Nove meses depois...

Minha cunhada postou no facebook dela uma foto minha juntamente com meu irmão que foi tirada em Novembro passado. E foi aí que eu percebi a real diferença entre o que eu era há nove meses e como estou agora.
Olhem por si mesmos.
 Eu e meu irmão (Felipe) há nove meses (sim, eu estava uma bolinha, mas acreditem, aí nessa foto já havia emagrecido uns quilos). 

Eu e meu outro irmão (Marcio), agora, no dia dos pais. 

21 quilos emagrecidos em um ano, pessoal. É ou não é para estar feliz? 

Sixteen Candles e o panaca comum

Quem me conhece sabe que sou uma grande fã do cinema. Não o cinema no sentido físico, mas das obras cinematográficas. E possuo um carinho especial pelas mais antigas, principalmente comédias dos anos 80. Porém - e sem querer começar com mimimi de blogueira feminista aqui - algo me deixa irritada com a maior parte dos filmes de comédia adolescente: o cara ideal.

O cara ideal é um babaca. Panaca, no sentido mais amplo e escrachado da palavra. Até aí tudo bem, já que nesse mundinho louco chamado Terra, nós estamos acostumados a ver por aí caras e garotas panacas (ah, sim, senhores, porque isso não é exclusividade apenas de rapazes, pelo contrário: a panaquice está para o ser humano assim como as salsichas estão para o pão de hot dog).

Assistindo a Sixteen Candles, comédia adolescente super popular dos anos 80, vi algo que não apenas me irritou. Não, senhores, porque o mocinho, o galã, o desejado de 98 entre 100 meninas da escola não era apenas um panaca com pose de descolado: ele também é um estuprador. Ou seja, a coisa mudou de figura num ângulo de 120°.

No enredo, o cara, se aproveitando que a até então namorada está bêbada e praticamente desmaiada, a pega e não se contenta em se aproveitar dela simplesmente, mas a entrega a um calouro da mesma escola que ele e ainda o incentiva a estuprá-la, emprestando um carro que não é seu para que tal fato ocorra.
E o que acontece quando a menina acorda? Ela abraça aos dois e diz que não lembra de nada, porém gostou. De onde tiraram isso?

Não, eu não tenho problemas com filmes grotescos de comédia ou piadas toscas. Mas sinceramente, esse filme foi um dos ícones pra geração oitentista e eu não concordo nem um pouco com o fato de que - mesmo hoje em dia - se utilizem de tais subterfúgios para tentar fazer uma piada onde não há. Qual é a graça de brincar com o corpo de uma adolescente desacordada? Sinceramente, eu entendo humor. Mas não entendo isso.

O problema é quando as pessoas não se atentam que os valores estão invertidos. Hoje em dia temos uma novela em horário nobre onde a mocinha é inescrupulosa e os vilões são mais interessantes. Não, eu não assisto novela, mas já peguei algumas partes - culpa da televisão na hora do jantar - e entendi a trama. Não me ofendo com piadas - por mais de mal gosto que sejam - nem tampouco fiquei alarmada com aquilo que Rafinha Bastos disse há algum tempo e pelo qual ficou tão julgado e escrachado, mas a partir do momento em que não conseguimos mais fazer uma separação do certo e do errado, do bom e do mau, então tudo vira lícito, até mesmo ter por mocinho um cara que incentiva o estupro da própria namorada por um calouro e ainda leva a mocinha num novo namoro ao final do filme.

Talvez eu esteja fazendo essa polêmica toda por nada, talvez seja em decorrência do estupro que sofri há alguns anos, talvez seja apenas por eu ser uma aquariana com ascendente em escorpião (o que me coloca numa posição bem polêmica, de qualquer forma), mas o fato é que isso mexeu com meus nervos e me fez refletir e perceber que a coisa só foi de mal a pior a partir desse ponto. E isso, senhores, é algo que não deveria acontecer em pleno século no qual nos encontramos. 

Hora da pizza

Alguns amigos e eu nos reunimos e formamos a "Sessão Cinema", ou seja: duas vezes por mês nos reuniremos aqui em casa para assistir a filmes (dois ou três) e fazer bagunça, apenas para sair da pressão escolar, sendo um gênero diferente a cada semana. Ontem foi a vez da "Sessão Terror" e nos divertimos horrores!

