos risos e lágrimas, o personagem consiga o que deseja e tenha um final feliz. 
Ou seja: eu ainda tenho esperanças de um final feliz, senhores. 

Só pra constar: a música do toque do celular não era apenas Stayin' Alive, mas era um mashup dela com Another Brick in the Wall, do Pink Floyd. 
Porque o povo da sala não sabe nem diferenciar Bee Gees de Pink Floyd. Que raio de roqueiros são eles mesmo? 

Das pintinhas verdes

Eu não gosto de festas. Mais do que isso: eu detesto festas. Não pela festa em si, mas pelas pessoas sem noção que comparecem ao ambiente e que ficam "sensualizando" (ou quase) pra geral desconhecida. Fora que eu nunca fui a uma festa na qual tocasse alguma música do meu gosto - não que eu tenha ido a muitas, mas vocês entenderam o que eu quis dizer. Sério. Parece que o povo adivinha exatamente do que eu não gosto e coloca só pra me irritar - se bem que não é muito difícil colocar algo de que eu não goste já que meu gosto se resume a Queen e derivados. 

Esclarecido esse ponto, vocês já devem ter percebido - ou não - que eu nunca havia ido a uma festa junina. Nunca. E pensei estar a salvo porque, após dezoito anos, sendo doze escolares, não imaginava que isso ainda pudesse acontecer comigo. Mas aconteceu. 
E lá estava a Mia dançando quadrilha na festa junina da escola. E de pintinhas verdes. 
Sim, porque a coisa é comigo, senhores, e quando é comigo até as benditas pintinhas do rosto da caipira-sulista se tornam verdes. 

Não, senhores, não foi uma escolha minha: ou era isso ou eram menos 10 (ou 5, I don't remember) pontos em Matemática. Não dá pra vacilar em Matemática, então... 
Lá fui eu, de trancinhas, de xadrez, de pintinhas verdes e de batom rosa-choque pra tal da festa junina. Não que tenha sido tão ruim - de fato, pensei que seria bem pior - mas eu terminei a tal da dança e vim pra casa, direto. Assim: 
Infelizmente as tais pintinhas verdes se recusaram a aparecer nessa foto - quem manda ter uma câmera ruim, né dona Mia!? - mas elas estavam lá. 
E eu vim pra casa vestida de caipira e com as tais pintinhas verdes - infelizmente a produção não tava completa na foto e eu até poderia colocar o vídeo da quadrilha aqui, mas confesso que tenho o maior respeito pela lei da inércia. De ônibus. Então, imaginem a cena: onze da manhã, centro de Viamão - também conhecida como "meio do mato" - lotado e eu fantasiada de caipira e com uma maquiagem de uma drag queen da roça - já que eu sou alérgica a desmaquilantes e de jeito algum iria pra aquele banheiro cheio de doenças da escola pra tirar o make. 
Peguei o tal do ônibus que me levaria até em casa. Quando entro nele o povo todo começa a me encarar e rir. Sim, rir - porque por aqui meninas de dezoito anos não andam de trancinhas ou com maquiagens de caipira-drag-queen-sulista no meio da rua às onze da manhã. Ao que eu, sabendo que o povo não iria parar e que eu ficaria em uma situação mais constrangedora ainda caso me mostrasse envergonhada ou pedissem para parar, coloquei o fone de ouvido, fiz pose de lady, comecei a admirar a paisagem pela janela (mato, mato, mato) e iniciei uma canção: 
"Forget your troubles, come on, get happy. You better chase all your cares away. Shout hallelujah, come on, get happy. Get ready for the judgement day..." ♪ 
Porque, se há algo que aprendi durante anos sendo desastrada e atraindo micos é: seja você a primeira a rir de si mesma (ou se mostre confortável com a situação). Funciona. 

