Morte sobre duas pernas

Acordei. Já estava tudo escuro, luzes desligadas e eu não fazia ideia de onde estava. Senti um gélido arrepio na espinha e, sem pensar duas vezes, me levantei. Comecei a procurar por alguém que pudesse explicar o que estava acontecendo, mas tudo o que encontrei foi um corredor enorme cheio de portas fechadas. Era assustador. Cheguei ao que parecia ser uma recepção e me deparei com duas moças preenchendo fichas. Sim, eu estava em um hospital, ou em algum lugar que parecia ser um. Fui até as moças e fiz de tudo para lhes chamar atenção, mas nada parecia funcionar. As luzes começaram a piscar - provavelmente pela tempestade que parecia se aproximar -,  e elas continuavam indiferentes a tudo que ocorria, mesmo a meus gritos que me pareciam ensurdecedores. Após o que me pareceu dez minutos gritando e fazendo de tudo para lhes chamar atenção, desisti. Elas pareciam me ignorar com uma frieza tremenda.

Voltei para meu quarto. Ainda estava muito confuso, mas agora começara a lembrar do porquê de estar ali. Lembrei que estava dirigindo meu carro pela estrada do Moinho quando, de repente, surgiu um caminhão que me atingiu. Após isso, apaguei, ouvindo o som de uma ambulância ao longe. 

Cheguei a meu quarto, depois de passar por um longo corredor cheio de quartos com pessoas em fase terminal. Ainda estava muito confuso quanto ao meu estado, mas foi aí que eu presenciei a cena mais assustadora da minha vida: eu estava ali, parado à beira da minha cama enquanto meu corpo estava deitado naquele leito de hospital, coberto por fios e sondas. Um corpo gélido, quase morto, arroxeado.

Não podia ser verdade. Eu havia morrido? Não, pior: eu estava em coma. Tudo me levava a crer que eu estava em coma. E isso explicaria o porquê de as recepcionistas terem me ignorado. Agora tudo estava claro. Tentei voltar para meu corpo, mas não conseguia. Eu podia tocá-lo, senti-lo, mas não conseguia voltar. Havia uma barreira invisível que me impedia. Era um pesadelo, tinha que ser.

A essa altura eu já estava beirando à loucura. Sentei em um canto do quarto e fiquei ali, observando meu corpo quase sem vida e tentando acordar daquele pesadelo terrível.
Foi então que um homem velho muito pálido entrou em meu quarto. Ele usava um manto preto e tinha os olhos de um azul intenso. Ele foi se aproximando do meu corpo como se flutuasse. Colocou a mão sobre minha cabeça enfaixada e eu senti como se um redemoinho estivesse me puxando para baixo. Olhei para o chão e um abismo havia se aberto, um enorme e escuro abismo que insistia em me sugar. Reuni toda a força que tinha e saltei naquele velho, afastando sua mão de meu corpo. Ele olhou para mim espantado e disse:
- É a sua hora. Você não pode lutar contra isso.
- Não, essa não é minha hora. Sou muito jovem e tenho muito a viver ainda. Quem é você para decidir algo?
- Alguns me chamam de ceifeiro, outros de morte. Já levei pessoas mais jovens que você e em melhor estado. Essa é a sua hora e não há nada que você possa fazer contra isso.
- Sim, há algo que eu posso fazer.

Naquela hora percebi que eu era um espírito, e se eu havia derrubado a morte então eu poderia matá-la! Mais do que depressa arranquei o espelho que havia na parede do quarto e lancei sobre o ceifeiro. Eu havia lido há tempos que espíritos podem ser aprisionados por espelhos e é por isso que quando alguém morre as pessoas tapam os espelhos para que os espíritos possam seguir seu caminho. Foi aí que aconteceu: eu aprisionei a morte dentro do espelho, mas seu reflexo ainda estava vivo, e me disse:
- Não faça isso. Você vai se arrepender!
Eu não dei ouvidos. Atirei aquele espelho dentro do abismo da morte que ainda estava aberto. Houve uma explosão de luz e o abismo se fechou. "Estou vivo!" - foi o que pensei. Ah, que terrível engano! Quando tudo parecia bem, os sinais vitais do meu corpo desapareceram. Eu havia morrido, mesmo tendo matado a morte.

