Resuminho de setembro


Aparentemente passei todo setembro vendo The Tudors e nem me daria conta do fato se não fosse eu ser a louca das listas e ter registrado tudo no meu listography. Isso porque foi tudo muito rápido e intenso. Aliás, este ano todo está sendo rápido e intenso, tão intenso que na maior parte do tempo eu mal consigo sentir o que supostamente deveria estar sentindo e bam, já temos um novo sentimento impactante com o qual lidar. 

Resultado: não estou lidando com nenhum, portanto. 

Tem gente que diz que a culpa dessa vibe de inutilidade que pegou geral em setembro é do eclipse, da mudança de energias, um novo ciclo, blablabla. Eu honestamente tenho uma preguiça descomunal do povo hippie, zen, wicca, budista e essas vibes todas - se você for quaisquer uma dessas coisas saiba que não tenho nada contra você especificamente, até porque a probabilidade de nos conhecermos é bem pequena, mas o ranço é com o estereótipo ativista que fica feito tio do pavê gritando nas redes sociais que todos seríamos muito melhores se fizéssemos ______ (complete o espaço com yoga, meditação, tomar o sangue de Cristo, celebrar a menstruação, não comer carne ou o que a doutrina em questão mandar). Seja lá como for, tem todo um nicho da internet dizendo que a culpa é do eclipse e ontem eu parei pra analisar o quadro com uma amiga e... e se for? Nesse momento crédulo, que durou exatos 5 minutos porque essa coisa de repousar meu destino ou o destino coletivo da humanidade nas estrelas não é comigo, parei pra analisar todas as cagadas de setembro, e... não foram tantas assim, hein. Pensei que fosse bem pior, mas ó, tô equilibrada, tô sã, tô de boas. Seja lá o que for - eclipse, desespero de fim de ano, a crise -, tô lidando bem melhor do que já lidei com outras situações. Ou talvez isso se deva ao fato de eu não estar lidando at all. A posteridade irá dizer. 

Talvez o que tenha dado esse surto de não lembro o que fiz o mês inteiro seja o fato de que a última semana foi bem conturbada porque, tudo ao mesmo tempo, o homem ficou doente, aí como ele mora longe e me leva até Porto Alegre pra poder voltar pra casa eu não pude voltar porque sou geograficamente perdida mesmo, então fiquei lá, bem pasmada, cuidando pra que a febre dele não aumentasse e vendo uns filmes ruins no processo. Também tive que escrever 5 textos, reescrever 1 - que ficou horrível, mas vamo que vamo, não dá pra fazer o melhor sempre, especialmente quando estamos escrevendo num notebook cujo teclado se recusa a funcionar e não estamos em casa, com nossos livros, referências e trocentas coisinhas inúteis mas que total ajudam no bom funcionamento da coisa. Pra completar, tive de voltar correndinho no meio da semana por causa de uma entrevista que deu em zeros nada porque a vida às vezes é muito ridícula mesmo, mas isso fica pra outra hora. 

Eu ainda tenho 2 textos + 1 reportagem pra escrever, mas estou ignorando a questão no momento porque sem condições de me preocupar com isso numa manhã de quarta-feira que já está pela metade e só me faz lembrar que ainda tenho de ler um texto gigantesco pra aula de hoje. 

Enfim, a vida universitária é um cocô gigante flutuando no vaso. 

~this is my design~

Também fui assaltada lá pelo meio do mês e foi a coisa mais ridícula que poderia ter acontecido. Mas fiquei de boas, nem tremi, só entreguei as porcarias e segui meu caminho. Aí, na outra semana, tive de fazer uma reportagem de rádio ao vivo e mal consegui segurar o microfone porque A TREMEDEIRA MEU DEUS. 

Claramente minhas prioridades estão um pouco invertidas. 

.links.links.links.

♥ A Raquel escreveu o texto que eu queria ter escrito sobre The handmaid's tale. O livro, não a série. Porque a série eu comecei, mas ainda não terminei porque sinceramente. De desgraçamento mental já basta a vida. Mas ainda vou terminar de ver aquilo. 

♥ Uma das minhas pequenas obsessões da vida é pela era Tudor e eu acompanho sempre os textos do Tudor Brasil. Um deles eu amei demais: a análise do mapa astral de Elizabeth I, filha do Henricoitavo com a Ana Bolena e primeira rainha aceita pelo povo da Inglaterra (mulheres já haviam governado antes, mas nunca tinham sido tão aceitas quanto a Elizabeth - sua própria irmã, Mary Tudor, reinou antes dela, mas ficou conhecida como Bloody Mary por perseguir protestantes e matar todo mundo, então digamos que ela não era lá muito popular...). 

♥ No Valks sempre saem textos bons e a Júlia escreveu sobre Mãe!, aquele novo filme do Aronofsky. Eu nem vi o filme ainda, mas adorei as trocentas referências do texto e quero assistir pra ver qualéquié. O que me incomoda um pouco é todo esse hype em cima do Aronofsky. Okay, ele tem filmes bacanas (Cisne negro), mas calmaí. 

♥ Saiu uma matéria ótima na BBC Brasil sobre Monopoly, um jogo de tabuleiro que foi criado por uma mulher e pra denunciar os males do capitalismo - e acabou se tornando uma espécie de símbolo capitalista porque essa é a ótica do sistema. 

É isso, gente. 
Mudei os esquemas e vou fazer posts separados pra os livros lidos e filmes/séries do mês porque os posts estavam ficando gigantescos e ninguém tem tempo pra isso. 

Até. 

3 comentários

  1. Estou na mesma com Handmaid's, setembro foi mesmo estranho, e como aficionada pela era Tudor te digo que Ana Bolena não está feliz! Elizabeth é filha dela 😙 Tremedeira em hora errada nem fala, ansiedade surge do nada e já era. Bom outubro para ti.

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  2. Você também vai dividir o conteúdo dos posts de resuminho!!! Hahaha Eu lia de boa os teus porque sou uma ~pessoa de textão~ (coisa que eu aprendi que pode ser tão potencialmente produtivo quanto uma completa merda), escrevo vários e nunca tenho aquele ímpeto de reclamar mentalmente quando vejo o de outras pessoas que escrevem por aí, sabe, gosto de ler. Mas MEU SENYOR, eu fiz uns dois no meu blog com tudo junto (acontecimentos e coisinhas lidas e vistas) que ficaram TÃO, mas TÃO enormes que eu tava achando verdadeiramente OFENSIVO publicar aquilo lá, hahahah
    É nós! \o/

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  3. Gosto de resumos do mês.
    Eu nunca fui assaltada, mas morro de medo de apresentação de trabalhos.
    Também quero muito assistir o filme Mãe!, e vou ler esse texto sobre ele.
    Beijos, Aline
    Verso Aleatório

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