Como me conhecer em 9 comunidades

Quando eu não tenho nada, mas nada, mas NADA pra fazer mesmo - leia-se: "quando estou no curso e o professor começa a falar em latim ou naquela linguagem PHP que ele tanto ama, e eu simplesmente tenho vontade de afundar a mão na lata de feijão e fazer um mantra pra não sair correndo dali" - vou lá no falecido orkut da vida e fico stalkeando perfis desativados alheios.
Coisa mais linda que havia lá eram as comunidades e a facilidade com a qual uma pessoa poderia ser definida por suas adições. Né, não?

Então, fiquei pensando aqui com meus botões sobre a vontade que eu tenho de mandar a pessoa olhar minhas comunidades do saudoso orkut quando ela me pergunta: "o que você gosta mesmo?" ou aquele fatídico e irritante: "quem você é em seu interior?". Really.

Mas então, pensando nisso, decidi colocar aqui uma síntese das comunidades que me definiriam. Afinal, eu escrevo isso aqui e, quando algum **cerumano** desavisado me fizer uma pergunta meio que sem noção, apenas mandarei o link e ficarei esperando o moço ficar offline. Autossabotagem mode on. ;)

O importante é causar polêmica: Comunidade pra todos que adoram uma confusão, tumulto ou bagunça, adotam a filosofia do tô nem aí, dominam a arte de abafar casos, mas sabem que o importante é causar polêmica.
Pessoas estranhas me atraem: Autoexplicativa, né gente? Quer dizer, basta dar uma olhada rápida no meu roll de amigos para que se perceba a verdade por trás dessa simples sentença. Porque, olha, são seres que parecem ter saído de um filme do titio Burton, sabe?
Pânico de perguntas pessoais: Pois este é o motivo deste post, pessoas! Eu tenho verdadeiro **horror** a perguntas pessoais. Não é que eu não saiba respondê-las, mas é que eu simplesmente travo e começo a falar do pontinho roxo na parede que está a 5 metros do meu corpo. OU SEJA. Não rola.
Não sei parabenizar pessoas: Gente, isso define minha vida. Detesto aniversários. Todos numa vibe de "parabéns por você não ter sido morto numa esquina da vida e por estar aqui nos proporcionando motivo para comemorar algo que ainda não ocorreu, mas que, a qualquer dia, irá ocorrer, inevitavelmente, mais cedo ou mais tarde; ebaaaaaaaa, bolo." Ou seja.
I'm a little bit Becky Bloom: "Não vou me rebaixar perguntando o que achou do artigo. Se ele quiser elogiar o que escrevi, vai fazê-lo. Se não, então realmente não importa. O que importa é que eu estou orgulhosa do que escrevi."
Relacionamentos bizarros: Eu sou a queen dos relacionamentos estranhos. Sério, gente, vocês que leem o blog sabem de metade disso, mas quem convive comigo sabe bem do que ocorre. É muita doideira pra uma pessoa só. "Seja um rolo que nunca vira namoro, ódio mortal por alguém da família, amigos coloridos que quando não se beijam se detestam, ciúme de alguém que nem te conhece, namoro por carta/internet entre outras coisas que não parecem fazer muito sentido." Tudo vingança de Murphy por estar o traindo. Verdade.
Preguiça de mostrar interesse: Posso amar a pessoa de todo coração, mas a mosquinha parada ali num canto randômico da janela vai me chamar mais atenção. Verdade. Não tenho o mínimo saco pra dar atento aos mimimis dos outros. Não tenho paciência nem pra mim, que o fará pra retardado com emocional mais ferrado que o meu. Ou eu demonstro demais e alopro tudo ou eu demonstro de menos e a pessoa acha que não estou nem aí quando estou mais do que aqui. Toma Atroveran que passa, meu filho.
Minha vida: filme do Almodóvar: "Se em sua vida acontecem coisas surreais, engraçadas e até mesmo inacreditáveis... Se você acredita que Almodóvar lhe pagaria uma fortuna para fazer sua biografia, então aqui é sua comunidade!" Preciso falar algo além disso? Minha vida é um filme de Almodóvar, gente.

E a master, a que define completamente quase duas décadas da minha existência, senhores:

Só pra constar: já passei por TODAS as situações acima e uma bônus - que não será revelada tão cedo. OU SEJA: Murphy, por que tão sádico?  

(in)utilizável

Quando eu era pequena tinha o costume de quebrar todos os copos após tomar algo neles, porque - na minha muito fértil mente - as coisas pessoais e com contato com substâncias como saliva não poderiam ser reutilizadas por mim ou por mais ninguém.

Hoje percebo que isso resume muito da minha vida. Só não sei ao certo o quê.
Os sinais estavam tão claros... como ninguém percebeu nada?
Eu fui criada pra ser maluca. 