Senti algo estranho em meu espírito. Senti uma dor profunda, como se estivessem arrancando as carnes que eu não possuía. Olhei para mim mesmo e estava desfigurado: eu era o velho pálido com capa preta e olhos azuis! Eu era a morte.
Me transformei na própria morte quando a matei porque a morte nunca morre.

Epifania

No início do ano, lembro-me que fiz apenas um pedido: amor tranquilo.
Anteontem, quando minhas amigas e eu passávamos, durante uma viagem de ônibus, por um túnel, enlaçamos nossas mãos, fechamos os olhos e - como manda a tradição - fizemos um pedido. Enquanto passávamos por aquele túnel escuro e mal iluminado, enquanto minhas amigas faziam seus pedidos e evocavam sonhos de grandeza, eu não consegui pensar em nada. Por mais que minha mente tentasse pensar em algum pedido a ser feito, algum sonho a ser realizado, algo que eu desejasse, eu apenas pensei em uma coisa: meu pedido foi realizado. E eu estou em paz e tranquila, com um amor enorme em mim.

Eu desejei amar tranquilamente. Porém, eu pensava que o amor fosse entre um ser e outro, que se encontram e planejam uma vida juntos, coisas divididas, promessas, afetos, esperança. Isso não é amar. É compartilhar.
Descobri o amor após um término doloroso. Descobri após ficar sozinha, após dois meses isolada de amigos, família, tudo e todos. Descobri após descobrir a mim mesma.

Procurei o amor em várias pessoas. Terminada uma ligação, um elo, pensava: não era amor, ou não era o amor certo. Mas a verdade é que me envolvi com pessoas problemáticas porque eu mesma o sou - ou era. Sabia que não permaneceriam, inconscientemente, não gostaria que permanecessem. Não me sentia pronta para encontrar a mim mesma e perceber o quão egoísta e má estava sendo. Procurava em outros algo que só poderia ser encontrado em mim mesma. Procurava uma paz para saciar meu desejo de porquês e fui obcecada com uma visão racional do amor, do amar, da vida por muito tempo. Até que a vida me atingiu como um raio no meio do peito e eu não tive para onde fugir. Porque não foram as pessoas que - por mais erradas que fossem - fugiram de mim. Fui eu quem as mandei embora. Fui eu quem fez com que as coisas fossem assim porque tudo era tão denso e tão complicado que eu não gostaria, realmente, de ver.

Porém, eu fiz um pedido. Eu desejei, do fundo da minha alma, que isso acabasse, que essa procura desenfreada por amor terminasse. E, uma vez mais, eu pensei ter amado. E, como sempre, o afastei. Não porque fosse quem fosse, mas porque eu não sabia quem era. Falei coisas que não deveria ter falado sobre pessoas que não deveriam ser expostas. Expus tudo porque a verdade parecia mais importante do que a vida. Porém, o que é a verdade? E o que é a vida? É energia. É sentir e saber e conhecer e ser. Apenas ser. Seja lá quem eu for.

Errei com as pessoas e erro ainda. Mas hoje percebi que amo, e amo fortemente a mim mesma. E ao universo. Melhor dizendo: talvez eu não ame, mas sinto o amor. Sou como uma observadora, em uma janela, admirando tudo e percebendo tudo; vivo e me percebo vivendo como se não vivesse. Tudo está rodeado de amor, por mais que não o vejamos, por mais fechados que estejamos.
Foi ferindo e percebendo o quanto feri que me conheci e soube quem eu sou. E descobri que para amar tranquilamente é preciso aceitar tanto o meu lado obscuro quanto o claro, tanto as pessoas que me parecem más quanto as que me parecem boas. Dualidade de espírito.

Não estou mais em um túnel, mas o túnel está em mim. Porque o que me atravessa leva um pouco da minha energia e sua energia também permanece um pouco em mim. E esse é o amor.

O interessante é o novo gata

Quem me conhece, sabe: o cara perde 1000 pontos numa escala de 0 a 500 se me chama de gata. Simples assim. Detesto, sempre detestei, caras que se referem a meninas com o típico: "e aí, gata?". "E aí" o quê, panaca? Tá me achando com cara de felina, é? Saio miando por aí, por acaso (desconsiderem meu apelido, senhores; apesar de me chamarem de Mia, eu não mio, juro)?

