Resuminho de julho


Mês de férias, mas é aquela coisa: férias da faculdade é algo que te faz passar raiva porque quando você finalmente consegue sossegar, as aulas começam. Minhas férias duraram cerca de 3 semanas porque os ~queridos professores~ acharam de bom tom virarem espíritos livres e pra que cronograma mesmo se podemos fazer as provas finais depois? Bem, o cronograma existe por um motivo, pra que pessoas maníacas por controle, como eu, possam fazer um planejamento bacana do um mês de férias que supostamente teriam. Supostamente é a palavra, porque a realidade é que meu planejamento foi por água abaixo e nem ao menos fazer as coisas mínimas, pras quais achei que daria tempo, consegui fazer. 

Me propus ler ao menos 5 livros. Resultado: li 3. Okay que cada um tinha umas 600 páginas, mas mesmo assim: FÉRIAS. Só que minhas 3 semaninhas de férias se resumiram a correr em médicos pra fazer exames porque doooor, cólicas insuportáveis e blablabla. Comecei a tomar um remédio que alterou completamente a minha vibe zen de viver a vida e me deixou com raiva, uma raiva que eu não sentia desde os meus 15 anos, quando ninguém prestava e só eu tinha a verdade verdadeira do universo inteiro e me perguntava como ninguém via as coisas que eu era capaz de ver. O que eu não sabia é que tudo eram apenas hormônios aliados à falta de experiência no mundo real. 

A coisa não foi diferente agora, só que não tenho mais 15 anos, e sim 23 e sair gritando por aí de pura raiva e frustração por coisas que não posso mudar ou que não compreendo não são mais tão ~aceitáveis~ quanto eram naquela época e eu que lide com isso. Só que lidar com coisas cagadas é realmente uma diarreia do diabo, ainda mais quando você está sob efeito de um remédio que mexe com todo o seu sistema e te deixa particularmente imprevisível - logo eu, que sou toda trabalhada no autocontrole faz anos, exercendo com firmeza meu Marte em Capricórnio. Mas consegui me dar conta do que estava havendo dentro de mim antes que a coisa tomasse proporções homéricas e eu tivesse de alugar um salão pra pedir um perdão coletivo a todos os envolvidos. 

É aquela coisa: o que não pode ser resolvido, resolvido está. E se eu estava me irritando por coisas que estão muito além da minha capacidade de resolução, que lidasse com isso simplesmente não dando a mínima porque não vale a pena. Diz a astrologia que Capricórnio sempre poupa tudo onde está localizado. Capricórnio em Marte poupa energia de briga. Vamos levar isso pra vida porque poupar energia é algo muito conveniente no mundo altamente irritante em que vivemos. 

Aí fiz o que toda pessoa sensata faria: engoli a frustração, tratei de dizer um BASTA, SUA DESCONTROLADA e fui ver séries. A 2ª temporada de Outlander tava aí e eu que não ia perder essa. GENTE, QUE COISA MARAVILHOSA OUTLANDER. Claire melhor personagem, Jamie melhor crush e vou nem falar da música de abertura que total me arrepia toda vez que a ouço. 


O problema é que fiquei tão obcecada que vi basicamente só isso. Vi um ou outro filme também porque namorado acabou de descobrir a magia de Harry Potter e a antipática atuação da Jennifer Lawrence em Jogos Vorazes, então vimos algumas coisinhas em conjunto e também maratonamos Doctor Who, mas isso não é novidade alguma. 

Eu tenho umas obsessões que nunca passam e cada vez mais tenho percebido que me recuso a conhecer coisas novas e fico reassistindo coisas que já vi trocentas vezes. Talvez porque a minha vida nos últimos anos tenha sido tão louca, com mudanças súbitas e completamente transformadoras, que sempre me tiram da minha tão frágil zona de conforto, talvez por isso eu tenha essa resistência a conhecer coisas novas e fique apenas no que conheço, com aquelas personagens e cenários que já são de casa, que sei que não me darão nenhuma surpresa e que me dão uma sensação de conforto e controle. O que é bem louco porque parece que quanto mais controle tento ter, mais as coisas degringolam e eu acabo sentada no chão da cozinha pensando em como diabos uma pessoa tão bacana (eu) acabou nessa vidinha tão imprevisível assim. 

Sendo essa pessoa tão querida e bem resolvida (HAHAHAHA), li pouco mas li bem, li coisas que me relaxaram e revisitei uma história que amo demais: Harry Potter

.do que li


Os 3 livros lidos foram Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix e Harry Potter e o Enigma do Príncipe e gente, GENTE: J. K. é muito maravilhosa mesmo. Sério, essa mulher colocou tantos detalhes bacanas nesses livros que a pessoa, enquanto está lendo, realmente mergulha na história e se pergunta se as teorias de que J. K. na verdade é uma bruxa que resolveu escrever sobre o mundo bruxo como se ficção fosse são reais. Ler Harry Potter é como ver lembranças na penseira do Dumbledore, só que essas lembranças não são formas brancas e estranhas que aparecem como imagens, mas sim palavras que nos fazem viajar pra outros mundos e épocas. 

