Um, dois, três.

Um, dois, três. Um, dois, três. Um, dois, três. Eu consigo. Basta ir aos poucos. Um, dois, três. Tum. Tum. Tum. Um, dois, três. Eu não vou conseguir, não dessa vez. 

Meu coração está quase saindo fora do meu peito. Correr pela floresta não adianta mais, eles já sabem o caminho, eles sabem como me rastrear. O sereno da noite, o ar gelado da vegetação fechada, só faz com que meu peito doa a cada respiração. Um, dois, três. Eles estão chegando mais perto. Folhas secas, molhadas, gosmentas se grudam a meus pés. Minha túnica está rasgada, meu rosto lacerado, galhos batem em mim por toda a parte, mas não posso parar. Um, dois, três, eles vão me pegar. 

A única coisa que vejo ainda é a lua, cheia, brilhante, amarelada. Nunca a vi tão grande. Não sei se ela tenta me proteger ou se está ajudando-os a me encontrar, iluminando meus rastros. Um, dois, três. Respiração ofegante. Dessa vez será o meu fim. 

Eu sabia que chegaria a isso, eu sabia que não deveria tê-lo feito, mas jamais poderia renunciar a um chamado de Hécate, a um chamado da lua, a um chamado de bruxa. Um, dois, três. Bruxa. É o que eles dizem. Sou apenas uma serva da Deusa, não uma adoradora do diabo. Mas eles não sabem parecer saber a diferença. Um, dois, três. Mal consigo respirar agora. Mal consigo pensar. Não é hora para reflexões, eles vão me pegar. Um, dois, três, é melhor parar. 

Saco meu punhal, ajoelhada em meio a folhas gosmentas, pedras e apenas os sussurros da floresta me fazem companhia. Tum, tum, tum, eles estão se aproximando. Um, dois, três, posso ouvir seus passos. É agora, tem de ser, uma filha da lua não pode morrer nas mãos de homens. 

É tarde demais. Estou amarrada, sinto o calor crescer de baixo pra cima. Não consigo respirar, mas ainda consigo pensar. Não quero pensar. Não quero sentir. A dor dilacerante é quase insuportável, mas não consigo desmaiar. O olhar das pessoas parece me sustentar nesse picadeiro. A dor no peito é mais forte do que a dor das chamas. Não mais respiro, mas ainda sou. 

A correria acabou.


E o troféu framboesa de ouro vai para...

...o roteirista da minha vida, obviamente. 

Estava eu caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento, num sol de quase dezembro pelas ruas de Porto Alegre, naquela correria de todos os dias indo do curso de Biblio pra o lab na PUCRS - onde fico até as 23h, tendo aulinhas de Pedagogia, coisa mais fofa do mundo isso - quando alguém pega no meu braço e diz um oi. 

— Oi! 
— Me solta! 
— OIIIIIIII! 
— Quem é tu? Sai! 

E fui andando, tentando me desvencilhar. Tentando. Porque quando dei por mim o cara, com uma menina de mãos dadas ao lado, já havia pegado no meu braço de novo e tava insistindo no oi. 

— OI, MIA! 
— Quem é tu, criatura? Me larga! Como é que tu sabe meu nome? 
— Tu tá brincando, né? 
— Não, eu não sei quem tu é e quero que me largue agora. 
— MAS A GENTE NAMOROU POR MESES. 

~olhar bovino~

Nisso fiquei ostentando um olhar bovino David Tennant style, ao passo que a namorada do moço, com quem ele permanecia de mãos dadas, ostentava o mesmo olhar, porém olhando numa direção completamente aleatória, e o rapaz esquisito com um cabelo quilométrico continuava com uma das mãos no meu braço e esperando por uma resposta. 

— QQQQQQQQQ?!? 
— Sim, namoramos por meses, Mi. 
— Eu não lembro disso. Isso são as vozes na tua cabeça, criatura. 
— Namoramos por seis meses há 4 anos. 
— Cara, larga mão de ser mentiroso e me solta! 
— MAS COMO É QUE TU NÃO LEMBRA? TU TERMINOU COMIGO! 
— Eu nunca estive contigo, mas se tivesse estado e terminado isso já seria sinal suficiente de que não é de bom tom atacar a pessoa que contigo terminou no meio da rua e ficar insistindo num assunto de anos atrás. Não sei de onde é que tu tirou essa história, mas deve ter merecido. SAI. 

E fui andando. Porque né? Faria o que mais? 

Me pergunto se cheguei ao ponto de esquecer de quem namorei, com quem me envolvi, das pessoas do meu passado. Acho que não, apesar de eu realmente não ficar pensando nisso e não me importar nem um pouco, mas seria bem interessante se a memória fosse moldada não em nomes e rostos, mas em características: 
aquele que eu quis matar;
aquele que só não matei porque me seguraram;
aquele que MORRA, SEU INFELIZ. 