7 coisas

Entonces pessoas, eu sou uma das maiores preguiçosas em questão de memes e tags - tenho vários no rascunho que provavelmente nunca serão publicados, mas olha, valeu por me indicarem, me divirto fazendo - e vezenquando eu posto algum por aqui. 
Pois bem, a Nina me indicou pra o meme das 7 coisas, que consiste basicamente em listar 7 coisas para cada categoria ordenada (mas vejam bem que a ordem dos fatores não altera o produto, hein). 

7 coisas para fazer antes de morrer: 
  1. Deixar o cabelo curto, desfiado e maluco. 
  2. Subir numa árvore - não riam - ou riam, afinal, eu sou uma blogueira, não uma juíza - mas eu nunca consegui subir numa árvore sem levar um tombo do mal. Afinal, sou eu, né gente? Equilíbrio está distante de mim. 
  3. Ter uma casa verde musgo e praticamente escondida em meio a vegetação. 
  4. Ir pra Londres. 
  5. Fazer cosplay da Pequena Sereia versão zumbi. 
  6. Completar minha coleção de clássicos da literatura universal. ♥
  7. Dormir num campo aberto assistindo estrelas. 

7 coisas que eu mais falo: 
  1. Pelamor! 
  2. Really? 
  3. Mas né? (pra quando eu estou falando algo que só pode ser coisa de Murphy) 
  4. OLHA (em Caps Lock mesmo, indicando que a coisa degringolou de tal forma que né?) 
  5. Obviamente. 
  6. Absolutamente.
  7. Randômicas. 

7 coisas que faço bem: 
  1. Cupcakes - sem modéstia alguma, eu realmente sei fazer cupcakes excelentes. 
  2. Escrever - sem modéstia alguma parte 2, afinal se eu não escrevesse bem, mesmo que aloprando vezenquando, vocês não me leriam e esse blog não teria 3 anos. 
  3. Fotografar - não sou lá a pessoa mais fotogênica do Sul, mas sei fotografar bem. 
  4. Drama - gente, eu realmente acho que as novelas mexicanas são baseadas na minha vida: eles devem ter um carinha que fica aqui por Porto e que de vez em sempre passa as informações do que ocorreu comigo para o povo roteirista de lá escrever o mais novo capítulo do dramalhão, porque né? 
  5. Aloprar - quando meus amigos estão tristes, lá vai a Mia fazer palhaçada, porque olha, eu tenho o dom de aloprar e fazer meus amigos pessoas mais felizes e com contrações estomacais de tanto rirem. 
  6. Investigar - pessoas, creio que meu ascendente em escorpião tenha algo a ver com isso, mas o fato é que eu simplesmente tenho um instinto investigativo aguçadíssimo, quase sobrenatural, e descubro as coisas, sempre, como se tivesse um duende no meu ombro me dizendo o que fazer e quando fazer. (Até porque eu não sou uma pessoa curiosa, gente, mas eu simplesmente tenho um sentido aguçado pra descobrir coisas que nem estou procurando mas que me são úteis por motivos do além.)
  7. Assustar pessoas - por algum motivo ainda desconhecido as pessoas dizem ter *medo* de mim; agora o que me pergunto todo santo dia é o que levaria um *cerumano* a ter medo de mim? Não creio, gente, mas tá. 

7 coisas que não faço: 
  1. Falar sobre coisas que desconheço. 
  2. Sair de casa quando não quero - se estou sentindo uma vibe ruim no dia, que se dane o mundo, eu não saio. 
  3. Lixar unhas - eita troço que me dá arrepios na espinha. 
  4. Cozinhar - com exceção de doces, não cozinho nada, nem miojo. 
  5. Entrar em debates - não, de forma alguma; simplesmente porque não vale a pena se estressar com um debate onde as pessoas não estão dispostas a ouvirem umas as outras mas querem apenas serem ouvidas. 
  6. Parabenizar pessoas - até faço mas muito de vez em nunca e apenas quando a pessoa merece e MUITO o parabéns, porque olha...
  7. Gritar - não grito, gente, e tenho horror a gritos. 

