Thatyane-se


eu te vejo num confronto contigo mesma
nessa questão amorosa
de um lado fica a Mia que não quer casar, que quer ser independente, jornalista, bem sucedida etc
do outro, fica a Mia, (SIM por favor, não diga não, eu te analiso ha tempos e tenho propriedade pra falar disso hahah) que tenta, de certa forma, agradar o que a mãe quer.
tanto que tu tá sempre envolvida com algum cara
não dependendo se ele presta ou não, sempre tem um cara
dai tu acha que tu te auto sabota
que tu é errada
que tu não preta
presta
etc
quando na realidade, tu só é jovem
e nao precisa se comprometer com ninguem nessa idade
a nao ser consigo mesma
e com seu futuro
ate pq
isso nao tem idade
-vai acontecer, tu vai ter um namorado legal, quando for pra ser, ponto.

Conceituando: utopia

Sonho da minha vida: ter uma definição.
Me defino na definição de tentar definir algo indefinido por natureza.
Percebam a vibe.

cabelo indefinido.
humor indefinido.
amor indefinido.
fé indefinida.
percepção indefinida.

Mas eu realmente preciso querer?

Aí a pessoa me pergunta o que quero no momento pra ser feliz.

Olha, não sei. Não sei nem se quero ser feliz a uma altura dessas. Porque veja bem, sempre que estou no meu estado Looney Tunes de felicidade acontece algo que surge do mais completo nada pra aloprar mais ainda com meu (des)equilibrado emocional - como se eu não conseguisse fazê-lo sozinha.

Tá tudo tão bom na minha vida que até me sinto uma completa vadia ao ficar falando de tristeza e mimimizando a coisa, mas né? Tanta gente por aí que é mais fresca que eu e faz drama por nada, por que eu não posso fazer um pouquinho por conta da minha (des)estrutura emocional?

Eu tô legal. Tenho rido da cara dos outros, mandado todo mundo pra o inferno, escutado muito metal, venho tendo conversas intermináveis com pessoas super queridas que eu nunca teria conhecido caso não tivesse desligado o "OMG, o que vão pensar de mim?".

Mas nem a ideia de me pegar loucamente com um boy por quem estou gamada me anima. Perceba o grau de desânimo da coisa.
Acho que simplesmente larguei de mão de vez. E olha, é uma boa sensação. 

Vibe errada.

7h da manhã e eu aqui lendo um blog randômico e rindo muito quando a mamis chega e pergunta:
- Tá rindo do quê?
- Ah, é que eu encontrei um blog de uma guria mais ferrada do que eu.
- MAIS? Mais ferrada do que tu?
- É.
- HAHAHAHA (ad infinitum) Coitada!

Incentivo, a gente vê por aqui. 

As (des)vantagens de ser visível

Eu não quero um namorado.
Por muito tempo eu quis, e quis você como um namorado pra chamar de meu, mas qual é o objetivo disso? Passear nos fins de semana? Tenho amigos pra isso ou posso até mesmo passear sozinha - por que não? A vida é divertida, ser uma espectadora do mundo é hilário. Posso perfeitamente passar um fim de semana sozinha sem me aborrecer por isso.

Ou será que o objetivo seria ter alguém com quem se pegar loucamente? Meu bem, sem querer ser presunçosa aqui, mas eu tenho vários "alguéns" com quem me pegar loucamente - elevadores da vida que o digam - se assim quiser. Só que há um porém: eu gosto mais de falar sobre isso do que realmente fazer. É entediante. O corpo humano, na prática, não me interessa muito - e convenhamos que praticamente ninguém sabe o que fazer nem ao menos com as mãos num simples beijo, que o fará em outras situações, e eu não tenho vocação para lecionar.

Um namorado para não passar o dia dos namorados sozinha? Tive alguns namorados e sempre passei esse maldito dia sozinha. Não é algo que me incomode, de verdade. Quer dizer, eu não comemoro nem Natal, por que raios comemoraria o dia dos namorados? Pra dizer que alguém me quis?! Eu posso ser querida pelas pessoas em várias formas - depende do meu desejo, das minhas ações. Não preciso namorar para me sentir querida por pessoas legais.