Muito mais eficiente do que nomes e rostos, hein. 
Isso que namorei pouquíssimas pessoas na vida. Mas não faço ideia de quem seja o carinha maluco que me atacou no centro. Só sei dizer que: MAS QUE RAIO DE KARMA É ESSE QUE ME FAZ ATRAIR APENAS BIZARRICES, SENHOR? Será que jamais chegará o dia em que poderei caminhar alegremente sem que aconteçam coisas bizarras comigo? Por que eu atraio isso, caramba? Por que só me acontece esse tipo de coisa? 

— Porque é divertido — disse o universo. 

E só pra constar: isso tudo aconteceu quando eu estava saindo do curso de Biblio, sim, e acontece que hoje houve uma contação de histórias em que eu fazia a Branca de Neve - Clara de Neve nessa peça adaptada -, ou seja: VESTIDA DE BRANCA DE NEVE, EU. 

~passada com vocês~

Pro inferno com isso

Um estranho no ninho
Ken Kesey
Editora Record
336 páginas
Ano de publicação: 1962 

Sobre o que é: um cara, chamado McMurphy, é internado num sanatório após ter se metido num monte de brigas na prisão em que estava por conta de ter estuprado uma menina. No tal sanatório ele já chega querendo dominar e com o objetivo de passar o menor tempo possível ali e faturar muito, saindo daquele lugar ryco após ter arrasado com as contas bancárias dos caras lá internados. Então, ele começa uma revolução com várias atitudes infantis contra a enfermeira chefe e elabora um planinho: dar a ela o que todas as mulheres que estão no poder merecem, ou seja, correção sexual - e é nessa parte que a gente vomita. Sendo um cara classificado como psicopata, mas que não passa de um malandro misógino, estuprador e altamente carismático, a coisa ferve naquele sanatório quando ele descobre, em certo ponto da história, que é o único lá que foi internado, o resto está lá porque quer. 

Por que ele é bom? Não pensem que eu odiei o livro apenas por conta do enredo: não mesmo. O livro é bom pra caramba. PRA CARAMBA. Ganhou 5 estrelinhas no skoob, inclusive. Ken Kesey soube descrever muito bem o sistema de saúde mental da década de 60, assim como descreveu muito bem a visão masculina a respeito de mulheres no poder. Digo isso porque, mesmo a gente sabendo que o McMurphy é um estuprador desgraçado e arruaceiro, ainda assim acabamos simpatizando com o maldito. Como todo psicopata, ele é extremamente carismático, e isso pode - e vai - confundir o senso moral de todo mundo. A narrativa é em primeira pessoa e feita através das palavras do Chefe, um cara de uma tribo indígena que acabou sendo expulsa de suas terras pelo que ele chama de Liga e que está lá há muitos anos se fingindo de surdo, ou seja: o cara que tudo ouve, tudo vê, tudo sabe. 

Lá na década de 60 o sistema de saúde mental era basicamente da seguinte maneira: manter tudo em ordem e sem grandes estardalhaços. Então, sim, os métodos aplicados nos pacientes eram cruéis, como a lobotomia - que ainda estava em vigor em algumas instituições - e a terapia de eletrochoque. A vibe era danem-se os pacientes, o importante é manter a máquina funcionando. Ninguém no livro é bonzinho, o que é ótimo. 

~Jack Nicholson tá sempre metido nesses filmes sobre livros que falam de loucura, é incrível~ 

Por que ele é ruim? Porque só temos a visão de um homem extremamente imparcial, relativamente maluco e que se finge de surdo pra passar bem. Como ele é "maluco", vê teorias de conspiração em tudo quanto é canto e acha genuinamente que todos estão contra ele e que o McMurphy é um cara supimpa, tri legal, um amor de pessoa altruísta. A realidade é diferente. A realidade é que a enfermeira-chefe estava ali apenas tentando fazer seu trabalho, gerindo um grupo de homens relativamente perigosos e insanos em graus diversos.

Só que a visão desse cara - o narrador - é tão forte que a pessoa se deixa levar por alguns momentos e desconfia que, realmente, McMurphy é um cara legal. Ah, ele estuprou gurias, não tá nem aí pras regras, tem planinho de dar um estupro corretivo na enfermeira-chefe, mas e daí? Ele é parceiro dos caras. E DAÍ QUE TÁ ERRADO, MEU BEM. E eu já vi muita gente defendendo o cara apesar de todo seu ódio e violência contra as mulheres só porque ele é legal com os caras. OU SEJA: o autor soube trabalhar bem isso.

É a mesma história de Lolita: narrador não confiável que te faz acreditar ser bonzinho apesar de.

Se eu recomendo a leitura? SIM! Porém não é um livro para ser lido duas vezes. Eu dei 5 estrelinhas no skoob pra ele, mas mesmo assim ele não entrou pra lista de favoritos da vida porque não é algo que pretendo reler. Eu lia um capítulo e dava uma pausinha com qualquer outro livro mais ameno pra conseguir respirar e me recompor. É muito violento, pesado e revoltante. Contudo, realmente excelente. (Bem melhor que o filme.)