O fato é que após cada sessão dessas eu falarei sobre os filmes assistidos aqui. Sempre tive essa vontade de falar sobre filmes no blog, mas isso se tornou muito randômico com o passar do tempo. Porém, como a coisa agora está mais organizada, me sinto bem melhor para fazer minhas pequenas críticas. 

Atividade Paranormal 2: Todos estavam com medo e dizendo o quão assustador é esse filme e todo aquele mimimi que as pessoas fazem em torno de franquias de terror. 
O que eu gostei: de dar boas gargalhadas com o fato do pessoal da casa ser mais tonto do que o gnomo da minha cabeceira. E da cachorrinha que rouba totalmente a cena no filme. 
O que não gostei: eu esperava algo que me arrancasse ao menos um suspiro. E, realmente, ele arrancou: arrancou várias gargalhadas. Gente, que filme engraçado é esse! Sim, há momentos mais de "tensão" (ou quase) e tal, mas eu só ficaria satisfeita se o bebê fosse possuído pelo tal demônio e começasse a falar com uma voz super grossa. Aí sim a coisa ficaria interessante. 
Sinopse: Após sofrer uma tentativa de invasão em sua casa, uma família instala diversas câmeras ao redor da casa. O problema é que eles descobrem que os eventos que ocorrem são muito mais apavorantes do que eles imaginavam.

A mulher de preto: Perto do Atividade Paranormal 2, ele é bom. Mas, sem que se compare a outro, ele é muito previsível. A única coisa realmente interessante é o final. E que final! 
Mas dá para levar alguns sustos, sim - se bem que na maior parte do tempo eu ri mais do que uma hiena fugindo de um caçador. 
O que eu gostei: trama interessante, final surpreendentemente revoltante (num sentido bom para o filme) e o fato de ele dar agonia por se tratar de um terror com crianças e palhaços (e qualquer coisa com crianças e palhaços dá agonia imediata, principalmente se houver aquelas bonecas satânicas de porcelana envolvidas; sério, quem dá aquilo pra os filhos e espera que eles não tenham pesadelos?). 
O que não gostei: Daniel ex-Potter está atuando bem, sim, nesse filme. Porém ele é muito novo pra um papel de um cara adulto, viúvo e com um filho já grandinho. Não convence. Fora que o final me irritou profundamente. Há uma mistura de amor e ódio pelo final, na verdade. 
Sinopse: Na história, o jovem advogado Arthur Kipps (Radcliffe) precisa viajar para uma região remota da Inglaterra para cuidar dos papéis de um cliente recém-falecido. Enquanto trabalha na casa antiga e isolada, Kipps começa a descobrir seus trágicos segredos. A situação piora quando ele entende que o vilarejo é refém do fantasma de uma mulher magoada, em busca de vingança.

Se eu recomendo esses filmes? Claro. Se você está a procura de um terror que seja mais "terrir", assista AP2; se quer algo mais "agoniante" e de suspense, sem nada muito apavorante, assista A Mulher de Preto. 
Só não faça como eu e, quando tiver a cena do espelho (sempre há uma cena do espelho) e seus amigos estiverem em seu quarto, no escuro, de frente para um espelho enorme, assistindo ao filme, pegue uma lanterna sorrateiramente, faça uma careta e, de repente, ligue-a na altura do queixo (estilo A Bruxa de Blair), em frente ao espelho. O susto é garantido. 

Sob pressão

O fato, senhores, é que minha vida tem sido um caleidoscópio maluco. Cada vez que você o olha, percebe algo novo, encantador, diferente, porém isso cansa. Essa inconstância toda cansa.
Faz quase três dias que não durmo direito. Aliás, não tenho dormido praticamente nada. Isso porque - graças a uma pane elétrica que houve no colégio, logo após as férias - ficamos sem aulas por um bom tempo e os trabalhos e provas acumularam. Ou seja: tenho virado um tipo de zumbi que só faz estudar, pesquisar e escrever trabalhos enormes. Só para constar: trabalhos manuscritos, senhores.

