Procurando loucamente.

Aí eu vou ver os termos de pesquisa no google que levam pessoinhas ao meu blog e me deparo com:
- mia sodre (sim, meu nome, em minúsculas e sem acentuação; medo)
- poema o garfo e a colher (o garfo brigou com a colher embaixo de uma sacada, o garfo saiu ferido...♪)
- coração partido (porque é o que temos pra essa vida, claro)
- o inferno nao existe (e pelo jeito os acentos também não)
- redacao sobre o que é ter uma vida (não é como se eu TIVESSE uma, né amiguinho? mas o que parece não ter em sua vida é corretor ortográfico)
- o povo que inventou o garfo (HAHAHA, sério isso, gente? HAHAHA)
- tenho queda por idiotas (mais do que uma queda, eu diria)
- é a minha princesa de avalon (sou eu mesma, pode falar, vassalo)

Após isso até sorri um pouco, porque né? Pode ser que essas pesquisas levem ao meu blog, mas ao menos eu não sou as pessoas que de fato procuram por esses termos.

Purgatório

yes, tate, let's go!

Eu chegaria perante Deus após minha morte - e com todos os anjos e divindades reunidos, disputando um cacho de uvas silvestres - e então ele veria:
- Filha, aqui vejo que você cometeu o pecado do orgulho. O que tem a dizer sobre isso?
- Sim, mas há motivos para esse orgulho: melhorei consideravelmente e divei na cara das inimigas.
- Certo, sei, sei... Bem, vejo aqui também que você desejou a morte do próximo, do distante e de si mesma.
- Desejei e consegui, tanto que estou aqui. E não é como se alguns não merecessem a morte, visto que a Bíblia está cheia de passagens onde o senhor destinou à morte pessoas que nada haviam feito a não ser reclamar e contestar; eu desejei a morte de gente que me queria morta, nada mais justo.
- Você também foi muito vaidosa...
- Mas o senhor me fez nascer com essas esmeraldas por olhos e ainda reclama de minha vaidade ao admirá-las?! Oras, penso que até mesmo divindades necessitam de coerência, não é mesmo?
- Sim, mas...
- Mas em contrapartida não fui invejosa, não matei ninguém, não traí, não fui egoísta, tampouco promíscua. E olha que eu deveria ser santificada por não ter assassinado ninguém ou dado um banho de óleo fervente nas inimigas.
- Bem, mas seus pecados são pesados, filha; contudo há um certo equilíbrio, mas...
- Mas ninguém é perfeito! Sua indecisão já revela que o senhor sabia muito bem disso quando criou o ser humano, não é mesmo? Me condenará por ser um perfeito exemplo de mulher do século XXI?
- Não, não é assim; apenas não acho que você mereça o céu.
- O inferno me espera? Belzebu tem um demônio reservado para mim?
- Não, não, você é boa demais para o inferno!
- Então, qual é a sentença?
- Olha... não sei. Quem sabe você não volta lá pra Terra e vejamos o que faremos na próxima encarnação, tá?
- Perfeito.
- Okay, pode ir.
- Só mais uma coisa.
- O que foi?
- Posso ser inglesa dessa vez? ;)

Aliens, aliens, aliens everywhere

Então que além de eu ter ido à psicologuinha, ter surtado, ter melhorado, ter conhecido duas pessoas extremamente queridas que estão me dando a sensação de "you are not alone" e estar voltando aos eixos após um papo de borderline, também fiz parte das gravações do nosso primeiro curta do curso de Cinema.

Tá bobo.
Tá tosco.
Tá estranho.
Mas não é como se eu mesma não fosse boba ou estranha, entonces... enjoy it.


também teve a exposição do Elvis aqui em Porto e que estava INCRÍVEL (obviamente) e assim que conseguir as fotos com meu irmão postarei aqui, porque... GENTE, ELVIS PRESLEY, aaaaaaaah o/
É quase meia-noite, tenho que sair às 6h horas amanhã pra o curso de cinema, estou ensaiando ir pra cama há 2 horas, mas ao invés disso estou procrastinando aqui olhando fotos de gatos pretos.
Não, eu não sei por que eu faço isso. Autossabotagem define minha existência.

desnecessário dizer.

eu sou uma pessoa tão fácil de presentear, mas tão fácil que eu não compreendo como as pessoas podem errar tão feio na escolha de presentes que me dão.
me dê livros
me dê dvds do Queen
me dê um perfume suave (porque alergia pega forte aqui)
me dê mais livros
pronto.

