#BlogDay 2016

Achei que agosto não fosse terminar nunca mais - e ainda estou esperando acordar amanhã e ser o dia da marmota all over again -, mas cá estamos pra mais um BlogDay! \o/ 


O BlogDay é aquele dia maravilhoso em que a gente consegue respirar com alívio por ter concluído mais um BEDA e espalha amor pela blogosfera fazendo listinha dos blogs lidos durante e processo. É tudo cheio de purpurina e unicórnios. ♥ 

Infelizmente, neste agosto não pude ser tão ativa assim quanto costumo ser nos blogs dazamigas por motivos de: faculdade, trabalho, muitos artigos para ler e coisas para escrever. Não deu, gente, midesgulpem. Mas li os bloguinhos - apesar de quase nunca comentar nada - e tô aqui pra espalhar um pouquinho de amor, mesmo que seja um amor tímido, corrido, com falta de ar porque AGOSTO, CÊ ACABOU COMIGO, QUERIDO. Contudo, estamos aqui ainda - teimosa, sempre teimosa - e bora!
~banner feito pela linda da Cacá~

JÁ MORAM NO CORAÇÃO 
A life less ordinary - Acompanho o blog da Cacá faz alguns anos e não perco um só post dela - por mais que não comente; é aquela história, nem sempre dá, blablabla whiskas sachê. Nele, ela fala sobre seu dia a dia, mostrando coisas bonitas - que fotos maravilhosas ♥ - e contando sobre o que faz parte do seu mundo. É puro amor.
Dreams - Thay é essa moça querida que também acompanho há um bom tempo nessas andanças internéticas da vida. Ela fala muito sobre séries, livrinhos e escreve muitas cartas. GENTE, É UM DOS MEUS BLOGS PREFERIDOS, CÊS NÃO TÃO ENTENDENDO, VÃO LÁ!
Hello Lolla - Blog-amor da vida. O primeiro blog com o qual tive contato ao entrar no mundo bloguístico. A Lolla fala sobre sua vida em Londres, seus passeios, viagens e tem umas reflexões de quebrar o coraçãozinho de qualquer um.
Mareska who? - Literatura, gatíneos, textos bem escritos e layout maravilhoso. Me pergunto como não amar. Ainda não descobri. No processo, continuo acessando a cada atualização. Acompanho a Mareska há anos - em todos os seus vários endereços eletrônicos - e é sempre incrível ler tudo que ela escreve.
Milarga - Vanessa sempre estará no meu blogroll quer tenha participado do BEDA, quer não. Um dos melhores blogs da vida.
Ooh Mry - A Mry - Maria, mas eu continuarei chamando-a de Mry, sorry - é uma pessoa incrível cujos posts doem de tão verdadeiros e íntimos. Eu sempre vou ler tudo o que essa pessoa escrever.
Um velho mundo - Helen é minha gêmula internética e já aceitamos este fato porque não é possível tantas opiniões e gostos em comum. Ela não atualiza muito seu blog - deu um update muito bem vindo durante o BEDA -, mas seus posts são maravilhosos. Sério. Leiam esse blog e se preparem para rirem, chorarem e ouvirem muita música boa.

PRESENTES DO BEDA 
Amorticínio - A dona Ana tem esse blog que é tão amorzinho que o amor está no próprio nome. Gente, sério, sou apaixonada pelo nome desse blog. Mas não apenas pelo nome: é daqueles blogs gostosos de ler, sabe? A coisa só flui.
Beyond cloud nine - O blog da Manu foi um dos que eu conheci neste BEDA e, nossa, que descoberta sensacional! Tudo é lindo lá: a escrita, o layout, o conteúdo... É clicar e se apaixonar! Já entrou pra o meu blogroll!
Lunatic pisces - O blog da Michas foi uma descoberta maravilhosa que o BEDA me proporcionou. Foi paixão ao primeiro clique. Ela escreve de uma forma tão gostosa de se ler e fala sobre coisas que me encantam. Pena que não pude me fazer tão presente quanto gostaria, mas já entrou no blogroll do meu coração. ♥
Novembro inconstante - Tati é uma mascote da blogosfera - 3 aninhos de blog, que amor! - e, obviamente, ela está sabendo disso agora. Em seu blog ela conta sobre as coisas bizarras que lhe acontecem e de tudo o que quiser, basicamente. Vale a pena o clique! o/ (Já conhecia, mas peguei mais amor ainda durante o BEDA.)

É mais do que certo que ficaram blogs de fora, mas infelizmente não dá pra listar todos os blogs que leio porque passaria a noite em claro ao fazê-lo e há rumores de que preciso dormir para ser uma adulta funcional amanhã. Mas, apesar dos pesares, este BEDA foi puro amor. Agosto foi um mês desgraçado em vários níveis e essa unidade bloguística mega ajudou. Muitos agradecimentos ao grupo Se organizar, todo mundo bloga que REALMENTE deu um up na vontade de morrer que todo mundo tinha nessa cilada de postar todos os dias de agosto.

31 
POSTS 
CARAMBA 
♥ 

Parabéns a todas nós.
E, como não poderia deixar de ser: WEEEEEEEEEEEE ARE THE CHAMPIONS, MY FRIENDS


ADEUS, AGOSTO; JÁ FOI TARDE, FILHOTE! 

~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

O cabeludo do ônibus ataca novamente

Estava eu ouvindo Queen no fone de ouvido e lendo A montanha mágica, do Thomas Mann - um lindo livrinho de nada mais, nada menos que 900 páginas; sim, eu sou claramente masoquista por carregá-lo por aí - tranquilamente durante uma tarde chuvosa num ônibus indo no sentido Viamão-PoA. O veículo, praticamente vazio, seguia vagarosamente seu caminho e eu também assim seguia minha leitura. No banco ao meu lado estava minha sacola de frutas - sou uma senhorinha e não saio de casa sem umas bergamotas, bananas e maçãs; sim, isso é sério - que ali ficaria por motivos de: a. não queria ninguém ao meu lado; b. não estava ocupando um espaço realmente útil já que havia mais de 50 assentos vazios no ônibus. 

De repente, percebo que uma mochila gigante foi colocada em cima da minha sacolinha de frutas. Olho pra o lado e tem um rapaz, provavelmente saído de uma fenda temporal, com uma camisa rolê branca extremamente justa e uma corrente espalhafatosa pendurada ao pescoço. 


Olho bem pra cara daquele malandro, tiro meu fone de ouvido e pergunto: "Quê?!". Ao que ele, num sorriso de quem acha que está arrasando, diz: 
— Tu não lembra de mim? 
— Não. 
— Tem certeza de que tu não lembra de mim? 
— Tenho. 
— Pois eu te conheço de muuuuuuuuuito tempo. (risadinha + piscadinha marota) 

O que a dona Mia fez? Dona Mia disse um categórico "Okay", colocou seu fonezinho de ouvido de volta, abriu seu livro e decidiu não dar papo pra maluco, ao menos não dessa vez, porque chega de atrair maluco e ser didática com eles, né, Mia. 

Mas o protótipo de BeeGees não se deu por vencido. Não... Ele precisava tentar novamente! Então, decidiu me cutucar. ME CUTUCAR. Eu, delicadamente, tirei o fone de ouvido novamente, fechei o livro e olhei pra cara dele. Ao que ele, muito atrevido, disse: 
— Tu não lembra de mim mesmo? 
— Não lembro, não te conheço e nem pretendo conhecer. E se tu não sair daqui agora e tirar tua mochila de cima da minha sacolinha, eu vou gritar. 