E acreditem: quando eu chego no ponto de reclamar dos trabalhos e provas escolares é porque a coisa está realmente exagerada. Pra quem não sabe, eu sou a maluca que ama estudar, cujo habitat natural é a escola e que faz pesquisas por diversão. Ou seja, a coisa está realmente complicada.
Como se não bastasse isso, há algumas pessoinhas queridas - só que ao contrário - que teimam em querer que eu faça relatórios da minha vida com sal e pimenta em excesso para que elas controlem cada movimento meu e me digam o que fazer e como fazer.
Porque há quem aja comigo como se eu fosse obrigada a dar satisfações da minha vida, como se eu fosse propriedade delas e sirva apenas para elas. Que não entendem que eu sou um ser sociável em termos, mas que se tiver de optar por uma vida onde esteja só eu e meus livros ou uma vida cercada de gente me enchendo a paciência que não tenho, optarei sempre pelos livros.
Há um motivo para minha vida se chamar "minha" e não "projeto de vida comunitária", só para constar.

O bom disso tudo, senhores, além do meu humor ácido ter sido elevado à potência e eu estar começando a enxergar elfos roxos por aí por causa da quantidade de alimentos estranhos que tenho ingerido a fim de me manter acordada, é que meus amigos têm me ajudado (Rê, Fê, Wilson: thank you so much, guys!) a não perder de vez a pouca sanidade que não tenho.

Enquanto isso, para manter o cérebro funcionando, me propus um desafio: escutar todos os 1001 discos para ouvir online antes de morrer enquanto faço meus trabalhos e estudo para provas e entro em uma maratona para arrumar meu quarto e correr de meninos que me paqueram quando tudo o que eu quero é ter um relacionamento comigo mesma (e correr de verdade, senhores).
Minhas conclusões sobre essa semana agitada? Eu trabalho melhor sob pressão. Sou uma ótima corredora (sério, corri de ponta a ponta da escola, juntamente com a Rê, em cerca de um minuto). Coldplay e Nirvana são bandas depressivas e chatas que não deveriam estar na lista dos 1001 discos (e que causam um sono danado). Eu preciso de mais livros.
Os comentários de vocês serão todos respondidos assim que os trabalhos e provas cessarem um pouco. Obrigada por não terem me abandonado. Kissu! 

7 pecados literários

A Juliana me indicou há uns quinze dias o meme dos sete pecados literários e eu fiquei com a maior vontade de fazê-lo logo, porém estive muito atarefada e mal consegui postar esse mês, que o fará parar para responder a memes. Mas, agora que estou mais relaxada - já que tenho quase certeza de que fui muito bem na prova de Matemática -, posso finalmente colocar tudo em dia.
Ju, obrigada, querida. Eu realmente fiquei muito contente por ter sido indicada pra esse meme. Já o havia visto em outros blogs por aí e estava agoniada para ser indicada. Thank you, dear.
Indico para: Mareska, Jefferson e Julie (mas quem quiser fazer e não foi indicado, sinta-se a vontade).


Ganância: qual o seu livro mais caro? E o mais barato? 
Se eu disser que não tenho ideia, alguém irá acreditar? Então, eu amo meus livros e nunca parei para ver o preço deles. Quando eu vejo um, quero um, é paixão instantânea: é aquele e ponto. Acredito que o mais caro seja uma enciclopédia que tenho aqui, bem antiga e bem completa. E o mais barato é Noite na Taverna. 

Ira: com qual autor(a) você possui uma relação de amor e ódio? 
Então, com dois autores: Nicholas Sparks e JK Rowling. Eles têm formatos de enredos que são ao mesmo tempo profundos (em termos sentimentais) e populares. Mas é a parte do "populares" que me irrita. Por mais que eu considere a escrita deles legal, ao mesmo tempo sinto como se tivesse muitas pontas "comerciais" demais ali, e isso me irrita. 

Gula: qual livro você devorou sem vergonha? 
Tamanho 42 não é gorda. Aquele livro é incrivelmente bom e eu o li em cerca de duas horas! Sério, amo a saga de Heather Wells. 

Preguiça: qual livro você negligenciou devido a preguiça? 
A insustentável leveza do ser. O livro é incrível, mas quando me bate a preguiça de livros mais complexos (e tudo o que eu quero é um chick-lit simples e cômico), não há história que me faça prender numa leitura. 