(F)rio Grande do Sul

E finalmente o tão esperado - e odiado - frio do inverno sulista chegou. E minha garganta, pra variar, estourou. Porque é o que acontece desde sempre, ou seja, história da minha vida: Mia sai alegremente pela estrada com seu fone de ouvido pendurado e tocando Queen a todo volume quando de repente - e tão de repente! - o vento Minuano a pega desprevenida, despenteando seus cachos castanhos - como se eles estivessem penteados às 06:30 hrs da manhã, haha! - e a deixando com um resfriado terrivelmente entediante. Boring.

É incrível a capacidade que eu tenho de adoecer. I meant it. Qualquer ventinho inesperado, qualquer garoa, qualquer aragem que for e voilá: lá está a Mia de cama e com febre. Desde pequena é assim, e por isso mamãe sempre tomou cuidados excessivos comigo. E mesmo com todos os cuidados, vez que outra eu fico doente. Ao menos duas vezes por mês.
Como eu consigo a proeza de ter ótimas notas escolares mesmo assim (nenhuma vermelha!)? No one knows. É um mistério o fato de que eu, mesmo aparecendo cerca de 2 semanas e meia por mês às aulas, consiga notas incrivelmente boas. É um dom.

E a melhor parte disso tudo é que sou alérgica a uma pá de coisas, incluindo um componente presente em quase todos os medicamentos: sulfa. Aí que a coisa fica boa na minha vida - só que ao contrário. Então, quando fico doente, só posso tomar estes medicamentos: Amoxicilina (o único antibiótico que posso tomar), Ibuprofeno (vivo a base de Vicodin Ibuprofeno), alguns antigripais e chás caseiros. Porém eu detesto chá, então.
Assim como também prefiro tomar injeção a tomar alguma pílula. Engasgo com qualquer coisa. Seriously. Vivo me engasgando com saliva, por exemplo. Com pílulas, então... simplesmente corto-as em pedacinhos (o que obviamente não dá pra fazer com a Amoxicilina).

Semana passada fiquei a semana toda de cama por conta de uma amigdalite bacteriana. E pirei, completamente. Tudo começou com um ventinho que peguei desavisadamente na semana retrasada; no outro dia minhas amígdalas estavam inchadas e doendo, dor essa que logo se espalhou para o ouvido. E foi assim por uma semana inteira: eu, minha cama, papai me trazendo chocolate quente e pílulas de Amoxicilina.
Claro que eu pirei porque, após um umbigo soltando pruridos estranhos e vários exames sem resultados conclusivos - a não ser pelo fato de que meu sangue é roxo e as enfermeiras ficaram chocadas ao admirar um sangue que não é vermelho - eu já comecei a achar que teria de operar para tirar as amígdalas - sim, quando eu estou doente eu piro de vez.

Baseada em meu histórico de doenças estranhas e na minha fragilidade ao frio de manter pinguim alegre polar que faz aqui no meio do mato em Viamão, estou considerando seriamente a possibilidade de fugir ir para algum lugar quente, onde haja noites agradáveis e brisas suaves, e de preferência nenhum vento chamado Minuano pra acabar com meu bom humor.
O lado bom disso? Ficar na cama e assistir a filmes randômicos tomando um chocolate quente, tipo o que conta a história do vibrador (assistam, pelamordedeus, assistam a esse filme!). Agora, no meio das minhas conversas randômicas, eu posso chegar pra o povo e dizer: hey, vocês sabem como foi criado o vibrador?
É, isso é minha cara mesmo.
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Uma combinação maligna

Eu sempre gostei de pesquisas. Sempre. Sou o tipo de garota que passa o fim de semana obsessivamente pesquisando alguma coisa até achar um resultado satisfatório e chama isso de diversão. Pois é. Alguns dizem que isso é resultado do meu mapa astral - que é todo "lógico e racional", by the way. Eu até tinha minhas dúvidas a respeito disso, até começar a pesquisar mais e descobrir isso: o mapa astral de Thomas Edison. Tipo, Thomas Edison, o desgraçado que ferrava todo mundo com seu comportamento sarcástico e quase antissocial apenas para conseguir suas invenções. É. O cara por quem eu era obcecada aos 9 anos - sim, eu sou problemática, me processe - e passei noites pesquisando sobre sua vida e obras. 
E o que eu descubro? É quase o mesmo mapa que o meu, com quase os mesmos aspectos! Até o fato de ele ser aquariano com ascendente em escorpião, coisa que é bem rara de acontecer aqui nos trópicos, by the way.