7 coisas que me encantam: 
  1. História antiga e medieval.  
  2. Freddie Mercury cantando (especialmente essa música). 
  3. Filmes que se passem numa época antiga - ainda mais os que são adaptações de clássicos da literatura e possuem aquelas cenas de danças, com vestidos esvoaçantes, maravilhosas. 
  4. Cartas ♥ 
  5. Pessoas que abraçam de verdade. 
  6. Gente que erra honestamente e se desculpa sinceramente. 
  7. Bibliotecas. ♥♥♥

7 coisas que não gosto: 
  1. Carnes - só não sou vegetariana porque temos um relacionamento complicado. 
  2. Comédias escrotas. 
  3. Gente que força - não força, baby, deixa as coisas fluírem, por favor. 
  4. Quando não respondem as minhas mensagens mesmo que elas já tenham sido visualizadas.  
  5. Julgar sem conhecer e para aparecer. 
  6. Absolutismo - daquela mania de que as coisas "têm" de ser dessa ou daquela forma.  
  7. Conclusões precipitadas por apelações de terceiros.  
7 blogs para responder também:

são apenas grãos de areia

E eu fico aqui, parecendo uma ostra, sabe? Porque a casca de fora é fininha, fininha... e tem toda a correnteza que me leva pra lá e pra cá, como se eu aguentasse.
Mal sabem os mares que por dentro sou mole, mole e não aguento essas coisas, não.
Se abrir, já era.
As pérolas vão ficar espalhadas por aí.
E eu estarei quebrada.
Mais do que já estou.

da série "coisas que acontecem comigo"

Digo para minha mãe que convidarei uma amiga para me acompanhar no centro para furar a orelha ainda essa semana, e a mãe diz: 

- Mi, tu tá doida? Se tu furar a orelha ela não vai cicatrizar, e tu vai morrer, ou de tétano, ou de necrose! E já pensou se a agulha contém AIDS? Não faz isso comigo, pelamordedeus. 
- Sério, mamis? Tu realmente acha que eu vou morrer por furar a orelha? 
- Estamos falando de ti, Mia. Tu sabe que coisas estranhas acontecem contigo. Tu pode sair, escorregar porque está chovendo e morrer, apenas porque foi furar a orelha. 

RISOS ETERNOS, SENHORES. hahahahahhahahaha!

3° EBG - vomit free since 2013

Então o 3° EBG ocorreu. Mas é claro que não poderia ser apenas um simples piquenique na Redenção, com as blogueiras falando bobagens e os rapazes cabeludos do mal passando e paquerando. Obviamente isso não poderia ocorrer. Por quê? Porque eu estava lá, senhores, e as coisas simplesmente alopram quando estou por perto. 
Honestamente eu gostaria de fazer um post contando como foi lá e tudo mais, porém isso não será possível já que eu não lembro de mais da metade da tarde que passamos juntas. Por quê? Porque eu estava dopada de remédio. 
Senta que a titia Mia vai contar a história. 
Tudo gente equilibrada - not. 

Tudo começou quando Luísa e eu fomos buscar Marina na CCMQ, já que ela é tão perdida quanto eu e não sabia como chegar na Redenção. Buscamos ela e, quando estávamos a caminho do parque, vimos o sinal que indicava a alopração daquela tarde: o número 42 encrustado no chão de pedra de Porto Alegre. Como Marina disse mais tarde, o sinal significou: "okay, tá bizarro, mas não entre em pânico". 
Após 40 minutos caminhando num calor de 34°C, chegamos à Redenção e lá estava a Sarah nos esperando. 
Foi chegarmos lá, acharmos uma sombra, sentarmos e começarmos a falar aleatoriedades (tipo a Sarah perguntando se o post dos cabeludos no ônibus (aliás, cabeludos de ônibus me amam, é uma coisa linda isso - not) tinha realmente acontecido e dizendo que teria uma reação como a deles, já que, quando me viu pela primeira vez, pensou que eu fosse dessas meninas que gostam de fadas, Peter Pan, princesas, wicca e todos essas coisas fofas e meio de bruxinha do bem que há por aí nessa passagem de tempo que chamamos de vida) e eu comecei a ver brilhinhos flutuantes. Sério. Minha visão esquerda ficou embaçada e eu comecei a ficar longe (longe, numa outra estação ♪). Mas tá, as meninas disseram que talvez fosse uma baixa na glicose e eu inventei de pegar uma Sprite. PRA QUÊ? Fui perseguida por abelhas do mal - aliás, sempre tem uma abelha em todo lugar que vou que fica me perseguindo, incrível isso - que não me deixou tomar o refri em paz, até que tive de levantar e correr para terminá-lo. Perceba a vibe. 