O fato é que, se o cara me chamar de gata, ele já, automaticamente, ganhou meu desprezo eterno. Chamou de gata, já era. Eu me ofendo profundamente com pessoas que acham que podem me cantar apenas por eu ter belos olhos verdes ou um rosto simétrico. E se eu sofrer um acidente e ficar desfigurada, meu bem, o que acontece? Me abandonará, deixará de me gostar e de querer estar comigo apenas por não me enquadrar nesse seu conceito ridículo de quem pode ser gata ou não? Pelamordedeus, tome vergonha na cara e tento na vida. A personalidade conta muito mais do que a aparência física.

Porém, se o cara ganha meu desprezo eterno por me chamar de gata sem nem ao menos conhecer minha personalidade, então, por quê, ao me dizer que sou interessante, tenho vontade de arrancar sua língua e fazê-la no jantar como um belo cozido? Simples: porque tanto gata quanto interessante são extremos da mesma coisa.

Explico: quando o cara já chega na menina com o papo de que ela é muito gata, só significa que, em algum momento, ele pensou em exercitar os movimentos manuais para "homenagear" a beleza da tal da gata em questão. Ou seja: panaca-que-só-pensa-em-aparência-elevado-à-potência.
Quando o indivíduo, após ter conversado com a guria, estar em uma "amizade" por um tempo, chega e diz que ela é interessante, pode ter certeza, minha amiga, que haverá um "mas" na história. E, acredite, sempre há um "mas". Enquanto o adepto ao gata quer seu corpo, o adepto ao interessante apenas quer sua mente, de longe, muito longe, como uma amiga distante e olhe lá. Ou seja: você é interessante, apenas é interessante demais para ele, que, lógico, prefere uma sonsa a uma guria doida que nem você. Porque, menina, interessante é o novo gata. Ao contrário. Elevado à potência.

Talvez - como se existisse dúvida nisso - eu seja a chata criteriosa que pensa demais sobre coisas aparentemente insignificantes e que sempre acha algum sentido oculto em palavras. Porém, essa sou eu. O que posso fazer a respeito? Mudar por um cara? Nem em mil encarnações, baby. Acredite: o dia em que mudar por um panaca, estarei seriamente doente ou sob ameaça de morte. Na dúvida, me matem. Ou me ignorem, como preferirem.
(Mas, por favor, onde estão os caras adeptos ao meio-termo? Sumiram? Foram engolidos pelo abismo das inseguranças? Surtaram? Ah, já sei: estão todos casados ou compromissados.)
Estejam avisados, rapazes: o interessante é o novo gata. E vocês estão perdendo pontos - sim, há uma pontuação, senhores, sempre há uma pontuação, por mais que garotas não admitam. 

Bewitched

Aí, durante uma tarde randômica de garotas, a Clau olha para mim, sentada ao lado do meu urso cor-de-rosa no meu quarto cor-de-rosa, e fala:
- Tu tem cara de bruxinha.
- Como é que é?
- É, sabe, aquelas bruxinhas boas, com olhos claros e cabelos cacheadinhos, clarinhos.
- Ahnm?
- Tu nunca viu algum filme de bruxinha?
- Não.
- É que nem aquele, Convenção das Bruxas.
- E tu tá dizendo que eu tenho cara de bruxa? Como as do filme? Aquelas velhas carecas, narigudas e nojentas?
- Não... Mas, é que esse foi o único filme de bruxa que me veio à mente. Mas, tu parece aquelas bruxinhas boas.
- Como a Wendy de Gasparzinho ou como Nicole Kidman em A Feiticeira?
- Não sei, não vi esses.
- E eu tenho cara de bruxa?
- É, um olhar de bruxa, uma bruxa fofinha, que parece que vai matar todo mundo quando olha pra pessoa.
- Valeu.

Aí eu fechei a cara e fiquei com aquele olhar maligno de sempre, ao que ela, percebendo, disse:
- Vai me lançar um feitiço, não vai?
- Absolutamente, querida.

Coisas para lembrar

Desapegar de tudo.
Não perdoar o imperdoável.
Não ser tão compreensiva com gente que não merece.
Seguir meus instintos e não duvidar da minha - super apurada - intuição.
Não ter medo de ser quem sou e como sou.
Mostrar a língua pra o resto do mundo, porque ninguém sabe, realmente, do que enfrento todos os dias e de como é difícil, na maior parte do tempo, sair da cama, ou, não matar ninguém.
Tomar sorvete.
Ser feliz. Por mim e para mim. 