Como a revista Aventuras na História descreve Thomas? "Thomas "maníaco contínuo" Edison: lutador agressivo, peso pesado, cabelos despenteados, roupas amassadas e manchadas de comida, arrogante, sem paciência para tolos e prático." Pois é. Se isso se adequa a mim? Sim. Claro que não é aquela coisa de "OMG, você é a versão feminina dele!" - eu não diria isso - mas que eu comecei a acreditar muito mais em astrologia, isso eu comecei. 
Imagem via:  http://www.astro.com/
O que diz na mini versão do meu mapa astral (daqui - não que isso importe pra alguém, but whatever)? 
De acordo com o seu horário de nascimento, Mia, seu signo ascendente era Escorpião, que se junta ao Sol em Aquário traduzindo uma natureza rebelde, dotada de um grande poder transformador, que não deixa pedra sobre pedra intacta, tendo uma alma naturalmente orientada para varrer as hipocrisias e mudar aquilo que precisa ser mudado. 
Escorpião é um signo intratransformador, já Aquário é um revolucionário do externo. Você consegue imaginar o que acarreta a combinação de ambos? Em primeiro lugar, considere que ambos são signos de natureza fixa: obsessivos e de força de vontade concentrada. Observe que tanto Escorpião quanto Aquário jamais se satisfazem com pouco: eles querem conhecer as razões ocultas, os motivos secretos. Isso pode dar um pouco de paranóia, mas sem dúvida lhe torna uma pessoa muitíssimo inteligente, do tipo que não deixa escapar absolutamente nada. 
A contradição desta combinação diz respeito ao fato de Aquário ser um signo humano, enquanto que Escorpião é altamente animal e instintivo. Você, Mia, pode sofrer de um choque natural entre o seu lado mais racional, frio, e sua face passional. Cabeça e instinto entram em choque, e muitas vezes você se assusta com seus próprios processos, angustiando-se com o fato de perceber em si impulsos muito "animais". O problema, Mia, é que o homem é o único animal que esquece que também é um animal, e costuma lutar muito contra a própria agressividade natural. Não é uma questão nem de reprimir, nem de soltar, mas de reconhecer tais impulsos e direcioná-los de forma construtiva. Lutando por uma causa, por exemplo, batalhando para tornar o mundo um lugar mais justo e melhor. 
Com o tempo e a maturidade, Mia, você se torna uma figura e tanto, com muito poder pessoal, unindo a grande inteligência aquariana à força de vontade de Escorpião. Poucas são as coisas que você não consegue transformar, com tanto magnetismo natural. Só tome cuidado para não lutar pelas causas erradas, e para não se rebelar por nada! Tanto Aquário quanto Escorpião são dois signos eternamente insatisfeitos, estão sempre descontentes, perdendo oportunidades de viver a vida com mais estabilidade, principalmente por conta do ascendente em Escorpião, que se cansa dos projetos com facilidade, querendo sempre começar algo novo.   
Amando ser aquariana.  

Enjoy yourself, it's later than you think

Eu tinha treze anos recém feitos e uma dor de cabeça crônica que não me permitia dormir na maior parte das noites. Então comecei a assistir TV direto, às vezes passava a madrugada nisso. Minha vida era uma droga - não que ela seja lá uma grande coisa hoje em dia - e eu vivia choramingando pelos cantos porque ninguém ouvia minhas opiniões ou respeitava. Então uma noite eu - já cansada de zapear entre canais - pausei em algo que parecia um filme, onde aparecia um cara com uma expressão sacana e uma bengala fazendo comentários sarcásticos e rebatendo a fé de um jovem pregador. Eu não fazia ideia, mas aquele cara iria mudar muita coisa em mim.
O primeiro episódio que eu assisti foi House vs God (2x19) e eu me senti pessoalmente ofendida durante aquele episódio, pois na época ainda frequentava a igreja e achava um absurdo alguém contrariar a fé de outra pessoa apenas por ser algo irracional. Mas aquele médico irreverente havia provado sua teoria e mesmo que não gostassem dele, ele estava certo. Aquilo me fascinou. 