Fomos andando até o lado dos hippies para tirar fotos e comer gordices em paz e uma série de eventos bizarros ocorreu (e eu não vou nem me aprofundar no carinha que passou por nós e falou, em câmera lenta: "H2 OOOH... OOOH..."; vergonha alheia define). 
Chegamos lá no canto dos hippies, as meninas vendo a melhor posição pra fotos, preparando as gordices e tal, quando do nada eu digo: preciso vomitar. 
OIII?! Quer dizer, o EBG acontece uma vez por ano. UMA VEZ POR ANO. Mas é claro que eu tinha que dar chilique, né? Meu estômago serve apenas para me lembrar que eu sou eu e que se eu me controlar ele alopra sozinho. 
Mas tá. 
Lá fui eu pra um cantinho vomitar - porque os banheiros estavam muito, muito longe e simplesmente não dava pra segurar - e as meninas foram fazer barreira para que ninguém visse. Mas como eu sou eu e as coisas comigo têm de ser o mais estranhas possíveis, havia um rapaz ali perto conversando com seus amigos, com um violão a tiracolo, que resolveu que a hora do vômito seria ainda mais linda se houvesse uma trilha sonora. E o que ele fez? Ele se aproximou e começou a tocar enquanto eu estava vomitando. 
Assim como parou quando eu terminei de vomitar. 
Porque né gente? Coisa mais romântica que tem é um cara fazer trilha sonora pra uma guria que está vomitando no meio do parque naquela vibe de Reagan feelings. Lindo isso. 

Voltamos, sentamos e as meninas começaram a conversar. E eu juro que não lembro de basicamente nada dessa parte da conversa, a não ser as palavras "tequila, vômito, vômito no carro, músicas românticas que causam vômito, 'a Mia deve ser fraca pra bebida, já que ela é fraca até pra sorvete' e pipoca engordurada". Mas vocês pensam que havia terminado a cena? Não, é claro que não. Porque ao ouvir "pipoca engordurada" e sentir o cheiro de manteiga daquilo, eu simplesmente tive de vomitar de novo. DE NOVO. 
Eu preciso dizer, senhores, que não sabia que cabiam tantas coisas assim dentro de mim, quiçá que elas pudessem sair tão depressa e em uma hora tão inoportuna. 

Então após a cena de vômito² Luísa tirou de sua bolsa uns dez remédios diferentes (sério) e eu acho que tomei algo de lá - não, eu não tenho certeza - que só fez efeito muito, muito tempo depois, porque a cena a seguir só poderia ser feita por alguém muito dopada. 
Nós saímos do canto dos hippies porque as meninas perceberam que eu estava meio desmaiada, meio acordada, meio a meio (Trakinas, o biscoito que é a sua cara, sua linda!) e fomos pra floresta encantada para tirarmos fotos. E tiramos, senhores: 
 Marina, eu e o Sol. 
 Essa é minha cara pós-vômito, meio dopada, com a maquiagem fail e no meio da floresta. Não reclamem, poderia ser infinitamente pior (afinal, eu poderia ser uma daquelas pessoas de olhos verdes que se vestem com roupas verdes e tiram fotos em locais verdes, né?). 
 A arte de ter pose mesmo doente e dopada - rá! 
 Sarah, Luísa e Marina 
 Só porque eu sou uma estrela de luz, pessoas. ♪ 
(JURO que na hora folhas começaram a voar em minha direção e Sarah disse que essas coisas combinam comigo porque eu pareço wicca, hahaha!) 


A essas alturas eu já estava tagarela novamente e dando micro pulinhos de "ebaaa, fotos!" (porque eu sou a louca das fotos) e já havia ligado pra uma pá de gente porque havia colocado na cabeça que iria morrer e queria me despedir das pessoas - e essa sou eu sóbria.
Até que do nada eu resolvi trocar de roupa.
No.parque.
NA.FRENTE.DE.TODOS.
Com pessoas passando por ali - e quando eu digo pessoas estou me referindo a gente metida a metaleira do mal.
Porque sabe, coisa mais normal que tem uma guria trocar de roupa ao ar livre num parque aberto, né?
NÃO, NÃO É.
Em minha defesa: foi apenas a camiseta, tá gente?
E eu realmente tava meio dopada.
E é por isso que eu não bebo NUNCA.
E é por isso que eu não tenho namorado. (porque OIII?! a louca do parque, né gente?)

E é por isso que eu digo que vocês perderam o mais incrível encontro de blogueiras de PoA. Tá?
Língua pr'ocês que não foram. :p

(Mas ó: 7 de abril será o próximo, lá na CCMQ: marquem em suas agendas; até porque apesar dos pesares e das minhas aloprações, as meninas são uns amores e não se apavoraram comigo, tenho certeza de que o próximo será ainda mais divertido).

Beijos de luz pr'ocês. ♥
E a dona Sarah reclamou os créditos pras fotos (aloka, haha) então lá vai: nossa fotógrafa da vez foi a estudante de Direito e blogueira no Adorável Infortúnio, Sarah Müller; palmas para ela, pessoas.) 

Meu coração é quadrado.

E até o facebook sabe disso. 


É tipo a bola quadrada do Quico, só que na versão romântica. 

What's the point?

Qual é o objetivo de perguntar a alguém se esse alguém esconde algo?