E voltei a ler o livro e ouvir minha musiquinha, como se nada tivesse acontecido. Ele esperou. Esperou mais um pouco e um pouquinho mais. Tirou sua mochila gigante, a colocou no banco da frente e ficou ali, me observando e falando sozinho. Até que, eventualmente, foi embora porque né, eu estava decidida a não dar papo pra maluco (e com o coração na mão porque ser mulher é terrível, especialmente em transportes coletivos). 

Eu realmente não lembrava dessa criatura, mas então lembrei: ele é o cabeludo do ônibus, uma entidade - vinda, obviamente, do inferno - que há 4 anos me fez mudar de horário de estudo só pra não ter de pegar o mesmo ônibus que ele, já que o maldito me seguia loucamente, mapeou meus horários e, inclusive, convenceu uma amiga minha a dar meu número pra ele. 

Só espero não cruzar com ele novamente porque, olha, dessa vez não vou trocar meus horários, não. Vou começar a gritar ASSÉDIO, SOCORRO! e, sei lá, morder a pessoa. 

Me enviem só pensamentos bons, hein. Necessito. 
CHEGA DE ATRAIR MALUCO, já deu disso, perdeu a graça, universo! 


~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

Romance Vitoriano do amô

Belgravia
Julian Fellowes
Editora Intrínseca
430 páginas
Ano de publicação: 2016 
Sobre o que é: uma guria metida e sonhadora chamada Sophia Trenchard, filha de um comerciante da região, consegue um convite para o baile da Duquesa de Richmond. O grande problema é que esse baile acontece na noite anterior à batalha de Waterloo e muitos dos jovens galantes que lá estavam morreram em luta, inclusive o flerte de Sophia, o Visconde Edmund Bellasis. 25 anos se passam e descobrimos altas confusões resultantes de um simples baile que mudou a vida de todos os que ali estavam e aloprou loucamente com a aristocracia britânica.

Por que ele é bom? O autor do livro é o mesmo cara que criou Downton Abbey. Só isso já deveria bastar para lhe convencer de que ele é bom. Caso você não saiba o que é Downton Abbey ou está nem aí, lhe direi que: mistura de fatos históricos com ficção, humor britânico e o drama contido da aristocracia da época vitoriana. Sophia é uma personagem com delírios de grandeza que se ferra por isso, quase ferrando com toda a família junto. Seu pai, James, tem o mesmo problema da filha, mas é mais controlado por sua esposa, Anne. Aliás, Anne é a melhor personagem desse livro inteiro. ♥
Anne Trenchard era uma mulher prática e uma de suas principais virtudes era que ela não se demorava em um desastre, mas procurava, quase imediatamente, remediar o que podia ser remediado e aceitar o que não podia. (p. 65) 
Anne e sua vibe o que não pode ser resolvido, resolvido está. Gosto muito. Essa mulher sabe segurar a situação e controlar os ânimos de todo mundo - o povo do livro é muito afetado pra o meu gosto, todos com mania de grandeza e querendo ganhar algo em cima de segredos. Anne Trenchard já está figurando na minha lista de personagens preferidas da vida.

Mas o fato é que só uma personagem não segura um livro inteiro de quase 500 páginas, porém o senhor Julian Fellowes conseguiu criar uma trama incrível, toda cheia de should I stay or should I go. Eu não consegui largar o livro até terminá-lo - e ainda queria mais! É HORRÍVEL NÃO PODER FALAR MUITO ABERTAMENTE SOBRE SEM DAR SPOILERS, são segredos demais numa história só, mas: maravilhoso, apenas.

Por que ele é ruim? Não é ruim, mas eu adivinhei o grande segredo já nas primeiras páginas. Contudo, esse livro tem um plot twist louco que nem eu imaginei.

Se eu recomendo a leitura? SIM, MAS É CLARO! Não tem como não gostar desse livro, gente. É simplesmente impossível.
Em um quote: O mais estranho em relação à guerra era como tornava todos tão imprudentes e impetuosos, como se o cheiro da morte iminente incentivasse os vivos a aproveitarem ao máximo seu tempo no mundo. (p. 310) 
Este livro foi cedido em parceria com a editora.

 ~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

É muito fácil ser legal

É muito fácil ser legal quando se tem passagens pra ir de lá pra cá todos os dias, quando não se tem de contar moedas pra poder ir pra faculdade, quando se tem de escolher entre comer um lanche e voltar pra casa porque aumentaram novamente a tarifa. É muito fácil ser legal quando se pode estar presente em tudo o que os amigos fazem, quando se pode acompanhá-los até aquela lancheria e dividir a conta depois, quando se pode sair de casa em pleno domingo pra ir a um evento apenas por diversão. Qualquer um, por mais incrível que seja, se torna a pessoa chata do rolê quando não tem condições de se divertir, de ser jovem e aproveitar as oportunidades, simplesmente não se importando com as consequências por um dia ou dois. É muito fácil ser legal quando se pode presentear os amigos e pagar 30 golpes pra entrar numa festa ridícula, que só lhe dará dor de cabeça, mas na qual você vai porque o grupinho do qual você participa estará lá. É facílimo ser legal quando alguém lhe convida pra ir ao cinema e você nem precisa ponderar se, caso for, terá ou não o que comer durante a semana. É muito fácil ser legal quando todas as suas contas estão em dia, quando não estão na iminência de cortar seu telefone, sua internet e sua luz apenas porque você teve de fazer uma escolha entre ir à faculdade ou pagar as contas. É muito fácil ser legal quando se pode sustentar um padrãozinho classe média (baixa, alta, a escolha é sua) e ainda reclamar porque "olha o preço do temaki". Porque você é legal. Você vai reclamar, mas terá condições de pagar sem que isso lhe prive de necessidades básicas. Você é legal. Você pode fazer dietas, você pode ir à lancherias, você pode comer comida japonesa uma vez por semana porque pode escolher o que comer. E ter o poder de escolha da própria alimentação é privilégio pra poucos. Mas é muito fácil ser legal quando se pode dizer sim pra os convites, pras comemorações, pras viagens, quando não se tem de ponderar se terá condições de sobreviver amanhã porque tudo o que você comeu o dia inteiro foi um pedaço de pão com uma mortadela de aparência duvidosa que estava na geladeira. É muito fácil ser legal quando não se é tão pobre que mal consegue se concentrar em seus estudos porque o peso da existência e da responsabilidade lhe cai como uma bigorna na cabeça. Mas você sabe que precisa estudar se quiser ainda ter uma chance, por mínima que seja, de conseguir construir uma realidade melhor do que a de seus pais. 

É tão fácil ser legal quando você consegue aquele emprego bacana mesmo que você não tenha se esforçado para tal, não possua um grande currículo nem nada do tipo, mas tenha indicação de gente tão legal quanto você e uma aparência bem cuidada de quem pode comprar roupas boas, ir ao cabeleireiro, ao dentista e à manicure. 

É muito fácil ser legal quando não se é responsável por dar um jeito na situação caótica da sua família, quando não se é a última esperança de todos. 

É muito fácil ser legal quando você nunca teve de fazer a escolha entre continuar estudando ou arranjar um trabalho em período integral pra poder comer. 