Sempre contestei as pessoas, sempre procurei razões para tudo e sempre pesquisei até achar o que eu queria. Mas não fazia ideia de como fazer com que as pessoas me respeitassem e isso literalmente me tirava o sono. House me ajudou com isso. Sei que muitos pensam que é loucura achar que um personagem possa realmente inspirar a alguém, mas se há um personagem no qual me reconheço e que verdadeiramente me inspirou a ser quem eu sou hoje, esse é o House. Com ele eu aprendi a desafiar as pessoas, não desistir das minhas ideias e fazer com que me respeitem, mesmo que não gostem de mim. Afinal, vale a pena resolver o quebra-cabeça. 
Muitas pessoas não gostam de House. Muitas abandonaram a série após a quarta temporada e muitas simplesmente nem deram a chance de entender o fascínio que o Dr. Gregory House provoca nas pessoas. Porque, como ele repete a série inteira: everybody lies. E nem todas as pessoas gostam da verdade escancarada, porque a verdade é terrivelmente letal: ou ela mata na hora ou reconstrói. Porém a mentira mata aos pouquinhos, mas não há escapatória. 
Talvez a astrologia explique minha conexão com House, talvez não (mas provavelmente sim, pois House seria Escorpiano com ascendente em Aquário, enquanto eu sou Aquariana com ascendente em Escorpião). Mas a questão é que eu realmente evoluí junto com a série, junto com o personagem. E as pessoas à minha vota puderam notar isso - inclusive o ex¹ que me dizia que eu sou a versão feminina do House, ou a Cutthroat Bitch (Amber, personagem da 4° temporada). 
Por tudo isso e todos os devaneios e epifanias dos 177 episódios de House, acho que o fim foi perfeito. Há quem reclamou a respeito, mas a verdade é que finais são uma droga. Ou, como diria House: they are boring, everybody dies. A questão é que eu chorei por exatos dez minutos durante o episódio final, depois eu dei um daqueles sorrisos bobos e comecei a refletir. As coisas mudam, não significa que elas melhoram. Duvido muito que alguma outra série seja tão boa quanto House foi, assim como duvido que alguma faça eu me enxergar tanto nos mínimos detalhes quanto essa (talvez Dexter?). House é um daqueles personagens que sempre ficarão marcados, mas não pelo seu gênio ao resolver quebra-cabeças médicos, nem pelo seu sarcasmo defensivo, mas sim por ser irritantemente certo, verdadeiro e leal (ou vai dizer que a relação dele com Wilson não é de pura lealdade?). 
E, após refletir muito sobre toda a mudança que sofri nesses últimos seis anos, especialmente no último ano, eu farei o que aprendi: que se dane todo mundo, esse blog vai continuar. Se eu simplesmente for embora e deixar tudo o que eu consegui nos últimos dois anos eu vou ser apenas uma vadia hipócrita e covarde, que diz aos outros para não se importarem mas não age como tal. 
É como House disse em algum episódio: ganhe o respeito dos demais tendo a ousadia de ser você mesmo
Funciona. Afinal: 
Valeu a quem me apoiou. Crise resolvida - House acabou e eu precisava falar sobre isso-, draminhas resolvidos, é hora de continuar. Falo com vocês no próximo post. 
E aos que não gostam de me ver escrevendo coisas aleatórias por aqui, há um pequeno recado lá na página Sobre o Wink, na segunda parte. Lidem com isso. 
 
Wink .187 tons de frio.