Quer dizer, se a pessoa estiver realmente escondendo algo, ela falará que não e negará até a morte o tal esconderijo; se ela não estiver ela também negará por simplesmente não ser verdade.
O que as pessoas pensam que ouvirão ao perguntar isso?
- Sim, eu fui à Lua, voltei e ela é, de fato, feita de queijo, como mostram nos desenhos animados. Mas esse é um segredo de estado e não pode ser revelado de forma alguma, afinal, a Lua está lentamente derretendo pelo calor do Sol, e isso é o que chamamos de chuva. As pessoas simplesmente entrariam em pânico se soubessem.

Não rola, gente.
Apenas não façam perguntas idiotas. 

3 anos de dramédias

a foto tá antiguinha- sooo last year - mas tá valendo 

Vezenquando eu fico pensando que eu seria uma pessoa muito mais equilibrada e normal se eu tivesse relacionamentos normais e uma vida pacata e nada ferrada de um jeito cômico. Mas aí eu lembro que o Wink só nasceu por conta dessa minha vida de sitcom e que isso aqui é um tipo de sitcom sem câmeras, onde vocês - winkers queridos e divos - acompanham os capítulos da minha vida - que conta até com personagens e trilha sonora.
Aí eu paro de mimimizar e agradeço pela iluminação que tive naquela quentíssima noite de verão - do último dia do signo de aquário - de criar um blog e escrever randômicas sulistas da minha vida.
Como Tati B. escreveu: Sim, eu posso ser feliz, eu posso ser leve, eu posso ser engraçada, eu posso ser breve, eu posso ser simples. Mas aí eu ia ser modelo-manequim-atriz e não escritora!
Três anos, senhores. Hoje o Wink completa três anos e eu não poderia estar mais satisfeita porque além de ter um público legal e querido, eu fiz várias amizades que pretendo levar pra vida, descobri minha real vocação: (fazer drama com minhas comédias) escrever crônicas ferradas e minha vida melhorou 100% desde então.

Quando comecei este blog eu era uma menina irritadiça, que vivia debatendo tudo e qualquer coisa, tinha um namorado com quem eu pensava que iria casar, - e foi por pouco que não casei, mas grazadeus Murphy me pegou pela mão e me conduziu ao limbo amoroso - frequentava uma igreja suspeitíssima e padecia de síndrome do pânico.
Além de que era gorda pacas - 76 quilos em um metro e meio não funcionam, pessoas.
Nunca pensei que ele fosse durar 3 anos, nunca pensei em contar minha vida para pessoas desconhecidas e encontrar nelas não apenas apoio, mas histórias parecidas - nem tanto, porque ninguém é noiva de Murphy como eu, mas né? - e amizades tão fortes e inesperadas. Não pensei que minha vida fosse mudar de uma forma tão grande por conta desse blog, mas ela mudou e mudou para melhor.

Hoje eu estou tão zen que as pessoas pensam que ando me drogando (HAHAHA), naquela vibe de "whatever" pra quase tudo, larguei os debates de vez, - porque seus amigos irão lhe ouvir mesmo que você não fale e seus inimigos não estão nem aí e usarão até seu silêncio contra você - peguei na mãozinha do Murphy e fui tomar sorvete, - aceitando assim seu pedido de noivado e tendo os relacionamentos mais ferrados possíveis - saí da igreja e fui pra uma mistura de cristianismo com ignosticismo (não é agnosticismo, é ignosticismo mesmo), sem religiosidade, apenas com fé, não tenho mais a tal da síndrome do pânico e emagreci 23 quilos.
23 QUILOS.
Ou seja: eu não poderia estar melhor neste momento. E eu realmente agradeço a vocês por isso, porque creio que se eu não tivesse leitores queridos não me animaria para escrever sobre minhas maluquices cotidianas. Vocês são uns amores quando querem.

E por mim o Wink comemorá uma década ainda. Só espero que vocês estejam aqui pra dizer: Eu lembro quando o Wink começou e como a vida da Mia era ferrada! Gente, eu lia ela apenas pra me dar conta de como as coisas poderiam ser piores para mim, hahaha. 

Happy b-day, Wink. ♥ 

Meigopata

Aí a Clau estava conversando com minha mãe, e disse: 

- No dia em que a Mia está toda: "ah, como a vida é linda, como o céu está maravilhoso, olha quanta coisa incrível", eu sei que há algo de errado com ela. 
- Sim, ela é bem assim. É uma preocupação eterna essa guria. 
- Imagino. O normal dela é dizer que quer matar ou arrancar a cabeça de alguém. Quando nos conhecemos, pensei que ela fosse me matar ou matar alguém de verdade. Tinha medo. Depois, percebi que é só o jeito dela se expressar. É uma mistura de meiga com psicopata. Só que o lado meigo quase não aparece. Só aparece pra quem realmente a conhece. O que mais se vê é o lado ácido.