É muito fácil ser legal. 
Não sei do que tanto reclamam. 

~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

Por que eu não lido com o calor

Final de agosto e fez 34°C em Porto Alegre. 

Minhas coxas estão em relevo por conta de assaduras do calor. 
Minha pressão baixou. 
Dormi lendo - um belo eufemismo para dizer que DESMAIEI. 
Fui umas 8 vezes no banheiro por conta de tanta água que tive de tomar pra não desidratar. 

E as pessoas comemorando o fato de que está quente. 


O verão nem chegou e eu já estou querendo entrar em coma até o frio voltar. Vejam bem a alegria que me aguarda nos próximos meses. 

~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

5 fictional male crushes

O BEDA está chegando ao fim e, com ele, também se vai minha disposição pra escrever sobre assuntos sérios. Pautas existem, mas cadê o tempo, a vontade, o ânimo pra discorrer sobre elas? Ao invés disso, vamos responder a mais um meme que praticamente toda a blogosfera já respondeu: elencar os 5 crushes da ficção! \o/ 

5. Twelfth Doctor 

Eu sei, eu sei, há uma grande diferença de idade entre nós. Mas olhem pra essa carinha de Grumpy Cat, pra essa misantropia toda, pra essa roupa de mágico contemporâneo: pelamor, Capaldi e eu, toda uma vibe. Como Vanessa (tive de catar isso no grande oráculo) disse uma vez: véio hipster. Não tem como não amar esse hômi. 

4. Marshall Eriksen 


Ele é querido. Ele é fofo. Ele tem uma barriguinha pra pessoa poder deitar por cima enquanto faz uma maratona de Star Wars. Ele tem o sonho de ser um advogado ambientalista, mas nem por isso perdeu seu lado infantil de ser. Não deixa os amigos de lado jamais, mas também não faz pouco de sua namorada: reúne todo mundo junto pra viver histórias bizarras e falar bobagem. Marshall é puro amor. 

3. Nick Miller 

~nem ele acredita que está nesta lista~
Atrapalhado. Competindo seriamente com o Capaldi pelo título de Grumpy Cat das séries. Sem grandes perspectivas de vida. Falhou em ser adulto. É um cara de 30 anos que não fez faculdade, trabalha às vezes e escreveu metade de um livro sobre zumbis. Mas sabe ser um ótimo amigo, tem as melhores conversas e é o cara certo pra ter uma crush se você foi desprovida de bom senso. Nick Miller, the guy next door. 

2. Jesse Katsopolis 


Ele é bonito. Ele é charmoso. Ele tem um cabelo maravilhoso. Ele sabe mexer os quadris e faz a melhor imitação de Elvis Presley que já se viu no lindo mundo das séries. Além disso, é um ótimo cozinheiro, adora crianças e vai cantar em seu casamento. UNCLE JESSE, LET ME LOVE YOU  

1. Killian Jones 





Pirata. Anda todo de preto. Sua maquiagem nunca está borrada. Tem o melhor sorriso da ficção. Atravessará os 7 mares para encontrar seu amor - ou para vingá-lo. Não possui uma mão, mas tem um gancho afiado e um navio chamado Jolly Roger. Tem uns quatrocentos anos, mas a pele de um garoto de trinta. Captain Hook, vem cá, seu lindo! ♥♥♥♥♥

Claramente, eu tenho uma queda por rapazes desajustados.
Mas até aqui novidade alguma.

~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

TAG Os últimos

Decididamente surrupiado do blog da Cacá por motivos de: são 23h36min, acabei de chegar em casa e sem condições de escrever uma pauta decente hoje. 

A última série que você viu: Full House. Me julguem. 
O último filme que você viu: Kate & Leopold. Às vezes me rendo a romances bobinhos. Mas ainda não sei lidar com eles. 
A última pessoa que você viu: mamis. 
A última música que você ouviu: Under Pressure, do Queen ♥ 
O último grupo favorito: GRUPOS SÃO COISAS DE SATANÁS CRIADAS PARA NOS INFERNIZAR, repassem. 
A última roupa que usou: saia marrom de coraçãozinho + camiseta do Ramones + cardigan vermelho + meia-calça marrom + sapatinhos vermelhos numa vibe Dorothy do século XXI. 
A última coisa que comeu: picadinho de batata ♥ BATATA É UMA COMIDA MÁGICA, repassem. 
O último doce que comeu: doce de leite (vindo de algum desses países latinos ao redor do RS cujo nome não lembro, mas onde meu pai esteve no fim de semana passado e trouxe um pote gigante de doce de leite pra casa). 

~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

Sylvia Plath me entenderia

Vi minha vida tomando mil direções, como os galhos da figueira do conto.

Na ponta de cada galho havia um figo maduro — um maravilhoso futuro. Um figo era um marido, um lar feliz e filhos; outro, ser uma poeta famosa; outro, uma professora ilustre e mais outro era ser Éxis, a incrível editora; outro, conhecer a Europa, África e América do Sul e ainda outro era Constantin, Sócrates, Átila e um monte de outros namorados com nomes estranhos e profissões esdrúxulas; e um figo era ser campeã olímpica da equipe de remo e além desses tinha tantos outros figos que eu não conseguia nem ver.

Imaginei que estava sentada embaixo da figueira, morrendo de fome por não decidir que figo escolher. Queria todos, mas, escolhendo um, não podia pegar os outros e, enquanto ficava sentada ali, incapaz de resolver, os figos começaram a amadurecer, apodrecer e cair aos meus pés.  

PLATH, Sylvia. A redoma de vidro. p. 86. 
E isso me quebra mais do que eu posso descrever aqui.

Eu poderia dizer que a culpa é da lua em câncer ou que é tudo culpa da minha família maluca. Ainda poderia dizer que é culpa dos estudos que são coisa demais pra tempo de menos. Poderia culpar amigos ausentes, namorado que mora longe ou os deuses. Mas a verdade é que sou apenas eu que sou essa alminha atormentada, que se deprime pelas circunstâncias e pela sensação de que não há nada que eu possa fazer. O que não é verdade. Não poder fazer nada, de fato, é muito raro. Mas o que acontece é que se eu fizer qualquer coisa além do que já estou fazendo, vou perder tudo o que construí até aqui e todas as possibilidades que tenho no momento.

Ou seja: que momento mais cagado para existir, convenhamos.

O sol entrou em Virgem e eu entrei na autocrítica.

~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

Doctor Who TAG

Que eu sou whovian todo mundo já sabe. Doctor Who mora no meu coração e sonho em ser uma companion do Dóctah e viajar pelo espaço/tempo na TARDIS. Enquanto isso não é possível, escrevo sobre ele no blog respondendo a essa TAG maravilhosa, criada pela Tais e divulgada no grupo Blogueiros Geeks, sobre a melhor série do universo. 