Um namorado para me dar presentes legais? Cara, aí está um ponto que me irrita profundamente. Até nem tenho problemas em ganhar presentes de amigos, mas de namorado? É um baita problema aqui dentro. Por quê? Simples: um dia a relação vai acabar - amigo, tudo acaba nessa vida; o que não acaba em separação acaba em morte - e é um saco não saber o que fazer com aquele monte de presentes ganhos do ser nem tão mais amado assim.

Namorar para exibir a vítima pra os parentes quando perguntarem aquele irritante "e os namorados?"? Não, nem pra isso compensa. Perceba: família + namorado = desastre. Assim que eu tiver respondido com um "então, é esse ser masoquista aqui que resolveu encarar a loucura que é me namorar" o pessoal começará a perguntar "pra quando é o casamento?", "será que dará em algo?", "a relação tem futuro?", "segura o bebê e já vai treinando, guria". Não rola, simplesmente não.

Namorar para estar com alguém legal e que me goste? Mas eu tenho pessoas legais e que me gostam que estão comigo: amigos e família. Perceba: não preciso me agarrar loucamente nas pessoas para mostrar que gosto delas e amo profundamente meus amigos. Solidão não é meu problema, nem de longe.

Namorar para evitar assédios inconvenientes no fb da vida? Cara, essa seria uma vantagem: colocar o status de "relacionamento sério" no perfil, evitando muitos babacas azucrinando minha existência. Mas do que adiantaria fazer isso para me livrar de babacas se você também é um tipo de babaca - num outro nível, é verdade, mas ainda assim é um babaca - e provavelmente eu iria terminar contigo por isso? Nem isso compensa, amigo. Fora que eu gosto de ser paquerada. A paquera é a parte mais legal de qualquer relacionamento: ela determina quem fica e quem vai - e por "quem fica" quero dizer "quem vira amigo" - porque a maior parte dos meus amigos são paqueras que deram muito certo, afinal, conquistaram um lugar especial na minha vida maluca.

Se eu sou contra namoros e me tornei uma pessoa seca e fria? De forma alguma. Sou uma guria que - ainda - acredita em amor e em ser profundamente amada por um tempo e um ser quase romântico. Namorar alguém legal é tri divertido e por um certo tempo eu quis muito lhe namorar. Mas sabe como é, quando um cara me diz que não é um bom namorado, eu acredito. E quando eu consigo fazer uma lista de motivos para ficar sozinha e não acho um só motivo para estar acompanhada nesse momento, é sinal de que você simplesmente não vale a pena nesse quesito, amore.
E agora que eu desisti de vez de romances por esse ano, aparecerá um cara tri legal e cujas circunstâncias sejam favoráveis só para me quebrar o bico, quer ver? Ironia rege minha vida. 

Na ida à escola.

Nada melhor do que ir para a escola num dia de chuva escutando músicas durante o lamacento trajeto de ônibus.


não, eu não sei quando terei tempo pra isso aqui. 
sim, eu estou ocupada. 
não, eu não esqueci do blog. 

Vida de sitcom

Adoraria ser uma dessas garotas lindas, suaves, que vivem a vida como se fosse um parque de diversões: sempre na superfície, sempre com os mesmo problemas de tickets faltando e algodão-doce sobrando, sempre em seus saltos 10 e com suas maquiagens e chapinhas perfeitamente feitas, cujo único risco é que escorra tudo ao vir uma chuva.
Mas não sou uma garota de parque de diversões; nem pra garota de cinema eu presto - porque as dramédias do cinema acabam rápido e o pessoal ainda pode se pegar loucamente e nem dar atento aos problemas da película. Não... eu, senhores, sou uma garota de sitcom: uma vida baseada em cobertas, séries, livros, um blog meio abandonado na internet da vida, amigos que parecem ter saído diretamente de How I Met Your Mother e coisas dando errado de uma forma espetacularmente cômica.


Agora, o que estou tentando entender é...

...como a tal da Anna Karenina foi preferir um moleque novinho com luzes no cabelo ao invés de ficar com seu marido, lindo, divo, rico e que a ama, interpretado por ninguém menos que Jude Law.
JUDE.LAW.

E outra: como conseguiram a proeza de deixar até mesmo o Mr. Darcy feio nesse filme? Os caras da produção estão de parabéns, porque olha.