Para sempre

Em uma tarde tempestuosa, onde havia um certo tipo de ciclone ao mar - aqui perto de casa - e os ventos estavam fortes, assim como a chuva, chegou o livro Para Sempre. Meu pai estava se preparando para trabalhar - ele trabalha à noite - e eu não ficaria sozinha, nessa casa enorme, no escuro de uma tempestade. Peguei o livro, um marcador, um casaco e fui para a casa do irmão³. Após ficar um tempo brincando com meus sobrinhos e conversando com a cunhada, sentei à mesa, com uma vela à minha frente, e iniciei a leitura.

"A primeira conversa com Krickitt não foi nada parecida com as que aparecem nos filmes, no entanto, enquanto discutíamos preços e cores, fiquei mais e mais interessado naquela vendedora que falava ao telefone e que tinha um nome tão incomum. Ela era tão incrivelmente agradável que eu não consegui evitar de pensar que meu dia ficou melhor simplesmente por ter conversado com ela."
pág.: 12

Para Sempre é um livro mágico. Mágico porque conta a história real de Kim e Krickitt, , um jovem casal que, após dois meses de casamento, sofreu um trágico acidente, onde Krickitt entrou em coma e, após retomar a consciência, perdeu a memória recente. Ou seja: ela não fazia ideia de quem Kim era ou de algum dia ter se casado.

Antes de ler o livro, havia lido muitas resenhas onde diziam que ele fala de uma linda história de amor. Mentira. Sim, o amor de Kim por Krickitt é lindo e, sim, ele tem de reconquistá-la e reconstruir suas vidas, mas, antes de tudo, se trata de uma história de fé e esperança, de se ter um objetivo, um alvo, e ir atrás, não importa o que aconteça. Honrar um pacto, honrar promessas - no caso, a promessa matrimonial:

"Passei a amá-la muito desde que a conheci. Agradeço a você por me amar dessa maneira tão bela e especial. Prometo amá-la e respeitá-la completamente. Prometo sustentá-la e protegê-la em tempos de necessidade e dificuldade. Prometo ser fiel, honesto e aberto; devotar-me a cada uma de suas necessidades e desejos. Acima de tudo, prometo ser o homem por quem você se apaixonou. Eu amo você."
pág.: 26

Para Sempre é um livro suave, delicado e humano. Se trata de relações humanas - minha paixão, confesso - e de fé, muita fé. Não é nada meloso, mas é lindo, verdadeiramente lindo, perceber que essa é uma história real e que sempre podemos usar até mesmo os eventos mais trágicos de nossas vidas como meio de superação, de evolução, de crescimento pessoal.
Sim, ao lê-lo você irá se emocionar, rir em algumas partes, ficar confuso em outras e pensar "por que ele/ela agiu dessa forma?". Sim, suas emoções se envolverão com as das personagens. Mas, o mais importante é que você aprenderá uma simples, delicada e verdadeira lição: o para sempre somos nós quem construímos, não o acaso ou o destino ou nada. É questão de fé, tanto em algo maior quanto em nós mesmos. 

Meme musical

Há uma semana mais ou menos fui indicada por três blogueiras gatas (Vicki, Carol e Ana) para fazer ao meme musical. Sou um ser muito musical, muito: quando não estou ouvindo alguma música, estou cantarolando, ou pensando, ou compondo (mas, nunca ninguém verá minhas composições porque são doidas demais, hahaha) ou fazendo coreografias aleatórias em frente ao espelho.
Enfim, amei ter sido indicada, meninas. Obrigada! 

