Música Clássica & Literatura

Cês podem não saber, mas eu sou a louca das músicas clássicas. Sim, continuo sendo uma moça do rock. Sim, Queen ainda é a minha banda preferida. Sim, rock britânico e eu, toda uma vibe. Mas, musicalmente falando, o amor da minha vida é um rapaz chamado Amadeus. Sou tão louca pelo Mozart que dia desses assisti - novamente - a um filme baseado na vida dele que dura TRÊS FUCKING HORAS e, não contente com isso, logo após fui catar na biblioteca e ler uma biografia dele. QUER DIZER, ROLA TODO UM AMOR. Ouço as maravilhosidades musicais dele todos os dias. Mas nem só de Mozart vive a minha playlist: também tem o senhor Vivaldi, o Lizst, o Wagner e até mesmo o Beethoven, apesar de toda a vibe deprê dele. 

Por isso, procurando uma pauta pra o BEDA de hoje, quando me deparei com a TAG Música Clássica & Literatura (do canal Romeu e Julieta) meus olhinhos brilharam poque SEN OR, QUE COISA MARAVILHOSA ♥ Simplesmente poderei reunir dois dos amores da minha existência num só post. É amor demais pra um blog só, affs. 

A TAG consiste em relacionar livros às músicas clássicas citadas de acordo com suas categorias. Preparem os ouvidos, ajustem o volume e... bora! 

1. As Quatro estações - Vivaldi - Um livro com muitas oscilações no enredo 


Assim como em As Quatro Estações, O Mundo de Sofia, do Jostein Gaarder, oscila pra caramba de capítulo pra capítulo. Nada é seguro, nada é estável, num momento cê pensa que tá de boas com uma historinha linear; 5 minutos depois cê está boquiaberta porque COMASSIM ISSO ACONTECEU? SERÁ QUE LI DIREITO? O livro, basicamente, trata da história da filosofia descoberta pelos olhos de uma menina que está prestes a completar 15 anos e que acaba se dando conta de que está envolvida no meio de um troço extremamente bizarro, surreal e existencialista. MELHOR LIVRINHO ♥ Inclusive, recomendo fortemente que o leiam já! 


2. Sonata ao Luar - Beethoven | Um livro que te deixa triste/melancólico 


Gosto muito do Beethoven, mas não consigo ouvir suas composições diariamente porque todas me deixam muito triste, com um sentimento pesado, de finitude. A mesma coisa ocorre com The Bell Jar (A Redoma de Vidro), filho único da Sylvia Plath. Aliás, com tudo que a Sylvia produziu, pra falar a verdade, incluindo toda sua obra poética. Adoro a escrita dessa mulher, mas é algo tão visceral, tão deprimente e real que não consigo ler muita coisa dela - ou reler esse livro tantas vezes quanto gostaria - sem me sentir com uma tristeza profunda. O livro conta a história de Esther, uma guria muito inteligente, aplicada aos estudos e com o sonho de ser uma jornalista/cronista/correspondente de guerra. A menina quer tudo ao mesmo tempo, até se dar conta de que na verdade não quer nada e percebe-se, lentamente, entrando num estado de depressão. É algo bem sutil, tanto que vamos entrando junto com ela e...  Bem, é maravilhoso o livro, porém é bom ter cuidado com a época em que você o lerá. It will kill your hopes and dreams. 

3. Totentanz - Franz Liszt - Um livro que você tenha medo de ler/reler


A cara de sofredor do Liszt é uma coisa que sempre me impressiona, incrível. Aliás, parece que essas pessoas, em geral, dos séculos anteriores sofriam muito, né? O que é bem coerente no caso dele, dado o fato de que sua filha se casou com o Wagner. VEJA BEM QUE GENRO DOS SONHOS, NÉ MESMO. Então, essa música do Liszt é pra dar medo mesmo por motivos de: dança da morte, eis o seu nome. Só que eu não sou uma pessoa medrosa no sentido terror da palavra. Sou o tipo de pessoa que vê filme de terror rindo. E isso também se aplica à literatura. Portanto, acho que o livro que tenho medo de reler, então, é A insustentável leveza do ser, do Milan Kundera, por motivos de que: eu SEI que vou problematizá-lo loucamente porque ele é cheio de machismo e mais um monte de coisas erradas. Só que é meu livro preferido da vida. Então tem certas partes que, atualmente, eu pulo porque não quero lidar com isso agora. Porém: ainda mora no meu coração e acho que de lá jamais sairá. Vai ser mais ou menos como o que aconteceu com O Retrato de Dorian Gray: li, reli, reli novamente e continua morando no meu cuore, apesar de que problematizei loucamente mesmo porque sem condições, senhor Wilde, de colocar tanta misoginia num livrinho tão pequeno. 


