Lendo mulheres 2017 ou por que me comprometo a apoiar a literatura feminina

Estava organizando a minha listinha de livros lidos e me dei conta de que dos 24 lidos até agora, 15 foram escritos por mulheres. "Tá, mas e daí?" - você pode me perguntar. E daí que isso é muito bacana porque, não sei se você já se deu conta, mulheres não são muito lidas. Ou publicadas. Ou valorizadas pelas editoras ao conseguirem, finalmente, publicar um livrinho. 

Durante o tempo em que estou no Jornalismo, tenho trabalhado com jornalismo cultural e escrevi bastante sobre mulheres, literatura e literatura escrita por mulheres. Uma das reportagens que escrevi (junto com a Sofia e a Annie) se chama A literatura não tem rosto de mulher, e pra fazer isso a gente foi atrás da desigualdade do mercado editorial que não publica mulheres e, quando o faz, acaba premiando e destacando homens ao invés de dar valor às suas escritoras. Sempre quis valorizar bastante escritoras, mas só entendi a real importância disso ao entrevistar mulheres que escrevem e pesquisar dados concretos sobre como funciona o mercado editorial e literário no Brasil e no mundo. Spoiler: é uma droga. O mercado é extremamente machista e, basicamente, as escritoras só fazem sucesso se escreverem romanções, aquelas histórias bem Nora Roberts. O que não tem nada de errado, mas o problema está em resumir a literatura feminina a isso: histórias de amor. 

Só que eu, mesmo assim, não fiz nenhum projeto pra ler mais mulheres ou apenas mulheres. Isso porque eu gosto de ler de tudo e, apesar de saber do mercado literário vigente, que mal abre espaço pra escritoras, tenho trocentos escritores na minha lista de livros para ler e leio o que o coração mandar: não costumo fazer listinha organizada das leituras do mês/ano, apenas vou pegando nas estantes o que me chamar na hora. Foi por isso que me surpreendi pra caramba ao perceber que o que mais tem me chamado, nos últimos meses, são aqueles livros escritos por mulheres. Nada disso foi programado, mas tem sido incrivelmente bom. 

Semana passada, escrevi pra o Valkirias uma ode às escritoras clássicas e lá eu falei algo que repito aqui: não adianta a gente ficar falando da importância de ler mulheres, de como temos de derrubar o patriarcado, dos males que o machismo causa, de como a literatura é repleta de horrores como romantização da pedofilia e relacionamentos abusivos (e nem vamos entrar no estupro como recurso narrativo) se a gente não fizer o óbvio: apoiar as escritoras. 

"Ai, mas eu leio Clarice blablabla". Okay, filhote, acho louvável, acho bacana, acho supimpa. Só que: nós também escrevemos. Eu escrevo. Conheço mais de dez meninas que escrevem pela internet afora. E tenho algo bem importante a dizer: se antigamente os livros eram publicados em folhetins, capítulo a capítulo, hoje em dia a gente publica tudo em blogs, newsletters e mediums da vida. Um dos livros mais marcantes que li durante esse 2017/1 foi, inclusive, de uma blogueira e suas páginas são cheias de diarices e causos da vida real. Sim, isso também é literatura. Sim, isso também é válido. 

A gente tá fazendo literatura agora e tem que se apoiar, tem que ler a coleguinha de internet, tem que parar de se automenosprezar achando que o que se faz não é tão bom quanto o que o pessoal que entrou pra o grande cânone artístico fez. Ninguém sabe o que está fazendo, mas a gente precisa começar a se levar a sério como escritoras, leitoras ou artistas. 