1. Qual é o seu Doctor favorito? 
Acho que não é surpresa alguma que eu sou completamente apaixonada pelo Tenth. TENNANT, CÊ MORA NUM DOS MEUS CORAÇÕES Porque o outro está ocupado pelo Capaldi. Gente, Capaldi é puro amor! Mas também tem o 4th com sua manta multicolorida e seus cachinhos balançando quando ele pula de empolgação... Porém, vamos deixar o Tennant com o lugarzinho de Dóctah preferido porque né, acabei vendo tudo que esse homem fez porque não é possível ser tão maravilhoso assim e, de fato, ser terráqueo. Esse ômi =  

~the most adorable person ever~

2. Qual é a sua companion favorita? 
Donna, obviamente. Donna é a melhor pessoa que já apareceu nessa série. Ela faz o que quer, quando quer e o faz bem, não tem ato falho com essa mulher. Não se deixa intimidar pelo fato do Doctor ser um Time Lord e viajar no espaço/tempo, tem as melhores tiradas de todas as temporadas e, ainda por cima, tem o avô mais querido de toda a ficção. Wilfred QUERO O WILFRED COMO COMPANION JÁ! 


3. Episódio memorável. 
Que quesito difícil, deuzôlivre. Mas vou ter de dizer que Silence in the library (S04E08, mas que, na verdade, é um episódio duplo, seguido de Forest of the Dead) é muito memorável pra mim por motivos de: biblioteca, River Song, Donna e o fato de que o Russell T. Davies estava trabalhando junto com o Moffat (também conhecido como destruidor de corações), e eles conseguiram trabalhar extremamente bem com um medo primordial do ser humano, o medo do escuro. Vashta Nerada me põe medo até hoje, credo! E é TÃO LEGAL o fato de que os acontecimentos "iniciados" na biblioteca vão se desenrolando aos poucos e formando um arco que só foi fechado no episódio de Natal do Capaldi! AI, DOCTOR WHO É DEMAIS, ASSISTAM, hahahaha 


4. Um episódio que te fez chorar. 
Qualquer um em que o Moffat esteve envolvido. Tá, vamos dar um desconto pra ele - por enquanto - e dizer que o escolhido da vez é: Doomsday (S02E13). Se você não chorou nesse episódio, você não tem coração, só posso lhe dizer isso. Eu nem gosto da Rose Tyler - pois é, me apedrejem -, mas CARAMBA! Que final heartbreaking! 

 ~I'm burning up a sun just to say goodbye é a melhor declaração de amor da ficção~

5. Os 3 melhores monstros que já apareceram na série. 
Essa parece difícil, porque ô série pra ter monstro, mas na verdade é fácil por motivos de: 
1. Vashta Nerada - o monstro que TE RÓI até os ossos se você estiver no escuro e a coisa é tão rápida que a sua consciência ainda resiste por mais alguns segundos porque a pessoa não se dá conta de que já se foi; 
2. Weeping Angels - literalmente são ESTÁTUAS DE ANJOS QUE ROUBAM SEU TEMPO DE VIDA com um só toque, te mandando pra outra época e comendo teus anos, se alimentando de tempo, se você piscar; 
3. Cybermen - gente, que coisa apavorante são os cybermen? Deuzôlivre! Vou contar que virar cyberman se tornou um medo quase real na minha vida após eu ver os episódios em que eles aparecem porque que coisa mais macabra e cruel?! Não estão na lista pela maneira de destruição deles - que é meio fraquinha em comparação com os outros, na real -, mas sim pelo fato de que: pegam o ser humano, tiram suas emoções e o transformam em um robô matador. TEMO. 

6. Um momento em que achou que o Doctor não iria escapar MESMO. 
Alguns. Mas um que me deu MUITA AFLIÇÃO foi em Heaven Sent (S09E11). Esse episódio é simplesmente genial. É o tipo de episódio que você vê e pensa "é por ISSO que amo Doctor Who!". BILHÕES DE ANOS EM LOOPING, caramba. Comassim? É muito desesperador. Capaldi levando nas costas basicamente o episódio inteiro sozinho. QUE HÔMI, HEIN  

~how many seconds in eternity?~

7. Qual o episódio especial de Natal de que mais gostou? 
Não tem como eu escolher outro episódio que não seja o The Snowmen (S07E06). Clara vira uma moça vitoriana que cuida de duas crianças e luta contra um monstro de gelo - que não é apenas um monte de neve. MARAVILHOSO, é só o que posso dizer. Fora que o Dóctah tá com mágoa de miguxa porque perdeu a enjoada da Amy. E a ceninha da Clara subindo OS CÉUS pra ir atrás do Doctor? PURO AMOR. 


8. Caso tivesse de escolher, você seria um Dalek ou um Cybermen? 
EXTERMINATE! EXTERMINATE! EXTERMINATE! 

9. Qual te dá mais medo: Weeping Angels ou Silence? 
Sem sombra de dúvida, Weeping Angels. SÃO ESTÁTUAS DE ANJOS QUE SE MOVEM, PELAMOR! E comem teu tempo de vida. Que isso, minha gente. 

10. Para que lugar iria com a TARDIS? 
Pra algum planeta distante, conhecer um novo povo, uma civilização completamente diferente da minha. Mas também gostaria de dar uma passeada pela Grécia dos tempos de Alexandre, o Grande. 

11. Sua frase favorita (da série). 
Apesar de eu não ser a maior fã do Eleventh, tem uma frase dele que é incrível e volta e meia me pego pensando nela: ...in 900 years of time and space and I've never met anybody who wasn't important before.


12. Qual seria o seu outfit de Doctor? 
Ou eu seria meio que uma Naomi Rapace como Madame Simza naquele filme horroroso que fizeram do Sherlock (falando sério, ela é a única coisa realmente boa do filme), com suas saias esvoaçantes, blusas cheias de detalhes e trocentos colares, ou usaria o que uso no dia a dia mesmo porque adoro meu layout - quando eu tenho paciência/tempo/disposição pra me arrumar, claro; o que é basicamente nunca, mas enfim -: vestido + meia-calça + meu casaco vermelho no estilo Chapeuzinho Vermelho vai à faculdade.


13. Já assistiu a algum spin-off de Doctor Who? Se sim, o que achou?
AINDA NÃO! Eu sei, sou a vergonha dos whovians, blablabla... Mas não tive tempo pra parar e assistir a qualquer coisa além das 23 séries que estão na minha grade - deuzôlivre! Porém, quero muito ver Torchwood. Já ouvi dizer que é bem... intensa.

14. O que é Doctor Who pra você?
Amor, paixão, calor no coração... Doctor Who é a melhor série do universo não apenas pelo fato de ter um roteiro incrível, por ter sido criada pra ser algo educacional para as crianças britânicas ou por ter o melhor personagem de todas as séries já criadas (o Dóctah, obviamente), mas também porque nos traz sempre reflexões muito coerentes com o que vivemos, nos fazendo pensar em questões importantes e universais - visto que a amizade, o amor e a lealdade se fazem presentes em todos os universos na série. Ela te leva a outros lugares jamais imaginados, mas também te leva pra dentro de ti mesmo. DOCTOR WHO, VOLTA LOGO, FAZ QUASE 1 ANO QUE NÃO TEMOS EPISÓDIO! Mas okay, vida que segue, prossigamos com esperanças, os livros e as fanfics.

E REASSISTINDO A 4ª TEMPORADA EM LOOPING, OBVIAMENTE!

~Dóctah, amor real, amor eterno~

1º experimento de um artista entediado

Dobro. 
Sou o intervalo entre as dobras. 
Me desfaço. 
Me renovo. 
A alma, amorfa, retilínea, cintilante, 
junta forças na rotina 
que altera 
meu instante. 

Não sou. 
Já fui. 
Serei? 
Não sei. 