mas não; elas vão lá e me dão salto alto
SALTO ALTO
eu pareço o tipo de pessoa que usa salto alto? sabe por que eu nunca estou de salto alto? porque eu não tenho coordenação nessa vida, filhote, nem física nem emocional.
são três passos e um tombo e olha... as cicatrizes que eu tenho me bastam por uma vida.

o melhor presente é estar presente.
nem precisa de mais nada não. fica aqui quietinho comigo e tá tudo certo.
shhhh.

mimimia

Então eu fui na psicologuinha e a coisa foi mais nonsense do que eu poderia ter imaginado, aí cheguei em casa (depois eu conto, ou nunca, sei lá, porque até mesmo vergonha alheia própria tem limites de exposição; se bem que limite de exposição na minha vida é até piada, mas né? tentemos.) e pra mudar a temática eu escolhi um filme de terror pra assistir e me distrair, porque eu queria que as coisas fizessem sentido ao menos na tela do pc.

Lá fui eu pra debaixo das cobertas assistir Segredos de Sangue, e a premissa era boa: Em pleno luto por causa da morte de seu pai, India (Mia Wasikowska) deve lidar com o novo comportamento agressivo de sua mãe (Nicole Kidman) e com a chegada inesperada de um tio que ela nem sabia que existia, Charlie (Matthew Goode). Este homem sombrio esconde as reais motivações de sua visita.
~sim, isso pode ter spoilers; but who cares?~

sendo uma estátua porque meu nome é Mia e não sei fazer outra coisa além de abstrair

Eu pensei: ah, ele deve ser um psicopata que mata todo mundo, bora ver sangue e abstrair.
E com o que me deparo?
A Mia é a guria isolada que gosta de sangue, usa roupas retrôs e é chamada de louca na escola pelos coleguinhas retardados (identificação), até que um dia é estuprada (identificação nervosa) e aí o tio dela aparece e OIII?! What the hell?! Ele mata o cara. Ela ajuda. Ela descobre que o tio é um louco de sanatório que matou o pai dela e resolve fazer o quê?
FUGIR COM O TIO.
Juro.por.Deus. que abstraí total nisso.
Porque super normal você ser estuprada, descobrir que seu tio matou seu pai e torná-lo seu amante. Realmente. É de uma coerência invejável.

Mas aí vem o melhor: a mãe dela (Nicole Kidman sempre com aquela mesma cara "estou sofrendo mas estou te seduzindo, gatz") deseja todo o mal, depois deseja todo o bem pra ela, depois pega loucamente o tio da guria, a guria vê, o tio tenta matar a Nicole, a guria aparece, atira no cara, olha bem pra cara da mãe dela e vai dormir.
Com sangue all over the place.

nada mais normal que descansar com seus pares de sapatos, né gente? quem nunca?

Aí do nada ela pega o carro e sai, um policial pára ela por velocidade alta (porque a trilha de corpos não importa, pessoas somem, ninguém sabe ninguém viu) e ela faz o quê? Crava um lápis no policial, ele agoniza (lápis superpower) e ela caminha tranquilamente atrás dele (atuação de zumbi, juro) e o mata com uma espingarda.
FIM.

Tudo porque eu queria um filme coerente pra esquecer a maluquice da psicologuinha.
Não quero mais ver filme cuja atriz principal seja Mia, não. Mia é um nome que atrai roteiro nonsense, tenho cada vez mais certeza.

fígado

você percebe que a vida deixou há muito de fazer sentido quando sonha que sua menstruação desceu mas que na verdade ela não passa de fígados de galinha prontos para fritar.
eu nem como fígado.
nem galinha.
nem coisas fritas.

vida supimpa.

321

então eu tenho essa necessidade incrível de chorar e colocar pra fora e dizer que tá tudo errado, vocês não tão entendendo nada, eu não sou louca, apenas sobrecarreguei e ninguém parece dar a mínima e estou triste, não sou depressiva, não sou maluca, não sou má, não sou falsa, não sou nada disso que dizem, apenas estou tentando, sabe?
eu tento
o tempo todo
e ninguém parece entender nada
ninguém parece ouvir nada
e quando ouvem algo dizem que preciso me tratar
pois bem, eu vou me tratar, mas certamente não ficarei "bem" porque eu nunca estive bem.
mas é tão difícil assim vezenquando mostrar que se importa, abraçar e apenas estar ali, sem julgar, sem falar, apenas apreciar o silêncio e tentar?
olha... tentar é digno, tentar é válido.
mostrar que lembra, mostrar que pensa em mim.
porque vezenquando é só isso que eu queria, que alguém lembrasse, que alguém tentasse.
isso já me parece muita coisa a essas alturas.