Quer dizer, quando se para pra pensar que Virginia Woolf começou sua carreira escrevendo resenhas literárias pra revistas/jornais da época - e, se pararmos mais um pouquinho pra ver o contexto de como era uma revista/jornal da época e percebermos que as coisas não eram como hoje, de fato, e que tudo era bem mais simples e em menor escala -, aí talvez comecemos a parar com essa autossabotagem que faz com que a gente nem se leve a sério como produtoras culturais - que é o que todas nós, blogueiras, youtubers e gente que escreve é - nem leve a sério as amigas escritoras e/ou as outras mulheres que têm escrito tanta coisa bacanuda por aí que a gente deixa de lado pra ler mais um escrito enfadonho do Faulkner só porque algum dia um professor disse que temos de ler Faulkner. 

Nós temos de ler o que quisermos, mas realmente tenho cada vez mais me perguntado se a gente lê o que nos agrada ou lê o que as editoras nos empurram. Inclusive, estudando Teorias da Comunicação - e passando muita raiva no processo -, me questiono mais ainda se temos, de fato, alguma dúvida a respeito disso porque QUERIDA, vejebem, num mundo em que existe algo como agenda setting, em que gente da mídia escolhe a dedo os assuntos que serão falados e os que serão esquecidos, cês realmente acreditam que leem Daniel Galera porque ele é bom e deixam a Natalia Borges Polesso de lado porque não gostam de literatura alternativa? Ah, tá. Também me pergunto quem irá querer nos ler se nós não nos lemos e não queremos a nós mesmas? São questões. Mas entre todas essas questões, continuamos resistindo, escrevendo e lendo. E nos dando conta da falta que (ainda!!!) fazemos no mercado editorial formal & informal. 

Não querendo ser a aquariana revolucionária e do contra, mas já sendo, pois Aquário na casa 3: a literatura tem rosto de mulher, sim, e digo mais: tem o nosso rosto. Tem o rosto dos poemas que falam sobre abuso da Rupi Kaur, tem o rosto das crises de ansiedade ao viajar da Jenny Lawson, tem o rosto dos mundos saídos de um futuro distópico da Ursula K. Le Guin, tem o rosto da ditadura chilena vivida pela Isabel Allende.

A gente é a nossa literatura, então que tal olharmos pra nós e sabermos disso de uma vez por todas ao invés de ficarmos afundadas num abismo de insegurança e de ó vida, ó céus, como sou horrível e não consigo fazer nada direito e todo mundo consegue sucesso menos eu, o que fazer?

APOIE AZAMIGAS. 
SE APOIE.
ACREDITE EM VOCÊ. 



.livros escritos por mulheres lidos até agora: 

1. A face da guerra - Martha Gellhorn 
Martha Gellhorn foi uma das primeiras mulheres correspondentes de guerra e escreveu de uma forma incrivelmente sensível sobre os conflitos horríveis do século XX. É algo tocante e real, de uma forma bem diferente dos relatos que temos de correspondentes homens. 

2. Despertada - P.C. Cast e Kristin Cast
3. Destinada
4. Escondida
5. Revelada
6. Redimida 
Série de vampiros adolescentes wiccanos que terminei no início deste ano e, gente, além de mãe e filha a terem escrito em conjunto, elas deram vários VRÁÁÁÁS na cara do patriarcado, isso porque a sociedade vampírica da House of Night é MATRIARCAL. Tem outras coisas também, mas só ao saber disso já dá pra ter uma ideia da vibe maravilhosa desses livros.

7. A elegância do ouriço - Muriel Barbery
Livrinho heartbreaking sobre amizade, disparidade social e a solidão da mulher pobre que quer se informar, mas não pode sair do papel que a sociedade lhe impõe. Tristíssimo. 

8. Heartlight - Marion Zimmer Bradley
9. A teia de luz
10 A teia de trevas
11. Os ancestrais de Avalon 
Decidi ler toda a série Avalon e tá sendo muito incrível porque PENSE EM MULHERES FORTES. Avalon também funciona como uma sociedade matriarcal e eu amo demais essa história, todos deveriam lê-la. Marion foi uma das melhores escritoras que já passaram por este planeta e a gente precisa falar mais sobre o feminismo de Avalon. 