Oiiii?!

Tem gente que age como se eu fosse obrigada a dar satisfação da minha vida a elas, como se não entendessem que se eu falo com elas de vez em quando é porque quero, não porque preciso. 
Há um motivo pra minha vida ser chamada de "minha" e não de "projeto de vida comunitária".

Mapa, também te amo!

Segundo meu mapa astral: 

"Porque você insiste que tudo na vida tem de ser claro, lógico e fácil de organizar, você inevitavelmente é atraída para a única coisa que você não pode analisar tão facilmente: o homem intuitivo ou imaginativo que perpetuamente te fascina, porque sua verdadeira natureza perpetuamente escapa de você. 
Você provavelmente será atraída para as relações com tipos artísticos, ou com mal-humorado e naturezas bastante introvertidas que não pode e não vai explicar a si e a seus sentimentos para você, mas que na verdade são excelentes complementos." 

Isso explica muita, MUITA coisa.

I'ts not a fairy tale

Mas eu estou igual a Bela: só me apaixono cada vez mais pelo tal do Fera. A diferença é que, ao invés dele se transformar em um príncipe, ele apenas fica cada vez com mais aparência de lobo. 
E aí, o que se faz? Amnésia, dá um jeito aqui porque está complicado. 

searching for...

Me perdi há tanto tempo que nem lembro o que tenho de procurar.

(in)fértil mente

Preciso de um psicólogo.

Vejam bem, eu não estou depressiva, mas cheguei à conclusão de que sou depressiva ou sofro algum tipo de transtorno psicológico. Pessoas, eu não estou triste. Nem feliz. Mas na maior parte do tempo eu fantasio coisas estranhas em minha mente, e na outra parte estou rindo porque o divino resolveu me testar ou Murphy está aplicando seu sadismo em minha vida.
Porque - e creio que vocês concordarão comigo - não é normal uma guria de dezenove anos ficam fantasiando sobre o que aconteceria se o ônibus sofresse um acidente durante seu percurso a caminho de seu curso ou como seria se ela entrasse em coma por anos, quem se importaria com ela quando ela acordasse, quem estaria a seu lado, as pessoas que teriam morrido, os amores que morreriam pelo cansaço - ou os que já haviam morrido em vida e somente ela não havia percebido - ou como seria se ela fosse encontrada enforcada criminalmente pelo povo da igreja que a jurou de morte.

Não é normal pensar isso durante uma viagem de ônibus, é?
Pois então.
Acho que sou depressiva.
Ou tenho assistido CSI demais.


EBG 3

Convite básico porém atrasado - porque eu não seria eu se não atrasasse/esquecesse as coisas: domingo que vem, dia 17/02, a Hallana e eu estaremos fazendo um piquenique lá na Redenção com o intuito de reunir os blogueiros daqui da região metropolitana de PoA (como já fizemos ano passado).
Provavelmente não estarão muitas pessoas, mas... eu realmente espero que as blogueiras - ou os blogueiros - que são daqui e acompanham o blog se manifestem para que possamos combinar certinho o local de encontro.
Será às 14h, gente. 

Qualquer coisa, e-mail tá aí pra isso: mia_samarah@hotmail.com 

Kissu. ;* 

Gordice vampiresca

Então eu dormi e sonhei com o Lestat - num aniversário infantil, vestido na vibe vitoriana de ser, me acompanhando e procurando incansavelmente por brigadeiros para comê-los escondidos de crianças que achavam que éramos algum tipo de entretenimento da festa; lembrando que os únicos que conseguiam nos ver eram as crianças, já que o manto da invisibilidade vampiresca dos brigadeiros infantis nos fazia invisíveis aos adultos. 
E acordei mais arranhada do que antes. 

Reflitam.

- Aceita uma mordida?
- Até duas, seu lindo! 

quimera, quimera, quimera

Se alma gêmea existe, a minha se fundiu e virou minha quimera.

Quimerismo: quando deveriam ser dois bebês gêmeos, porém as células se fundem, formando uma pessoa quimera, que carrega dois DNAs em si mesma, uma de si e outra de seu irmão gêmeo fundido. OU SEJA

cabô vídeo, cabô tudo

Daí eu cochilei e sonhei que todos os vídeos do Youtube e os que passam em meios de comunicação estavam vetados em protesto à educação no Brasil, a única coisa que funcionava eram os jornais. 
A ideia era que, enquanto a educação não melhorasse, não haveria entretenimento algum que não fosse a leitura. 
Bem que isso poderia ser feito mesmo.