Só acho que pra ter nexo o cara rejeitado deveria ter sido interpretado por alguém mais feinho, sabe?
Keira, você não é lá essas coisas, menina. PRA QUE QUERER O CARA DAS LUZES?
Assim não dá pra assistir adaptações de clássicos mesmo.

Faz beicinho não, Jude. A gente te entende.
Assim: provavelmente não vou responder aos comentários de ninguém até o fim de semana porque estou estudando apaixonadamente História - e concentradíssima há 5 dias na Revolução Francesa e na dinastia Tudor. Falo com vocês depois. 

Uma dúvida cruel.

Será que as famílias reais de antigamente eram assim tão feias ou os pintores que eram péssimos?
Reflitam. 

A difícil arte de não aloprar

Então minha cadeira quebrou.
Não, vocês não estão entendendo: minha cadeira QUEBROU.
O que quer dizer que vou sentar no chão ou no sofá durante as refeições até que me providenciem uma nova.

Gente, eu tenho TOC. Tenho meu lugar certinho aqui em casa, com meu copo, meus pratos, meus talheres, tudo meu. E ninguém encosta nas minhas coisas.
E agora a ordem foi por água abaixo.

O que fazer?
Evocar o mantra da minha vida: não alopra, Mia, não alopra. 

Regados a Murphy

A ideia era desativar o blog por um tempo, mas então a lindona da Thayse fez esse layout divo pra o Wink e eu fiquei muito orgulhosa para deixá-lo fora de uso. Entonces claro que eu - a maluca por códigos - não poderia deixar de fazer uma mudança aqui e ali, mas a ideia foi toda da T. e eu super, super agradeço. Ficou lindão. ♥
Na definição dela: "cinzento, como os dias regados a Murphy da Mia Sodré". AWN AWN ♥
Voltando a miar: sim, nesse tempo em que o Wink esteve desativado eu excluí metade de suas postagens. Já lidei com meu passado e não preciso de pessoas indesejadas lidando com ele também. Simples assim. Murphy me ama, Murphy me quer e é isso o que todos precisam saber sobre mim. O resto é bobagem.

Tenho cerca de 90 posts no rascunho e vou publicando eles com o tempo, mas dificilmente escreverei algo novo ao menos nesse mês, porque tenho que me focar nos estudos e nas minhas leituras. Vontade de ler e não apenas de ser lida, sabe?
Post bobo apenas para mostrar o novo lay do blog e agradecer a Thay mesmo - e por favor, vão ao blog dela, é recente mas a moça é boa no que faz. 

It's about getting over, not getting older

Minha melhor amiga da infância está grávida e formada em algum técnico boring.boring.boring.
Minha segunda melhor amiga de infância - que substituiu a primeira quando me mudei - casou semana passada.
Elas estão apressadas ou eu estou muito atrasada? 

Aloprando no facebook

Aí a Glen me manda isso:
(que é um print daqui
E o seguinte diálogo sucede: 

Gleanne: Afinal, não custa nada ser aloka-psicopata-da-escola-olha-que-eu-vou-jogar-óleo-fervente-em-todo-mundo-aqui, né Mia?
(Seguindo - quase todos - os conselhos da Mia desde 05/2012). :P

Mia: MELDEUS isso faz tanto tempo! 
Mas ó: super verdadeiro.

Gleanne: Sabe, coloquei lá no google "como irritar um psicopata", com a certeza de que o Wink estaria lá no meio. E estava.

Mia: HAHAHA 
Fico só imaginando quais tipos de pessoas procuram isso e POR QUE RAIOS elas querem irritar psicopatas. 
E outra: será que o povo realmente me acha psicopata? 
Gente doida, vixe!

Gleanne: Nem todas, a maioria tem ~apenas~ medo da senhorita, algo provocado pelo seu olhar d'outro mundo. HAHAHAHA

Mia: MAS EU SOU MEIGA, CARAMBA! 
hahaha! 
Medo de quê, exatamente? 
Vamos enumerar aqui: 
1) meu quarto é cor-de-rosa 
2) meu cabelo tem cachos dourados 
3) eu estou quase sempre de rosa 
4) eu uso pompons, rendas, babados e coisas de menininha 
5) meu estojo é da Hello Kitty, por favor 
6) meu nome é Mia - tem coisa mais querida que isso? 
7) tenho voz de menininha de 10 anos 
8) sou engraçada, divertida, animada e educada 
9) sou de bem com a vida e mesmo quando brigo com os amigos, logo logo já estou de bem e abraçando e fazendo alguma piada boba 
10) minha banda preferida é o Queen - e não há Queenies do mal, gente! E que raios seria minha arma secreta? Raio laser de glitter?