12. Vincent - Barbara Stok
A história de Van Gogh retratada pelo olhar sensível e extremamente poético da Barbara. Vale tanto a pena, é tão lindo que eu só posso deixar aqui a recomendação forte. 

13. Alucinadamente feliz - Jenny Lawson
O mais incrível nesse livro é que ele é real. Jenny é gente como a gente e escreve sobre como é ser uma mulher com trocentos transtornos psicológicos - mas o de ansiedade sendo o predominante - e ainda ser feliz, alucinadamente feliz, só de raiva. 
Poesia feminista de uma autora indiana. Eu realmente preciso dizer mais alguma coisa? 

15. Profissões para mulheres e outros artigos feministas - Virginia Woolf 
Livrinho incrível que se acha em praticamente qualquer livraria e que contém várias resenhas literárias da Virgininha criticando a forma como as mulheres são retratadas na literatura. É sensacional de verdade e leitura necessária pra vida. 


*texto publicado originalmente na minha newsletter; se quiser receber textos diretamente pelo seu e-mail, assine a news aqui 

18 comentários

  1. AAAA favoritei o seu post e salvei no meu pocket!!! Achei muito inspirador! Ano passado li várias autoras sem perceber também e achei um fato sensacional: os livros que tinha favoritado eram justamente de escritoras mulheres. Quando me dei conta fiquei me questionando de POR QUE RAIOS eu havia demorado tanto pra dar atenção para mulheres, sabe?

    Nós precisamos ajudar a criar uma base pra que possamos nos ajudar a ter visibilidade de livros tão bons e ao mesmo tempo tão marginalizados. Uma hora o mercado entende o recado.

    Agora sobre isso:
    " porque QUERIDA, vejebem, num mundo em que existe algo como agenda setting, em que gente da mídia escolhe a dedo os assuntos que serão falados e os que serão esquecidos, cês realmente acreditam que leem Daniel Galera porque ele é bom e deixam a Natalia Borges Polesso de lado porque não gostam de literatura alternativa? "

    COMO ASSIM? EU NÃO SABIA DISSO!!! SOS!!!!!!!!!!!!!!1 Essa merda manipula a gente até no lazer aaaaaaaaaaaa Sou ingênua mesmo.

    Vamos começar essa revolução de ler mulheres! Yay!

    (Rupi Kaur é maravilhosa!!)

    Beijo <3

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  2. Oi!
    Fiquei boquiaberta com esse texto maravilhoso que exala verdades e percebi que até então, mesmo conhecendo essa dificuldade de reconhecimento das mulheres na literatura, nunca parei para pensar sobre a frequência de autoras na minha lista de leitura. O fiz após ler o seu post e fiquei feliz em constatar que sim, eu leio muitas obras produzidas por mulheres, inclusive algumas das que foram citadas por você no texto, e há muitas as que ainda quero e pretendo ler.
    Beijos!

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  3. Oi, tudo bem?
    Adorei sua postagem, muito relevante!
    Sabe, eu não percebo muito hoje a falta de espaço da mulher como escritora na literatura. Vai ver é porque já li dezenas de livros escritos por mulheres, inclusive esse ano. Acho até que nós estamos conquistando muito espaço, que é nosso direito obviamente.
    Mas, sim, ainda existe muito preconceito! E gostei de saber dessa lado da publicação aqui no Brasil, onde o machismo acha que a mulher só tem valor se escrever romances. Tenso! Super amei a postagem.

    Blog Livros, vamos devorá-los

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  4. Oi!

    Acho que temos algo em comum: eu vou na prateleira e pego um livro pra ler. Não planejo ou algo do tipo. Em relação as suas posições eu concordo, mas nunca parei para observar se leio mais livros de escritoras ou escritores. VOu começar a observar esse detalhe, entretanto posso dizer que mesmo não fazendo uma diferença enorme, creio que esse quadro esta mudando, é uma mudança gradativa e lenta, mas a mulher esta sendo ouvida pela sociedade, mesmo que os resultados ainda não sejam satisfatórios. Beijos!

