Resuminho de agosto


Depois de um merecido descanso pós-BEDA, estamos aqui pra falar de agosto. Agosto foi mês de BEDA, ou seja, teve texto todo dia aqui no blog porque o pessoal da blogosfera entra numa loucura coletiva todo ano - ainda bem, adoro isso. Mas é até difícil falar desse mês porque O QUE FALAR, já que está tudo registrado nos trinta e um dias de posts? 

Como eu já falei, bedar é sempre uma experiência bacana e de autoconhecimento, mas também cansativa demais. E justamente por isso que eu não consigo entender como li OITO LIVROS EM AGOSTO.

Quer dizer, não é como se eu tivesse passado meu agosto à toa, somente lendo livrinhos e escrevendo textos diários no blog. Tive aulas, tive de dar atenção pras pessoas (sempre um suplício porque por algum motivo que desconheço as pessoas querem que eu lhes dê atenção; acho que ainda não descobriram que eu sou uma pessoa desinteressante, mas enfim), tive de ser funcional mesmo com dorzinhas no joelho que ainda persistem e vontade de matar meio mundo porque as pessoas são muito mal educadas. Mas cá estamos, com 8 leiturinhas no mês.

.do que li 


Finalmente terminei de ler a saga Harry Potter e muitos feels. Não tantos quanto eu imaginava, mas mesmo assim muitos. Quer dizer, eu pensei que fosse chorar, que ficaria triste, que blablabla. Mas nem? Gostei demais, só que não foi aquela emoção toda que sempre vejo as pessoas falarem que sentem ao ler os livros - o último especialmente.

Agora, o que dizer de Harry Potter e a criança amaldiçoada? Acho que já disse tudo o que havia pra ser dito aqui, mas reitero e reafirmo que J.K. VOCÊ ESTÁ LOUCA. 


Também reli o meu livro preferido da vida, também conhecido como A insustentável leveza do ser. Recentemente saiu um certo vídeo por aí falando de como o livro é erótico e sem enredo e sem roteiro e, olha: apenas não. O livro é maravilhoso, nada erótico e o enredo existe sim, só que não é da maneira como estamos acostumados a ler. Enfim, melhor leiturinha do mês. ♥

Acabei lendo A guerra não tem rosto de mulher pra faculdade, mas é aquele tipo de leitura que fica pra vida porque todo mundo deveria ler esse livro. Sim, mesmo quem não gosta de reportagens. Sim, mesmo quem não é fã da temática ~guerra~. Isso porque a gente precisa conhecer a história das mulheres que lutaram na guerra. (E não, as mulheres não foram apenas enfermeiras na guerra, isso quem nos faz pensar é a indústria cinematográfica e nossos livros de história, que são escritos majoritariamente por homens.)

Também li meu primeiro livrinho da Jojo Moyes, Em busca de abrigo. É aquilo que já falei: pensei que fosse odiar, mas acabei gostando bastante pois não é meloso e trata de dramas familiares. Essa vibe famílias que se odeiam muito me apetece e o livro não foi nada do que eu esperava - ainda bem!

Ainda li outros dois livros que não estão nas imagens porque não achei imagens com resolução decente deles no Grande Oráculo: O livreiro de Cabul, que é outra reportagem que conta as impressões de uma repórter norueguesa que passou 3 meses morando com uma família afegã após a queda do regime Talibã, em 2001. Em uma palavra: tenso. O que ela mostrou com esse livro-reportagem são as condições horríveis em que vivem as mulheres afegãs, como elas são vistas como mercadoria e maltratadas por todos. É simplesmente horrível.

Depois disso desanuviei lendo algo engraçado de tão bobo - mas divertido mesmo assim. Descubra a missão de sua alma usando a astrologia kármica foi um livro que devorei em um dia pois divertidíssimo - e tem algumas coisas aplicáveis à vida, eu acho. Descobri que a cor da minha alma é vermelho escuro e, sendo coincidência ou não, essa é a minha cor preferida e estou sempre com alguma peça vermelha no corpo. Também descobri que preciso ser mais escorpiana, mas acho que ninguém aqui quer isso porque se eu tiver mais características escorpiônicas vou virar uma pessoa muito mais séria do que já sou e estamos bem com a vibe aquariana de ser.

.do que estou lendo 

Tô na metade de Atlas de Nuvens e cheguei naquela parte em que o Zachry narra e, gente: essa parte tá difícil porque o David Mitchell resolveu mudar a forma de linguagem pra cada narrador/época, o que eu achei bem genial, só que quando chegamos nessa época, que se passa num futuro pós queda da humanidade altamente tecnológica e os seres humanos vivem uma nova Era do Bronze, a linguagem é bem prática, com uma gramática terrivelmente pobre e isso dá nos nervos.

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Na lista de leituras próximas, tô bem aflita porque tenho uma pilha de uns 10 livros pra ler, mas minhas prioridades estão entre O conto da aia e Brida (que veio em parceria com a editora pra o Valks ♥).

E é isso, gente.
Tô com uns trabalhos de reportagem em texto e em áudio pra fazer e vamos ver como se dará o processo de leitura e bloguices. Vamo que vamo que a gente consegue. 

2 comentários

  1. Guria (eu amo que a gente é gaúcha e pode ficar se chamando de guria sem medo haha), oito livros em um mês é um feito pra poucos mesmo. *-*

    A Guerra Não Tem Rosto de Mulher e O Livreiro de Cabul: TENHO INTERESSE (é um tipo de livro que amo!!!).

    (E que amor essas imagens que tu coloca no início dos posts de resuminho, gente!)

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    1. Chamar as pessoas de guria: adoro.
      CÊ PRECISA LER ESSES LIVROS, SÃO MARAVILHOSOS!!!!

      Tenho uma pasta gigantesca só com imagens de pinturas antigas que amo demais <3

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