Pelos paralelepípedos de uma estrada decadente 
caminho. 
Gostaria de deslizar, mas para isso seria preciso muito mais do que um caminho de pedras pontudas, maduras, sujas e cinzas. Seria preciso um farfalhar de seda branca, suave, anônima, vindas das mãos de pessoas que ninguém sabe quem são; nem elas se sabem. E eu, me sei? Não sei, não, senhor. Sei que em minha mente ideio um repouso milenar em vestes cristalinas, num corpo imaculado, puro, intocado por mãos de ferro, por mãos de aço, por minhas mãos que já se desfazem ao cair da noite, tão cansadas e frias e escondidas em luvas tão cinzas quanto as pedras que me ferem os pés. 

Deturpei minha alma na primeira dobra. 
Treze anos e me dobrei. 
Não por força ou por vontade, 
mas por apatia, 
por sobrevivência. 
Me dobrei para poder existir, 
para permitir uma existência, 
para acreditar no fim. 

Deturpei minha alma na segunda dobra. 
Dezoito anos, nem tão jovem assim. 
Não por amor ou por saudade, 
não por carinho, 
mas por medo de existir. 
Por vontade de sumir. 
Por um evitar da dor. 

Deturpada. 
Errada. 
Amorfa. 
De tantas dobras 
já sou um origami. 

Pena que o artista estava alternando estilos. Sou o começo de uma criação, um teste de dobras. Mas não rasgo, não. Apenas mancho minha singeleza triste com suores de digitais que não me pertencem. 




Para ler ouvindo: 





~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

Ônibus: o inferno sobre rodas

Tudo o que reúne pessoas tem vibe errada. Não tem como dar certo reunir mais de 5 pessoas aleatórias num ambiente por 2h e achar que a coisa vai fluir. Não vai. A única coisa passível de fluir é o sangue (próprio ou alheio) resultante de uma cotovelada. 

A maior parte das minhas histórias bizarras acontecem em ônibus porque neles não são reunidas 5 alminhas atormentadas aleatórias, mas sim mais de 5. E aí que a coisa só pode resultar em danos físicos e mentais, obviamente. 

O ônibus que eu pego cruza toda a cidade porque eu sou uma dessas pessoas que moram no fim do fim do fim da região metropolitana de Porto Alegre. Então são 2h num ônibus sempre lotado. 4h de viagem por dia, ida e volta, cruzando toda a cidade de Viamão + metade de Porto Alegre. Isso significa que: eu sou a primeira a pegá-lo e a última a descer dele. 

O que não é tão horrível assim em dias normais porque coloco meu fone de ouvido (uma playlist com Liszt + Mozart + Queen + Mika + Beatles = amor, puro e eterno amor ♥), abro o livrinho da vez e tenho 2h de leitura com uma ótima trilha sonora. 

Mas nem sempre é assim. 
Porque há dias em que não consigo pegar o ônibus no local certo, pegando-o numa parada aleatória, o que significa que ele já estará cheio. Também há dias em que saio correndo da aula e não consigo ser a primeira a entrar naquele forno com rodas (pelamor, qualé o problema das pessoas que FECHAM TODAS AS JANELAS? gente, tem toda a espécie de bactérias naquele recinto. não quero saber se tá frio, A JANELA TEM DE ESTAR ABERTA. ponto final.) porque fila, tem fila, né, Pra tudo tem fila, inclusive pra entrar no inferno. Nesses dias, ocorre um fenômeno que eu carinhosamente apelido de remake de Kill Bill. Isso porque na minha cabeça eu viro uma versão latina da Beatrix Kiddo e o sangue jorra pelas janelas do ônibus. É lindo de ver. ♥ 

~♥ sonho da vida ♥~
Ou seria, se eu não tivesse esse incrivelmente maldito autocontrole. 

Isso tudo porque: o ônibus cruza metade de uma cidade + outra cidade inteira. O que significa que: há pessoas de todos os lugares nele. Que não pegam seus respectivos ônibus. Nããããããão. Elas vão pegar o meu, mesmo que o delas passe de meia em meia hora, sendo que o meu só dá as caras de uma em uma hora - quando aparece, porque já ocorreu de eu ficar mais de duas horas na parada, à noite, esperando esse maravilhoso ônibus aparecer, já que é o único que eu posso pegar porque nenhum outro passa onde eu moro. Elas vão pegar o meu e se aglomerarem loucamente. Num ônibus onde deveriam caber apenas 56 pessoas, o número de passageiros chega a 80. 

Tudo isso porque AS PESSOAS. ELAS NÃO RESPEITAM AS COISAS, CARA. Bom senso, sabe? Eu não peço por muito. A única coisa que peço é que peguem seus respectivos ônibus. Sim, eu sei que é um saco esperar meia hora numa parada, mas eu espero uma hora - ou mais - pra pegar APENAS esse ônibus em específico porque não existem outros que passem onde eu moro. E as pessoas que o pegam moram em locais em que basicamente qualquer ônibus passa. 

O que nos leva a sábado passado, também conhecido como o dia de ontem. 
Estava eu linda e doce, toda trabalhada nos tons de vermelho e marrom, debaixo de uma chuva filhadamãe esperando por meu ônibus na parada da faculdade - porque a vida da pessoa ferrada não pode dar trégua no fim de semana, não... a pessoa ferrada precisa estudar durante os sábados também, caso contrário o que eu escreveria aqui no blog, né mesmo? Pois bem. Estava eu esperando meu querido ônibus que ainda não havia passado e estava terrivelmente atrasado quando, finalmente, ele chega! Eu, quase pulando de alegria, fiz trocentos sinais pra que o motorista entendesse que HEY, MR. ARNSTEIN, HERE I AAAAAAAAAAAAM ♪ 

Ele não queria que eu subisse porque o ônibus estava lotadíssimo. "Mas eu sou pequena, caibo", disse. Mesmo com a cara virada do motorista, subi, porque sabia que não subir seria esperar por mais uma hora naquela chuva. 

O ônibus, lotado. Arranjei um cantinho grudada na roleta. O cobrador começou a encher o saco pra que eu passasse logo. Eu lhe disse: não tem lugar, senhor, olha só, tem um cara gigante travando a roleta. Ele disse que daria um jeito. Pois bem, que desse. Mandou o cara gigante arredar pra que eu passasse. 

Nisso, percebi que o cara gigante não era apenas um cara gigante. Não. Era um cara gigante + sua namorada que, de tão grudados, eram praticamente um ser mitológico saído de Fúria de Titãs (de 1984, não aquele remake horroroso, por favor). E não apenas isso: havia espaço para que ele ficasse ao lado dela, mas nãããããão, não vamos desgrudar, vamos praticamente transar no ônibus, isso mesmo, palminha e confete pra vocês. Então a situação era a seguinte: ao lado de cada banco, uma pessoa em pé. Atrás da namorada de pé ao lado do banco, o cara gigante agarrado obstruindo a pouca passagem que havia. Ou seja: 3 pessoas de pé no corredor do ônibus. 

IMPOSSÍVEL 
DE 
PASSAR 
♥ 

Mas o que me deixou com mais raiva não foi isso. Não. Porque, ah, o amor juvenil... Acho um saco, mas compreendo. Total falta de noção, mas okay. C'est la vie. Isso passa. Agora, o grande problema mesmo é que: eles desceram 5 paradas depois. 