Orgulho: qual livro você tem orgulho de ter lido? 
Papisa Joana, com certeza. Fiquei tão fascinada com a história que terminei o livro de 500 páginas em dois dias. E só não foi em um dia porque eu tive de parar para fazer coisas randômicas (como dormir).Quer dizer, ele não é apenas surpreendente, ele trata de uma parte meio que perdida da história, da nossa história. Isso é incrível. E eu tenho o maior orgulho de tê-lo lido. 

Luxúria: quais atributos você acha mais atraentes em personagens masculinos e femininos? 
Ser irônico, questionador, sarcástico, extrovertido, inteligente, com uma postura firme, como de guerreiro, com autoridade nata. Isso tanto para masculinos quanto femininos. 

Inveja: quais livros você gostaria de ganhar de presente? 
Ah, eu poderia colocar minha lista do Skoob inteira aqui! Mas vou resumir em três: a saga de Heather Wells (Tamanho 42 não é gorda, Tamanho 44 também não é gorda e Tamanho não importa), A menina que roubava livros e O Código Da Vinci. 

Everybody loves memes - 1

Estou com 5 memes para fazer. Sim. Não os colocarei todos nesse post porque ficaria extenso demais, mas vou colocar por partes.
Começando pelo mais antigo!
A Gleanne me indicou para o meme das 87 perguntas. Thank you, dear!
E os indicados são: Lene, Duda, Vitória e Ana


Qual foi sua...
última bebida? Suco de maracujá (pra acalmar a moça).
última ligação? Daddy.
última mensagem de texto? Do Anderson.
última música que ouviu? Alguma do Avenged Sevenfold que meu colega estava me mostrando.

Você já...
saiu com duas pessoas ao mesmo tempo? Não.
foi traída? Sim.
beijou alguém e se arrependeu? Absolutamente.
perdeu alguém muito especial? Não.
ficou deprimida? Praticamente a adolescência inteira.
bebeu muito até passar mal? Só leite com Nesquik.

O Papa que era mulher

Joana de Ingelheim era uma aquariana de 28/01 que não aceitava o machismo da Idade Média. (Sim, senhores, aquarianas se rebelam desde tempos imemoriais.) Se disfarçou de homem - assumindo a identidade de seu irmão, morto em combate -, virou padre e, posteriormente, chegou ao papado em Roma. Essa é, resumidamente, a história de Joana - a Papisa - que fora conhecida por João Ânglico.
Claro que a Igreja Católica, lá pelos idos do século XVII, tratou de sumir com os registros da existência da Papisa. Mas, apesar de eles refutarem sua existência, há várias provas que indicam que sim, uma aquariana super metida e idealista foi Papa durante dois ou três anos na Idade das Trevas.

Como descobri isso? Através da leitura do livro mais incrível que meus olhos já tiveram a honra de ler: Papisa Joana, de Donna Woolfolk Cross, é simplesmente incrível. Claro que ela preencheu várias lacunas - justamente por não haver muitos documentos a respeito de Joana - na história, mas mesmo assim o romance se atém bastante aos fatos históricos e à muita pesquisa da escritora.

Eu realmente preciso dizer o quanto estou gamada na história? Quer dizer, a mulher, em pleno ano de 853 D.C., se torna Papa. Preciso realmente lembrar vocês dos horrores aos quais as mulheres eram submetidas durante essa época? 
Não sei se, para os leitores do blog, é necessário que eu diga o quanto me identifiquei com a Joana. Não apenas pelo seu sarcasmo, idealismo e vontade de mudar as coisas, mas também por argumentações inesperadas, por ter sido isolada durante a infância/adolescência apenas por ser diferente - gostar de ler, escrever e pesquisar. Se eu acreditasse em reencarnação, acreditaria que fui ela em outra vida. 

Como todo romance que se preze, há o cara. Gerold. Incrivelmente sedutor mesmo através das quase quatrocentas páginas do livro. O romance deles é invejável, incrível e totalmente realista, cheio de nuances e de coisas não ditas. 
É um livro que não deixa nada a desejar e a identificação foi imediata. Se vocês não quiserem lê-lo por pensarem que ele é chato por se tratar de História, bem, então vocês não deveriam nem estar aqui lendo esse blog. 