1. Pegue seu player (no computador iTunes, WMP, etc) ou MP3/iPod/celular e coloque no aleatório. 
2. Liste as 5 primeiras faixas ouvidas. 
3. Qual delas representa o que você está sentindo hoje? 
4. Qual delas você não ouvia há algum tempo? 
5. Alguma delas te traz uma lembrança marcante? Qual? 
6. Qual delas é a sua favorita?
7. Qual delas você definitivamente indicaria para as pessoas ouvirem? 
8. Algumas delas possui um clipe que é o seu favorito? Sendo positiva a resposta, poste link do clipe para o YouTube. 
9. Relacione as músicas com 5 pessoas e as indique para o meme. 
10. Após responder coloque o link no post Meme: http://polypop.net/segunda-pop-o-meme/

1/2 - Liste as 5 primeiras faixas ouvidas
We will rock you, How can I go on, I want you to want me, Gives you hell, Wuthering Heights
randômicas by Mia Sodré on Grooveshark

3 - Qual delas representa o que você está sentindo hoje? 
Gives you hell, do The All American Rejects. Porque eu estou ótima, me sentindo incrivelmente bem e é basicamente isso o que eu diria ao meu ex se pudesse vê-lo hoje (já que a criatura, apesar de já estar com alguém e se dizer "feliz", não pára de me perturbar com mensagens e tal). 

4 - Qual delas você não ouvia há algum tempo? 
We will rock you, do Queen. Faz umas duas semanas que não a ouvia, creio eu. 

5 - Alguma delas te traz uma lembrança marcante? Qual? 
How can I go on, do Freddie Mercury e Montserrat Caballè. Na primeira vez que a ouvi, eu estava muito, muito doente e ela tem toda uma mensagem na qual eu me encaixava (encaixo até hoje, na verdade) na época e que faz um baita sentido pra mim. Fora que ela mexe com a alma. 

6 - Qual delas é a sua favorita? 
Wuthering Heights, do Angra. Tecnicamente, a música é da Kate Bush, mas, prefiro a versão do Angra (mas, as duas versões apareceram aqui, uma após a outra) porque sou apaixonada pela voz do André Matos (após o Freddie Mercury, é ele), e, como uma pá de gente já sabe, O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights, babies) é meu livro preferido, me sinto estranhamente e profundamente conectada à história e essa música é uma daquelas que me dão arrepios na espinha. 

7 - Qual delas você definitivamente indicaria para as pessoas ouvirem? 
I want you to want me, do Letters to Cleo. Porque é animada, apesar de ter uma letra meio "desesperada" e tal, mas, é uma música alegre num todo e boa para cantarolar, ao passo que as outras são mais deprês. 

8 - Alguma delas possui um clipe que é o seu favorito? 
Apesar de gostar mais da versão do Angra de Wuthering Heights, considero o videoclipe da Kate Bush lindíssimo, delicado e quase fantasmagórico, de certa forma, de acordo com a música. 
9Relacione as músicas com 5 pessoas e as indique para o meme. 
E essa é a parte difícil, já que eu não sou a blogueira mais dada a conversações do mundo. Mas, vamos lá. 
We will rock you - Não me perguntem porquê, mas, lembrei da Pam ao pensar em quem poderia indicar essa música - incrível - do Queen. 
How can I go on - Eu sei que tenho um motivo para relacionar essa música com a Maria, só não lembro qual. Mas, que seja, aí está, haha. 
I want you to want me - Lembrei da Gabi, porque essa música toca em 10 coisas que eu odeio em você e, não sei porquê, mas, esse filme me lembra ela. 
Gives you hell - Essa música é a cara da Lene. Simples assim. 
Wuthering Heights - Lembrei da Gleanne porque acho que ela também se sintonizará com a música, letra e o livro. Só uma coisa, Glen: escute a versão do Angra. Arrepia. 
E, se alguém mais quiser fazer, sinta-se a vontade. Apenas me mande o link depois. 
Kissu! 

1, 2, 3... e contando

Imaginem a cena, pessoas: eu, toda arrumada, apenas esperando dar a hora para sair com o p¹ (pretendente n° 1, para quem não entendeu; e, sim: eu classifico quase tudo em números), quando o menino liga dizendo que não poderá ir.
- Então, eu não poderei ir hoje. Mas, amanhã, sim. Pode ser amanhã?
- Ah, não sei, não sei de mais nada.
- Por quê?
- Não sei.
- Tá brava?
- Não. Eu pareço brava? 

Confesso que, após esse pequeno diálogo, eu não ouvi mais nada do que ele disse, se é que disse algo a mais. Só havia uma vozinha em minha mente que dizia: "Eu, brava, meu bem? Imagina! Só gostaria de arrancar seu coração, triturá-lo e dá-lo aos animais que não tenho. Só isso."