E, pra quem não conhece o trajeto, 5 paradas depois quer dizer: final de Porto Alegre, começo de Viamão. 

Sendo mais didática ainda: eles poderiam ter pegado QUALQUER ônibus. Um de Porto Alegre. Um de Viamão. Até mesmo ônibus de outras empresas poderiam ter sido pegos. Mas não. Eles decidiram pegar um ônibus lotado porque foi o primeiro que passou. 

FERRANDO COM A VIDA DE TODO MUNDO, INCLUSIVE A MINHA, PORQUE NÉ. Atravancando o caminho das pessoas e ainda fazendo cara feia porque eu pedi licença pra conseguir respirar. 

E o pior é que não é apenas esse casal que fez isso. Não. Mais da metade do povo daquele ônibus desceu logo em seguida. Mais da metade poderia ter pegado, literalmente, qualquer outro ônibus. Mais da metade estava enchendo o saco e tirando o lugar - porque chega uma hora em que o motorista simplesmente pára de pegar gente - de quem realmente precisava daquele e somente daquele ônibus para chegar em casa. 

Se isso fosse eventualmente eu teria raiva, mas nem tanto assim. Mas todo santo dia vejo coisas desse tipo. A minha vontade é de gritar com as pessoas enquanto sacudo seus ombos até fazê-los deslocar pra que elas se deem conta de que CÊS TÃO DIFICULTANDO A EXISTÊNCIA DOS OUTROS E O MUNDO JÁ É DIFÍCIL DEMAIS PRA GENTE TER DE ATURAR ISSO, CARAMBA! 


Juro pela deusa que se eu pudesse escolher um super-poder seria o de exterminar da face da Terra pessoas que fazem esse tipo de coisa. 

Essas pessoas nonsense: não sejam elas. 
Criei uma tag apenas para histórias de ônibus porque não está sendo possível. As pessoas ficam completamente loucas em ônibus, minha gente. Que isso. 

~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

Confissão de uma bibliófila

CONFESSO: eu não resisto a livros! Me falta tempo, me falta espaço nas estantes, me falta cota de empréstimos na biblioteca, mas não me falta o que ler porque minha mesa de cabeceira está sempre tão cheia a ponto de envergar de tantos livros que lá coloco. 


Há exato 1 ano eu me propus um desafio de leitura. PORQUE SOU ESPERTONA, OBVIAMENTE. Não basta o desafio de 52 semanas que têm durado mais de 3 anos. Não. Eu tinha de fazer um desafio literário que consistia em ler 50 livros de 1900 em 1 ano. 

Por que eu entrei nessa cilada? Porque sou masoquista e não tenho noção das coisas, será? Porque tudo que envolve livros me deixa feliz e cantando? Porque queria conhecer livros novos que provavelmente eu jamais leria caso não me desafiasse? Digamos que foi um combo disso tudo. 

O que realmente aconteceu? Dos 50 livros listados, li apenas 16. "Mas em 1 ano tu leu só 16 livros?" Não, filhote, eu li cerca de 60 livrinhos durante esse período, mas assim como Drummond encontrou uma pedra no meio do caminho, eu encontrei livros de todos os gêneros no meu. 

Portanto, declaro que estou mudando as regras do desafio para as seguintes: 
a. vou ler o que quiser; 
b. quando bem entender; 
c. mas todos os livros da lista serão lidos e resenhados no blog, sim; 
d. nem que seja pra falar mal, porém com propriedade. 

Os lidos, até agora, foram: 
1. O amor nos tempos do cólera, do Gabriel García Márquez (resenha
2. O iluminado, do Stephen King (resenha
3. A hora da estrela, da Clarice Lispector 
4. Admirável mundo novo, do Aldous Huxley (resenha
5. Adeus às armas, do Ernest Hemingway (resenha
6. Contato, do Carl Sagan (resenha
7. O sol é para todos, da Harper Lee (resenha
8. O grande Gatsby, do F. Scott Fitzgerald 
9. O cão dos Baskerville, do Sir Arthur Conan Doyle 
10. O assassinato de Roger Acroyd, da Agatha Christie (resenha
11. Vidas secas, do Graciliano Ramos (resenha
12. Eu, robô, do Isaac Asimov (resenha
13. O senhor das moscas, do William Golding (resenha
14. Um estranho no ninho, do Ken Kesey (resenha
15. A redoma de vidro, da Sylvia Plath (resenha
16. Cem anos de solidão, também do Gabo (resenha)
17. O livro do riso e do esquecimento, do Milan Kundera (resenha

É muito difícil escolher o melhor dos lidos, quiçá os 5 melhores, porque na verdade não houve nenhum de que eu não gostasse. São todos realmente incríveis e altamente recomendáveis. Tive uns problemas com o Hemingway, mas nada que não fosse superado depois de uma conversinha mediúnica. Mas se eu realmente tivesse de escolher um só para recomendar, escolheria o Cem anos de solidão, do Gabo, porque MELDELS, QUE LIVRO PERFEITO ♥ 

Os livros que faltam ler são: 
  1. Minha querida Sputinik, do Haruki Murakami
  2. Os anéis de Saturno, do W. G. Sebald
  3. Trainspotting, do Irvine Welsh
  4. Os vestígios do dia, do Kazuo Ishiguro
  5. Agência de investigações holísticas Dirk Gently, do Douglas Adams
  6. A lista de Schindler, do Thomas Keneally
  7. Vidas de raparigas e mulheres, da Alice Munro
  8. Ulisses, do James Joyce
  9. 2001: uma odisseia no espaço, do Arthur C. Clarke
  10. Pé na estrada, do Jack Kerouac
  11. Fundação, do Isaac Asimov
  12. Entre os atos, da Virginia Woolf
  13. Ter e não ter, do Ernest Hemingway
  14. Nas montanhas da loucura, do H. P. Lovecraft
  15. Perfume, do Patrick Süskind
  16. Neuromancer, do William Gibson
  17. Os embaixadores, do Henry James
  18. Morte em Veneza, do Thomas Mann
  19. O sol também se levanta, do Ernest Hemingway
  20. Suave é a noite, do F. Scott Fitzgerald
  21. Trópico de câncer, do Henry Miller
  22. Sem olhos em Gaza, do Aldous Huxley
  23. Ficções, do Jorge Luis Borges
  24. O apanhador no campo de centeio, do J. D. Salinger
  25. O mensageiro, do L. P. Hartley
  26. Lolita, do Vladimir Nabokov
  27. Bonequinha de luxo, do Truman Capote
  28. A cidade e os cachorros, do Mario Vargas Llosa
  29. Laranja mecânica, do Anthony Burgess
  30. O chefão, do Mario Puzo
  31. As horas, do Michael Cunningham
  32. Mrs. Dalloway, da Virginia Woolf
  33. Mulheres apaixonadas, do D. H. Lawrence
~Belle me representa~

Se tudo der certo, lerei ao menos 20 livros da lista durante o próximo ano. VEREMOS COMO ME SAIREI (provavelmente com outro fail, mas shhhhhhh, finjamos que tá tudo certo). Mas o desafio ainda resiste e quem quiser entrar nessa cilada comigo, dá cá a mão, vamos cantar uma canção! ♥ 

