Inferno astral

E aí que eu consegui uma bolsa pelo Prouni.
Sendo pessoa dedicada que sou, abstraí e fui tirar todos os documentos necessários para tal.
Então estava lá eu, em frente ao tabelionato para tirar minha declaração de solteira (me senti tão aluninha de 7ª série, sendo eternamente zoada por ser solteira, sozinha, sem ninguém, que olha... deu até uma nostalgia na hora), quando WOW: latinhas de pepsi se materializam aos meus pés e explodem, fazendo com que eu leve um banho de refrigerante.

E né? Tudo bem.
Catatônica como ando, abstraí e fui.
Então, quando estava indo para a faculdade para entregar os documentos, o que ocorre? Levo um banho de sorvete de maracujá com calda de morango, e não sei como isso ocorreu.

QUEM toma banho de pepsi E de sorvete no mesmo dia? Muitas questões.
Sei que se isso tudo for prévia de 2014, quero nem saber do resto.

Inferno astral, seu lindo, senti saudade de você! ♥ 

Das reflexões noturnas.


Seria muito fácil.
Nem precisaria usar um travesseiro. Bastaria deitar confortavelmente a cabeça, como sempre faço, e esperar o sono eterno chegar por baixo de minha coberta grossa que ficaria ainda mais com o peso de minhas mãos e minha respiração entrecortada por causa das alergias.

Não precisaria de dor.
Apenas uma agonia que poderia ser comparada à agonia viva de existir e não viver.

Ou eu poderia usar meus remédios.
Quantas pílulas são necessárias para que pare de doer a alma? Para que pare de doer a vida? 4, 5, 6? O que aconteceria se as tomasse todas, uma após a outra?

Será que alguém se importaria?
Provavelmente sim. Mas pelos motivos errados. Motivos egoístas - não o querer me ver bem, mas o querer me ver bem segundo suas expectativas. Motivos que não me fizeram ficar bem antes e não me fazem bem agora.

Será que meus sobrinhos se lembrariam de mim ao crescerem?
Provavelmente. Através de sombras, de fotos, de lembranças esquecidas, de coisas que poderiam ser e não são.

De um futuro que passou.
Mas isso também não importa.