O fato é que, sim, eu exagero um pouco e, sim, ouço vozes e músicas hipotéticas às vezes - e ignoro completamente o que outras pessoas falam. Portanto pra não descarregar a frustração no rapaz - que deve ter seus motivos para tal, coisa essa que não perguntarei, by the way - e para não desperdiçar o look - que não era lá essas coisas, mas... - saí, de qualquer forma.
Afinal, depois de tanto tempo me arrumando, eu sairia nem que fosse para ver meu sobrinho vomitar enquanto engatinha.

Fui pra o irmão³, do irmão³ fomos para o irmão², onde estava também o irmão4, mais as cunhadas, sobrinhos e a sobrinha - que mais parece prima ou irmã.
E foi tri. Preciso fazer isso mais vezes.
 Samu dormindo - ele havia dormido em meus braços, só depois foi pra cama. Tem coisa melhor do que um bebê dormir pacificamente em seus braços? 
 Mano³ (também conhecido como Max) e Mateus 
 Hora do jantar da família Sodré 
 Só porque a sobrinha queria tirar uma foto minha comendo - malvada! 
 Cibeli e Sam - sim, quase todos nessa família são morenos. Não, eu não sei como saí com essa cara de morta-viva. 
 E essa, senhores, é quem vos escreve. 
 Tia e sobrinha que mais parecem primas - e minha enorme olheira e cara de sono como coadjuvante às 00:30. 
Na Sua Estante by Pitty on Grooveshark
Só porque estou com essa música em mente a semana toda.

Ímpar

Aí o cara me manda uma mensagem dizendo:
"Tu é muito inteligente, especial... Uma moça ímpar."
O que seria algo muito lisonjeiro se ele não tivesse mandado para mim, a senhorita maluca-por-achar-sentidos-ocultos-nas-palavras.
Quer dizer, o cara falou que eu sou ímpar. Ele poderia ter falado qualquer coisa. Bonita, única, engraçada... Mas, não, ele disse que eu sou ímpar.
Ninguém quer o ímpar. O ímpar sempre fica lá. Todos os pares fazem casaizinhos enquanto o ímpar está lá, numa "boa", apenas servindo de espectador das babaquices amorosas dos outros.
Afinal, o ímpar é inteligente, é intenso, é tudo de bom. Até representar a divina trindade ele representa. Quer dizer, meu amigo, até os três mosqueteiros eram, na verdade, quatro. As pessoas não escolhem os ímpares. Elas escolhem os pares, porque pares se complementam.

Teria sido mais bonito se ele dissesse: "Mia, tuas qualidades só servem para escrever, não para um relacionamento. Tu realmente é incrível: incrivelmente alheia ao que eu quero. Mas, podemos ser amigos, que tal?"
"Amigos um caramba, meu bem!" - meu lado psicótico gritaria - "Por que eu sou alheia? Por quê? Me dê dois motivos antes que eu quebre seu nariz."

Mas, como eu sou uma pessoa muito querida e controlada, dei um sorrisinho (mesmo que ele não pudesse ver minha expressão) irônico e disse: "Obrigada, meu bem!"

E a vontade de dar um olhar maligno pra uma pessoa dessas, como é que fica? 

Está vendo o gatinho atrapalhado e fora de sincronia ali? Prazer, sou eu, o tal do ímpar. 

Eleven, eleven

Há alguns memes ainda acumulados à minha lista "do que fazer", mas, sendo eu uma possuidora assumida da chamada preguicite aguda, acabo procrastinando tudo e até mesmo esquecendo (apesar de estar anotado no mural ao meu lado, but, whatever).
Porém, com a Julie me indicou ao meme das 11 coisas (aquele que todos já fizeram, inclusive eu) e eu não estou a fim de escrever sobre meus mimimis randômicos oriundos da explosão de hormônios por causa do tal do ciclo vermelho, falemos de aleatoriedades.
Julie, dear, obrigada pela indicação. Fiquei tri feliz de ter sido indicada, mesmo!
Let's go!

As regras
- Escrever onze coisas aleatórias sobre você.
- Responder as onze perguntas que a pessoa lhe mandou. E criar onze novas perguntas para as pessoas que irá mandar.
- Escolher onze pessoas para repassar esse meme, e colocar os links de seus respectivos blogs.
- Avisar os blogs escolhidos.
- Não retorne esse meme para quem te enviou.
- Postar as regras.