Em um quote:
Eu nunca havia percebido que a doença mental pode incluir o aspecto de poder, poder. Pense nisso: talvez quanto mais louco um homem seja, mais poderoso se pode tornar. Hitler é um exemplo. Se a gente se sente bem, alguma coisa faz o velho cérebro funcionar de novo, não é? Temos aí um bom tema para reflexão. (p. 247) 

~Hitler era o exemplo dos caras. PERCEBAM.~  

Este post faz parte do Desafio 50 livros de 1900 para ler antes de morrerConfira aqui a lista com todos os títulos que lerei até agosto do ano que vem. \o/   

Tá bom, mas pode ficar melhor

Se eu tô feliz com o tema de redação do ENEM deste ano - a violência contra a mulher -, com a questão citando a Simone de Beauvoir e mais um monte de coisas lindas que teve? Tô, sim. Mas não sou iludida. 

Sim, é ótimo que esse seja o tema de uma redação que atingirá boa parte dos jovens brasileiros, é ótimo que eles tenham de fazer uma reflexão bem construída acerca disso, porém não é o suficiente. Muitos podem simplesmente escrever o que lhes for conveniente e sair da prova fazendo tudo o que disseram ser errado na redação. Não basta uma prova. Não basta uma redação. Isso tem de ser tema dentro das escolas. 

~aí vem a história de que quem tem de fazer isso são os pais, a família, e não a escola. pois bem. como estudante de pedagogia, digo que cada vez mais as crianças têm aprendido coisas no ambiente escolar do que em suas próprias casas. as famílias se envolvem pouquíssimo na educação de suas crianças. tá certo? não. mas é o que temos. então, vamos trabalhar com isso. fora que, mesmo que as famílias realmente se envolvessem na educação de suas crianças, ainda assim a escola deve ser o lugar em que aprendem não apenas a ler e a escrever, mas a agir como um ser humano que respeita os outros seres humanos, não importando o gênero alheio.~

E não apenas no Ensino Médio. Tem de ser desde o maternal. 
Afinal de contas, quem nunca ouviu, após se queixar pra professora que o coleguinha lhe empurrou, que ele apenas gosta de ti e não sabe como demonstrar? Toda menina já ouviu algo parecido. Somos criadas para não discutir a violência, somos criadas para pensar que os homens são brutos, fechados e agressivos e que demonstram a paixão através da violência. Isso é uma mentira. 

Temos de parar de dizer às crianças que é normal e aceitável puxar o cabelinho da coleguinha, que não se pode reclamar porque "são crianças, isso é da idade". Aí o menininho fofo cresce e repete o ato lá no Ensino Médio, no cursinho, na universidade. "Mas eu gosto dela, eu respeito dela, é só o meu jeito, sabe como são as mulheres, a gente tem de ser firme às vezes." É o que o menininho fofo - já quase adulto agora - diz. É o que a sociedade diz. Mas ele não é machista. Capaz. E, se se deparar com uma redação como a que está tendo agora no ENEM, escreverá com toda a razão que a violência contra a mulher tem de parar, que é um caso grave, que é um absurdo. 

Porque ele pensará na violência em escalas grandiosas. Pensará em casos de polícia, em esfaqueamento, em coisas que aparecem no jornal. Jamais se colocará no lugar de agressor porque o que ele faz, de acordo com o que sempre lhe foi ensinado, é apenas ser firme. 

E é por isso que não, eu não me conformo com apenas um tema de redação. É um passinho minúsculo perto do que realmente deve ser feito. 

Só estarei satisfeita no dia em que todos os currículos escolares tiverem, obrigatoriamente, uma disciplina contra a violência e acerca de questões feministas, desde a pré-escola. Só estarei satisfeita quando puder abrir a LDB - Leis de Diretrizes Básicas - e me deparar com vários artigos acerca de como educar o aluninho fofo para que não se transforme num monstro que defende o feminismo na internet, mas dá uns sacodes violentos na namorada porque está apenas sendo firme

É só uma prova. Ainda há muito a ser feito. 

O fim do ano tá chegando e, com ele, as bizarrices

Esta semana estava eu fazendo os trabalhos, como sempre, lendo uma porção de PDFs dozinfernos sobre como treinar uma criança feito um cachorro - sério, Pavlov feelings -, quando fiz a pausinha. Eu sempre faço a pausinha no meio dos estudos, leituras, maratonas de séries, qualquer coisa. TEM QUE TER PAUSINHA. Na pausinha eu abro links aleatórios e tento relaxar, saindo completamente do foco do que diabos eu estiver fazendo. 

E foi assim que abri o fb. 
Abrir o fb: sempre uma vibe errada. Aliás, pensando seriamente em sair do fb por uns tempos, porque não está sendo possível. Mas enfim. O fato é que abri o fb e me deparei com uma marcação de uma colega de biblio. Fui ver o que era aquilo e: NÃO. 

Spotted. do. Instituto. 