Por uns momentos, tive muita raiva do Dumbledore porque DUMBLEDORE, SEU SENHORZINHO ILUDIDO. Essa superproteção ao Harry custou muita coisa a muita gente, assim como essa fé cega no Snape. E não, eu não acredito na redenção do Snape, assim como não acredito que Rony e Hermione são um belo casal. E tenho pena da Gina por ela gostar tanto do Harry porque Harry é cilada, Harry só atrai confusão, não é coisa boa gostar de Harry. Mas a gente sabe que a história acaba "bem", então okay. Porém, o processo é doloroso. 

Vou falar mais de Harry Potter quando terminar de ler o último livro, até lá vou tentar me segurar nas redes sociais, mas tá difícil. 

.do que estou lendo 

Ainda tô relendo A insustentável leveza do ser porque cada vez que leio umas 10 páginas, dou uma paradinha, solto um suspirinho preso e penso em como a minha visão de mundo mudou desde a primeira vez que li esse livro - quando tinha 18 aninhos - até agora. Antes eu me achava uma Tereza toda trabalhada na sofrência. Agora me reconheço na Sabina, sempre seguindo em frente e morrendo de medo de ficar parada. Mas uma coisa continua a mesma: Tomas, seu grande babacão. 

Também tô lendo um livrinho chamado A Jornada Kármica, que basicamente fala sobre como ler o mapa astral e interpretá-lo de forma a conseguir compreender as cagadas que você fez em vidas passadas e tentar consertá-las o melhor possível pra poder diminuir o karma desta vida. Sensacional. Tô adorando, muito divertido. 

E é isso, gente. 
Vamo que vamo que as aulas começaram e já tem coisa pra fazer. 

5 comentários

  1. Mês agitado pra ti e gosto de ler pra gente hahaha infelizmente não é mais aceitável surtar sobre as coisas que não podemos controlar tendo mais de 15 anos, fico bolada porque essa sim é a idade em temos reais motivos pra berrar pro mundo mas nãooooo, não somos mais garotas de 15 anos, sortudas.

    Sobre Outlander sempre quis assistir mas eu to tão entupida de série pra ver, inclusive umas faltando no máximo 3 eps pra acabar a temporada e ainda não tomei vergonha na cara hahahah Se tá se sentindo mal por não ver coisa nova pensa em mim que parou Doctor Who no início da 5 temporada porque não conseguia ver e não chorar pensando no Tennant, até hoje só vi uns 3 eps da temporada e ainda to empurrando pra dentro sem mastigar pra ver se funciona, beijo!

    Ray e os Dezoito

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    1. Chorar pensando no Tennant: trabalhamos. Sofri demais com a saída dele, mas prossiga porque existe CAPALDI MEU AMOOOOOR e ele total vale a pena.

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  2. Huahuahua todo mundo leu e assistiu Harry Potter nesse mês kkkkkkk mas é inegável como ambos são maravilhosos ♡

    Eu li Kundera muitos anos atrás e me recuso reler A Insustentável Leveza do Ser, pois sei que todo o encanto e amor à história irão por agua abaixo, depois de tantas problematizações hhahya

    Com amor,
    Bruna Morgan

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  3. Sempre que leio seus posts tenho a impressão que foi eu que escrevi, só tirando o fato que eu não escrevo de forma tão envolvente assim. Também ando sentindo uma raiva louca e imagino que seja hormonal (o fato do meu cabelo estar caindo em tufos e meu rosto estar cheio de espinhas também parece indicar alguma coisa, só acho). Muito ruim se sentir com 15 anos de novo, aliás ri demais disso: "quando ninguém prestava e só eu tinha a verdade verdadeira do universo inteiro e me perguntava como ninguém via as coisas que eu era capaz de ver"

    Eu li A insustentável leveza do ser uma vez há alguns anos e não lembro ABSOLUTAMENTE nada do livro. Lembro apenas de uma vez em que estava sentada lendo, e fui interrompida. Lembro também que tinha uma personagem que gostava de gente que gostava de ler. Eu não estava numa fase boa nessa época e acabei só passando os olhos pelo livro todo, sem absorver nada da leitura. Pretendo reler um dia.

    Essa coisa de ficar revendo o que já vimos, comecei a entrar nessa também (será coisa da idade?). Assisti Sherlock duas vezes e estava caminhando para a terceira vez, quando decidi que tava na hora de ficar repetindo o mesmo comportamento e fazer outra coisa. Pensei em rever outra série, mas acabei decidindo por uma nova. Nem sempre é bom ficar num loop de zona de conforto.

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    1. Menina, vá ver isso porque tem bem cara de ser problema hormonal mesmo, hein!

      RELEIA ESSE LIVRO! É maravilhoso demais, mas a pessoa tem de estar no tempo certo. É o tipo de livro que não vai funcionar se a gente ler de qualquer maneira.

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