O meme das 20 músicas

A linda da Thay me indicou pra esse meme das 20 músicas há um BOM tempo - acho que já fechou um mês ou mais, risos - e até agora eu não tinha tido tempo para parar e realmente respondê-la. Não que eu esteja com tempo sobrando agora, mas digamos que estou no intervalo do trabalho. 

Tentarei fortemente fugir do meu clichê musical dos 5 álbuns que escuto diariamente, mas não prometo grandes avanços nisso. 

1. Sua música favorita. 
E já quebrarei a minha promessa aqui porque não há possibilidades de responder outra coisa que não seja: Bohemian Rhapsody, do Queen. É a minha música preferida desde os 12 anos de idade - 10 anos, socorro! - da banda trilha sonora da minha existência. ♥ 


2. A música que você mais odeia. 
~insira aqui qualquer funk~ e nem venham me encher os pacovás com "nossa, funk é ótimo, blablabla, sua elitista" porque, olha, eu sou uma moça do rock, gente. Respeito que vocês gostem e tal, cada um com sua música, mas me deixa com meus rocks e indies e heavy metal aqui. 

3. Uma música que te deixa triste. 
Essa é aquela musiquinha que quando toca na playlist do celular eu já falo "qualéquié, universo, tá querendo acabar comigo?", que é: Mil Pedaços, da Legião Urbana. Aliás, qualquer música da Legião é de quebrar o coração de qualquer um, mas esse é tensa (porém, amo). 


4. Uma música que te lembra alguém. 
Um dia, na casa de uma amiga, ela me colocou uma música e disse: "Mia, escuta e pensa em quem te lembra". Eu escutei. E lembramos da mesma pessoa por motivos bem concretos descritos na letra de Not Fair, da Lily Allen.


5. Uma música que te deixa feliz.
Por motivos de sou uma pessoa com muito escorpião no mapa, uma música que me deixa muito contente, numa vibe de EU SOU A IMPERATRIZ DO UNIVERSO, é Gives You Hell, do The-All American Rejects.



6. Uma música que te lembre um momento específico.
Quando eu estava no Ensino Médio ia sempre pra aula passando por dois cemitérios e algumas funerários que haviam em torno da escola - o que faz até sentido, já que lá parecia mais o lugar da morte do conhecimento do que do aprendizado do mesmo - e, para tornar meu trajeto mais tranquilo e com uma vibe legal eu sempre escutava uma música específica: The Miracle, do Queen. É uma música maravilhosa, com uma mensagem incrível e que passa coisas boas sempre que a ouço até os dias de hoje.


7. Uma música que você sabe a letra inteira.
Nossa, muitas! Basicamente quase todas as que escuto diariamente nas minhas 4h de viagens de ônibus, risos. Mas escolhi uma que além de ser uma das minhas preferidas desde que eu era criança estava sendo tocada ao piano ontem, na faculdade, no exato momento em que eu estava saindo. Foi muito amor. ♥ E ela é Hey Jude, dos Beatles.




8. Uma música que te dá vontade de dançar.
Okay, eu sou uma pessoa estranha e até aqui nenhuma novidade, não é mesmo? É. E como pessoa estranha que sou não sou a maior fã de músicas alegrinhas e danças e baladas - ODEIO - e blablabla. Mas adoro uma coreografia maluca. E não posso ouvir Wuthering Heights, da Kate Bush, sem querer começar a fazer a coreografia maravilhosa que ela faz nesse vídeo incrível dessa música sensacional - muitos adjetivos, eu sei bem.



~mas também tenho a maior vontade de dançar músicas clássicas, com um vestido de baile do século XVIII e um lustre gigante no teto cheio de cristais e um acompanhante vestindo fraque, indispensavelmente~

9. Uma música que te faz dormir.
Eu não durmo no silêncio. Sabe aquela vibe the sound of silence? Então, o silêncio me é algo incomodativo. Aí que sempre coloco alguma música ou filme ou série ou até mesmo barulho de chuva pra dormir. Mas durmo perfeitamente bem com qualquer música clássica, especialmente se for do Mozart. A escolhida é Lacrimosa - porque a vida me fez gótica e na sofrência maquiada e cult.