dramas de uma segunda-feira

Então cheguei em casa e falei:
- Tô doente, me sinto fraca basicamente o tempo todo, creio estar morrendo aos poucos e preciso de um médico.
- Mas o que tu tem?
- Confidencialidade médico-paciente.
- Okay, a gente pode ir amanhã então no clínico e...
- E conseguir também um psicólogo.
- Mas psicólogo é pra doenças da mente.
- Sim.
- O que tem tua mente?
- O que não tem minha mente?
- Como assim?
- Sintetiza aí: eu tenho lapsos de tempo, às vezes quando alguém fala comigo eu vejo a pessoa mas não ouço a pessoa porque uma musiquinha começa a tocar em looping infinito e a todo volume na minha mente, às vezes parecem vozes, mas na maior parte das vezes são músicas que tocam DO NADA, às vezes não sei onde estou porque pareço ser transportada para outra realidade, às vezes vejo coisas, às vezes não percebo nada e constantemente quero morrer e fantasio minha morte durante viagens de ônibus.
- Isso é encosto.
- Isso é loucura.
- Anda tomando algo?
- HAHAHAHA I wish! Ao menos teria uma desculpa pra tudo isso, né? Mas não, tudo coisa da minha muito fértil mente.

Então amanhã estou indo ao médico. E ao psicólogo.
Junho começou lindo, quero nem ver.


Já que 2013 tá ferrado mesmo...

...vamos tentar analisar o por que da coisa aqui.
E olha, mapa astral explica tudo nesse caso.

Lua em Câncer: apegada ao passado, dramática até dizer chega, aquela que chora e faz drama e chega dessa vida, deixa eu morrer, você não me quer, eu sei disso, não aguento mais, o que fazer? Como proceder? All by myself don't wanna be ♪ blablabla...
Asc em Escorpião: você realmente vai me deixar morrer, seu maldito? Não sabe nem ler nas entrelinhas, não? Morra você, aliás, morra não, venha cá pra eu te torturar lentamente e te dar um banho de óleo fervente, em ti e na tua amiguinha pirigótica estranha. Tá fugindo por quê? Eu sou um amor de pessoa!
Sol/Vênus (e mais uma pá de coisas) em Aquário: bora ler um livro e abstrair que passa, relacionamentos não valem tudo isso, não; muito mimimi, tá atrapalhando minha aura. Sim, eu gosto de você mas o cabeludo que piscou pra mim é mais bonito e a aura dele é cor de amarelo, licença, vou lá conversar enquanto tu fica com tua amiguinha; by the way, simpática ela, gostei da moça, super apoio vocês juntos, viste? Beijos de luz pr'ocê, seu lindo!

E isso resume 20 anos de existência.

Memórias de um sargento de milícias

Eu lutei, senhores, lutei contra a falta de vontade de ler esse livro, contra minha preguiça infindável ao folhear as páginas da obra-prima (e única, por sinal) de Manuel Antônio de Almeida. Sim, senhores, eu lutei e venci; posso dizer que não me arrependo: apesar do que parece, Memórias de um sargento de milícias é um livro leve, cômico e de uma ironia tamanha que conseguiu a façanha - não lá muito rara - de me arrancar risadas através de suas páginas.
O livro conta a história de Leonardo, filho de Leonardo-Pataca e Maria da Hortaliça, casal português que se conheceu em um navio quando vinham ao Rio de Janeiro juntamente com a côrte e toda aquela baboseira que todos sabem que houve quando o Brasil foi colonizado.
Leonardo, um malandro de primeira desde pequeno (o verdadeiro malandro carioca) passa a morar com seu padrinho, o barbeiro, após sua mãe fugir com o capitão do navio e seu pai abandoná-lo. Se mete em várias encrencas, uma pior e mais cômica que a outra e acaba sendo um romântico incorrigível, coração mole, vadio e - quem diria do menino com o demônio no corpo! - sargento de milícias.

Se vale a pena ler? Vale, e muito. Além de ser leitura obrigatória tanto para o vestibular quanto para o ENEM, o livro é cômico, irônico e que possui um anti-herói endiabrado, uma mocinha insossa e uma outra com sal e pimenta até demais.

Sim, o primeiro capítulo é enfadonho. Mas não se preocupem: há mais 47 deles para apreciar a leitura!

Em um quote (mais sério, os outros são todos espirituosos):

Em certos corações o amor é assim, tudo quanto tem de terno, de dedicado, de fiel, desaparece depois de certas provas e transforma-se num incurável ódio.