~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

Ruído espacial

— Eu não sou importante. A única importância que você vê em mim é causada pela distorção das ondas propagadas. 
— Não entendo! Mas é claro que é importante, afinal, convenhamos, uma criança falando de ondas com tamanha propriedade não pode ser comum. 
— Claro que sou comum. Todos temos esse conhecimento, apenas não nos damos conta disso. É algo natural e presente na vida de todo mundo. Por exemplo, a televisão. Você a percebe colorida por causa das ondas. Você a percebe em certo formato por causa delas também. E podemos ver a mesma imagem, mas ela sempre será ligeiramente diferente para cada um de nós por conta da distorção das ondas que é única em cada indivíduo. 
— Você está dizendo, então, que não vemos as mesmas coisas? 
— Nada que ninguém já não soubesse. A distorção das ondas também altera o entorno, o contorno dos objetos e das pessoas. O mundo não é líquido, mas isso pode ser comparado a uma certa liquidez. O que eu emito, o ruído que causo no universo, não é o mesmo que você causa. Você não pode ver o seu, mas eu posso. Assim como não posso ver o meu, mas você pode. Por isso, me acha importante, interessante quando, na verdade, ambos produzimos e somos produzimos pelo mesmo fenômeno natural. Somos todos resultado do que emitidos e as ondas de energia alteram nossas percepções. 
— Mas isso é... Isso nos faz sermos iguais e, ao mesmo tempo, únicos. Isso é um paralelo! 
— Não. Paralelos também fazem parte de nossa natureza, mas não são isso. Agora, com licença, já me cansei dessa conversa. 

E então o menino voltou a ser apenas quem ele era antes do tremor de terra: uma criança de 3 anos de idade, com seus babadores, seus tênis com velcro e sua expressão séria de quem está permanentemente com sono. Mas o ruído que produziu no espaço do senhor Caland foi o suficiente para deixá-lo acordado a noite inteira fazendo cálculos.

Ser aquariana é: sonhar com teorias de física, acordar de repente, mesmo tendo dormido apenas 3h, porque você PRECISA escrever sobre aquilo, começar a pesquisar o assunto e descobrir que a teoria sobre a qual você sonhou foi comprovada ESTE ANO, há pouquíssimo tempo. O universo e eu, toda uma vibe.  
~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

Reflexões estranhas para uma quinta-feira à tarde

Tem essa pessoa. 
Durante toda a minha vida escolar fui colega de uma menina que me atormentava. Ela espalhava mentiras a meu respeito, escrevia na minha classe, nas paredes, no quadro da sala apelidos ridículos que passaram a ser meu nome por muitos anos porque praticamente ninguém sabia como eu realmente me chamo tamanha a popularidade desses apelidos. A guria fez da minha vida um inferno durante anos e se tem uma pessoa que está na minha lista de quando morrer, farei uma festa, é ela.

Mas é bizarro encontrá-la todos os dias no ônibus e ver que ela lê livros que eu leria ou que li e favoritei. É estranho demais perceber que temos um gosto literário extremamente parecido.

Isso me faz lembrar do filme (baseado num livro que ainda quero ler) O Talentoso Ripley, quando Matt Damon fala que nós nunca parecemos maus a nossos próprios olhos.


Tudo o que fazemos sempre tem uma justificativa. Na cabeça daquela guria eu devo ser a pior pessoa do universo. Mas não existem piores ou melhores pessoas, apenas circunstâncias que nos fazem detestar ou amar alguém. Assim como tudo pode ser uma questão de sorte. Quantas vezes nos tornamos amigas de uma pessoa e, com o passar do tempo, acabamos descobrindo que ela é um ser humano horrível?

Se até a pior das pessoas pode ter um gosto literário bom, quem sou eu pra dizer que tudo nela não presta e ela merece morrer?

Se Wagner, com todo seu antissemitismo, conseguiu compor óperas maravilhosas (o que é a Cavalgada das Valquírias? pelamor, me arrepio só de lembrar), por que uma adolescente detestável não pode ter algo de bom e precisa, necessariamente, ser odiada em toda sua essência?

Uma reflexão bem cagada pra uma quinta-feira à tarde, mas é o que temos pra hoje.

~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~

Música Clássica & Literatura

Cês podem não saber, mas eu sou a louca das músicas clássicas. Sim, continuo sendo uma moça do rock. Sim, Queen ainda é a minha banda preferida. Sim, rock britânico e eu, toda uma vibe. Mas, musicalmente falando, o amor da minha vida é um rapaz chamado Amadeus. Sou tão louca pelo Mozart que dia desses assisti - novamente - a um filme baseado na vida dele que dura TRÊS FUCKING HORAS e, não contente com isso, logo após fui catar na biblioteca e ler uma biografia dele. QUER DIZER, ROLA TODO UM AMOR. Ouço as maravilhosidades musicais dele todos os dias. Mas nem só de Mozart vive a minha playlist: também tem o senhor Vivaldi, o Lizst, o Wagner e até mesmo o Beethoven, apesar de toda a vibe deprê dele. 

Por isso, procurando uma pauta pra o BEDA de hoje, quando me deparei com a TAG Música Clássica & Literatura (do canal Romeu e Julieta) meus olhinhos brilharam poque SEN OR, QUE COISA MARAVILHOSA ♥ Simplesmente poderei reunir dois dos amores da minha existência num só post. É amor demais pra um blog só, affs. 

A TAG consiste em relacionar livros às músicas clássicas citadas de acordo com suas categorias. Preparem os ouvidos, ajustem o volume e... bora! 

1. As Quatro estações - Vivaldi - Um livro com muitas oscilações no enredo 


Assim como em As Quatro Estações, O Mundo de Sofia, do Jostein Gaarder, oscila pra caramba de capítulo pra capítulo. Nada é seguro, nada é estável, num momento cê pensa que tá de boas com uma historinha linear; 5 minutos depois cê está boquiaberta porque COMASSIM ISSO ACONTECEU? SERÁ QUE LI DIREITO? O livro, basicamente, trata da história da filosofia descoberta pelos olhos de uma menina que está prestes a completar 15 anos e que acaba se dando conta de que está envolvida no meio de um troço extremamente bizarro, surreal e existencialista. MELHOR LIVRINHO ♥ Inclusive, recomendo fortemente que o leiam já! 


2. Sonata ao Luar - Beethoven | Um livro que te deixa triste/melancólico 


Gosto muito do Beethoven, mas não consigo ouvir suas composições diariamente porque todas me deixam muito triste, com um sentimento pesado, de finitude. A mesma coisa ocorre com The Bell Jar (A Redoma de Vidro), filho único da Sylvia Plath. Aliás, com tudo que a Sylvia produziu, pra falar a verdade, incluindo toda sua obra poética. Adoro a escrita dessa mulher, mas é algo tão visceral, tão deprimente e real que não consigo ler muita coisa dela - ou reler esse livro tantas vezes quanto gostaria - sem me sentir com uma tristeza profunda. O livro conta a história de Esther, uma guria muito inteligente, aplicada aos estudos e com o sonho de ser uma jornalista/cronista/correspondente de guerra. A menina quer tudo ao mesmo tempo, até se dar conta de que na verdade não quer nada e percebe-se, lentamente, entrando num estado de depressão. É algo bem sutil, tanto que vamos entrando junto com ela e...  Bem, é maravilhoso o livro, porém é bom ter cuidado com a época em que você o lerá. It will kill your hopes and dreams. 