"...em busca da fé, vivia dividida entre o desejo de conhecer Deus e o medo de que Ele não existisse. Mente e coração, fé e dúvida, vontade e desejo. Será que as contradições dolorosas da sua natureza algum dia se conciliariam?"
pág. 416, 2° parágrafo 


Só pra constar: ri muito com essa imagem, achada na Wikipédia, cuja descrição é: "a Papisa Joana representada como o Anticristo, montando a Besta do Apocalipse.
Preciso dizer mais alguma coisa? 

Eu tenho uma teoria

Não é de hoje que notei algo: sempre, entre Julho e Agosto, relacionamentos acabam subitamente enquanto outros surgem do nada.
Há quem diga que Agosto é o mês do azar, desgosto, ou seja lá como você quiser chamá-lo; mas eu discordo totalmente disso. Agosto sempre foi um mês incrível pra mim onde várias mudanças ocorreram, e mudanças boas, diga-se de passagem. Uniões inesperadas (seja de amizade ou de um flerte inesperado) surgem no mês oito, assim como rompimentos acontecem em Julho. Sim, senhores, esse é um padrão da minha vida com sal e pimenta em excesso. 

Não que esteja reclamando - de fato, eu gosto de toda essa agitação e dessas mudanças drásticas. Quer dizer, tudo começa em Junho, sempre em Junho, esse mês maldito no qual a temperatura fica abaixo de zero e meu humor varia mais do que o sobe e desce de uma montanha-russa. Resumindo a ópera: eu piro geral. 

Astrólogos diriam que isso se deve ao fato de que em Junho o Sol está em Câncer, que é um signo de Lua, e minha Lua, coincidentemente - e para a tristeza geral do povo que convive comigo - também está nesse signo melodramático, instável e relativamente insuportável. Tudo depende da Lua, literalmente. Aí toda essa instabilidade fica em evidência, o ascendente em Escorpião trama manipulativamente por uma mudança, uma regeneração psíquica, enquanto que meu Sol em Aquário entra em contraste com o Sol do mês (Câncer) e começa a gritar por "liberdade!" enquanto faz um daqueles discursos frenéticos sobre qualquer assunto sem nexo que o interessar e que o disperse da melosidade canceriana e da intensidade emocional escorpiana. Ou seja: rompimentos a vista. 
Agora, vamos aos fatos: no começo de Junho eu tinha um namorado, uma turma de amigos (que foi definida em Agosto do ano passado, by the way), um cabelo mais comprido, um outro layout no blog e uma antipatia terrível por certas pessoinhas. 
Agora eu me livrei do tal namorado, arranjei novos amigos "do nada", cortei as madeixas, troquei o layout do blog por uma versão mais fofa e delicada (e já estou com a maior vontade de trocar por algo mais simples novamente), fiquei mais alegre do que antes, mais bonita (segundo amigos, gente, sério) e mais magra (55 quilos, gente!). E tudo ocorreu em aproximadamente um mês e meio. Ou seja: as coisas mudam, sim, entre Julho e Agosto. Pra muitos a mudança é pra pior. Para mim? Me livrei de uma pá de coisas e renovei geral. Elas com certeza melhoraram. 

Eu tenho uma teoria, senhores: observem as constelações e aprendam a lidar com as mudanças. 

Meu amor é alérgico

Freddie - awesome - Mercury certa vez disse:
I feel that maybe that’s what my love is - dangerous. I haven’t actually analyzed myself, but after all these years I just feel I’m not a very good partner for anybody, and I think that’s what my love is. My love is dangerous. Who wants their love to be safe anyway?
Apesar de ele ter sido um virginiano e eu costumar brigar a tapa com virginianos, concordo plenamente com a maior parte das coisas que ele dizia. Principalmente com a afirmação acima (Google Tradutor pra quem não entendeu!).
Meu amor não é apenas perigoso. Eu não sou apenas um cristal que se parte por qualquer coisinha e causa cortes e cicatrizes terríveis nas pessoas. Eu também causo alergia. Causo reações. Causo efeitos colaterais.

A verdade é que meu amor é tão alérgico que eu tenho a maior pena de quem me ama, de quem se dispõe a usar um antialérgico todos os dias apenas para poder lidar com meu humor passivo-agressivo e com minha inconstância emocional.
Tenho pena de quem se aventura nesse redemoinho maluco que assina pelo meu nome. De quem tenta segurar um tornado em plena rota de destruição. De quem tem coragem o suficiente para empinar pipa em meio a uma tempestade de raios.
Porque é isso o que eu sou: uma tempestade. A diferença é que nunca se sabe com qual intensidade eu vou aparecer.