Desde 1994 assustando moleques

Daí minha mãe chega e, para alegrar meu dia, diz: 

- Depois tu reclama de que as pessoas fogem de ti. Olha o que tu escreve. Qualquer rapaz em sã consciência, ao ler teu blog, vai fugir de ti, mesmo que te goste. Tu assusta as pessoas. 
- Tô sabendo, mãe. Conte-me uma novidade. 

Assusto tanto assim? Vixe! haha

cutuque sua avó

Qual é o objetivo de se cutucar alguém no facebook?
Gente, se alguém me cutuca na real life, é capaz de perder a mão. Please, apenas não façam isso. 

Simon & Garfunkel me entenderiam

Eu estava numa vibe de querer dar banho de óleo fervente nos **cerumanos** da vida, quando um carinha me aborda do nada e pergunta: 
- Moça, que tipo de música tu gosta? Tenho de todos os tipos aqui.
- Acontece que não gosto de música. 
- Nenhuma?
- Não. (insiram aqui olhar maligno) 
- Nenhuma mesmo? (ele insistiu, obviamente não percebendo o perigo que corria)
- Há uma sim que me interessa. Apenas uma.
- Ah, é? Qual?
- A canção do silêncio.

**poker face vs olhar maligno vibe Evil Queen**


Sound Of Silence by Simon & Garfunkel on Grooveshark

That awkward moment...

Quem é meu amigo no facebook da vida sabe que vezenquando eu publico capítulos de algo chamado Da série "coisas que acontecem na minha vida", apenas porque são randômicas pequenas e esquisitas/engraçadas que me ocorrem e porque, na maior parte das vezes, estou no curso e não estou a fim de logar no blogger e postar aqui. Enfim.
Para quem me tem por lá, já deve saber da história do cabeludo do bus. Quem não sabe, aqui vai uma síntese dela:

Então estava eu no ônibus de volta para casa, toda desgrenhada, sem maquiagem, não arrumada, com o cabelo numa rebeldia só, preso de um modo estranho pacas, lendo O Ateneu e escutando Angra, quando um cabeludo bonitão senta ao meu lado e, tirando o fone de ouvido, diz: 
- Então tu consegue ler e escutar música ao mesmo tempo? 
- Claro. Não consigo ler sem ouvir música.
- Bah, eu não consigo. Tem de estar silêncio pra eu conseguir.
- Ah... E tu lê bastante?
- Leio um pouco. Trabalhei numa biblioteca, então, eu pegava o que estava a vista e ficava lendo. Paulo Coelho, essas coisas.
- Ah... que bom.
- Tu tem quantos anos?
- Fiz 19 sábado.
- Dezenove? SÉRIO?
- Sim.
- Bah... dezenove... DE-ZE-NO-VE. Nunca diria. Tu parece ter 15, 16 no máximo.
- Pois é. A genética é boa. hahaha
- É sim.


Tá. Então nós conversamos (muito mesmo pra tentar se conhecer ♪) pra caramba e tal, apenas randômicas, nada demais. Não havia o visto mais no bus, até que hoje ele apareceu. O que não teria nada de anormal se não fosse pelas circunstâncias nas quais me encontrava: 
a) Havia acordado às 10h55 da manhã, sendo que pego o bus às 11h55 e tinha de me arrumar, arrumar as coisas do curso e almoçar, tudo em tempo recorde. Ou seja: fiz tudo pela metade e saí desarrumada, basicamente com o cabelo mais "what the hell" do mundo, cara de sono e sem maquiagem. 
b) Eram 18h00 quando ele entrou no maldito ônibus, e, se eu estava aloprada pela manhã, o que se dirá à tarde, após horas num curso terrivelmente chato - e que provavelmente não usarei pra nada nunca? Pois é. 
c) Como eu havia ido dormir super tarde e levantei na pressa, estava caindo de sono - literalmente - e havia dormido meio que abraçada na Rafaela, que estava a meu lado. 

OU SEJA: eu-descabelada-meio-que-babando-com-o-moço-me-observando-a-vida-não-poderia-ser-melhor-beijos-me-liga-Murphy-seu-lindo.

Porque dizem que desgraça pouca é bobagem, e tô achando mesmo, gente. Porque o cabeludo do bus não poderia apenas estar ali, ele tinha que parar de pé ao lado da minha amiga (e ao meu, obviamente, já que estava mais agarrada nela durante meu sono viajante do que um bicho preguiça num galho de árvore). Aí o moço do cabelo comprido me diz que achou uma gracinha eu dormindo e nem reparou em supostas babas ou cabelo desgrenhado. 