10. Uma música que você goste em segredo.
Não é bem segredo, mas acho que ninguém sabe: eu gosto bastante das músicas da Avril Lavigne, por algum motivo inexplicável. Uma das que mais gosto é What The Hell porque a letra, gente, a letra é sensacional e me define muito bem.


11. Uma música com a qual você se identifica.
Praticamente qualquer uma da dona Regina Spektor. Mas uma com a qual eu tenho uma identificação especial por motivos de letra é On The Radio. Sério, ouçam-na e procurem essa letra maravilhosa porque é bem o meu modus operandi.


12. Uma música que você amava e agora odeia.
Isso é meio difícil acontecer porque eu costumo ser fiel - até demais - a tudo de que gosto: pessoas, lugares, comidas, livros e música. Mas tem uma música que, apesar de ser lindíssima, me encheu o saco: Stairway To Heaven, do Led Zeppelin. Eu culpo um rapaz por isso. Ele, muito fã da banda - e também de Oasis - ficava enchendo o saco cada vez que eu publicava a tal da música no fb ou qualquer coisa do Led, dizendo que eu estava colocando indiretas pra ele porque era secretamente apaixonada pela criatura e estava confundindo nossa amizade com algo a mais, sendo que ele tinha namorada, blablabla. SE EU REVIRAR MAIS OS MEUS OLHOS ELES NÃO VOLTAM MAIS. Peguei nojo.

Homens, essas pessoas com o ego maior do que o planeta Terra. ¬¬


13. Uma música do seu disco favorito.
Meu álbum preferido é - sem surpresas aqui - A Night At The Opera, do Queen. É um álbum perfeito do início ao fim. ♥ E uma de suas músicas incríveis é cantada não pelo Freddie Mercury, mas pelo lindo do Brian May, com sua voz aveludada de astrofísico: '39. (Não é muito conhecida, mas é PURO AMOR; ouçam-na!).



14. Uma música que você consegue tocar em algum instrumento.
Em uma época remota da minha existência eu toquei bateria. Metida a baterista que sou, não poderia deixar de aprender a música-tema dos bateristas de todo o universo: We Will Rock You, do Queen.

 
15. Uma música que você cantaria em público.
Praticamente qualquer uma?! Eu sou um dos seres mais desavergonhados no quesito apresentações musicais que existe. Literalmente eu saio cantando no meio da rua e fazendo coreografias loucas. Mas uma música em específico que eu tenho vontade de cantar em público é 1° de Julho, da Legião Urbana.



16. Uma música que você gosta de ouvir quando está dirigindo.
Eu não sei dirigir nem a minha vida, que o fará um veículo.

17. Uma música da sua infância.
Quando penso em música na infância lembro imediatamente de uma ceninha: eu, na minha minissaia amarela, cantando e dançando loucamente Estoy Aquí, da Shakira. (Inclusive, sei cantar a música até hoje, apesar de não entender nem uma palavra sequer de espanhol.)


18. Uma música que ninguém esperava que você gostasse.
Qualquer uma da Avril Lavigne se encaixa nesse item, mas vou tentar ~inovar~ e colocar aqui Bad Romance, da Lady Gaga. Por algum motivo meio inexplicável, eu gosto de algumas músicas dessa mulher incrível - na verdade, gosto mais dela como pessoa do que como cantora, apesar do fato de que ela tem uma voz maravilhosa, sem dúvidas.


19. Uma música que você quer que toque no seu casamento.
Que casamento, miga? Olha, acho que não vai rolar. Mas, vamos trabalhar com a hipótese de que role. Sempre pensei que seria lindo que o cara sortudo - e põe sorte nisso! - me dedicasse a linda e meiga You're my best friend, do Queen. MAS É CLARO QUE ISSO JAMAIS ACONTECERÁ. Suspiros.

20. Uma música que tocaria no seu funeral.
Na verdade, seria legal uma gravação minha num telão dizendo "ENTÃO, MORRI, É? POXA, QUE COISA ENGRAÇADA" e dando instruções vindas do grande além, blablabla. Mas acho que uma música que combina com essa atmosfera de funeral, mas que ainda assim deixaria uma vibe a vida me fez rockeira, é November Rain, do Guns N' Roses. (PORÉM: ainda assim tocaria Queen. Quero nem saber. Minha banda preferida do universo TERIA DE tocar, ponto.)