Eu tenho pavor de spotted. Se as pessoas não me marcarem nas coisas ou me enviarem links de posts, jamais verei nada que há nessas malditas páginas simplesmente porque me recuso a curti-las. Spotted só serve pra duas coisas: paquera e criar confusão. "Não é bem assim, Mia, também serve pra informar." JAMAIS VI UMA PÁGINA DESSAS INFORMAR ALGO QUE PRESTE, mas okay, se você o diz... 

A questão é que: spotted. Hm. Aí fui ver o que era. E o que era? O que era era simplesmente a coisa mais AAAAAARGH da semana. Porque alguém, uma pessoa anônima*, decidiu dizer que o ruivo da biblioteconomia e sua namorada estavam na sala da biblio se pegando loucamente, sendo que ela estava em seu colo E o chupando, tudo ao mesmo tempo. 

Fiquei: QQQQQQ?! 


E assim, né? O único ruivo da biblioteconomia, quiçá da instituição, é o meu namorado. E no dia em que postaram isso foi justamente o único dia em que fiquei à tarde na instituição, e só porque haveria uma festinha surpresa de aniversário para uma das professoras. 

Aí vocês pensem: 
SENTADA no colo do namorado 
com a sala completamente LOTADA por conta do aniver da prof 
e o CHUPANDO ao mesmo tempo 


~felicidade e alegria~ 

TANTAS QUESTÕES. 

a. O que leva um cerumano a inventar que eu estava sentada no colo do meu namorado, o chupando, enquanto todos estavam ali, enchendo a cara de bolo? 
Jamais saberei. 
Mas quero muito quebrar a cara dessa pessoa e arrastá-la na brita, hein. 

b. Como é possível chupar alguém estando sentada no colo da pessoa? Gente, não faço a menor ideia, mas gostaria muito de aprender porque né, deve ser deveras interessante. Porém, como não faço parte do Cirque du Soleil, provavelmente jamais saberei também. 

Se tem uma coisa que me irrita é quando me acusam de fazer algo que eu GOSTARIA DE ter feito, mas não fiz. Gostaria de agarrar loucamente meu namorado no meio do Instituto mesmo? Sim. Faço isso? Não. Até porque, provavelmente, seríamos expulsos, risos. Gostaria de matar pessoas arrancando suas cabeças com um machado, especialmente aquelas que usam o anonimato pra falar bobagens em spotteds da vida? CLARO QUE SIM. Mas não o faço, pois seria presa. 

Porém, quase fazendo essa última. :) 

CRAZY.MURDER.YOU. pessoa anônima. 

Apenas respondi um QUEM DERA, porque né? Quem dera eu tivesse essa cara de pau - ops! - que dizem que eu tenho a vida seria muito mais divertida. Mais complicada, também. Contudo, muito mais divertida. 

*pessoas anônimas = pior tipo de pessoas. porque as pessoas acham que só porque estão na internet e sob a máscara do anonimato podem fazer de tudo e TÁ TUDO BEM. big news: it's not. usar o anonimato na internet pra fazer bobagem e inventar coisas não te faz um grande espertalhão, apenas te faz assinar o atestado de babaca-mor. 

Maria do Bairro formou meu caráter

Mas eu nasci pra ser perua, moço.
Meus looks são ou salto alto, meia-calça rendada, maquiagem trabalhada em tons de vermelho e preto e unhas gigantes vermelhas ou legging, moletom de quando tinha meus 13 anos e chinelo com meia. 

Não sei ser apenas casual. Ou é perua ou é pijama. 

~21 anos e ainda saio de pijama na rua~ 

Sim, o blog está com um novo layout. 
Não, o blog não mudou de nome. 
Sim, no banner está escrito Chimia Who. 
Não, não está escrito Wink. 
Sim, o blog ainda se chama Wink. 
"Mas por que tu colocou Chimia Who se o blog ainda se chama Wink, Mia?" Porque deu vontade. Porque eu queria colocar aquela arvorezinha rosa em algum lugar do banner e não dava pra fazer isso com a palavra Wink: muito pequena pra ser separada. Tinha de ser entre duas palavras. Então peguei um dos meus apelidos - que também vem a ser um tipo de geleia de frutas maravilhosa aqui pelas bandas do Sul - mais o who? - por conta de Doctor Who, obviamente - e estamos aí. Afinal de contas, enfiaria a arvorezinha onde? (Não me respondam.) 

Fora que a URL nunca foi o nome do blog, então por que não posso ter tanto URL quanto o nome quanto o banner com coisas diferentes escritas? 

Coerência, quem curte. :) 

I'm soooo 2009

"Se possível, converse com alguém mais próximo sobre as coisas que lhe incomodam, pois a partir do diálogo tranquilo você poderá resolver muitas coisas que lhe pareciam obscuras até então." 

Estou tentando, mas confesso que isso está particularmente difícil hoje, hein. 