4. A Midsummer Night's Dream - Wedding March - Mendelssohn - Um livro com um casal inspirador 


A marcha de casamento não era pra ser marcha de casamento, mas na verdade feita para a peça Sonho de uma noite de verão, do Shakespeare (inclusive, amo ♥), tá aqui pra representar um casal que era, mas não era e só foi depois de muito tempo. Eu não gosto de romances, passo reto por eles nas estantes e sou a pessoa chata que não torce por casais, mas quando penso em casais na literatura logo me vem à mente os nomes Florentino Ariza e Fermina Daza, o casal mais desencontrado da história da literatura. Gabriel García Márquez acertou até no coração da pessoa mais blergh pra romances que existe - eu - ao escrever O amor nos tempos do cólera. O livrinho trata, basicamente, da história de amor entre essas duas pessoas extremamente características - jamais esquecerei dos ternos engomados de Florentino Ariza - que só vão ficar juntas mais de meio século após se conhecerem. Só que o legal de toda essa história não é o amor romântico e sim a vida que acontece no meio. Livrinho-amor ♥ 

5. Flight of the bumblebee - Korsakov - Um livro/leitura irritante


Eu amo essa música do Korsakov, mas ela foi feita para ser irritante - e tocar constante em desenhos dos anos 80 e 90, inclusive melhor trilha sonora. A ideia dele era fazer uma música que parecesse com um inseto voando - no caso, um zangão. Funcionou? Funcionou. Mas continuo amando mesmo assim. Porém, não posso dizer o mesmo de dois livrinhos que me irritam extremamente: Fernão Capelo Gaivota, do Richard Bach (o Paulo Coelho norte-americano) e O Pequeno Príncipe, do Exupéry. COMO ME IRRITAM ESSES LIVRINHOS COM METÁFORAS CAGADAS E LIÇÕEZINHAS DE MORAL. Sério mesmo. Cê tá lá lendo o livro quando, de repente, se depara com um "és eternamente responsável por aquilo que cativas". Pelamor, né. Sim, muito legal assumir responsabilidade pelo que se faz, mas ninguém é responsável por como o outro se sente. Já é bem complicado - quase impossível - mandar no que a gente sente, que o fará no sentimento alheio. Isso pra não dizer que: Richard Bach, você tem problemas com gaivotas, meu filho. O cara pegou todo o conceito da reencarnação e o colocou aplicado a voos de gaivotas que BRILHAM. G A I V O T A S  Q U E  B R I L H A M. Depois ninguém sabe de onde a dona Stephenie Meyer tirou suas ideias de vampiros com glitter, né.

6. Requiem - Mozart - Um livro que você não concluiu e se arrepende por isso


Infelizmente, Mozart não conseguiu terminar seu Requiem, que é uma das músicas mais maravilhosas do universo, porque seu contrato de vida provisória foi rescindido no percurso. Eu não tenho uma desculpa tão digna para não ter terminado de ler O nome da rosa, do Umberto Eco. Realmente, não consigo pensar num só motivo pelo qual eu tenha abandonado essa leitura. Acho que foi porque era um livro muito pesado pra eu carregar nos ônibus da vida (o que é ridículo se eu parar pra pensar que depois andaria durante semanas com os livros do Stieg Larsson na bolsa) e acabei deixando pra amanhã. O tal amanhã já tá esperando pra surgir há 3 anos. Mas ele tá aqui, na estante, e será lido, sim. Gosto bastante dos escritos do Umberto Eco e uma das minhas maiores vergonhas literárias é ter deixado  esse livro pela metade. :x

7. Morning Good - Edvard Grieg - Um livro com um ambiente agradável


Essa música do Grieg foi feita para nos dar a sensação de um amanhecer tranquilo e não tem como não pensar em Orgulho e Preconceito ao ouvi-la. Jane Austen era essa linda cujos livros são lidos e amados até hoje e, apesar de todos se passarem meio que no mesmo contexto, o que mais me passa a sensação de "eu poderia, de fato, viver tranquilamente naquele ambiente" é a história da nossa querida Elizabeth Bennet. Gostaria de fazer altas caminhadas com a Lizzie naqueles campos gigantes, sob um sol suave e cercada de natureza por todos os lados. (Vivo numa metrópole, mas sou uma garota do campo que não pode ver uma árvore sem abraçá-la, hahahaha).