Não sei exatamente a quem indicar porque tenho a impressão de que todo mundo já respondeu a este meme, porém vou deixar indicado aqui pra Mu fazê-lo e também pra todos que quiserem respondê-lo. Só me mandem os links, tá? Adoro ouvir músicas novas. 

Como vocês puderam perceber: british boys are kind of my thing.  

A grande piada

"Ganhe um balde de pipoca", é o que estava escrito na vitrine do cinema na frente do qual eu estava, na rua Augusta. Augusta, que me lembra angústia, que estou sentindo agora por não poder estar assistindo ao filme premiado e comendo uma pipoca com manteiga. Porém, dizem que o que angustia também salva. Espero que estejam certos. 

"Aqui é trabalho!", meu chefe gritou ao me ver abestalhado, olhando para a vitrine do cinema, apenas desejando mergulhar naquele balde e nadar naquela manteiga borbulhante. Meu trabalho era divulgar o show de stand-up que haveria naquela noite na Pinacoteca. Voltei, então, a pensar em uma piada pesada e suja para contar ao público, mas a única piada que me vinha à mente era "o queijo deu um fora na goiabada", provando, claramente, que eu de fato precisava comer. 

A verdade é que a grande piada era eu. 

Texto escrito hoje, em conjunto com a dona Sofia Lungui, durante a aula de Língua Portuguesa I por conta do seguinte desafio dado pelo professor: escrever um texto coerente contendo as seguintes frases:
1. O que angustia também salva.
2. Aqui é trabalho!
3. O queijo deu um fora na goiabada.
4. Uma piada pesada e suja.
5. Ganhe um balde de pipoca. 

O senhor da guerra não gosta de crianças

Senhor das Moscas
William Golding
Editora Alfaguara
224 páginas
Ano de publicação: 1954 

Sobre o que é: um avião que levava um grupo de crianças de 5 a 13 anos - fugindo da guerra - para algum lugar não mencionado cai no que parece ser uma ilha deserta, no meio do Pacífico. Não restam sobreviventes além das crianças. Como boas crianças britânicas que são, elas - apenas meninos - se organizam para tentar viver em "sociedade civilizada" e escolhem um líder para si: Ralph, o menino que possui a concha gigante e brilhante. Ele distribui as tarefas entre os meninos: cuidar da fogueira, construir abrigos e a Jack é destinada a tarefa de caçar. Mas Jack alopra loucamente porque pra quê somente caçar se se pode fazer um ritual de selvageria e libertação do instinto primitivo? Então coisas acontecem, coisas muito, muito ruins. 

Por que ele é bom? Demorei muito tempo para me responder a essa mesma pergunta pelo simples motivo de que: não é um livro que me cativou. Melhor dizendo: é um livro que começou a me cativar quando faltavam menos de 50 páginas para finalizar a leitura. Ele é bom porque te desafia a entender que não é apenas uma história de um grupo de meninos isolados numa ilha deserta (Lost feelings). Na verdade, é uma alegoria.

~mas o que diabos é uma alegoria?~

alegoria: 1. uma representação figurativa que transmite um significado outro que o da simples adição ao literal. 2. ficção que apresenta um objeto para dar ideia de outro.

Ou seja, o Golding contou uma história aparentemente simples, cujos personagens são apenas crianças, mas no fundo quis dizer outra coisa completamente diferente - com um fundo político incrível - que só vai perceber quem tiver um certo conhecimento de mundo e fizer uma leitura atenta. Se você não ler atentamente pode ser que não perceba tal alegoria, mas tudo bem: a história é boa mesmo assim.

Basicamente: as crianças querem agir como adultas, provar que são civilizadas e etc. Mas apenas acabam provando que os adultos é que agem como crianças.

Fora que: Lost foi baseado nesse livro. É basicamente o mesmo plot e ao ler cerca de 30 páginas já se pode perceber que Jack foi baseado em Ralph e Locke em Jack. Há várias similaridades, inclusive: O MONSTRO QUE MEXE A ILHA.

Por que ele é ruim? Porque demora a engrenar. Quer dizer, há pessoas que fizeram leitura desse livro em menos de um, dois dias. Mas comigo não rolou tão rapidamente assim. Fora que já nas primeiras páginas a pessoa encontra vários diálogos repletos de gordofobia - um dos meninos é o único cujo nome não é revelado: é chamado de Porquinho o tempo inteiro apenas por ser gordo, e tudo o que ele fala, por mais inteligente e lógico que seja, é risível pra os outros meninos apenas porque todos são magros e ele é gordo.