Minhas onze aleatoriedades

1- À minha frente há meu duende de estimação me observando, duende esse que tenho desde o 1 ano e que foi o primeiro brinquedo que escolhi. Se chama Bicho Feio.
2- Sempre tive uma queda por pessoas e coisas feias ou estranhas.
3- Há dois murais em meu quarto, feitos por mim, onde ponho randômicas e coisas inspiradoras.
4- Obviamente a foto do Freddie Mercury está lá, juntamente com a frase: "Scaramouche, will you do the fandango?"
5- Minha dentista disse que tenho de usar aparelho, no entanto me recuso terminantemente a tal.
6- Isso porque eu amo dentes tortos. Sério. Sou apaixonada.
7- Se eu pudesse, usaria apenas roupas no estilo indiano. Um dia, um dia...
8- Não uso colares, anéis, pulseiras, nem nada do tipo. Gosto de me sentir livre e, ao usar acessórios, me sinto "presa" demais. Fora que me sinto um tipo de árvore de Natal ambulante.
9- Quase não saio de casa porque o lugar onde eu moro me deprime (sério, aqui é uma depressão geográfica).
10- Aliás, moro no meio do mato, onde só há um silêncio mortal e o som dos ventos tempestuosos que ecoam através das árvores e das planícies.
11- Ainda prefiro o vento às pessoas.

Perguntas feitas pela Julie

1. Qual a celebridade que te inspira? Freddie Mercury.
2. Tem algum livro que você leu e já modificou seu ponto de vista sobre algo? Qual foi esse livro e que visão ele mudou? Sim, claro. Papisa Joana é um livro que me fez enxergar que os mesmos problemas e dilemas que enfrento hoje já foram enfrentados por pessoas em tempos remotos e que não há nada de errado comigo por eu discordar de coisas que supostamente compõem A Verdade. Até porque tudo é relativo.
3. Qual música você não consegue parar de ouvir? Fairy Tale, da Shaman.
4. O que você mais gosta no seu blog? Ele é tão aquariano quanto eu e isso confere a ele um ar mais leve, descontraído e esquisito, sem um padrão pré definido. É um espelho.
5. Se pudesse mudar de nome, qual escolheria? Cassandra.
6. Tem algum dom que você gostaria de ter? Nenhum além dos que já possuo.
7. Que palavra define sua infância? Não é uma palavra, mas, uma banda: Legião Urbana.
8. O que acha das redes sociais? Divertidas.
9. Você é patriota? hahahahaha! Please!
10. Se pudesse ser igual (fisicamente) a alguém, quem seria? A ninguém além de mim. Eu realmente gosto da minha aparência. Só preciso ajustar uma coisinha ou outra, mas, nada muito.
11. Esse ano foi bom, razoável ou ruim pra você? Por quê? Razoavelmente bom. Por quê? Leia o que escrevi até agora e saberá (preguiça de digitar, haha).

Estou com preguiça de indicar para alguém, mas, sei que há winkers queridos que nunca o fizeram, então, por favor, sintam-se a vontade. E me mandem os links. 

Prefiro virar vegetariana

Estava eu lendo um blog randômico, quando me deparo com um texto simples e direto e o leio para minha mãe:
Até que a morte separe
No pacote estão também inclusas as olheiras, as gorduras localizadas, estrias, celulites, todas as desproporcionalidades no rosto e na personalidade. O sotaque estranho, os erros gramaticais em diversos idiomas, o péssimo gosto pra música, filmes e livros. O feijão ruim, a completa ausência de talento com saladas e com o que não é salada também. O egoísmo com as cobertas, o egoísmo com a internet, o egoísmo como forma de arte. O cabelo ruim, as eventuais unhas roídas, as neuroses e o humor auto-depreciativo insuportável.
- É sobre casamento, não é?
- Claro. Está tudo incluso. E há mais defeitos do que qualidades, sempre.
- É, como dizem: quem come a carne, rói os ossos.
- Eu não roo ossos.
- Todo mundo rói.
- Eu não. Prefiro ficar sem comer a tal da carne do que me prestar a roer ossos. Que se dane a carne. Vou virar vegetariana.

E foi assim que eu percebi, mais uma vez, que não gosto da ideia do "pacote casamento".