Saudade da época em que ser emo era hype. 
A pessoa podia simplesmente se vestir toda de preto, colocar uma franja cagadíssima na frente da cara e usar fones de ouvido a todo o volume tocando NX Zero e tava tudo bem, afinal de contas sofrer não era uma vergonha. Ninguém iria te julgar se você ficasse encarando o infinito, na maior cara de olhar bovino, escutando os gritos rasgados do Di e deixando lagriminhas correrem, porque né, NORMAL. 

Hoje em dia se tu der uma choradinha sequer todo mundo cai em cima com fórmulas prontas para ser feliz, com receitas de bebidas e vídeos de gatinhos e tu viu aquele em que a mulher cai numa esteira, não tem como não rir?! (Tem sim, miga, achei a coisa mais patética do mundo, mas enfim, shhhh.) 

Essa geração saúde, festa, badalo tá muito chata. Credo. 
Me deixa chorandinho num canto. 
Hunfs. 

~mimimia~ 

Sessenta e duas mil repetições fazem uma verdade

Admirável mundo novo 
Aldous Huxley
Editora Biblioteca Azul
306 páginas
Ano de publicação: 1932 

Sobre o que é: a sociedade como a conhecemos não mais existe. Na distópica sociedade do livro as pessoas não têm famílias, pais, mães, irmãos, avós. Todo mundo "nasce" de bocais, ou seja: clonagem humana, multiplicação de embriões. Cada óvulo rende 180 pessoas, que serão cultivadas nos tais bocais para servirem à sociedade pós-Ford. Existem várias castas que são separadas já nos bocais: os Alfa recebem mais oxigênio e nutrientes, os Beta menos e os Ípsilon quase nada, afinal, deles só se exige um trabalho braçal. Todo mundo é trabalhado no behaviorismo fortemente e ninguém se queixa de nada, afinal de contas, cada um desempenha o seu papel de forma bonita e dopada, todo mundo condicionado a fazer o que tem de ser feito e ser feliz com isso. Diariamente, após o trabalho, recebem uma dose do soma, que é um tipo de droga que inibe as emoções, para que o sistema não seja desestabilizado. Tudo vai bem, até que um dia um dos Alfas começa a pensar demais, ser eficiente demais e contesta aquela sociedade onde ninguém é de ninguém (Zíbia Gasparetto feelings), onde a fidelidade é considerada pecaminosa e onde todos são obrigatoriamente felizes. 

Por que ele é bom? Porque é real. "Mia, não seja louca, é claro que não é real, a gente não é decantado em bocais!" AINDA NÃO. Okay, estou sendo pessimista. Mas o fato é que Huxley escreveu isso antes mesmo da televisão ter sido inventada, numa época tremendamente conservadora, em que a Grande Depressão assolava a economia estadunidense - sim, Huxley era britânico, mas o fato é que tanto a América quanto a Europa sofriam com a crise e com a premente guerra - e a tecnologia certamente não era assim tão avançada. OU SEJA: senhor Huxley, o senhor tem meu respeito, hein.

Bernard é um dos Alfas produzidos em série num laboratório, no entanto ele sempre foi um pouco mais estranho do que os outros por conta de um erro laboratorial: muito álcool em seu pseudossangue. É através da visão dele que vemos primeiro a estranheza desse brave new world. Porém, Huxley não fica só nesse draminha de um cara desajustado na sociedade: um dia esse carinha vai tirar férias e acaba escolhendo qual lugar? O LUGAR ONDE ESTÃO OS SELVAGENS. *BOOM* Os Selvagens nada mais são do que uma tribo que mistura ritos indígenas com cristianismo extremo e não possuem tecnologia alguma. E aí que lá na tribo existe uma criaturinha chamada John que acabará indo pra essa Londres pós-Ford e a trama começará a ficar tensa a partir daí.

"Cem repetições, três noites por semana, durante quatro anos", pensou Bernard Marx, que era especialista em hipnopedia. "Sessenta e duas mil repetições fazem uma verdade. Imbecis!" (p. 69) 

É difícil falar desse livro sem entrar nas questões políticas e sociais, mas o fato é que: essa distopia tá mais próxima da nossa realidade do que pensamos e isso assusta pra caramba.

Por que ele é ruim? Ele não é ruim, no entanto a pessoa demora umas 100 páginas pra engrenar na leitura. Isso porque o Huxley realmente nos insere naquele universo distópico e esquisito e, justamente por ser tudo tão estranho, a pessoa demora um pouco pra se ambientar e acostumar com a escrita e os modos. Mas a partir do momento em que isso acontece, a história só vai.

Porém, o final desse livro. O final desse livro é a coisa mais triste que existe.
~eu, ao terminar esse livro~
Se eu recomendo a leitura? SIM! ♥ Mas pode ser que você leia o livro e o atire na parede, achando-o muito chato. Miga, ele não é chato, mas tem seu momento certo para ser lido. A primeira vez que tentei ler esse livro, quando tinha meus 18 anos, não passei das primeiras 100 páginas porque até lá a leitura não vai andar MESMO. Mas, depois disso, é só amor. Admirável Mundo Novo é um daqueles livros que a gente tem de ler ao menos uma vez na vida.