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  5. Oi! Que post interessante!
    Corri pegar minha lista de livros lidos e aconteceu que também li mais livros escritos por mulheres do que por homens.
    Leio de tudo mesmo, e não deixo de ler por ser de escritor ou de escritora, mas fiquei contente em saber que inconscientemente as leituras femininas estão dominando minhas preferências.
    Digo isso porque realmente as mulheres escrevem ótimos livros, mas sempre os homens se destacam mais, sempre eles que recebem os prêmios de melhores livros.
    Por isso devemos apoiar bastante nossas escritoras. Sempre que posso leio alguma obra de quem está começando e indico para todo mundo que encontro.
    Parabéns pela iniciativa!

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  6. Tenho que concordar contigo, algum tempo atrás escritores eram desmerecidos, principalmente do sexo feminino. Mas, infelizmente nós mulheres conquistamos nosso espaço numa época de crise, ela recebeu o valor merecido, mas os livros estão ficando nas prateleiras por conta da má venda. Espero que essa fase passe. Tenho muitas escritoras em minha estante, Colleen Houk, Sarah Lotz, Rowell Rainbow são as que mais gosto, fora as nossas nacionais maravilhosas!

    Abs
    Nizete
    Cia do Leitor

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  7. Adoro essa polêmica em levantar que manas, devemos ler mais mulheres. Eu como fã de fantasia consumo MUITO livro de mulheres. Assim como eróticos, romances e tudo mais. Ao meu ver o espaço na mulher nesse mercado está cada vez mais ganhando mais espaço, até porque quem consume mais livros são aos mulheres. Mas quando chegamos em clássicos, em contemporâneos vemos que essa taxa alta de escritoras é absurdamente inversa. Não posso falar o que não sei, até porque não leio muito o gênero mas isso de poucos em poucos está mudando. Nós blogueiras apoiarmos e crescemos isso é fundamental. Adorei demais o texto!
    Beijos,
    http://diariasleituras.blogspot.com.br/

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  8. Olá Mia, primeiramente que texto incrível. Eu como uma leitora assídua de fantasia busco ler bastante livros escrito por mulheres que tragam peonagens fortes quebrado o padrão machista que vemos em tantos livros do gênero *-* Sem duvida devemos apoiar as nossas escritoras de livros, reportagens e blogs.

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  9. Oiee
    Nossa!! Que crítica maravilhosa! Adorei seus apontamentos e concordo em muita coisa.
    Eu, como amante da nossa literatura nacional, já levanto a bandeira da escrita das mulheres até, confesso, sem intenção.
    Não sei quantas mulheres "li" esse ano, mas acredito que sejam a maioria sim.
    Continuar apoiando e muito.
    Mais uma vez, parabéns pelo texto.
    Bjo

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  10. Oie
    aaaaaaaah que post maravilhoso foi esse?
    Eu amei, meus parabéns por trazer esse tema pra cá e dissertar tão profundamente sobre, quase me cai até lágrimas dos olhos hsuahsua

    beijso
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  11. Achei super legal a tua ideia lendo teu texto me veio a dúvidas quantos livros escritos por mulheres eu li neste ano até agora e de 14 livros 8 são foram escritos por mulheres. =) Da sua lista quero muito ler Outros jeitos de usar a boca - Rupi Kaur.