Porquinho viu o sorriso e o interpretou erradamente como mostra de amizade. Os grandes haviam chegado à opinião tácita de que Porquinho era um estranho, não só pelo sotaque, o que realmente não tinha importância, mas também pela gordura, pela asma, o óculos e uma certa aversão pelo trabalho manual. (p. 72)  

É algo bem pesado, especialmente porque são CRIANÇAS que fazem isso - e crianças podem ser bem cruéis quando não têm a instrução certa, já que o superego não está completamente desenvolvido.

MELDELS, TÔ FALANDO DE PSICANÁLISE NUMA RESENHA, SOCORRO! 

Mas, continuando: também há partes bem nojentas, especialmente aquelas que envolvem a caça: tem uma certa ceninha contendo um porco que, uau, foi uma das coisas mais nojentas que já li.

~selvageria e alegria~

Se eu recomendo a leitura? BAH, MAS CLARO QUE SIM! É um livro que pode te dar um trabalhinho, mas é incrível. E quanto à questão da alegoria: relaxa. Ele é mais do que apenas uma alegoria: é um livro que fala também sobre o nascimento do mal. Não é à toa que o autor decidiu escrever um livro desses APENAS com personagens crianças. É justamente para mostrar como o mal se origina em pessoas "puras" - como muitos pensam que são as crianças. Isso é fato tanto pelo enredo quanto pelo título: Senhor das Moscas é o significado literal de Belzebu. Ou seja: só amor. ♥

Em um quote: 
Talvez - ele disse, hesitante -, talvez haja um monstro... (...) O que quero dizer é, talvez sejamos apenas nós. 

Este post faz parte do Desafio 50 livros de 1900 para ler antes de morrer. Confira aqui a lista com todos os títulos que pretendo ler até agosto deste ano. \o/   

I am. I am. I am.


Sempre que olho essa foto da Sylvia Plath penso em como as pessoas, por vezes, banalizam a depressão. Ninguém, ao ver a foto de uma jovem sorridente na praia, diria que a mesma acabaria por se suicidar por conta de uma depressão que acabou com sua vida. Porque as pessoas têm uma mania muito presunçosa de achar que a pessoa depressiva não sorri, não conversa normalmente, não se diverte, não vai à praia, ao cinema, ao teatro, a um restaurante com amigos.

A depressão não é apenas tristeza. É feita de camadas. De máscaras. De muitos sorrisos que parecem ensolarados, mas que, na verdade, escondem a distância de um passo rumo ao abismo.

Mas as pessoas olham a foto de uma jovem sorridente e dizem que ela está bem. Que se tiver uma crise precisa apenas de um chá, de um chocolate, de uma noite de sono. A depressão é tratada como tpm, como uma coisa de nada que passa assim como veio. E passa, sim. Para voltar ainda pior.

Eu olho pra essa foto e penso em todas as pessoas que já passaram e passam por isso e encontraram em seu caminho apenas incompreensão e julgamentos quando precisavam apenas de ajuda e entendimento. 

Eu me sentia muito calma e muito vazia, da mesma forma que o olho do tornado deve se sentir, se movimentando com desânimo em meio a bagunça ao redor.
— PLATH, Sylvia. A redoma de vidro. 

Minha vida de Charlie Brown

O grande problema dessas férias é que eu só me estressei em níveis nunca d'antes vistos e agora que a ~vida real~ bateu à porta novamente tô bem perdida, com graus mínimos de organização, com a cabeça viajando pra trocentos problemas e tendo de lidar com isso de maneira profissional. 

O que, cá entre nós, é um grande saco. 

Aí tenho uma pequena grande pilha de livros inacabados num canto, alguns posts pela metade no rascunho do blogger, vários polígrafos para ler, um pote cheio de esmaltes pra organizar, um layout que comecei a fazer e não terminei por puro cansaço mental, roupas pra lavar e passar, casa pra varrer, amigos que reclamam porque eu não lhes dou atenção - sendo que, a essa altura do campeonato, mal consigo dar atenção pra mim mesma - e uma faculdade - que é o meu sonho de vida - iniciando. 