Em um quote:
E esse é o segredo da felicidade e da virtude: amarmos o que somos obrigados a fazer. Tal é a finalidade de todo o condicionamento: fazer as pessoas amarem o destino social de que não podem escapar. (p. 36) 

Este post faz parte do Desafio 50 livros de 1900 para ler antes de morrerConfira aqui a lista com todos os títulos que lerei até agosto do ano que vem. \o/  

Como ser inadequadinha


Em uma foto apenas consegui comprovar que: 
a. sempre fui metida a nerd; 
b. e esquisita; 
c. sempre adorei usar marrom, marrom melhor cor, apenas; 
d. sempre preferi livros a pessoas. 

Mas uma questão que essa foto levanta é: QUEM É QUE DEIXA, em sã consciência, UMA CRIA DE 9 ANOS LER OSCAR WILDE*? Gente, não pode, hahahaha 

Depois ninguém sabe por que cresci tão perturbadinha. 

Já sabem: quando tiverem seus filhos, não os deixem ler Oscar Wilde enquanto crianças, caso contrário crescerão tão inadequadinhos quanto eu. Wilde will kill your hopes and dreams. 

*Na foto meu irmão conseguiu registrar o exato momento em que eu peguei O Retrato de Dorian Gray pela primeira vez e decidi lê-lo. É um de meus livros preferidos da vida, mas não é bem o tipo de coisa que uma criança de 9 anos deveria ler, afinal de contas: rapaz lindíssimo faz pacto com o chifrudo pra ficar eternamente jovem e divo e envelhecer apenas no retrato que pintaram dele; então começa uma vida de orgias e loucuras. OU SEJA. Tá explicado por que sou assim. :) 

Dia das crianças = dia da autoanálise ferrada em fotos.  

Senhora, eu não quero saber de suas intimidades

Estava eu numa das cabines do banheiro do curso quando ouço a conversa de duas meninas que estavam na cabine ao lado: 

— Ai, não acredito que esqueci meu O.B. em casa! 
— Esqueceu? 
— Sim! Bah! Não acredito! 
— Peraí... tu USA O.B.? 
— Sim, todos os dias. 
— Não consigo usar isso! Credo! Machuca! 

Até aí, tudo bem. Conversa normal de banheiro, entre amigas. O bizarro veio a seguir: 

— Ah, eu uso todos os dias. Não vivo sem. 
— Mas não te machuca? 
— Não! ~risos abafados~ Imagina! É ótimo, gostoso. 
— GOSTOSO?! 
— Sim. Inclusive, troco apenas uma vez por dia porque gosto de quando ele incha dentro de mim, sabe? Hmmm... é incrível. Ele incha com a umidade. Tem dias em que coloco dois juntos, pra ficar maior. Adoro. 
— Credo. 
— Quê? Só não coloco um maior porque não existe. ~mais risos abafados~


Me contive muito para não dizer que existe, sim, miga. Existem maiores do que um simples O.B. Mas aí acho que a senhora não conseguiria andar sem deixar o troço cair. E também, né, isso não é da minha conta. 

Esperei as duas saírem do banheiro para, só então, sair também. Eu realmente não quero associar a conversa a pessoa. NÃO QUERO SABER DAS INTIMIDADES DOS OUTROS, CARAMBA. 

~suspiros~ 

All we hear is...

...radio gaga, radio googoo, radio blahblah. Radio, what's new? Radio, someone still loves you. ♪ 
TAYLOR, Roger. Radio Gaga. Queen. 1985. 

A Thay me indicou pra responder a um meme (tag não) chamado Viciados em música. Mas é claro que eu não deixaria que o nome do meme ficasse assim porque, bem, tá esquisito isso aí. Entonces o nomeei de acordo com uma música do Queen porque isso me faz feliz. :) 

Bora! o/ 

1. Uma música romântica. 
Eu não sou o tipo de pessoa que ouve música romântica. Aliás, dia desses eu percebi que sequer tenho livros românticos aqui em casa. São 200 livros e nenhum deles é romântico. Assim como meus filmes preferidos: nada de romance, apenas sangue e terror. Sem drama também, porque de mimimi já basta eu. Mas o fato é que: não ouço músicas românticas. Porém, há uma exceção: Bee Gees. ♥ Meu pai é fã dessa banda maravilhosa e eu sei todas as músicas de cor. Não é algo que ouço com frequência, mas se estiver tocando certamente vou cantarolar junto. 


And it's me you need to show how deep is your love
How deep is your love
I really mean to learn
Cause we're living in a world of fools
Breaking us down
When they all should let us be
We belong to you and me

2. Uma música que te defina. 
Essa não foi tão difícil quanto eu esperava que fosse porque tem uma música que vem me definindo perfeitamente bem nos últimos tempos: On the radio, da Regina Spektor. (Aliás, Regininha Spektor = amor, né? ♥) Isso porque eu ouço aquela musiquinha e, SENHOR, é como se eu tivesse escrito aquilo. É basicamente a minha filosofia de vida em uma música. 