AWN AWN *o*

Pensando seriamente em convidar Murphy pra dar uma voltinha comigo, de mãozinha dada e tudo, porque né? Ele não me abandona, não, gente. É muito amor em forma de entidade! ♥

(O que acontecerá com o cabeludo do bus? Veremos nos próximos capítulos dessa minha novela mexicana - reprisada - que chamo de vida.)

Da série "alma de gorda"

Aí eu deito um pouquinho, apenas por meia hora, e sonho com o quê? Massinhas recheadas com creme e muitas gordices. É, pessoas. Alma de gorda define.

Redacional

Minha mãe adora falar randômicas sobre mim com vizinhas cujo nome desconheço - mesmo após 10 anos morando nesse bairro lindo e maravilhoso (not). Até que, papo vai, papo vem, vizinha de uns vinte anos diz para mamis:

- Então, meu computador estragou e o cara tá demorando pra arrumá-lo. Aff.
- Ah, tu também gosta de computador?
- Adoro. É um saco ficar sem.
- Que tri! Minha filha também. Inclusive (momento orgulho de mãe, gente!) ela tem um blog na internet.
- Ah, é? Qual é o nome?
- O nome do blog é Wink. O nome dela é Mia Sodré.
- Mia Sodré?
- Sim.
- Mas eu já ouvi falar muito no blog dela. Tipo... muito!
- Ah, é? Onde?
- Lá onde eu trabalho, no Jornal do Comércio. O pessoal tá sempre falando dela lá.

E foi assim, senhores, que eu descobri que tenho leitores no Jornal do Comércio que me tratam por nome e sobrenome e ficam falando de mim (sabe-se lá o quê, mas tenho até medo de perguntar, haha!) pelos cantos. Beijos pra vocês que fazem **publicidade** do Wink, minha gente! Beijo pr'ocês que falam sobre mim nas redações da vida.
Titia Mia agradece. ;* 

Das bloguísticas

Então o povo lindo da blogosfera me indicou para alguns memes, e vou tentar respondê-los conforme for a vontade - e a preguiça me permitir - durante o mês.
Carolzinha me indicou para um meme de perguntas e respostas; obrigada, gatz, gostei da indicação.

Como escolheu o nome do blog?
Não fui eu quem o escolhi, mas ele me escolheu. **BOOM**
Assim: criei o blog e nem pensei em nome algum. Quando olhei para o lado e vi o mural que fica na porta do meu quarto, com palavras randômicas que acho bonitas. Lá estava escrito 'wink' - que significaria algo como cintilar, piscar, se estivesse acompanhado de to - e eu não tive dúvidas: Wink seria.

Quanto tempo você dedica ao blog? 
Não muito. Na verdade, não ligo muito para meu blog. Sei lá, é um passatempo. Gosto de escrever, principalmente randômicas, mas não sou muito preocupada com coisas como acessos, público e tal. Apenas escrevo, fico feliz que alguns gostam, outros não... C'est la vie.

Já teve algum problema com comentários de anônimos no blog? 
Quem nunca? Nada que não pudesse ser facilmente rastreável. (:

Você se inspira em outro blog? Qual?
Alguns. O da Lolla, obviamente (que foi o primeiro blog que conheci, creio eu), o da Gabi, o Milarga, o Não sente ao meu lado, entre outros que estão com links espalhados pelo Wink.

Qual blog visita todos os dias? 
Cem homens, os já citados acima e mais alguns - cujos links estou com preguiça de procurar.

Há quanto tempo está na blogosfera? 
Então. Meu primeiro blog foi criado em 2009, mas o Wink só nasceu em 2010. Acho que há uns 4 anos, se contar o primeiro como adaptação bloguística.

Quantos blogs visita por dia?
É impressão minha ou essas perguntas são meio que repetitivas? hahaha!

Quantos livros lê por mês? 
Cerca de 4 livros. Mas, dependendo do mês, vai até mais do que isso.

Já ficou sem inspiração para postar? Como superou isso? 
Se já fiquei? Every single day. Assim: não sou lá muito pacienciosa pra cuidar de blog, muito menos pra postar o que o povo quer ler (porque, senhores, o povo parece querer que eu poste apenas os causos engraçados que me ocorrem, mas todos sabemos que há drama em dramédias, né não?). Ou seja: inspiração não me falta, vontade de permitir que as pessoas conheçam seus frutos, sim.

Pretende mudar algo no blog em 2013? 
Talvez o layout. Talvez.

Indicar 10 blogs? 
10 blogs? PELAMORDESANTOCRISTO, nem que fosse coagida não faria isso. Preguiça tá aí pra quê, né gente? Ah, quem quiser faça. Quem não quiser, não faça. É isso que a vida é: uma série de "faço/não faço" que define a nossa existência como **cerumano** racional.

Kissu. See ya. ;) 
Jared, seu lindo, vem cá! 
 
Wink .187 tons de frio.