Posso ser apenas uma chuvinha rala de fim de tarde, assim como posso ser um tornado. Tudo depende da fase lunar. E do ciclo vermelho, é claro.
Porque durante o ciclo vermelho, meu bem, eu viro é enxurrada (em todos os sentidos).

Apenas mais um texto randômico sobre como eu não sirvo para estar em um relacionamento com ninguém além de mim mesma. 

De psicopata a patricinha

Anteontem saí com meu irmão mais velho, cunhada e sobrinha (sobrinha essa que, aos treze anos, é mais alta do que eu; se bem que isso não é tão estranho assim já que quase todo mundo é mais alto do que eu) e fomos visitar meu outro irmão, ir na igreja deles, essas coisas randômicas que se faz com a família.

Aí minha sobrinha aparece com um pedaço de bolo mordido e oferece:
- Quer, Mia?
- Não, tá mordido, olha.
- Ah, é, eu esqueci que tu é fresca e paty e não come nada dos outros, precisa ter teu próprio prato e copo e, se alguém encostar em algo pessoal teu, já era, tu nunca mais usa. Por que tu é tão nojenta assim?
- Sei lá, guria. Nasci assim. Mas melhor prevenir do que remediar.
- Mas tu é muito paty, Mia! Muito fresca! Tu não enjoa de ti mesma, não?
- Hey, eu gosto de mim mesma. E não sou paty, só sou um pouco paranoica com certas coisas, tenho umas manias e tal...
- Não, tu é paty. Olha pra ti: sempre de rosa, com unhas compridas e pintadas de vermelho, batom rosa, sombra rosa, celular rosa, uma pose cheia de não-me-toques, fala baixinho, tem o apelido de Mia... pelamordedeus, tu é a paty das patys.
- Mas eu nem gosto de rosa.
- Imagina se gostasse. Toda delicadinha que tu é nem encosta em ninguém porque tem nojo das bactérias e germes... e tu sempre foi assim, desde pequena, né?
- Não é nojo, eu apenas prefiro manter distância de contatos físicos, sabe? Vivo no plano intelectual da vida, guria. Não sou paty, tenho TOC.
- Que seja. Não gosto de gente fresca assim.

E devo dizer, pessoas, que nunca me senti tão ofendida assim. Nem quando me chamaram de vadia manipuladora ou psicopata (na verdade, me senti lisonjeada nesses dois).
Será que sou tão fresca assim?
Oh yes, I am. 

Caleidoscópio nervoso

Quando eu estou nervosa eu como. Como, principalmente doces, o que sabota meses de dieta muitas vezes. Não que eu seja lá muito nervosa - de fato não o sou - porém nas raras vezes em que fico nervosa, eu extrapolo. Não há mantra, meditação, livros, poemas, música ou conversa que me acalme. É algo meio que automático: se estou nervosa, estou com fome; se estou com fome, estou nervosa.
Sempre fui dona de um temperamento sofrível e dramático, coisa que não ajuda nem um pouco com meu nervosismo. Claro que, quem me vê hoje, não faz ideia de como eu sou por dentro: um caleidoscópio maluco, que é muito interessante de se olhar, mas um enjoo de se viver.

Enjoada eu sou mesmo e quem me conhece sabe disso. Sou um nojo de pessoa que debocha da vida e de coisas randômicas. Até aí tudo bem, já que ser enjoada não é lá tão ruim nesse mundinho doido em que vivemos. Porém o estado nervoso em que tenho estado ultimamente tem ferrado ainda mais com meu humor sofrível, o que me causa - além de uma fome súbita e por coisas esquisitas - dores físicas.

A qualidade dos meus textos caiu, minha frequência na escrita também. Fora o fato das insônias persistentes que são preenchidas com fantasmas do passado que insistem em querer voltar. E como tenho desejado ressuscitar gente do passado ultimamente!
Mas né, mania de Escorpião de reviver as coisas (mito da Fênix, né, pessoinhas?).
Enfim, a questão aqui é outra: ando ansiosa. Há dias que não durmo e não consigo me concentrar para escrever algo que preste. Portanto talvez isso aqui fique um pouco desatualizado até que eu consiga resolver minhas pendências e matar o que está me matando dar um jeito em minha vida.