Pior momento para estar confusa não há. 
Eu preciso da minha organização. Sou uma pessoa organizada, sempre fui. E não estou conseguindo isso agora porque alguém (ou alguéns) foi lá e aloprou loucamente com toda a minha serenidade, me jogou vários problemas no colo e disse um TE VIRA COM ISSO, SEJA PROFISSIONAL. Tá, legal, crescer é assim, tudo bem, supimpa, mas não se alopra com as férias de alguém, com o merecido descanso de alguém, ainda mais quando esse alguém sou eu, que não teve nem 4h diárias pra dormir a cada noite durante um ano inteiro. 

O que gostaria de fazer é sumir por uns três meses, ficar trancada em casa apenas meditando, ou caminhar em linha reta até colocar a cabeça no lugar, sem parar, só pra desestressar. 

O que estou fazendo é tentando ler polígrafos, tentando ler livros, tentando estudar, tentando continuar sorrindo e vivendo uma vida normal apesar de estar um caos emocionalmente e psicologicamente falando. 

Não quero mais fingir que tá tudo bem quando claramente não está. Não quero continuar sorrindo quando na verdade quero mais é gritar e arrancar certas cabeças com um machado enquanto faço um sacrifício a Moloch - mentira, nem gosto de Moloch, mas vocês entenderam. Quero colocar pra fora o que diabos está se passando aqui dentro porque se não o fizer terei um nervous breakdown - novamente - e, spoilers: não será legal pra ninguém. 

Enquanto isso, sigo em frente. 
Naquelas. 

 
~me too, Charlie~

Do dia em que quase fiquei pelada na biblioteca

Ou: Murphy, por que eu sou sua escolhida? 

Estava eu linda, bela, diva e arrasando em minha roupa em tons de vermelho e preto - pra ornar bastante com o tanto de escorpião que tenho no mapa astral - na biblioteca por motivos de: 
a. sou rata de biblioteca desde os 7 anos; 
b. já estava com saudade da biblioteca da faculdade; 
c. fui pegar a bibliografia básica que os profs. de Fundamentos de Jornalismo e também Laboratório de Texto Jornalístico recomendaram porque sou nerd assumida. 

O fato é que: saí da aula e fui direto pra biblioteca ostentando um modelito maravilhoso composto por uma blusinha vermelha + uma saia incrível preta cheia de botõezinhos na frente que me faz parecer ter saído de uma adaptação cinematográfica de Jane Austen. 

Fui até o 2° andar, conversei com uma colega sobre Doctor Who (muito bom ser conhecida por coisas boas ♥), peguei os livrinhos e fui descer pra o térreo pra fazer a retirada dos mesmos. Mas aparentemente algo estava errado porque senti um puxão. E mais outro. E, ainda, outro. Olhei para baixo e... MIA, SUA LOUCA, COMO TU NÃO PENSOU QUE A COMBINAÇÃO ESCADA ROLANTE + SAIA DO SÉCULO XVIII NÃO É A MELHOR? Pois é. 

A escada puxava a minha saia. Eu puxava a saia da escada. Os botões começavam a abrir. Eu estava cheia de livros na mão, pesadíssimos, com a escada trancada, a outra mão puxando a saia e a saia sendo puxada pela escada. Uma cena linda. 

Nesse particular momento de minha existência eu apenas pensava: "não posso ficar pelada na biblioteca!". 

O PÂNICO DA PESSOA, PERCEBAM. 

~roda, roda, roda ♪~

5 minutos e graças ao Senhor bom Deus nenhuma alma viva pra presenciar aquilo depois, consegui finalmente me desvencilhar da escada sem ficar pelada no meio da biblioteca, YAY! \o/ Claro que isso só foi possível porque meio-dia. Ninguém vai à biblioteca ao meio-dia. As pessoas almoçam ao meio-dia. As pessoas vão pra casa ao meio-dia. As pessoas não são a Mia que se enfia numa biblioteca ao meio-dia e quase tem sua saia estilo Elizabeth Bennet esteve aqui engolida por uma escada rolante. 

Eu já fui na escada rolante justamente pelo pavor que tenho de ficar trancada em elevadores - já aconteceu e não foi nada bonito. Vou fazer o que agora? Me teletransportar com a TARDIS pra dentro da biblioteca? 

Sofro.