3. Totentanz - Franz Liszt - Um livro que você tenha medo de ler/reler


A cara de sofredor do Liszt é uma coisa que sempre me impressiona, incrível. Aliás, parece que essas pessoas, em geral, dos séculos anteriores sofriam muito, né? O que é bem coerente no caso dele, dado o fato de que sua filha se casou com o Wagner. VEJA BEM QUE GENRO DOS SONHOS, NÉ MESMO. Então, essa música do Liszt é pra dar medo mesmo por motivos de: dança da morte, eis o seu nome. Só que eu não sou uma pessoa medrosa no sentido terror da palavra. Sou o tipo de pessoa que vê filme de terror rindo. E isso também se aplica à literatura. Portanto, acho que o livro que tenho medo de reler, então, é A insustentável leveza do ser, do Milan Kundera, por motivos de que: eu SEI que vou problematizá-lo loucamente porque ele é cheio de machismo e mais um monte de coisas erradas. Só que é meu livro preferido da vida. Então tem certas partes que, atualmente, eu pulo porque não quero lidar com isso agora. Porém: ainda mora no meu coração e acho que de lá jamais sairá. Vai ser mais ou menos como o que aconteceu com O Retrato de Dorian Gray: li, reli, reli novamente e continua morando no meu cuore, apesar de que problematizei loucamente mesmo porque sem condições, senhor Wilde, de colocar tanta misoginia num livrinho tão pequeno. 


4. A Midsummer Night's Dream - Wedding March - Mendelssohn - Um livro com um casal inspirador 


A marcha de casamento não era pra ser marcha de casamento, mas na verdade feita para a peça Sonho de uma noite de verão, do Shakespeare (inclusive, amo ♥), tá aqui pra representar um casal que era, mas não era e só foi depois de muito tempo. Eu não gosto de romances, passo reto por eles nas estantes e sou a pessoa chata que não torce por casais, mas quando penso em casais na literatura logo me vem à mente os nomes Florentino Ariza e Fermina Daza, o casal mais desencontrado da história da literatura. Gabriel García Márquez acertou até no coração da pessoa mais blergh pra romances que existe - eu - ao escrever O amor nos tempos do cólera. O livrinho trata, basicamente, da história de amor entre essas duas pessoas extremamente características - jamais esquecerei dos ternos engomados de Florentino Ariza - que só vão ficar juntas mais de meio século após se conhecerem. Só que o legal de toda essa história não é o amor romântico e sim a vida que acontece no meio. Livrinho-amor ♥ 

5. Flight of the bumblebee - Korsakov - Um livro/leitura irritante


Eu amo essa música do Korsakov, mas ela foi feita para ser irritante - e tocar constante em desenhos dos anos 80 e 90, inclusive melhor trilha sonora. A ideia dele era fazer uma música que parecesse com um inseto voando - no caso, um zangão. Funcionou? Funcionou. Mas continuo amando mesmo assim. Porém, não posso dizer o mesmo de dois livrinhos que me irritam extremamente: Fernão Capelo Gaivota, do Richard Bach (o Paulo Coelho norte-americano) e O Pequeno Príncipe, do Exupéry. COMO ME IRRITAM ESSES LIVRINHOS COM METÁFORAS CAGADAS E LIÇÕEZINHAS DE MORAL. Sério mesmo. Cê tá lá lendo o livro quando, de repente, se depara com um "és eternamente responsável por aquilo que cativas". Pelamor, né. Sim, muito legal assumir responsabilidade pelo que se faz, mas ninguém é responsável por como o outro se sente. Já é bem complicado - quase impossível - mandar no que a gente sente, que o fará no sentimento alheio. Isso pra não dizer que: Richard Bach, você tem problemas com gaivotas, meu filho. O cara pegou todo o conceito da reencarnação e o colocou aplicado a voos de gaivotas que BRILHAM. G A I V O T A S  Q U E  B R I L H A M. Depois ninguém sabe de onde a dona Stephenie Meyer tirou suas ideias de vampiros com glitter, né.

6. Requiem - Mozart - Um livro que você não concluiu e se arrepende por isso


Infelizmente, Mozart não conseguiu terminar seu Requiem, que é uma das músicas mais maravilhosas do universo, porque seu contrato de vida provisória foi rescindido no percurso. Eu não tenho uma desculpa tão digna para não ter terminado de ler O nome da rosa, do Umberto Eco. Realmente, não consigo pensar num só motivo pelo qual eu tenha abandonado essa leitura. Acho que foi porque era um livro muito pesado pra eu carregar nos ônibus da vida (o que é ridículo se eu parar pra pensar que depois andaria durante semanas com os livros do Stieg Larsson na bolsa) e acabei deixando pra amanhã. O tal amanhã já tá esperando pra surgir há 3 anos. Mas ele tá aqui, na estante, e será lido, sim. Gosto bastante dos escritos do Umberto Eco e uma das minhas maiores vergonhas literárias é ter deixado  esse livro pela metade. :x

7. Morning Good - Edvard Grieg - Um livro com um ambiente agradável


Essa música do Grieg foi feita para nos dar a sensação de um amanhecer tranquilo e não tem como não pensar em Orgulho e Preconceito ao ouvi-la. Jane Austen era essa linda cujos livros são lidos e amados até hoje e, apesar de todos se passarem meio que no mesmo contexto, o que mais me passa a sensação de "eu poderia, de fato, viver tranquilamente naquele ambiente" é a história da nossa querida Elizabeth Bennet. Gostaria de fazer altas caminhadas com a Lizzie naqueles campos gigantes, sob um sol suave e cercada de natureza por todos os lados. (Vivo numa metrópole, mas sou uma garota do campo que não pode ver uma árvore sem abraçá-la, hahahaha).

8. Pedro e o Lobo - Prokofiev - Uma história infantil encantadora



O legal de Pedro e o Lobo, do Prokofiev, é que ele decidiu usar os recursos de uma orquestra pra representar uma história infantil. Então, cada instrumento é uma personagem e a gente realmente se sente maravilhado com aquilo. Sério, todas as crianças deveriam ter a experiência de ouvir essa música um dia. ♥ E assim como fez Prokofiev, encantando pessoas de todas as idades, a dona Eleanor H. Porter também o fez com sua querida Pollyanna. Uma vez me disseram que eu tinha um jeito muito Pollyanna de ser. Não entendi nada daquilo, não sabia do que estavam falando. Aí fui ler o livro, e: GENTE, É VERDADE! A Pollyanna é uma menina bem ferrada na vida, que só se dá mal. Sua vida é uma alopração atrás da outra. Mas a guria tem uma coisa chamada "o jogo do contente". É o seguinte: cada vez que uma coisa muito errada acontece com ela, ela se força a pensar em tudo que tem de bom e no que aquilo resultou de melhor pra ela e pra os outros ao seu redor. É muito amor! E eu percebi que tenho essa vibe de fazer isso também, pollyannando loucamente na vida, hahahaha Acho que nunca vou perder o meu lado criança - que é o meu melhor lado, por sinal.



A ideia seria indicar essa TAG pras pessoas, mas não conheço muitas que gostem de música clássica. Entonces, vou indicar apenas para a Helen. Mas quem quiser fazer, super pode! o/

~grupinho do amô pra gente se apoiar durante o BEDA~
 
Wink .187 tons de frio.