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  12. engraçado que agora também me apercebi que a maior parte dos livros que li este ano foi escrito por mulheres :) nunca tinha pensado nisso e por acaso este ano uma escritora que gosto muito chamou a atençao exactamente para essa problemática. quero muito ler o livro a face da guerra é um tema que me interessa mesmo muito :)

    Vânia
    Lolly Taste

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  13. Nossa, eu tô aqui sem palavras para esse seu texto estupendo!
    Primeiro, você me fez ir olhar a minha lista de lidos, constatei que são 16 em 20 lidos nesse ano que são de mulheres! Yey! ahaha Eu comecei um projeto de apoiar a literatura nacional esse ano (meio que sem querer... rs) e além de estar amando, estou descobrindo escritoras fantásticas.
    Viagens à parte, seu texto me deu uma sacudida sabe, porque eu sou exatamente a pessoa que pensa que todo mundo é escritor, menos eu. Que todo mundo deve se valorizar e dizer, eu escrevo. Menos eu.
    E, suas palavras foram mais que inspiradoras, foram aquele tapa de luva que a gente precisa de vez em quando. Obrigada, de verdade! <3
    Já li a saga toda de House of Night (e adorooo ehehe). Acho a escrita um pouco simplória e chegou a ficar enrolada depois de uns livros, mas eu gosto muito dos exatos tapas na cara que você apontou ehehe Fora que, não tem aquela baboseira de mocinha em perigo que já está saturada e repetitiva e é problemática! rs
    xoxo

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  14. Olá,
    Amei a sua postagem e tenho que dizer uma coisa: a maioria dos escritores podem até ser homens, mas o que vejo de blogueiras!! É difícil achar blogueiros homens que falem sobre literatura. A maioria dos que costumo acompanhar são mulheres e isso é bem interessante.
    Adorei sua postagem e concordo que temos que apoiar as mulheres na literatura.
    De 31 livros que li até agora, 23 são escritos por mulheres!!!

    LEITURA DESCONTROLADA

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  15. Mia, precisamos ser amigas! Quero cursar Jornalismo Cultural ano que vem (na verdade preciso entrar na faculdade de jornalismo primeiro). Assino embaixo do que você disse no post, a literatura não gosta das mulheres. É tão triste ver que somos desvalorizadas até na literatura. Já basta a desvalorização no mercado de trabalho e na comunidade não é mesmo?
    Irei compartilhar seu post!
    Vamos nos apoiar. Aliás, se quiser dicas de leituras de mulheres, tenho uma amiga que recentemente publicou um livro lindo chamado "Do que são feitas as estrelas?", veja depois lá no meu blog.
    Abraços

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  16. Olá. Sim, é meio assustador quando paramos para pensar que lemos consideravelmente mais homens do que mulheres, mas, por outro lado, eu realmente só leio aquilo que eu quero na hora. Tenho várias escritoras queridas, entre elas a Marion Zimmer Bradley que você já citou, mas existe esse ponto sim do mercado editorial: mulheres fazem sucesso escrevendo romances. E quanto mais hot ou água com açúcar melhor. Acredito que isso se deve a vários fatores, desde a falta de interesse delas em outros estilos literários (é só comparar a proporção de leitoras de romance e a de leitoras de terror, fantasia etc) até a falta de espaço também. Mas não acho que seja apenas o machismo falando mais alto.
    O mundo é machista há muito séculos, e, historicamente falando, esse processo só começou a retroceder MUITO recentemente. Feminismo, por essa ótica, é novidade. Mulheres trabalhando, ganhando a vida de forma independente, fazendo sucesso, é novidade. E sim, precisamos apoiar isso.
    Obs: Adorei estudar teorias da comunicação! <3 melhor matéria, mas a minha visão de publicitária é bem mais integrada do que apocalíptica. rs

    Beijos.

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  17. Oiiie!

    Concordo com você sobre a questão da mulher na literatura. Ultimamente tenho tido um cuidado maior em ler livros nacionais e boa parte deles acabam sendo de autoras, o que é bem legal :)

    Adorei o post!

    Bjs

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  18. Desde o ano passado, notei que havia mais escritores do que escritoras em minha estante, e fui mudando essa disparidade. Agora leio muitas autoras, e também dou mais atenção à artistas mulheres. Sinto que uma porta nova se abriu na minha vida, e saí daquele ninho do clube do bolinha literário.

    Com amor,
    Bruna Morgan

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