Gleanne: HAHAHAHAHAHA! Claro, raio laser de glitter. E pink, por favor. Numa vibe das Três Espiãs Demais (ou coisa parecida).

Mia: Porque eu sou a Sam, né gente? 
HAHAHA 
Sério, o que passa na mente do povo que tem medo de mim? UMA GURIAZINHA DE 19 ANOS QUE MORA NO FIM DO FIM DE VIAMÃO, PELAMORDECRISTOSANTO! 
Dá vontade de entrar em coma e só acordar quando o povo abestalhado tiver cometido harakiri, porque olha...
(Outro super poder que poderia ter: super tombo cômico, que faria a pessoa morrer de tanto rir.)

Gleanne: E olha, tu é MUITO mais meiga que eu. Pelo menos aparentemente... Tem dias que saio com a roupa completamente preta, uma sombra-carvão, e um batom vermelho. Ah, e encaro mesmo o povo na rua, hahaha. Mas... isso nunca mais aconteceu, já que só faço isso quando estou com uma raiva imensa de 99% da humanidade + TPM agudíssima.
 Hey, cadê o vídeo do tal tombo da cadeira, menina? hahahaha 
E nada de coma, dona Mia. Sonhei com bebês meditando em um quintal por sua causa. PELAMORDAMINHAVÓ. HAHAHAHA

Mia: Bebês meditando? Por minha causa? 
HAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA 
Risos eternos aqui. 
E tu REALMENTE achas que tem vídeo disso? Tadinha. tsc tsc
E sim, eu sou INFINITAMENTE mais meiga do que tu. Raramente uso preto. Nem uso maquiagem quase, e quando uso é algo bem suave e meigo. E sabe o que faço quando estou andando na rua? Há três opções: 
a) cantar músicas antigas e engraçadas (tipo Girls just wanna have fun ou Like a virgin) 
b) contar coisas que me ocorrem para meus amigos (ou seja: falar da minha *inexistente* vida amorosa) 
c) chorar ouvindo fone de ouvido e carregando todo o drama do mundo 
Isso por acaso parece algo do mal? NEVER.

Gleanne: Um sonho: ter um vídeo do item a) em HD. E se possível, em transmissão ao vivo. hahaha
E não, meu bem, não é do mal. 

Mia: Cara, você não iria querer me ver cantar na rua. Sabe o alopramento da Cyndi Lauper nessa música? O meu é pior. 
(sim, porque se é pra aloprar vamos aloprar direito e fazer a coreografia da coisa, né?)

Gleanne: Não só queria ver como iria cantar/coreografar junto. Aloprar em dupla é infinitamente melhor.  (Afinal, deixamos de lado a ideia de sermos únicas com nossas loucuras, hahaha.)
Percebam a loucura. Percebam. 

Com amor, Mia.

Eu espero que você tenha uma morte lenta e dolorosa.
Tomara que os lactobacilos do seu yakult morram.
Que sua flora intestinal seja desmatada.
Que você caia de cara num lego.
Que seu cabelo caia, quebre e embranqueça.
Tomara que seu hambúrguer venha com duas baratas de recheio.
Que sua torrada caia com a manteiga para baixo.
Que sua amiga erótica tenha sífilis e te passe.
Que um gato selvagem arranhe sua cara, seus braços e seus queridos sinais.
Que os gatos selvagens copulem em cima do seu quarto quebrando suas telhas e que chova na hora para que tudo fique inundado.
Tomara que você tenha uma fratura peniana - afinal, você não sabe usar ele mesmo, amigão! 
Que as coisas que você me disse - porque você me disse coisas - sejam usadas contra ti de todas as formas possíveis nas quais o universo puder te ferrar - e não esqueça que tenho Murphy como aliado.
Que você vá logo pra sepultura; você é velho demais para estar vivo.

E o mais importante: GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL.GO.TO.HELL


And now we're done.