Vou ali fazer um mantra e já volto.

"Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei"
(Manuel Bandeira)

Personagens gamantes

Antes de mais nada, deixa eu dizer algo: gente, fiquei entre os três finalistas do concurso DEScomplicando com Rock que a Lene fez lá no blog dela e eu peço muito, mas muito mesmo para que votem em mim lá no facebook. É só clicar aqui e votar, sério. O que eu ganho com isso? O livro A História Ilustrada dos Beatles. O que vocês ganham? Meu agradecimento sincero, gratidão e um vídeo agradecendo e mostrando o livro quando ganhar. Façam isso por mim e votem lá, please? 
Quem nunca se apaixonou por um personagem de filme ou série?
Quando vi esse meme no Papo de Homem (sim, eu sou apaixonada por esse site; e sim, o conteúdo dele não é recomendado para qualquer um) fiquei boquiaberta e disse para mim mesma: preciso fazer uma versão dele! Então, cá estou eu para fazê-lo. Divirtam-se pessoas pois eu irei fazer a lista das minhas paixões - platônicas - cinematográficas.


Heathcliff

Não é difícil perceber que eu tenho uma queda por anti-heróis. E não é difícil também perceber que Heathcliff, de O Morro dos Ventos Uivantes, é o líder deles. 
Como descrever seu encanto? Emily Brontë o retratou como um jovem de temperamento frágil, emocionalmente falando, mas ao mesmo tempo possuidor de uma hostilidade, selvageria, algo totalmente fora do padrão da sociedade, e uma força de vontade em ir atrás de seu único sonho: Cathy. 
Exemplo típico de um amor cancerianamente grudento, escorpionicamente intenso e vingativo e geminianamente ambíguo. Heathcliff é tudo o que se pode esperar para quem ele ama, menos ambicioso. E isso - mais os contras do meio de vida de Cathy - que a fizeram largá-lo. 
Ou seja: me identifico demais e gamei instantaneamente ao ler o escrito de Brontë e ao ver os intensos olhos de Ralph Fiennes darem vida ao maior, melhor e mais atormentado anti-herói que já existiu. 

Mr. Darcy

Sim, eu sei que eu havia escrito que não gamei no Mr. Darcy. Mas isso foi até eu imaginar a situação como se fosse real. Eu agiria como ele, tenho quase certeza. E, após entender o personagem - e assistir o Colin Firth saindo da água em Pride & Prejudice, é claro - eu gamei nele. 
Encantador, inglês, refinado, cheio de pose, misterioso, de poucas palavras, bonito, com um nome muito sonoro e eu já mencionei o sotaque? Quer dizer, o cara é O CARA. 
Fora que ele tem princípios. E eu, devo confessar, sou gamada em pessoas que honram seus princípios. 

Hephaistion

Assim que eu, aos 12 ou 13 anos, assisti Alexandre pela primeira vez, gamei no Hephaistion (Jared Leto). Quer dizer, quem não gamaria? 
O cara, além de lindo pra caramba, é sensível, guerreiro, determinado, corajoso, metido a filósofo, grego, com aqueles olhos enormes que mais parecem com duas bolitas azuis maravilhosas... E o figurino ajuda muito. 
Nem sei mais o que dizer. Apenas assistindo para entender a intensidade de Hephaistion. 

Daniel Kaffee

É o Tom - hot - Cruise quem interpreta Daniel. Preciso realmente dizer mais alguma coisa? 
Okay, let's go: o cara é determinado, um advogado brilhante, meio desleixado, mas quando convencido do que é certo vai até o limite para conseguir o que quer. E consegue. 
Simpático, extrovertido, lindão, meio fechado em relação a assuntos pessoais, sarcástico, irônico... ou seja: uma versão masculina minha. 
Okay, exagerei. 
O fato é que Questão de Honra vale totalmente a pena por causa dele. Sim, a história é boa, mas quem realmente se concentra na história quando se tem Tom Cruise na tela? 

Agora, por favor, façam suas listas. E não se esqueçam de votar em mim, hein? *-* 
 
Wink .187 tons de frio.