This is how it works
You peer inside yourself
You take the things you like
And try to love the things you took
And then you take that love you made
And stick it into some
Someone else's heart
Pumping someone else's blood
And walking arm in arm
You hope it don't get harmed
But even if it does
You'll just do it all again

~você espera não se machucar, mas mesmo que se machuque - e sempre se machuca - simplesmente vai lá e faz tudo outra vez. história da minha vida.~

3. Qual música não sai da sua cabeça? 
Várias. Eu tenho um DJ mental. Digo isso porque sempre, SEMPRE haverá uma música tocando na minha cabeça. Sempre. Repito: s e m p r e. "Mas até quando estamos conversando?" Sim. "Mesmo quando tu tá te agarrando com o teu namorado?" Especialmente nesses momentos. Dito isso, a que mais tem tocado nos últimos dias é uma musiquinha de uma cantora que amodoro chamada Ida Maria cujo nome é Stella. 


Stella, Stella, I wanna give you the world if you just stay with me tonight
Stella, Stella, I wanna give you the world if you just hold me tight 

4. Uma música que quando você ouve, chora. 
Eu não sou o tipo de pessoa que chora ouvindo música. Mas nas raras vezes em que o fiz, foi com músicas que me trazem lembranças terríveis, como Yesterday, dos Beatles. 


Yesterday
All my troubles seemed so far away
Now it looks as though they're here to stay
Oh, I believe in yesterday 

5. Qual é a sua música predileta no momento? 
Sim, vocês já perceberam que eu basicamente só escuto música antiga e com uma vibe vou ali cortar os pulsos e já volto, né? Pois então. Acho que essa, a minha preferida do momento, é a mais triste que já ouvi até hoje, e me lembra um momento tão, mas TÃO errado na vida... Mas é linda. Não canso de ouvi-la, apesar dos pesares. E é claro que só poderia ser Golden Slumbers, dos Beatles - novamente. 


Once there was a way to get back homeward
Once there was a way to get back home
Sleep pretty darling, do not cry
And I will sing a lullaby 

6. Que música você não consegue gostar? 
Eu adoro o Queen. É a minha banda preferida, sou queenie há anos e blablabla. Porém, tem um álbum inteiro da banda que detesto: Hot Space. QUE ÁLBUM HORRÍVEL, MELDELS! Pra não dizer que o álbum inteiro é ruim há uma faixa que presta: Under Pressure. Que música maravilhosa! Mas, também, é a última do álbum e parece existir apenas para salvar um disco horroroso. Entonces, a resposta é que: detesto o álbum Hot Space, do Queen. E, para representar o álbum, a terrível música Body Language. 


~a letra é igualmente ruim, ou até pior que a melodia, portanto me recuso a colocá-la~

7. Cite um trecho da sua música predileta. 
Minha música preferida é a mesma desde que eu tinha 12 anos: Bohemian Rhapsody, do Queen. ♥ Banda amor, música amor, melhor música de todos os tempos, inclusive. Essa música é enigmática. As pessoas até hoje discutem a respeito do que raios Freddie Mercury quis dizer quando a escreveu. Particularmente, acho que ele se baseou em O estrangeiro, o livrinho bizarro do Camus, mas isso não importa: o importante é que a música é sensacional e mora no meu coração. 


Is this the real life?
Is this just fantasy?
Caught in a landslide
No escape from reality
Open your eyes
Look up to the skies and see
I'm just a poor boy
I need no sympathy
Because I'm easy come, easy go
A little high, little low
Anyway the wind blows
Doesn't really matters to me, to me 

8. Sua música brasileira predileta.
Na verdade, eu não ouço muita música brasileira. Mas, assim como tudo o que eu ouço, mesmo as músicas nacionais são antigas - sim. Não tenho muita paciência pra música atual - há algumas que se salvam, mas é raro. Porém, atenção: não estou dizendo que as músicas atuais são ruins, apenas estou afirmando que na época do orkut eu achei uma comunidade que resume muito a minha vida até hoje: velhice precoce. Enfim, a música preferida é uma que eu adoro desde criança. É maravilhosa, a letra é incrível e dá pra analisar tanta coisa de uma geração toda daquela música, que... bah! Caetano e toda a sua alegria reprimida. :)


Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou 

9. Abra o seu player de modo aleatório e diga qual é a 5ª música a tocar.
E a 5ª música a tocar foi outra da Regininha Spektor: Fidelity. ♥


I never loved nobody fully
Always one foot on the ground
And by protecting my heart truly
I got lost
In the sounds
I hear in my mind
All these voices
I hear in my mind
All these words
I hear in my mind
All this music
And it breaks my heart 