P.S.: somente uma pessoa idiota ao extremo consegue perder meu amor e afeição, porque eu sou a pessoa mais paciente e compreensiva que já conheci, mas você está de parabéns cara; vai lá te entupir de chá de meliça, vai lá seu maldito. 

Vermelho metálico, amore

Por que tanto vermelho nas unhas?
Simples: porque as unhas vermelhas disfarçam perfeitamente os resquícios de sangue que podem aparecer por conta dos - não tão leves - arranhões que ini-amigos recebem. 

Assim?!

Sexta-feira o maldito curso de Administrador de Banco de Dados terminou, e como não poderia ser diferente, algo peculiar ocorreu no último dia de aula.
Fizemos uma provinha básica para matar tempo de aula provar para o professor aparelhado que conhecíamos as nuances de PHP, Java, JS e todas essas coisas que eu prefiro chamar de linguagens do demônio, e entregamos as provinhas para ele, as quais ele fez questão de corrigir em nossa frente, uma a uma.
Eu fui a última a entregar a prova, portanto havia apenas eu e a Rafaela na sala quando ele corrigiu a minha. E foi aí que ocorreu o diálogo mais WHAT THE HELL deste verão.
Para que vocês compreendam o que vem a seguir, aqui vai uma pequena explanação: a última questão da prova dizia algo como "por que você merece ser aprovada?", ao que eu respondi algo como "assim: mereço ser aprovada porque blablabla whiskas sachê...". 
- Mia, tu não pode escrever "assim" numa prova.
- Por que não?
- Porque tu tem que ser mais formal. Esse não é teu blog e tu não serve pra blogueira se escreve assim. Essa é uma prova e não se escreve "assim" em provas.
- Oh, desculpe-me por minha ignorância, senhor. Devo corrigir minha resposta? Vejamos: oh querido professor, presumo que devo ser aprovada pelo fato de que - apesar dos pesares de meu raciocínio tão vago e distraível - eu percebo bem as várias nuances suaves entre os compostos derivados das linguagens SQL, PHP e os demais elementos que estudamos neste módulo tão proveitoso, senhor.
- Não precisa me chamar de senhor.
- Pelo jeito preciso sim.
- Mia, entenda: tu não pode me dizer "assim" porque quem dizia isso era minha namorada, e tu não é minha namorada, tu nunca será minha namorada, entendeu? Ela falava "assim" e simplesmente tu não pode me falar isso, ainda mais em uma prova.
- Oiiii?!
- É, Mia. E outra: tu complica dessa forma, porque Mia não é nome, é contração de nome.
- Hein?!
- Ah, vou te passar. Vou passar vocês duas. Mas apenas porque eu sei que vocês não vão trabalhar nessa profissão. Adeus, espero nunca mais vê-la. E não fale mais "assim"!
- *risada maligna mode on*

Bem assim. 

Tolstói sabia o que dizia

Devo dizer que considero o fim do amor muito mais bonito do que seu começo, pois é como diz em Anna Karênina: "todas as famílias felizes são iguais, mas cada família infeliz é infeliz à sua maneira". Os amores começam da mesma forma, juras são trocadas, palavras - um tanto quanto vazias e clichês até - e gestos sendo repetidos sincronicamente. Mas o fim é sempre ímpar.
Eu gosto de ímpares.
E gosto de fins.

Ainda Clarissa

Pequena menina de nariz rosado, rosto pálido e ar de moça séria
Anda à meia luz, na penumbra 
Na sombra ela espera 
E diz um nome, diz um verso, esquece a rima uma vez mais 
Delineia sua alma de um vermelho intenso e conta os dias para a primavera 
À noite ela espia pela janela de um quarto quebrado 
Olhando a si mesma num espelho embaçado ela enxerga ao mundo vivendo por ela 
Toca sua face - tão fria e tão suave - num momento de entrega à volúpia do ser 
Espreita por algo, alguém do passado que nunca viria, que jamais virá 
Olha para o lado, alcança um rosado 
Em suas bochechas - salientes outrora 
Que hoje apenas esboçam, amuadas, um leve contorno de riso de fada 
À noite ela espera, de dia ela sonha 
Com leves vestidos, com seda e cetim 
Com um beijo suave na testa, no colo 
Com as mãos tão suadas com cheiro de anis 
Sonhar ela sonha, esperar ela espera
Naquela janela, no espelho embaçado 
Do foco tão distante ela percebe a esperança 
De mais um sorriso por um sonho quebrado 
Clarissa, essa moça tão frágil, tão forte 
Despedaçada por dentro, sorridente por fora 
Que leva em si uma dor de verdade 
Por ser desprezada por quem ela chora 
versos mal escritos em continuação da descrição de Clarissa 