8. Pedro e o Lobo - Prokofiev - Uma história infantil encantadora



O legal de Pedro e o Lobo, do Prokofiev, é que ele decidiu usar os recursos de uma orquestra pra representar uma história infantil. Então, cada instrumento é uma personagem e a gente realmente se sente maravilhado com aquilo. Sério, todas as crianças deveriam ter a experiência de ouvir essa música um dia. ♥ E assim como fez Prokofiev, encantando pessoas de todas as idades, a dona Eleanor H. Porter também o fez com sua querida Pollyanna. Uma vez me disseram que eu tinha um jeito muito Pollyanna de ser. Não entendi nada daquilo, não sabia do que estavam falando. Aí fui ler o livro, e: GENTE, É VERDADE! A Pollyanna é uma menina bem ferrada na vida, que só se dá mal. Sua vida é uma alopração atrás da outra. Mas a guria tem uma coisa chamada "o jogo do contente". É o seguinte: cada vez que uma coisa muito errada acontece com ela, ela se força a pensar em tudo que tem de bom e no que aquilo resultou de melhor pra ela e pra os outros ao seu redor. É muito amor! E eu percebi que tenho essa vibe de fazer isso também, pollyannando loucamente na vida, hahahaha Acho que nunca vou perder o meu lado criança - que é o meu melhor lado, por sinal.



A ideia seria indicar essa TAG pras pessoas, mas não conheço muitas que gostem de música clássica. Entonces, vou indicar apenas para a Helen. Mas quem quiser fazer, super pode! o/

~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

11 comentários

  1. Que meme maravilhoso! <3
    Vou deixar bem guardadinho pra quando precisar, já fiquei pensando nas repostas que daria e super concordando com as suas - bem, pelo menos com aqueles em que li os livros. E, ó, eu quase deixei de ler 'O Nome da Rosa' mas por não gostar do que estava lendo! Não sei se foi a época em que li ou se é culpa do livro mesmo, mas eu quase morri pra terminar. D: E 'Orgulho e Preconceito' é tão maravilhoso, queria viver nesse livro, aff. <3

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  2. Olá!
    Eu não costumo ouvir música clássica, embora goste de algumas composições do Mozart e do Beethoven.
    Ainda não li nenhum desses livros ~shame~. Tenho Orgulho e Preconceito aqui na estante, vou ver se tomo vergonha na cara e leio, rs.
    Gostei bastante da Tag!
    Beijos!

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  3. Oiii, como vai?
    Que coisa mais linda essa postagem, vontade de t abraçar de tanto amorzinho por essa postagem, confesso que eu conhecia a maioria dos livros que tu citou <3
    Beijinhos

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  4. Olá!
    Adoro todos!
    Mas adoro Mendelssohn e Cavalaria Rusticana com Mascagni's
    E Pollyanna, li qdo criança e até hoje me pego fazendo o jogo do contente! rs

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  5. Sempre digo que a música clássica é irmã mais velha do rock, então meio que fica tudo em família, heh.
    Enfim, gostei tanto de ver Sonata ao Luar nessa tag, minha favorita do Beethoven - no geral acho as composições dele meio pesadas demais, mas essa é tem melancolia quase... bonita.
    Sobre O Pequeno Príncipe, até hoje não li porque fiquei com preguiça da forma que as pessoas idolatram o título.

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  6. Olá!
    Que tag interessante, heheh. Eu sempre ouço música clássica quando estou escrevendo para o trabalho, acho bem legal e super me interesso, mas como nao entendo muito acabo deixando para lá. Incrivelmente O Mundo de Sofia é um dos livros que está aqui no topo de proximas leituras. Orgulho e Preconceito é o que mais quero ler no momento dessa sua lista, na verdade, mas ainda nao o tenho em mãos :) Beijocas e eu amei seu blog, é muito bonito, dá vontade de morar dentro dele ☺ Flores no Outono 

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  7. Nossa Mia muito muito muito obrigada pela indicação! Fui ver o vídeo para entender a tag (achei que deveria indicar as músicas também - ainda bem que não, pois adoro ouvir mas não sei explicar, tipo: só fui ouvir Beethoven com tristeza depois que você falou, quase chorei aqui hahaha).
    Somos gêmeas do mundo bloguístico mesmo, não é possível! hahahah
    Também amo Mozart e Amadeus. Requiem é uma maravilha para estudar! Tu já viu esse filme: https://pt.wikipedia.org/wiki/Trollflöjten ? amo amo amo, casaria fácil com Papageno hehe
    E o Liszt: que homão da porra. Quando spotify disponibilizou as 19 rapsódias fiquei doida.
    Vou fazer essa tag esse fim de semana, tô bastante animada :p

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  8. Oie, tudo bem? Gostei bastante da tag, adorei suas escolhas, mas não sei se responderia... Não sou conhecedora de música clássica.

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  9. Olá, adorei a ideia da tag e todas as musicas que você indicou *-* Dos livros eu já li Orgulho e Preconceito, mas tem alguns outros na minha listinha de desejados *-*

    http://meumundo-meuestilo.blogspot.com.br/

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  10. Avê maria, 3 fucking hours, to besta.
    Olha, super admiro e, até queria gostar desse estilo musical, mas infelizmente não da. Não rola aquele amor, haha!

    Beijos
    http://www.mundoinvertido.com/

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