10. Marque 5 blogs.
Eu não sei exatamente quem já respondeu a esse meme, então vai ser meio complicado indicar pessoas, mas indicarei aquelas de quem lembro agora, porém, se você quiser fazer e não foi indicado, sinta-se mais do que a vontade, hahahaha: Amanda, Del, Vicky, Vanessa e Letícia

I'm in love with my bed

Todos me amam, até quem finge não amar. Proporciono tudo aquilo que uma pessoa pode querer: conforto, calor, intimidade e vontade de permanecer. Tenho histórias para contar. Todas elas envolvem pele, secreções e ruídos. Me usam com frequência, mas sempre me deixam desarrumada. Apesar de eu gostar disso: o caos é o meu domínio.Não tenho começo ou fim. Sirvo para o prazer, para o sono e a insônia também. Atendo aos quereres humanos desde que atendam aos meus. Mal sabem eles que me alimento de seus cansaços. É uma relação simbiótica, todos se beneficiam. Se soubessem, isso jamais funcionaria. 

Este texto faz parte de um projetinho fofo do GSB baseado em Fangirl, da Rainbow Rowell, que consiste basicamente em a cada domingo escrever sobre um tema específico inspirado no livrinho. O tema de hoje foi Cem palavras na perspectiva de um objeto inanimado

Durante a aula de Linguística - parte 2

A aula de ontem. 
O que eu posso dizer da aula de ontem? 
Meus neurônios tentam procurar palavras em meu léxico, mas tudo o que encontram é: QUALÉQUIÉ, MERMÃO! 

A professora de Linguística é uma senhorinha com jeitinho de avó e tem mania de sair completamente do assunto da disciplina apenas porque sim, Linguística, essa coisa chata e ultrapassada, quem quer isso? Agora ela decidiu que será a nova Oprah. Saiu de sua classe, sentou no meio das alunas - só mulher na minha turma, uma coisa linda - e disse: 

— Vou dar uns conselhos pra vocês, jovenzinhas. 

Quando ela disse isso eu já agarrei no braço da minha amiga, arregalei os olhos e disse que: miga, se prepara, o momento sexta-feira à noite chegou. 

E a professora continuou: 

— Agora olhem pra mim e prestem bem atenção porque vou lhes dizer como se faz pra segurar um homem, pra manter um relacionamento. O segredo pra se manter um relacionamento é... 
~pausinha dramática~ 
...olhar bem dentro dos olhos dele e tentar fortemente se lembrar do que fez com que você se apaixonasse por aquele ser que está na sua frente. Eu sei, isso é muito difícil. Porque no começo ele era um jovem galanteador que segurava as sacolas e abria a porta para você. Hoje em dia ele é uma criatura que senta no sofá e espera pela comida - e come sem usar o guardanapo. Mas o segredo é tentar, com afinco, se lembrar do que lhe encantou por aquele homem. Porque algum dia vocês ficaram encantadas por seus parceiros de baile. Mas bailar a vida inteira com o mesmo parceiro pode ser algo desafiador. 

Nesse momento eu estava assim:


Eram quase dez horas da noite. Eu havia passado o dia inteiro - os últimos dias, na verdade - num evento de acessibilidade em bibliotecas, recepcionando as pessoas de salto alto. Só queria ouvir um pouco sobre morfossintaxe, pegar o ônibus, ir para casa e tomar uma taça de vinho antes de dormir. Mas nããããão. Porque é muito mais interessante ouvir conselhos sobre como agarrar um homem pra vida inteira. Claro que sim. 

E ela continuou: 

— Eu só tenho filhos homens*. E vim de uma família em que não tive irmãs, apenas irmãos. Então, sou meio que uma expert em homens. 

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA não aguentei e caí na gargalhada, mas ela continuava, com o brilho da insanidade no olhar. 

— E o que uma mãe quer é justamente o tipo de mulher firme, que queira algo pra vida, que queira construir algo. Mas na realidade toda mãe quer uma mulher em quem possa mandar pra mandar no filho a vida inteira. É isso o que vocês têm de ser: falsas. Pra que suas sogras pensem que vocês são as melhores amigas e que mandam em vocês, quando na verdade vocês é quem mandam em tudo. 

SENHOR, ME AJUDE. 
Eu só queria ter uma aulinha sobre regras gramaticais. Juro. Só isso. Mas não está sendo possível neste semestre. Sexta-feira à noite é o dia dos conselhos amorosos da senhorinha que parece uma vovó de desenho animado. Help, I need somebody. 

Mas os trabalhos, eles continuam surgindo no moodle. 

*A D O R O gente que fala filho homem, ainda mais quando essa gente é formada em Letras, porque né? Assumo que filho já indica masculino. Não precisa de filho homem ou filha mulher, mas né? QUEM SOU EU PRA CONTRARIAR UMA SENHORINHA COM MESTRADO E DOUTORADO EM LÍNGUA PORTUGUESA? :) 

De modos que a minha sexta-feira, ela sempre chega e é sempre bizarra. 

~Nick Miller me representa~ 
 
Wink .187 tons de frio.