A louca das fotos

Há quem reclame por eu ser a louca das fotos, mas o fato é que eu tiro fotos de praticamente tudo que me ocorre porque minha memória é como uma enciclopédia com páginas faltando, ou seja: eu sei que algo do tipo ocorreu, mas não lembro quando ou com quem. Portanto registro tudo de tudo desde sempre.

Mas se alguém me perguntar o quê aconteceu em fevereiro, não saberei falar nada além de "peguei na mãozinha de Murphy e segui pela linha do arco-íris na estrada de tijolos amarelos".
E é pra isso que fotografo tudo de tudo.
Afinal, caso eu esqueça de algo - novamente - tudo estará devidamente registrado aqui no blog.

 Teve um dos dias mais legais e ferrados da minha vida lá na CCMQ com o Fernando, Vikthor e Sarah (percebam minha cara de animação, que coisa mais linda de meu Deus - not). 
 Quase um Friends sulista. Quase. 
 Teve a sessão pipoca versão Drácula de Bram Stoker com a Renata e o Wilson. 
 E claro que teve a volta às aulas com as amigas, né gente? 
Taciara e eu fazendo pose no primeiro dia de aula. 
Bianca e eu mostrando as silhuetas. 
- Mia, tu tá sempre com uma cara séria, de psicopata do mal nas fotos. 
- Mas eu sempre saio rindo, Taci! 
- Sério? 
- Uhum. Rindo pareço séria. ;)
- Então faz uma cara séria aí pra eu ver. 
- Tá aí, moça. É assim que se faz uma cara séria. 
- Meu Deus, quem tu vai matar Mia? Medo.

(comentário de um outro amigo: "Se tu tivesse de preto nessa foto, seria uma perfeita gótica." risos eternos, pessoas, hahahahaha)
Fevereiro é sempre o pior mês pra mim. E esse ano não foi diferente, afinal, o divino resolveu me testar e as coisas degringolaram de uma forma que eu simplesmente deixei estar. Mas vejamos pelo lado bom: meu cabelo nunca esteve tão amigável.
E eu praticamente não ando com tempo ou paciência pra comentar em blogs alheios. Leio muita coisa por aí, mas simplesmente não rola de comentar porque minha lista literária é enorme, a escola tá aí, os amigos me requisitam e eu tenho algo chamado vida que (in)felizmente não é um projeto de vida comunitária. Mas valeu a todos que passam por aqui. Beijos sulistas de luz a todos vocês.

dos rodízios da vida

Eu apenas detesto quando tudo fica calmo e eu começo a pensar no quanto minha vida parece um rodízio, sabe?
Pessoas vêm e vão, e por mais que eu goste de um sabor não posso repeti-lo, as regras não permitem.
E preciso ver os pratos irem, um a um.
Não importa o quanto meu estômago faça barulhos por querer apenas calabresa, por um momento eu terei de me contentar com 4 queijos.
Entende?
Eu tô legal, apenas não tô muito feliz com isso.
Em uma frase: eu não estou deprê porque minha vida é boa, e já que ela é boa estou apenas triste, mas tô legal.

Cor de rosa-choque

Eu sou uma pessoa muito fácil de se "ler", pena que poucos sabem disso.
Mas é simples: eu me apego fácil às pessoas (também, quando desapego, já era) e elas sempre vão embora. Sempre. É a lei da vida, tudo o que vem um dia vai.
O fato é que quando estou pra baixo e desejando que as coisas fossem diferentes e que as pessoas estivessem perto de mim eu uso batom forte.
Sempre.
Portanto para saber meu estado de alma basta olhar para minha boca.
Se estiver natural eu estou feliz da vida.
Se estiver rosa choque eu estou deprê e tentando desviar atenção dos meus olhos rasos d'água.
Se estiver vermelha, fuja, porque eu estou em época de mudanças internas.

É bem simples. Basta olhar. 
 
Wink .187 tons de frio.